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29/04/2012
12 - FIGURAS DO ESTADO NOVO »»» antónio de sommer de champalimaud
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António de Sommer Champalimaud
(Lisboa, 19 de Março de 1918 — Lisboa, 8 de Maio de 2004) foi um empresário português.
Figura polémica e incontornável na história económica do século XX português, citado muitas vezes como o homem mais rico do país, tinha uma fortuna calculada em 1,3 mil milhões de euros e apareceu na lista dos multimilionários da revista americana Forbes em 2004, ocupando a 153.ª posição. Construiu o seu império empresarial durante a ditadura do Estado Novo, com a protecção de Salazar. Esse império foi estatizado pelo Governo de Vasco Gonçalves. Estendeu os seus negócios a Angola, Moçambique e ao Brasil, onde manteve outro império empresarial, na altura em que era governado por uma ditadura militar.
Biografia
Natural da freguesia lisboeta da Lapa, foi o primeiro filho de Carlos Montez Champalimaud, um médico militar, grande proprietário e produtor de vinhos do Douro, proveniente de uma família de Fidalgos da Casa Real, e de sua esposa, Ana de Araújo de Sommer, neta do barão Heinrich de Sommer, pertencente a uma família alemã radicada em Lisboa, que se dedicava ao comércio de ferro.
Fez estudos no colégio jesuíta de A Guarda, na Galiza, e ingressou na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde chegou a frequentar o Curso de Ciências Físico-Químicas. Porém, a morte do pai em 1937, ditou a sua entrada no mundo dos negócios. Prevendo-se a falência da Companhia Geral de Construções, a empresa do pai que estava tecnicamente falida, e que que toda a família desejava vender, António Champalimaud foi peremptório e assumiu as rédeas do negócio. Era o filho mais velho de quatro irmãos e queria reerguer o legado do progenitor. Contou com a ajuda de Ricardo Espírito Santo e Silva e conseguiu um crédito de confiança para a dívida, à época, de treze mil contos.
Decisivo para o despontar de António Champalimaud como homem de negócios foi também o casamento, em 1941, com Maria Cristina de Mello (1920-2006), herdeira de uma das maiores fortunas de Portugal, filha do presidente da CUF, Manuel de Mello (também pai de José Manuel de Mello e Jorge de Mello), e neta de Alfredo da Silva e do conde do Cartaxo. Desse casamento nasceram sete filhos — António Carlos (1942), Maria Luísa (1943), Maria Cristina (1945), Manuel Carlos (1946), José (1947), João Henrique (1950) e Luís (1952).
Negócios
Aos vinte e quatro anos tomou posse da administração da Empresa de Cimentos de Leiria, propriedade do tio Henrique de Sommer, que viria a falecer, em 1944, e a deixar-lhe grande parte dos seus bens.
Dinamizou a exportação de vinho do Douro e lançou os primeiros projectos de urbanização na Quinta da Marinha, em Cascais, segundo os planos encomendados na década de 1920 pelo seu pai. Os materiais de construção, o imobiliário e a exportação de vinhos eram os três negócios-chave do jovem empresário.
Socorreu-se de empréstimos na Casa Bancária José Henriques Totta, gerida pelo seu sogro, Manuel de Mello, para adquirir, com a ajuda de Salazar, a firma Cimentos Tejo (detentora, na altura, do maior forno de cimento do mundo, que começou a funcionar em 1960), unidade fabril adquirida e modernizada pelo seu tio Henrique de Sommer, que detinha o seu controlo desde 1934, e a Companhia de Carvões e Cimentos do Cabo Mondego.
Em Angola fundou a Companhia de Cimentos de Angola e mandou construir a Fábrica do Lobito, em 1952 (ano em que se juntou ao Grupo CUF). De seguida, em Moçambique, comprou a Fábrica de Cimentos Portland, sediada na Matola e, novamente em Angola, fundou a Fábrica de Nova Maceira, no Dondo, em 1951, bem como a Fábrica de Nacala, em 1963.
Em 1954, numa estratégia de continuação do negócio de ferro iniciado pela família Sommer no século XIX, e perto de um forno feito pelo seu bisavô, o barão Heinrich de Sommer, fundou a Siderurgia Nacional.
Em 1955 Salazar publicou um alvará em que atribuiu à empresa o exclusivo da exploração, por dez anos, de vários minérios de ferro e aço – um verdadeiro monopólio legal. Começou então a investir na indústria da celulose, com a Companhia de Papel do Prado e da Abelheira. Das participações que acumulou, constam ainda a Companhia Industrial Portugal e Colónias, a Fábrica de Cerveja Portugália e o Hotel Penta.
Entretanto, ia expandindo os seus negócios para outras áreas. As suas empresas eram as maiores clientes dos bancos e seguradoras Espírito Santo. Tentou compra o grupo mas a resposta negativa de Manuel Espírito Santo e Silva obrigou-o a virar-se para o norte do País, onde descobriu uma pequena seguradora com o nome A Confiança. A descoberta tem um pequeno pormenor por trás: o proprietário desta empresa era também dono do Banco Pinto & Sotto Mayor (BPSM).
Assim, em 1960, torna-se o maior accionista do BPSM, adquire a companhia de seguros A Confiança e participa n' A Mundial e Continental Seguros. Posteriormente fundava as companhias Mundial e Confiança de Moçambique. Em África, o grupo de Champalimaud encontrou um vasto mercado de expansão, o que fez com que o BPSM rapidamente se transformasse no maior banco privado de Angola e Moçambique. Durante o regime salazarista, Champalimaud tentou, por três vezes, comprar o Banco Português do Atlântico, mas não teve sucesso.
Em 1969, na sequência da contestação feita pelos irmãos de Champalimaud, no Caso da Herança Sommer, parte para o México, para evitar um mandado de captura no processo. Em 1973 os tribunais ilibam Champalimaud, que volta a Portugal.
