08/09/2015

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HOJE NO
 "AÇORIANO ORIENTAL"

PR constitucionalmente impedido
 de dissolver parlamento a 
partir de quarta-feira

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, fica a partir de quarta-feira constitucionalmente impedido de dissolver a Assembleia da República, a seis meses de terminar o segundo mandato em Belém.
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De acordo com o número 1 do artigo 172.º da Constituição, "a Assembleia da República não pode ser dissolvida nos seis meses posteriores à sua eleição, no último semestre do mandato do Presidente da República ou durante a vigência do estado de sítio ou do estado de emergência". Assim, e como o mandato de Cavaco Silva termina a 09 de março de 2016, a partir de quarta-feira não poderá dissolver a Assembleia da República nem convocar eleições antecipadas.

Por outro lado, com as eleições legislativas marcadas para 04 de outubro, o Presidente da República que for eleito nas eleições presidenciais de janeiro e que tomará posse a 09 de março também não poderá dissolver o parlamento até 04 de abril.

Pois, a Constituição também impede que a Assembleia da República seja dissolvida "nos seis meses posteriores à sua eleição".

* Não está constitucionalmente impedido de fazer disparates ou dizer baboseiras.

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Cha-Cha Slide!


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HOJE NO
 "DIÁRIO ECONÓMICO"

Sector agrícola avisa que 500 milhões de apoio de Bruxelas “são insuficientes”

"Mais do mesmo"; "expectativas goradas"; "nada de novo". Foi desta forma que os agricultores reagiram ontem ao resultado do Conselho de Ministros da Agricultura, de onde saiu um conjunto de princípios mas não um acordo global. Após a aprovação de um pacote de ajuda de 500 milhões de euros lançado ontem pela Comissão Europeia, faltam agora definir os critérios de distribuição desta verba. Daí que a ministra da Agricultura tenha assumido ontem, ao Diário Económico, que o processo está ainda em estado "embrionário".
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Com o sector do leite a viver um momento de crise - dado que o preço médio do leite ao produtor (28 cêntimos) está aquém do custo de produção (entre 30 a 35 cêntimos) -, a Europa está a ser pressionada para encontrar uma solução neste e em outros sectores agrícolas muito afectados, por exemplo, pelo embargo russo a produtos agro-alimentares que dura desde Agosto de 2014. Ontem, milhares de agricultores europeus invadiram as ruas de Bruxelas, com tractores, para pedir compensações.

Mas da reunião, na óptica do dirigente da Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL), Paulo Costa Leite, "nada arrojado foi aprovado que seja capaz de resolver o problema no curto ou médio prazo". Além de terem decidido aumentar de 50 para 60% a antecipação da ajuda aos produtores e de terem aprovado o pacote de ajuda, os 28 Estados-membro não fecharam qualquer acordo. João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), considera que o aumento em dez pontos da antecipação da ajuda "é residual" e avisa que 500 milhões de euros a distribuir por 28 Estado e por quatro sectores [leite, legumes, carne de porco e de vaca] é "curto".

As associações portuguesas lamentam que algumas das reivindicações que a ministra da Agricultura levava à reunião - em concertação com outros países como França - "não tenham vingado", nomeadamente a subida dos preços de referência para tirar do mercado leite em excesso, apoios à exportação e mecanismos alternativos ao regime de quotas leiteiras. "O que hoje saiu do Conselho de Ministros foi apenas um conjunto de ideias", resumiu João Machado, lembrando que até a ideia de abrir uma linha de crédito no BEI "não é nova".

Impacto em Portugal ainda desconhecido
No dia em que os ministros da Agricultura da UE se reuniram, a Comissão decidiu disponibilizar um pacote de ajuda de 500 milhões. Os ministros debateram o pacote de ajuda mas não fecharam os critérios que serão seguidos na distribuição, pelo que Portugal desconhece ainda a fatia que lhe caberá. Ao Diário Económico, o presidente da ANIL mostrou-se pouco optimista e disse mesmo que "Portugal não tem especificidades que levem a que seja contemplado com alguma discriminação positiva". João Machado confirmou que "só nos próximos dias" será possível "ter uma ideia" do impacto para os produtores nacionais, mas desde já avança que 500 milhões "é manifestamente insuficiente".

