30/05/2012

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HOJE NO



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Mulheres em cargos de chefia aumentam produtividade das empresas 

 Igualdade de género "pode promover uma tensão criativa” 

 A integração das mulheres no mundo empresarial pode levar ao aumento da produtividade e criatividade das empresas. A conclusão é retirada de um debate organizado pela Câmara do Comércio América em Portugal (AmCham Portugal), em conjunto com a European Professional Women’s Network (EPWN). “Uma melhor diversificação de mulheres e homens nas funções desempenhadas e um maior equilíbrio na tomada de decisão pode originar vantagens competitivas, melhorar a produtividade e a criatividade dos colaboradores, atraindo mais clientes”, explica Graça Didier, secretária-geral da AmCham Portugal. 

 Para a responsável, o facto de as empresas exercerem a sua actividade num mundo multicultural, heterogéneo e imprevisível leva a que seja imprescindível o recurso à criatividade e à perspicácia. Graça Didier defende ainda que “a igualdade do género correctamente gerida pode promover uma tensão criativa e uma cultura aberta”, acrescentando que “será mais fácil de alcançar os desafios se os conhecimentos dos trabalhadores forem diversificados”. 

Por essa razão, a responsável considera que os países e as empresas necessitam de novas políticas de inclusão de modo a integrar as mulheres, tratando todas as pessoas da mesma maneira. “As empresas reconhecem que a falta de compreensão da diversidade é um risco com custos demasiado elevados e que a valorização das diferenças equivale a reconhecer que homens e mulheres têm diferentes papéis sociais e trabalham em diferentes áreas e posições sociais. Por isso mesmo, possuem diferentes experiências, valores e perspectivas que podem beneficiar a empresa”, concluiu Graça Didier. 

 * Por trás de uma mulher com valor há sempre um homem disponível...


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 Concurso mundial de vinhos
. declara alentejano 
Poliphonia o melhor tinto 


Poliphonia Signature 2008. É este o melhor vinho tinto segundo os jurados do Concurso Mundial de Bruxelas, uma das maiores competições de vinhos do mundo. Na segunda, a organização anunciou os premiados e confirmou a vitória deste vinho alentejano, assinado pela Granadeiro. Portugal soma dez Grandes Medalhas de Ouro (todas para Alentejo e Tejo), perto de uma centena de medalhas de ouro e mais de centena e meia de prata.  
HENRIQUE GRANADEIRO

O Poliphonia Signature 2008 foi considerado o Melhor Tinto 2012 pelos jurados do Concurso Mundial de Bruxelas. A competição, uma das maiores do mundo, reuniu, entre 4 e 6 de Maio em Guimarães, um painel de provas internacional com membros de 48 países. No total, estiveram em análise 8397 vinhos e espirituosos de produtores de 52 países.

Portugal foi o quarto país que mais vinhos enviou: 925 amostras, das quais 552 eram vinhos tintos. A grande maioria era proveniente da região do Douro e Vinho do Porto (241), que, para surpresa de muitos, ficou de fora das Grandes Medalhas - o Alentejo enviou 194.

O vinho tinto alentejano elevado a melhor a concurso, o Poliphonia Signature 2008, é originário de vinhas de Reguengos de Monsaraz e São Mansos (ambas as localizações no distrito de Évora), sendo da autoria da Granadeiro Vinhos, de Henrique Granadeiro, que tem como enólogo Pedro Baptista. 


É um vinho engarrafado há cerca de dois anos, um dos topos-de-gama da chancela, e que possui “bastante estrutura e bastante concentração", disse o enólogo à Lusa. "Evolui muito bem em garrafa", sublinhou.

A série a que pertence este tinto, vinhos Poliphonia, homenageia "um dos mais ilustres proprietários do Monte dos Perdigões" (onde está instalada a adega da marca), o compositor Luís de Freitas Branco, que por ali viveu por volta de 1920 e onde compôs diversas obras. Os Poliphonia, refere a Granadeiro Vinhos, "representam, em toda a linha, a visão do autor recorrendo às vinhas mais velhas" das propriedades. 

Poliphonia Signature 2008
Preço: €185.31
(Pack 6 Garrafas)

O vinho, a partir das castas Alicante Bouschet e Syrah, tem maturação em carvalho francês ("18 meses em barricas novas de carvalho francês seguido de um ano em garrafa") e é resumido como possuidor de "aroma de grande complexidade e boa intensidade dominado por notas de fruta em compota, réglisse, pimenta preta e cera de móveis, "na boca apresenta muito boa estrutura, com taninos maduros e sedosos". Um "vinho de grande elegância", com final "longo e equilibrado", lê-se na informação sobre o Poliphonia.