Não ficou por muito tempo – a Revolução dos Cravos obriga-o a deixar o país, antes das consequentes estatizações de Vasco Gonçalves lhe apanhar um património que, naquela época, era considerado a sétima maior fortuna europeia, com um império avaliado em quarenta milhões de contos. Em Março de 1975, vê nacionalizada a banca e os seguros, em Abril a siderurgia, em Maio as cimenteiras e celuloses. Champalimaud consegue comprar as acções da Soiecom, que pertenciam à Empresa de Cimentos de Leiria e, depois de passar por França, fixa-se no Brasil. Ali consegue reerguer o seu património, através da actividade agrícola, da criação de gado e da produção de cimento, refundando em 1976 a Soeicom – Sociedade de Empreendimentos Industriais, Comércio e Mineração.
Regressado a Portugal em 1992, conseguiu readquirir 51% da Mundial Confiança, por 18 milhões de contos, comprou o Banco Pinto & Sotto Mayor por 37,2 milhões de contos, e assumiu o controlo dos bancos Totta & Açores e do Crédito Predial Português, aproveitando o processo de privatização das empresas públicas encetado pelo governo de Cavaco Silva. No mesmo ano o seu sexto filho, João, é assassinado por um funcionário de uma das suas empresas. Considerado o homem mais rico de Portugal, e dono do segundo maior grupo financeiro português - uma seguradora e quatro bancos - viu publicada uma biografia sua em 1997.
Ao conjunto das suas participações, juntou ainda o banco de investimentos Chemical Service. Tudo no lapso de dois anos e com a ajuda de polémicas decisões ministeriais que evitaram dispendiosas ofertas públicas de aquisição ao magnata. Os seus arqui-rivais defendem que Champalimaud regressou para se vingar – com a ajuda de Cavaco Silva, comprou o que quis para depois vender aos espanhóis e realizar mais-valias. Cinco anos após a maratona de compras em Portugal, Champalimaud fechou negócio com Emilio Botín, presidente do Banco Santander, para a venda do património bancário e segurador. «Até vendia aos portugueses, mas tinham de me oferecer uma pipa de massa», disse Champalimaud no meio da polémica que estalou na sociedade portuguesa.
Champalimaud arrecadou 301 milhões de contos e ficava como accionista de referência (uma participação de 3,5%) do capital do maior banco espanhol, mas deixava para trás um rasto de angústia nacional que até hoje subsiste – em 1999, Champalimaud anunciou a sua intenção de negociar com o Banco Santander Central Hispano, instituição bancária espanhola, as suas posições nacionais na banca (Banco Totta & Acores e o Crédito Predial Português) e no ramo dos seguros. O Governo português acabou por vetar o negócio, criando atritos com a Comissão Europeia, já que esta aprovava o negócio.
Depois de longos meses de impasse, revogou o anterior acordo substituindo-o por um novo negócio, com quatro fases: na primeira, o grupo Santander compra a Champalimaud, o grupo Mundial Confiança (Mundial Confiança, BPSM, Banco Totta e Açores, Crédito Predial Português e Banco Chemical Finance). Posteriormente, o banco espanhol vende a totalidade do grupo à Caixa Geral de Depósitos que volta a revender ao Santander o Banco Totta & Açores, o Crédito Predial Português e o Banco Chemical Finance. Numa quarta fase a Caixa Geral de Depósitos lança uma OPA sobre o capital das outras duas instituições do grupo. Depois da venda do seu património financeiro, Champalimaud regressou ao Brasil, onde possuía fazendas vocacionadas para a agricultura e para a pecuária, deixando de ter negócios em Portugal.
Morte
António Champalimaud faleceu aos 86 anos, na sua residência em Lisboa, vítima de um cancro. A doença impedira-o, já em Abril, de receber a Ordem da Liberdade, atribuída por Jorge Sampaio.
No seu testamento, legou 500 milhões de contos para a criação de uma fundação em Portugal, destinada à investigação na área da investigação biomédica. A Fundação D. Anna de Sommer Champalimaud e Dr. Carlos Montez Champalimaud – designação escolhida por Champalimaud, em homenagem aos pais – foi formalmente criada e é hoje presidida por Leonor Beleza, de acordo com suas instruções.
IN WIKIPEDIA
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ALFÂNDEGA DA FÉ
DISTRITO DE BRAGANÇA
Alfândega da Fé é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte e sub-região do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 2 000 habitantes.
É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 104 habitantes (2011)], subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.
É sede de um município com 321,96 km² de área e 5 104 habitantes (2011)], subdividido em 20 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Macedo de Cavaleiros, a leste por Mogadouro, a sul por Torre de Moncorvo e a oeste por Vila Flor.
HISTÓRIA
O nome de Alfândega da Fé remete-nos desde logo para factos relacionados com a História de Portugal: o nome “Alfândega” estará relacionado com invasões árabes que ocorreram por volta do século VIII e que deixaram, entre outras coisas, os vocábulos começados por al; e o “da Fé” evoca, por sua vez, todo o processo de reconquista cristã da Península Ibérica e que só terminou completamente no século XV.
Alfandagh, designação atribuída pelos árabes a esta região, significa hospício, estalagem ou fronteira, ou seja um local calmo e hospitaleiro, povoado por gente pacífica e trabalhadora.
Isto mesmo é descrito na obra de João Manuel d’Almeida Moraes Pessanha:“ “Fandagh, hospício público, mercado talvez, como o Kan oriental, que é tomado nas duas acceptações; Alfandagh, o hospício, o paradouro, a albergaria, em árabe; logar onde se cobraram tambem certos direitos, principalmente dos mercados ricos (...). É, pois, esta villa de fundação árabe, talvez do século VIII; Os árabes precisavam de levar a sua vida nómada, por toda a parte para onde iam.