Para já, pode perceber-se que na distribuição deste envelope "será dada particular atenção aos Estados-membro e agricultores mais afectados pelos desenvolvimentos de mercado", sobretudo com o embargo russo. A Finlândia e os Países Bálticos estão entre os mais afectados por este embargo, ao contrário de Portugal em que o impacto foi marginal e indirecto.

No dossier da produção de leite, depois do fim das quotas este ano, os produtores de leite dos Açores foram dos mais afectados. O Económico perguntou à ministra se podiam ser contemplados nas medidas mas Assunção Cristas reiterou que ainda não é possível saber porque os critérios de distribuição do pacote de ajuda não ficaram definidos. A este respeito, o presidente da ANIL diz esperar que não haja "um benefício do infractor", isto é, que não sejam beneficiados os países que ultrapassaram a quota e, por isso, contribuíram para o agravamento da crise". Dá como exemplo a Alemanha, a Irlanda e Espanha.

O cenário de crise no sector leiteiro ganhou expressão desde o fim das quotas leiteiras, a 31 de Março, e piorou, com outros sectores agrícolas, com o embargo russo e a forte desaceleração da economia chinesa. A nível nacional, o governo já tomou algumas medidas para o sector do leite - isenção temporária de contribuição para a Segurança Social e linha de crédito bonificado -, mas os produtores de lei dizem que são "paliativos" e assumem que as soluções devem ter âmbito europeu.

* Esta é mais uma história da tóxico-"independência" lusitana. Em termos de economia percebemos que os produtores de leite investiram nas suas empresas por causa dos subsídios da Europa, isto é, não investiram num negócio que se rentabilizasse só por si, andam à pedincha há 30 anos, porquê? 
Sabe-se há mais de dois anos que as quotas leiteiras deixavam de ser subsidiadas mas os produtores  nem pestanejaram, toca de insistir na mendicidade empreendedora e a ministra é a pedinte-mor.


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PRÍNCIPES DO SONHO














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Senso d'hoje
   DALILA CARMO
ACTRIZ
“A inquietação está 
no meu código genético”

Relação conflituosa com o teatro? 
Já tive um contratempo, há uns anos, desmaiei em cena. E acho sempre que isso me vai voltar a acontecer e portanto tenho sempre aquela sensação de abismo. Hoje em dia relativizo mais e isso até acaba por ser quase um estímulo.

Viajar...
Sempre gostei muito de viajar e aproveito todas as minhas paragens para o fazer. Cada vez mais! Cheguei ontem do Líbano, que é um lugar com um potencial enorme e que está muito pior do que nós. Ir para fora é muito bom porque nos abre os horizontes, percebemos a realidade das outras pessoas e o que é realmente fundamental. Quem viaja tem uma consciência do mundo completamente diferente. Permite-nos situarmo-nos melhor e percebermos quem somos e porque somos assim.

Acho que é a diferença entre o turismo e a viagem. Eu gosto de viajar. Gosto de fazer parte dos lugares. Para mim, viajar é quase como fazer um personagem novo, sinto-me a viver uma vida nova. Gosto da sensação de experimentar uma rua pela primeira vez, de ir a um café onde nunca fui, ver pessoas que nunca vi, sentir cheiros que nunca tinha sentido. Sempre tive este prazer. Lembro-me das primeiras viagens que fiz, com a turma de teatro, na escola do Porto. Ao fim de uns dias as pessoas estavam todas com saudades de casa e queriam voltar. Eu era a única que não me importava de ficar mais tempo e que nunca queria voltar a casa. Gosto de estar em casa e a minha casa é aqui, mas quando vou, vou sem saudosismo, que é uma coisa que nos impede de realmente vivermos os lugares como eles têm de ser vividos. O prazer da novidade, para mim, é tão grande que supera o saudosismo. A grande viagem que fiz este ano, de cinco meses à América do Sul, é um exemplo disto. Fui só com bilhete de ida, porque não sabia quando iria voltar. Só voltei porque tinha ensaios.

 * Excertos de entrevista esclarecedora ao "i".


** É nossa intenção, quando editamos pequenos excertos de entrevistas, suscitar a curiosidade de quem os leu de modo a procurar o site do orgão de comunicação social, onde poderá ler ou ver a entrevista por inteiro. 

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GATOS E PAPEL-HIGIÉNICO


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