O enólogo Pedro Baptista, que se especializou em enologia em França (na École Supérieure d´Oenologie em Montpellier), está na empresa desde 2002 , tendo iniciado os seus trabalhos na Fundação Eugénio de Almeida na vindima de 1994. Conta com a enóloga Margarida Barrancos Vieira como colaboradora e é, actualmente, o responsável pelos vinhos de ambas as empresas, além de enólogo da Adega da Cartuxa.
PEDRO BATISTA "O MÁGICO"

A ligação de Pedro Baptista a Granadeiro já data dos tempo da Fundação, visto que Henrique Granadeiro, desde 2001 na liderança do projecto Granadeiro Vinhos, esteve antes à frente da Eugénio de Almeida no lançamento de vinhos muito celebrados, casos dos Cartuxa ou Pêra-Manca.





Vencedores do 19º Concurso Mundial de Bruxelas
Melhor Tinto: Poliphonia Signature 2008 (Vinho Regional / Alentejo - Portugal) 
Melhor Rosé: Theopetra Estate Rosé 2011 (Meteora - Grécia)
Melhor Branco: Hacienda Zorita Verdejo 2011 (Rueda - Espanha)
Melhor Espumoso: Joly-Champagne Cuvée Spéciale (Champagne - França) 
Melhor Espirituoso: La Botija Pisco Italia 2011 (Chincha - Peru) 
Melhor Vinho Doce: Samos Nectar White 2008 (Samos - Grécia) 

Dez Grandes Medalhas de Ouro lusas

Além da vitória do Poliphonia, Portugal somou 297 distinções, incluindo dez Grandes Medalhas de Ouro (repartidas apenas entre as regiões Alentejo e Tejo), perto de uma centena de medalhas de ouro e mais de centena e meia de prata. Os vencedores da distinção máxima (Grande Medalha de Ouro) neste nível são:

Cardal 2010 (Tejo, Vinho Regional, Quinta da Alorna)
Encostas de Estremoz Reserva 2009 (Alentejo, Encostas de Estremoz)
Herdade das Servas Touriga Nacional 2008 (Alentejo, Serrano Mira)
Monsaraz Premium 2008 (Alentejo, Carmim)
Monte das Servas Colheita Seleccionada Tinto 2009 (Alentejo, Serrano Mira)
Palpite 2008 (Alentejo, Vinho Regional, Fita Preta Vinhos)
Poliphonia Signature 2008 (Alentejo, Vinho Regional, Granacer)
Portal da Águia 2010
(Tejo, Vinho Regional, Quinta da Alorna)
Quinta da Lagoalva Castelão & Touriga 2010 (Tejo, Vinho Regional, Sociedade Agricola Qta Lagoalva de Cima)
Quinta S. Joao Batista 2010 (Tejo, Tomar, Enoport - United Wines)



IN "FUGAS/PÚBLICO"
14/05/12 


NR: O vinho premiado  é um topo de gama, a Casa Granadeiro produz um excelente vinho de mesa tinto o "VALE DO RICO HOMEM" que está à venda em pacotes de 3 litros por menos de 9 €. Este blogue não faz publicidade a nenhum produto mas não tem pruridos em  fazer propaganda do que se faz muito bem em Portugal.

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HOJE NO
"A BOLA"

Tocha olímpica em mãos portuguesas 

A presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet, e a atleta Filipa Ferreira transportaram esta quarta-feira a Tocha Olímpica, durante a viagem que o artefacto está a realizar pelo Reino Unido até ao início dos Jogos de Londres. Isabel Jonet, de 52 anos, correu na área de Chester, perto de Liverpool, enquanto Filipa Ferreira, de 17 anos, pegou na tocha em Acrefair, perto de Wrexham, no País de Gales. 

Ambas foram indicadas pela Samsung, patrocinador dos Jogos Olímpicos deste verão em Londres, a primeira enquanto ativista contra a pobreza e a segunda na sequência de uma votação levada a cabo através da rede social Facebook. 

 Está previsto que um outro português, Jorge Gonçalves, de 61 anos, transporte também a Tocha, já na reta final da viagem, a 23 de julho, em Bromley, no sul de Londres. 

 No total espera-se que o artefacto passe pelas mãos de oito mil pessoas ao longo da viagem, que tem a duração total de 70 dias. 

 * Por mérito próprio

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HOJE NO


"PÚBLICO"

Grupo de personalidades defende “limpeza” nos serviços secretos 

LIMPEZA À MANEIRA
Um coro de críticas à actuação dos Serviços de Informações defende uma limpeza profunda e uma resposta política à perda de credibilidade das secretas. Pedro Passos Coelho elegeu as secretas para tema do debate quinzenal no Parlamento, que decorre esta quarta-feira à tarde. 