Encantados com a conquista d’Hespanha trataram logo de affeiçoar o paiz aos seus usos e costumes: um solo de que tanto gostavam, uma terra que, segundo elles dizem era semelhante à Syria na amenidade do clima e na pureza da atmosphera, ao yemen na fecundidade do solo, a India nas flores e nos aromas, ao Hedjaz nos productos, e ao Aden nos portos e nas costas.”
Para além disso, existe hoje a convicção de que durante o período da ocupação árabe foi sede administrativa com alguma importância de uma região designada “Valiato de Aldandica”.
No entanto, afigura-se como muito provável o povoamento do território em períodos anteriores. Facto que ganha sustentação se se atender aos vestígios arqueológicos que se encontram na área do concelho. A conquista da região pelos neogodos das Astúrias (povo cristão), deverá ter acrescentado ao toponímico Alfândega a palavra “Fé”. Há quem defenda que a vila foi sede de uma antiga ordem, anterior à dos Templários e que dava pelo nome de “Ordem dos Cavaleiros das Esporas Douradas”. Terá sido devido à valentia destes Cavaleiros e das gentes de Alfândega, que estas terras foram libertadas do jugo “infiéis”. Assim reza a lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas, ou do Tributo das Donzelas.
O anúncio da união entre Teolinda, filha de D. Rodrigo Ventura de Melo, Senhor de Castro (Vicente) e Casimiro, filho de D. Pedro Rodrigues de Malafaia (Alfândega), líder dos Cavaleiros das Esporas Douradas, faz inverter o rumo dos acontecimentos (usando aqui os nomes, naturalmente, imaginários utilizados pelo Prof. João baptista Vilares, no romance “Tributo das Donzelas”). A cobrança do tributo por parte do Mouro revolta a população. É então que os “Cavaleiros das Esporas Douradas” organizam uma investida contra o infiel. Conta o povo que tal batalha não foi fácil, os Cristãos chegaram mesmo a estar em desvantagem. Foi quando apareceu Nossa Senhora, que com um bálsamo que trazia na mão foi reanimando os mortos e curando os feridos. A luta aumentou, então, de intensidade e os invasores acabaram por ser expulsos destas terras, pondo-se assim fim ao “Tributo das Donzelas”.
No local construiu-se uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Bálsamo na Mão, hoje Santuário de Balsamão, o lugar de tão grande Chacina deu origem a Chacim e Alfândega, graças à bravura e valentia dos seus Cavaleiros das Esporas Douradas e em nome da Fé cristã, passou a designar-se Alfândega da Fé. Actualmente, a Fé de Alfândega está espelhada no rosto de quantos fazem deste concelho um local único para viver e visitar. A Alfândega de hoje é um concelho em desenvolvimento, mas onde o passado espreita em cada canto, esquina ou ruela. O 1º foral foi-lhe atribuído em 8 de Maio de 1294, por D. Dinis. Documento que, entre outros aspectos, define, os primeiros limites geográficos do concelho. A 17 de Setembro de 1295, o monarca concede-lhe carta de feira, do mesmo tipo da Covilhã, mas com a particularidade de obrigar que a referida feira se realizasse depois da de Mogadouro e antes da de Mirandela. A carta de feira foi novamente passada por D.João I, a 13 de Janeiro de 1410. Sabe-se que em 1320 D. Dinis mandou reconstruir o castelo, um edifício anterior ao primeiro foral e que provavelmente foi construído pelos mouros.
Este castelo acabaria por desaparecer. O recenseamento de 1530 faz referência ao castelo e indica-o como “derrubado e malbaratado”. O Tombo dos Bens do Concelho (1766) ainda faz alusão aos “antigos muros”. Actualmente a Torre do Relógio, ex-libris da vila, parece ser o que resta do antigo Castelo Medieval. Em 1385 D. João I obrigou os moradores de Alfândega da Fé a trabalhar na reconstrução dos muros de Torre de Moncorvo, talvez como ”castigo” pelo facto de a vila ter tomado partido por Castela durante a Crise de 1383/1385. Este rei foi também o primeiro a passar por Alfândega da Fé, aquando da sua deslocação a Torre de Moncorvo e Bragança. Decorria o ano de 1510, quando D. Manuel I concede novo foral a Alfândega da Fé, alterando-lhe os limites geográficos anteriormente estabelecidos, aumentando-lhe a área.
Os dados históricos existentes sobre a localidade e o concelho entre este período e o século XVIII são escassos, sabe-se porem que no século XVI a vila estava despovoada, não possuindo sequer uma centena de fogos, situação que pouco se alterou pelo menos até à primeira metade do século XVIII. Situação que viria a ser invertida a partir da segunda metade do século XVIII, em boa parte pelo incremento da criação do bicho da seda, que no século XIX atingiu as 1,72 toneladas. A 24 de Outubro de 1855, o concelho foi extinto e as suas freguesias incorporadas em Moncorvo, Vila Flor, Macedo de Cavaleiros e Mogadouro. Em Janeiro de 1898 foi restaurada como circunscrição administrativa independente. O concelho mantém hoje os mesmos limites, que vão da serra de Bornes até ao rio Sabor e do planalto de Castro Vicente até ao Vale da Vilariça, num total de 314 km2 distribuídos por uma impressionante e surpreendente diversidade paisagística.
Isto mesmo é descrito na obra de João Manuel d’Almeida Moraes Pessanha:“ “Fandagh, hospício público, mercado talvez, como o Kan oriental, que é tomado nas duas acceptações; Alfandagh, o hospício, o paradouro, a albergaria, em árabe; logar onde se cobraram tambem certos direitos, principalmente dos mercados ricos (...). É, pois, esta villa de fundação árabe, talvez do século VIII; Os árabes precisavam de levar a sua vida nómada, por toda a parte para onde iam.
Encantados com a conquista d’Hespanha trataram logo de affeiçoar o paiz aos seus usos e costumes: um solo de que tanto gostavam, uma terra que, segundo elles dizem era semelhante à Syria na amenidade do clima e na pureza da atmosphera, ao yemen na fecundidade do solo, a India nas flores e nos aromas, ao Hedjaz nos productos, e ao Aden nos portos e nas costas.”