 As críticas começaram no fim-de-semana com o social-democrata António Capucho, seguido de Francisco Pinto Balsemão, e esta quarta-feira foi a vez de Pacheco Pereira, Bacelar Gouveia e Garcia Leandro. O Governo fez nesta terça-feira saber que escolheu as secretas para tema do debate quinzenal. 
PESSOAL QUALIFICADO

O social-democrata José Pacheco Pereira disse, em entrevista à rádio Renascença, estranhar a falta de consequências no caso das secretas e acrescentou que os Serviços de Informações perderam toda a credibilidade interna e externa. "Eu também sou a favor de que isto precisa de levar uma volta completa, eventualmente até uma refundação dos serviços, que têm gente capaz, nem toda a gente tem este tipo de comportamento", afirmou. O ex-dirigente social-democrata defendeu que é "necessário encontrar alguém exterior aos serviços, sem estar comprometido com amiguismos, violação de segredos de Estado, mas que conheça a matéria para cumprir esse papel".
PORTA SECRETA PARA ESPIÕES

 Depois de ontem Francisco Pinto Balsemão ter igualmente defendido uma “imediata limpeza” nos Serviços de Informações, esta quarta-feira também Bacelar Gouveia frisou o sentimento de desconfiança que mina os serviços. "Há uma dimensão política que julgo que se está a descurar e todos os dias gera, realmente, um sentimento de desconfiança e até de medo em relação àquilo que os Serviços de Informações fazem", afirmou o antigo presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações e constitucionalista. Bacelar Gouveia defendeu uma "intervenção rápida" para que se restabeleça, "na medida do possível, os níveis de confiança por parte dos cidadãos em relação à actividade dos Serviços de Informações". 
AGENTES DISFARÇADOS

Já o general Garcia Leandro, antigo director do Observatório de Segurança, reiterou, em declarações à TSF, a tese que defende uma "limpeza do pessoal" nos serviços e a aposta em personalidades com "elevado nível ético". “O que deve ser feito é, exactamente, uma reformulação do sistema e, uma coisa que é muito importante: é que, ao lado da competência profissional, as pessoas sejam escolhidas pelo seu elevado nível de comportamento ético. Isso é uma coisa absolutamente indispensável, porque ou se vai atacar esta situação de fragilidade rapidamente ou este processo vai continuar a queimar bastante gente, e não é em lume brando, é em lume forte”, disse o general. 

Ontem, Jorge Silva Carvalho, antigo director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) pediu a sua desvinculação do segredo de Estado, pelo que só prestará esclarecimentos em julgamento quando o pedido for aceite. 


* Este assunto começa a cheirar mal, mas se fosse só o cheiro.... 

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BARRAGEM DO ALQUEVA

A Barragem de Alqueva é a sétima maior barragem de Portugal (tem 96 metros de altura), situada no rio Guadiana, no Alentejo interior, perto da fronteira espanhola. É o maior lago artificial da Europa, com 250 km2 de superfície. 

A sua capacidade, 4.150 hm3, permite a conquista do título de maior reservatório de água português. A barragem foi construída com o objectivo de regadio para toda a zona do Alentejo e produção de energia eléctrica para além de outras actividades complementares. Diversas infra-estruturas do Sistema Global encontram-se já construídas e muitas outras em fase avançada de projecto. Hoje, Alqueva está a tornar-se num dos destinos turisticos de excelência onde os fins de semana relaxantes ocupam lugar de destaque. A tranquilidade, aliada às inúmeras actividades e divulgação dos costumes tradicionais e artesanto local estão a tornar o Alqueva um lugar de eleição. 


 HISTORIA 
As primeiras referências à necessidade de criar uma reserva de água no rio Guadiana, em pleno Alentejo, surgem há pelo menos 100 anos, embora o Projecto, enquanto Empreendimento de Fins Múltiplos, date de 1957, altura em que foi criado o Plano de Rega do Alentejo. Identificada a origem de água no Guadiana, rio internacional partilhado com Espanha, foi necessário estabelecer um acordo que regulasse a utilização deste recurso. 
Foi então celebrado o Convénio Internacional Luso Espanhol que veio atribuir a Portugal a exploração hidráulica do troço internacional deste rio entre as confluências do rio Caia e a da ribeira de Cuncos. Este Convénio, assinado em 1968, contemplava já a construção da barragem de Alqueva, elemento fulcral do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva. Entre avanços e recuos, fica na história a decisão governamental de 1975 de dar corpo ao Empreendimento e o início dos trabalhos em Alqueva, em 1976. As obras preliminares duraram apenas 2 anos, tempo para construir as ensecadeiras de montante e jusante; o túnel de desvio provisório do rio, de forma a permitir os trabalhos no seu leito; os acessos e infra-estruturas de apoio. 
O Empreendimento entrou então numa fase de avaliações e novos estudos tendo o Governo decidido retomar o Projecto em 1993. Foi então criada a Comissão Instaladora da Empresa do Alqueva que preparou e lançou os primeiros concursos públicos internacionais com vista à retoma do Empreendimento. Dois anos mais tarde, em 1995, essa Comissão deu lugar à EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, S. A., que reiniciou os trabalhos em Alqueva. Em Maio de 1998 tiveram lugar as primeiras betonagens e em Janeiro de 2002 ficou concluído o corpo principal da Barragem, o que permitiu o início do enchimento da albufeira de Alqueva a 08 de Fevereiro do mesmo ano. 