Para além disso, existe hoje a convicção de que durante o período da ocupação árabe foi sede administrativa com alguma importância de uma região designada “Valiato de Aldandica”.
| Gentílico | Alfandeguense |
| Área | 321,96 km² |
| População | 5 104 hab. (2011[1]) |
| Densidade populacional | 15,85 hab./km² |
| N.º de freguesias | 20 |
| Presidente da Câmara Municipal | Não disponível |
| Fundação do município (ou foral) |
1294 |
| Região (NUTS II) | Norte |
| Sub-região (NUTS III) | Alto Trás-os-Montes |
| Distrito | Bragança |
| Antiga província | Trás-os-Montes e Alto Douro |
| Orago | São Pedro |
| Feriado municipal | 29 de Junho |
| Código postal | 5350 |
| Endereço dos Paços do Concelho |
Não disponível |
| Sítio oficial | CM Município de Alfândega da Fé |
| Endereço de correio electrónico |
gabinetepresidencia.cmaf@ |
No entanto, afigura-se como muito provável o povoamento do território em períodos anteriores. Facto que ganha sustentação se se atender aos vestígios arqueológicos que se encontram na área do concelho. A conquista da região pelos neogodos das Astúrias (povo cristão), deverá ter acrescentado ao toponímico Alfândega a palavra “Fé”. Há quem defenda que a vila foi sede de uma antiga ordem, anterior à dos Templários e que dava pelo nome de “Ordem dos Cavaleiros das Esporas Douradas”. Terá sido devido à valentia destes Cavaleiros e das gentes de Alfândega, que estas terras foram libertadas do jugo “infiéis”. Assim reza a lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas, ou do Tributo das Donzelas.
LENDA
Certo dia tais Cavaleiros tomaram o rumo de Balsamão para combaterem um terrível Muçulmano. Abdel Ali, senhor destas paragens, impunha como feudo a entrega de um determinado número de Donzelas. Este imposto ficou conhecido como o “Tributo das Donzelas”. Mas o casamento de dois jovens haveria de mudar o destino da população e do mouro malvado. ![]() |
| SAMBADE |
O anúncio da união entre Teolinda, filha de D. Rodrigo Ventura de Melo, Senhor de Castro (Vicente) e Casimiro, filho de D. Pedro Rodrigues de Malafaia (Alfândega), líder dos Cavaleiros das Esporas Douradas, faz inverter o rumo dos acontecimentos (usando aqui os nomes, naturalmente, imaginários utilizados pelo Prof. João baptista Vilares, no romance “Tributo das Donzelas”). A cobrança do tributo por parte do Mouro revolta a população. É então que os “Cavaleiros das Esporas Douradas” organizam uma investida contra o infiel. Conta o povo que tal batalha não foi fácil, os Cristãos chegaram mesmo a estar em desvantagem. Foi quando apareceu Nossa Senhora, que com um bálsamo que trazia na mão foi reanimando os mortos e curando os feridos. A luta aumentou, então, de intensidade e os invasores acabaram por ser expulsos destas terras, pondo-se assim fim ao “Tributo das Donzelas”.
No local construiu-se uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Bálsamo na Mão, hoje Santuário de Balsamão, o lugar de tão grande Chacina deu origem a Chacim e Alfândega, graças à bravura e valentia dos seus Cavaleiros das Esporas Douradas e em nome da Fé cristã, passou a designar-se Alfândega da Fé. Actualmente, a Fé de Alfândega está espelhada no rosto de quantos fazem deste concelho um local único para viver e visitar. A Alfândega de hoje é um concelho em desenvolvimento, mas onde o passado espreita em cada canto, esquina ou ruela. O 1º foral foi-lhe atribuído em 8 de Maio de 1294, por D. Dinis. Documento que, entre outros aspectos, define, os primeiros limites geográficos do concelho. A 17 de Setembro de 1295, o monarca concede-lhe carta de feira, do mesmo tipo da Covilhã, mas com a particularidade de obrigar que a referida feira se realizasse depois da de Mogadouro e antes da de Mirandela. A carta de feira foi novamente passada por D.João I, a 13 de Janeiro de 1410. Sabe-se que em 1320 D. Dinis mandou reconstruir o castelo, um edifício anterior ao primeiro foral e que provavelmente foi construído pelos mouros.
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| VESTÍGIOS RUPESTRES |
Este castelo acabaria por desaparecer. O recenseamento de 1530 faz referência ao castelo e indica-o como “derrubado e malbaratado”. O Tombo dos Bens do Concelho (1766) ainda faz alusão aos “antigos muros”. Actualmente a Torre do Relógio, ex-libris da vila, parece ser o que resta do antigo Castelo Medieval. Em 1385 D. João I obrigou os moradores de Alfândega da Fé a trabalhar na reconstrução dos muros de Torre de Moncorvo, talvez como ”castigo” pelo facto de a vila ter tomado partido por Castela durante a Crise de 1383/1385. Este rei foi também o primeiro a passar por Alfândega da Fé, aquando da sua deslocação a Torre de Moncorvo e Bragança. Decorria o ano de 1510, quando D. Manuel I concede novo foral a Alfândega da Fé, alterando-lhe os limites geográficos anteriormente estabelecidos, aumentando-lhe a área.
Os dados históricos existentes sobre a localidade e o concelho entre este período e o século XVIII são escassos, sabe-se porem que no século XVI a vila estava despovoada, não possuindo sequer uma centena de fogos, situação que pouco se alterou pelo menos até à primeira metade do século XVIII. Situação que viria a ser invertida a partir da segunda metade do século XVIII, em boa parte pelo incremento da criação do bicho da seda, que no século XIX atingiu as 1,72 toneladas. A 24 de Outubro de 1855, o concelho foi extinto e as suas freguesias incorporadas em Moncorvo, Vila Flor, Macedo de Cavaleiros e Mogadouro. Em Janeiro de 1898 foi restaurada como circunscrição administrativa independente. O concelho mantém hoje os mesmos limites, que vão da serra de Bornes até ao rio Sabor e do planalto de Castro Vicente até ao Vale da Vilariça, num total de 314 km2 distribuídos por uma impressionante e surpreendente diversidade paisagística.
PATRIMÓNIO (alguns exemplos)
Igreja Paroquial de Agrobom
Igreja barroca de planta longitudinal composta por uma nave única, uma capela-mor e uma sacristia adossada. Foi provavelmente construída em 1720, data inscrita sobre a porta lateral, sofrendo depois remodelações no século XX.
Igreja barroca de planta longitudinal composta por uma nave única, uma capela-mor e uma sacristia adossada. Foi provavelmente construída em 1720, data inscrita sobre a porta lateral, sofrendo depois remodelações no século XX.
Torre medieval de planta quadrangular em aparelho de alvenaria de xisto, integrando provavelmente uma muralha medieval, e remodelada na Época Contemporânea.
Castro da Marruça ou Castelo dos Mouros em Parada
"Complexo" de povoamento constituído pelo Castelo - Castro da Marruça ou Castelo dos Mouros em Parada, pela Quinta de Santo Antão da Barca - Sardão, Parada e pelos vestígios de povoamento de Vrêa - V. G. Vrêa no Sardão
Portal granítico maneirista, de vão recto, com ombreiras flanqueadas por duas meias colunas toscanas e encimado por um frontão. Este é ladeado por dois pináculos nas extermidades e por uma cruz latina ao centro e ornado com decoração central de dois círculos concêntricos em alto relevo, com quadrifólio central em baixo relevo. As colunas são emolduradas, da parte exterior, por volutas, motivo que remata igualmente os ângulos do frontão. O interior é austero e desprovido de decoração. Recebeu portão de duas folhas pintado a verde.
Capela de planta rectangular, com frontispício rematado por um campanário barroco de um arco, ornado com colunelos pseudo-salomónicos embebidos, com decoração vegetalista.
Santuário cordimariano novecentista, dotado de igreja, calvário e loca em réplica da da Cova de Iria, em Fátima.
Ponte do século XIX, de tabuleiro horizontal sobre um arco de volta perfeita, com aduelas graníticas e o restante aparelho de alvenaria de xisto. Flanqueando o arco tem, para jusante, dois talhantes de forma tronco-piramidal, que partem da base e se desenvolvem até ao tabuleiro.
Ponte de Zacarias
Ponte medieval, posteriormente reconstruída, de cavalete sobre dois arcos de volta redonda aproximadamente iguais, em aparelho de silhares de granito. Os encontros, as rampas e o que resta das guardas são em alvenaria de xisto e granito. O contraforte tem talhante e talha-mar triangulares. O pavimento é em terra. Conserva três gárgulas curtas, de desenho cilíndrico simples, do lado virado a jusante.
Ponte medieval, posteriormente reconstruída, de cavalete sobre dois arcos de volta redonda aproximadamente iguais, em aparelho de silhares de granito. Os encontros, as rampas e o que resta das guardas são em alvenaria de xisto e granito. O contraforte tem talhante e talha-mar triangulares. O pavimento é em terra. Conserva três gárgulas curtas, de desenho cilíndrico simples, do lado virado a jusante.
Povoado fortificado com origem provável na Idade do Ferro e possível reocupação na Alta Idade Média, defendido por uma cintura de muralhas em xisto não afeiçoado.
Povoado fortificado, defendido por uma cintura de muralhas de xisto não afeiçoado, com origem provável na Idade do Ferro e possível reocupação na Alta Idade Média.
Castelo de Gouveia
Povoado fortificado, defendido por duas cinturas de muralhas hoje muito danificadas, com origem provável na Idade do Ferro e possível reocupação na Alta Idade Média. O aparelho é constituído por blocos de xisto sumariamente aparelhados e pedra miúda não aparelhada. Resta um talude formado por terra e grande acumulação de pedra. Castro, Necrópole e Santuário de Nossa Senhora dos Anúncios Povoado fortificado da Idade do Ferro, ocupado posteriormente pelos Romanos, do qual restam apenas vestígios de um templo e uma necrópole de sepulturas do período alti-medieval. Do conjunto faz parte ainda uma capela mais recente, com remodelações ou reedificação no início de novecentos.
Povoado fortificado, defendido por duas cinturas de muralhas hoje muito danificadas, com origem provável na Idade do Ferro e possível reocupação na Alta Idade Média. O aparelho é constituído por blocos de xisto sumariamente aparelhados e pedra miúda não aparelhada. Resta um talude formado por terra e grande acumulação de pedra. Castro, Necrópole e Santuário de Nossa Senhora dos Anúncios Povoado fortificado da Idade do Ferro, ocupado posteriormente pelos Romanos, do qual restam apenas vestígios de um templo e uma necrópole de sepulturas do período alti-medieval. Do conjunto faz parte ainda uma capela mais recente, com remodelações ou reedificação no início de novecentos.
Fonte de alpendre constituída por uma planta retangular e cobertura em lajes graníticas. Encontra-se sustentada por dois pilares de silhares graníticos simples e apresenta um arco de volta perfeita. Foi construída em 1796.
ESPAÇOS VERDES
Jardim Municipal de Alfandega da Fé
Espaço amplo e aprazível com um coreto, um jardim infantil, várias árvores com vasta sombra e alguns bancos de jardim.
Miradouro de Cerejais em Alfandega da Fé
Miradouro a oferecer belas vistas panorâmicas sobre a região circundante. Pode aproveitar e fazer uma visita ao Santuário do Imaculado Coração de Maria, classificado como Valor Histórico Arqueológico.
Parque Verde em Alfandega da Fé
Amplo espaço verde, muito aprazível, onde se destacam algumas construções em pedra.
Espaço amplo e aprazível com um coreto, um jardim infantil, várias árvores com vasta sombra e alguns bancos de jardim.
Miradouro de Cerejais em Alfandega da Fé
Miradouro a oferecer belas vistas panorâmicas sobre a região circundante. Pode aproveitar e fazer uma visita ao Santuário do Imaculado Coração de Maria, classificado como Valor Histórico Arqueológico.
Parque Verde em Alfandega da Fé
Amplo espaço verde, muito aprazível, onde se destacam algumas construções em pedra.
TURISMO
ARTE URBANA
A vila de Alfândega da Fé possui, hoje, um assinalável conjunto de esculturas e painéis cerâmicos de arte contemporânea espalhados por vários espaços públicos. Trata-se de um verdadeiro “Museu ao ar livre” que pode ser visitado qualquer hora, em qualquer dia da semana, resultante de um conjunto de Simpósios de Escultura e Pintura promovidos pela Câmara Municipal em conjunto com a Cooperativa Árvore. As esculturas foram distribuídas por vários espaços urbanos, há locais onde se podem encontrar obras executadas em momentos diferentes. É o caso do Parque Verde, situado no centro da vila, aqui estão 5 das 15 esculturas. É daqui que lhe propomos que inicie o roteiro pelas diferentes obras de arte.
A vila de Alfândega da Fé possui, hoje, um assinalável conjunto de esculturas e painéis cerâmicos de arte contemporânea espalhados por vários espaços públicos. Trata-se de um verdadeiro “Museu ao ar livre” que pode ser visitado qualquer hora, em qualquer dia da semana, resultante de um conjunto de Simpósios de Escultura e Pintura promovidos pela Câmara Municipal em conjunto com a Cooperativa Árvore. As esculturas foram distribuídas por vários espaços urbanos, há locais onde se podem encontrar obras executadas em momentos diferentes. É o caso do Parque Verde, situado no centro da vila, aqui estão 5 das 15 esculturas. É daqui que lhe propomos que inicie o roteiro pelas diferentes obras de arte.
PASSAER PELO VALE
Se é amante de pesca as margens da Barragem do Salgueiro, na freguesia de Vilarelhos, são o local ideal, principalmente, para a pesca do Achigã.
Envolvido pela calma oferecida por estas paisagens pode sempre aproveitar para um momento de meditação no Santuário da Senhora dos Anúncios. Situado no alto da Freguesia de Vilarelhos, deste Santuário avista-se todo o fértil Vale da Vilariça. Na encosta do monte foi também descoberta uma necrópole Romana, no interior da capela permanecem materiais achados durante a escavação. Nesta localidade destaque ainda para o Solar do Morgado de Vilarelhos, datado do séc. XVII .
Na aldeia não se esqueça de provar um cálice de vinho generoso. Vilarelhos está inserida na Região Demarcada do Douro e o vinho produzido nestas terras ganha em qualidade e sabor. Depois é só subir de miradouro, em miradouro, desfrutando de uma das mais deslumbrantes vistas sobre todo o Vale da Vilariça. No meio do percurso pare em Vilares da Vilariça, se for tempo de laranjas aproveite para apanhar uma ou outra, nos diversos pomares que se encontram na área. Descubra a aldeia, com o seu casario em escadaria, as diversas casas brasonadas, o pelourinho e perca-se com a paisagem de cortar a respiração que oferece o Miradouro do Santuário de Nossa Senhora do Socorro.
Envolvido pela calma oferecida por estas paisagens pode sempre aproveitar para um momento de meditação no Santuário da Senhora dos Anúncios. Situado no alto da Freguesia de Vilarelhos, deste Santuário avista-se todo o fértil Vale da Vilariça. Na encosta do monte foi também descoberta uma necrópole Romana, no interior da capela permanecem materiais achados durante a escavação. Nesta localidade destaque ainda para o Solar do Morgado de Vilarelhos, datado do séc. XVII .
Na aldeia não se esqueça de provar um cálice de vinho generoso. Vilarelhos está inserida na Região Demarcada do Douro e o vinho produzido nestas terras ganha em qualidade e sabor. Depois é só subir de miradouro, em miradouro, desfrutando de uma das mais deslumbrantes vistas sobre todo o Vale da Vilariça. No meio do percurso pare em Vilares da Vilariça, se for tempo de laranjas aproveite para apanhar uma ou outra, nos diversos pomares que se encontram na área. Descubra a aldeia, com o seu casario em escadaria, as diversas casas brasonadas, o pelourinho e perca-se com a paisagem de cortar a respiração que oferece o Miradouro do Santuário de Nossa Senhora do Socorro.
PASSEAR PELO RIO
A natureza aqui é majestosa. Nos meses de Fevereiro/Março as amendoeiras em flor cobrem os campos de um manto branco e oferecem um espectáculo de rara beleza.
Nesta altura, experimente efectuar o trajecto entre Alfândega da Fé e Vilar Chão, fazendo um desvio até Cerejais e vai encontrar uma paisagem que certamente lhe ficará na memória. Em Cerejais visite o Santuário Mariano e os Miradouros da Loca e Calvário. Daqui avista o Santuário de Nossa Senhora de Jerusalém. Um exemplar de arquitectura neoclássica, que reúne no seu interior obras de grande valor histórico e artístico. Se continuar pela rota do Rio Sabor, aproveite para molhar um naco de pão no azeite produzido nestas paragens e pergunte pelos doces típicos.
Os barquinhos e os Rochedos, confeccionados à base de amêndoa, encontram em Parada e Vilarchão as suas origens. Em Vilar Chão visite a Igreja Matriz, datada do séc. XVII, com características Barrocas, destaque ainda para a Fonte Limpa, uma fonte de mergulho que pelas suas dimensões e características é exemplar único no concelho. Em Parada visite o Santuário de S. Antão da Barca, local de culto e romaria desde sempre associado ao Rio Sabor.
Nesta altura, experimente efectuar o trajecto entre Alfândega da Fé e Vilar Chão, fazendo um desvio até Cerejais e vai encontrar uma paisagem que certamente lhe ficará na memória. Em Cerejais visite o Santuário Mariano e os Miradouros da Loca e Calvário. Daqui avista o Santuário de Nossa Senhora de Jerusalém. Um exemplar de arquitectura neoclássica, que reúne no seu interior obras de grande valor histórico e artístico. Se continuar pela rota do Rio Sabor, aproveite para molhar um naco de pão no azeite produzido nestas paragens e pergunte pelos doces típicos.
Os barquinhos e os Rochedos, confeccionados à base de amêndoa, encontram em Parada e Vilarchão as suas origens. Em Vilar Chão visite a Igreja Matriz, datada do séc. XVII, com características Barrocas, destaque ainda para a Fonte Limpa, uma fonte de mergulho que pelas suas dimensões e características é exemplar único no concelho. Em Parada visite o Santuário de S. Antão da Barca, local de culto e romaria desde sempre associado ao Rio Sabor.
PASSEAR PELA VILA
Assente numa colina a 575m de altitude, Alfândega da Fé conserva alguns dos traços e encantos próprios do Nordeste Transmontano.
Com cerca de 2 mil habitantes é uma vila airosa e moderna, mas onde os traços do passado nos surpreendem em cada canto ou rua. Numa incursão pela localidade, não perca a deslumbrante vista oferecida pelo Miradouro do Castelo, passeie pelas estreitas e sinuosas ruas e aprecie algum do património existente nesta zona.
Aproveite o passeio e acompanhe o traço de modernidade patente no museu ao ar livre composto por 15 esculturas e painéis de azulejos, de artistas plásticos consagrados. As obras de Arte estão distribuídas por vários espaços públicos e podem ser apreciadas à medida que vai visitando outros elementos identificativos da sede do concelho. Pare na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues e visite as exposições patentes na Galeria deste espaço cultural. Desça até ao Jardim Cândido Mendonça, o espaço ainda conserva o antigo e típico Coreto, enquanto se passeia pelo local pode ficar a conhecer as peças de um antigo lagar de azeite.
Assente numa colina a 575m de altitude, Alfândega da Fé conserva alguns dos traços e encantos próprios do Nordeste Transmontano.
Com cerca de 2 mil habitantes é uma vila airosa e moderna, mas onde os traços do passado nos surpreendem em cada canto ou rua. Numa incursão pela localidade, não perca a deslumbrante vista oferecida pelo Miradouro do Castelo, passeie pelas estreitas e sinuosas ruas e aprecie algum do património existente nesta zona.
Aproveite o passeio e acompanhe o traço de modernidade patente no museu ao ar livre composto por 15 esculturas e painéis de azulejos, de artistas plásticos consagrados. As obras de Arte estão distribuídas por vários espaços públicos e podem ser apreciadas à medida que vai visitando outros elementos identificativos da sede do concelho. Pare na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues e visite as exposições patentes na Galeria deste espaço cultural. Desça até ao Jardim Cândido Mendonça, o espaço ainda conserva o antigo e típico Coreto, enquanto se passeia pelo local pode ficar a conhecer as peças de um antigo lagar de azeite.
PASSEAR PELA SERRA
Com os seus 1200 m de altitude a Serra de Bornes sempre foi a fiel guardiã do concelho. A proposta passa por descobrir as gentes e localidades que cedo encontraram nas terras da Serra Monte –Mel, também assim designada, o seu sustento.
Aventure-se pelos trilhos de montanha, desça até à aldeia de Sambade, enquanto explora a fauna e flora local e descubra uma das freguesias mais populosas do concelho. Aqui pare para visitar a Igreja Matriz, monumento classificado como de interesse público. Prossiga viagem em direcção a Alfândega da Fé, antes pare na Barragem da Esteveínha situada no centro da maior plantação de cerejais existente no concelho. Se passar por aqui entre Maio e Junho vai descobrir porque é que a cereja de Alfândega tem qualidade reconhecida e é uma das imagens de marca do concelho.
Aproveite e dê um salto até à Festa da Cereja que se realiza, anualmente, na primeira quinzena de Junho. Caso tome a direcção da Freguesia de Soeima, não se esqueça de visitar a Igreja Matriz. Se for no Outono aproveite para “rilhar” umas castanhas enquanto segue pela Estrada Nacional até à Freguesia de Gebelim, faça uma pausa durante o trajecto para apreciar um percurso paisagisticamente espectacular. Em Gebelim merece destaque o Santuário de S. Bernardino de Sena, uma construção que desde o século XVIII se assume como local de culto e devoção das populações locais.
Com os seus 1200 m de altitude a Serra de Bornes sempre foi a fiel guardiã do concelho. A proposta passa por descobrir as gentes e localidades que cedo encontraram nas terras da Serra Monte –Mel, também assim designada, o seu sustento.
Aventure-se pelos trilhos de montanha, desça até à aldeia de Sambade, enquanto explora a fauna e flora local e descubra uma das freguesias mais populosas do concelho. Aqui pare para visitar a Igreja Matriz, monumento classificado como de interesse público. Prossiga viagem em direcção a Alfândega da Fé, antes pare na Barragem da Esteveínha situada no centro da maior plantação de cerejais existente no concelho. Se passar por aqui entre Maio e Junho vai descobrir porque é que a cereja de Alfândega tem qualidade reconhecida e é uma das imagens de marca do concelho.
Aproveite e dê um salto até à Festa da Cereja que se realiza, anualmente, na primeira quinzena de Junho. Caso tome a direcção da Freguesia de Soeima, não se esqueça de visitar a Igreja Matriz. Se for no Outono aproveite para “rilhar” umas castanhas enquanto segue pela Estrada Nacional até à Freguesia de Gebelim, faça uma pausa durante o trajecto para apreciar um percurso paisagisticamente espectacular. Em Gebelim merece destaque o Santuário de S. Bernardino de Sena, uma construção que desde o século XVIII se assume como local de culto e devoção das populações locais.
ARTESANATO
Alfândega da Fé é um concelho de traços eminentemente rurais, onde a agricultura continua a assumir-se como uma das principais actividades económicas.
Por isso, não será de estranhar que peças que outrora serviram as mais diversas actividades agrícolas sejam hoje integradas no roteiro do artesanato local. São saberes passados de geração em geração, que continuam bem vivos em muitas das freguesias do concelho. No campo do artesanato local destaque para a cestaria, a latoaria, a tecelagem (linho e lã) e os couros, nomeadamente a confecção de calçado.
Alfândega da Fé é um concelho de traços eminentemente rurais, onde a agricultura continua a assumir-se como uma das principais actividades económicas.
Por isso, não será de estranhar que peças que outrora serviram as mais diversas actividades agrícolas sejam hoje integradas no roteiro do artesanato local. São saberes passados de geração em geração, que continuam bem vivos em muitas das freguesias do concelho. No campo do artesanato local destaque para a cestaria, a latoaria, a tecelagem (linho e lã) e os couros, nomeadamente a confecção de calçado.
GASTRONOMIA
Passar por Alfândega da Fé é embrenhar-se nos saberes e sabores que a tradição tão bem soube preservar. Os produtos da terra servem de elemento base a muitas das iguarias que aqui vai encontrar. Não se esqueça de regar um bom naco de vitela, um pedaço de bacalhau, ou cabrito com o azeite desta terra, conhecido pela sua excelente qualidade. O Botelo acompanhado de Casulas secas não é de perder, assim como as Sopas da Segada, pratos que se servem com alguma regularidade nos restaurantes da terra. Também não será difícil encontrar o fumeiro local, alheiras, salpicão ou chouriças fazem as delícias do mais exigente dos comensais. A cereja, de um paladar sem igual, enfeita as mesas nos meses de Maio e Junho e é a base para a confecção de compotas, doces ou licores. Que são o acompanhamento ideal para o queijo de ovelha produzido nesta paragens
FESTA DA CEREJA
A festa da Cereja entrou para o calendário das festividades locais há mais de um quarto de século. Tal como o próprio nome indica é uma festa em homenagem a uma das principais produções agrícolas locais.
A cereja de Alfândega é conhecida pela sua excelente qualidade, imagem de marca do concelho é, anualmente motivo desta festa, que se tem vindo a assumir como um dos principais cartazes turísticos e culturais do concelho. As festividades relacionadas com a cereja decorrem 2ª semana de Junho. Para além da afamada Cereja outros produtos locais estão em destaque. Os apreciadores da boa comida, encontrarão nas várias “Tasquinhas” os melhores sabores da região. Para animar os visitantes estarão presentes diversos grupos musicais. Atraídos pelo vermelho da cereja milhares de turistas passeiam-se, nesta altura, pela vila transmontana e ficam a conhecer um concelho apostado em divulgar aquilo que de melhor tem, ou seja, a simpatia das suas gentes, a beleza das suas paisagens e a riqueza da sua gastronomia e produtos locais.
A cereja de Alfândega é conhecida pela sua excelente qualidade, imagem de marca do concelho é, anualmente motivo desta festa, que se tem vindo a assumir como um dos principais cartazes turísticos e culturais do concelho. As festividades relacionadas com a cereja decorrem 2ª semana de Junho. Para além da afamada Cereja outros produtos locais estão em destaque. Os apreciadores da boa comida, encontrarão nas várias “Tasquinhas” os melhores sabores da região. Para animar os visitantes estarão presentes diversos grupos musicais. Atraídos pelo vermelho da cereja milhares de turistas passeiam-se, nesta altura, pela vila transmontana e ficam a conhecer um concelho apostado em divulgar aquilo que de melhor tem, ou seja, a simpatia das suas gentes, a beleza das suas paisagens e a riqueza da sua gastronomia e produtos locais.
AMENDOEIRAS EM FLOR
Alfândega da Fé ainda conserva uma vasta área de amendoais, que nos meses de Fevereiro e Março quebram a monotonia cromática do Inverno.
As amendoeiras em flor cobrem os campos de branco, proporcionando um cenário de inigualável beleza. Propomos aqui dois itinerários para que desfrute deste espectáculo, que anualmente anuncia o fim do Inverno. No final desafiámo-lo a provar as nossas iguarias confeccionadas à base de amêndoa, que o saber popular tão bem soube o preservar. Destaque para os Barquinhos e Rochedos (doces confeccionados à base de amêndoa e ovos), para as compotas às quais este fruto confere um paladar original, ou mesmo os Chouriços Doces, um enchido confeccionado com amêndoa, pão, mel e sangue ideal para terminar uma refeição.
As amendoeiras em flor cobrem os campos de branco, proporcionando um cenário de inigualável beleza. Propomos aqui dois itinerários para que desfrute deste espectáculo, que anualmente anuncia o fim do Inverno. No final desafiámo-lo a provar as nossas iguarias confeccionadas à base de amêndoa, que o saber popular tão bem soube o preservar. Destaque para os Barquinhos e Rochedos (doces confeccionados à base de amêndoa e ovos), para as compotas às quais este fruto confere um paladar original, ou mesmo os Chouriços Doces, um enchido confeccionado com amêndoa, pão, mel e sangue ideal para terminar uma refeição.
Percurso 1
Alfândega da Fé
Pombal
Vilarelhos
Eucísia
Valverde
Percurso 2
Alfândega da Fé
Cerejais
Sendim da Ribeira
Parada
Vilar Chão
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ALFÂNDEGA DA FÉ
OLHARES
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