 CRONOLOGIA
-1968 - Celebração do Convénio Luso-Espanhol para utilização dos rios internacionais 
-1975 - Aprovação pelo Conselho de Ministros da realização do Projecto 
-1976 -Início das obras preliminares (ensecadeira/infraestruturas de apoio à obra) 
-1978 - Interrupção das obras 1980 - Resolução do Conselho de Ministros determina a retoma dos trabalhos 1993 - Decisão do Conselho de Ministros para retoma do Empreendimento 
-1993 - Criação da Comissão Instaladora da Empresa do Alqueva (CIEA) 
-1995 - Reinicio dos trabalhos 
-1996 - Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/96, o Governo assume "avançar inequivocamente com o projecto" com ou sem financiamento comunitário 
-1996 - Adjudicação da empreitada principal de construção civil da barragem e central 
-1998 - Início das betonagens. 
-2000 - Adjudicação da empreitada para a execução do primeiro bloco de rega do Sistema Global de Rega 
-2002 - Encerramento das Comportas e início do enchimento da albufeira (8 de Março) 
-2002 - Abertura ao trânsito da estrada Portel/Moura sobre o coroamento 
-2004 - Inauguração da Central hidroeléctrica 
-2005 - Conclusão do contra-embalse (barragem de Pedrógão) 
-2008 - Início das obras de ampliação da Potência Instalada da Barragem. 
-2010 - A 1 de Janeiro, a albufeira de Alqueva regista o nível de água com a cota 150,17 metros acima do nível do mar, o que corresponde a 91 por cento da sua capacidade máxima. É o maior volume de água registado em Alqueva desde que as suas comportas foram encerradas. 


-2010 - A 12 de Janeiro o nível de água armazenada atingiu a cota máxima de 152 metros, um metro abaixo do nível de máxima cheia para que a albufeira está preparada. Trata-se de um volume de água armazenada de 4.150 hectómetros cúbicos. Com a construção da barragem a antiga aldeia da Luz ficaria submersa. Assim, após vários estudos e consulta popular optou-se pela construção de uma nova aldeia onde foram realojados os habitantes da antiga aldeia. 
Foi também construído o museu da Luz com vista a preservar o património da antiga Luz e da região. 



Dados Principais da Obra 

BARRAGEM DE ALQUEVA


UTILIZAÇÕES - Reserva / Rega / Abastecimento / Energia


LOCALIZAÇÃO DADOS GERAIS
Distrito - Beja
Concelho - Moura
Local - Alqueva
Bacia Hidrográfica - Guadiana
Linha de Água - Rio Guadiana
Promotor - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva SA (EDIA)
Dono de Obra (RSB) - EDP - Direcção Operacional de Equipamento Hidráulico
Construtor - Ace-Somague-Bento Pedroso-Cubiertas- Dragados
Ano de Projecto - 1994
Ano de conclusão - 2002


CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS CARACTERÍSTICAS DA ALBUFEIRA
Área da Bacia Hidrográfica - 55000 km2
Caudal integral médio anual - 2851000 x 1000 m3
Caudal de cheia - 12000 m3/s
Período de retorno - 1000 anos
Área inundada ao NPA - 250000 x 1000m2
Capacidade total - 4150000 x 1000m3
Capacidade útil - 3150000 x 1000m3
Nível de pleno armazenamento (NPA) - 152 m
Nível de máxima cheia (NMC) - 154,7 m
Nível mínimo de exploração (Nme) - 135 m


CARACTERÍSTICAS DA BARRAGEM DESCARREGADOR DE CHEIAS
Betão - Abóboda de dupla curvatura
Altura acima da fundação - 96 m
Cota do coroamento - 154 m
Comprimento do coroamento - 458 m
Largura do coroamento - 7 m
Fundação - Rocha
Volume de betão - 687 x 1000 m3
Localização - 2 no corpo da barragem e encontros
Tipo de controlo - Controlado
Tipo de descarregador - Soleira tipo Wes c/ canal a jusante
Cota da crista da soleira - 139 m
Desenvolvimento da soleira - 2 x 19 = 38 m
Caudal máximo descarregado -
6300 m3/s
Dissipação de energia - Trampolim


DESCARGA DE FUNDO CENTRAL HIDROELÉCTRICA
Localização - Incorporada na galeria de derivação provisória
Secção da conduta - d 3m
Caudal máximo - 160 m3/s
Controlo a montante -
Controlo a jusante -
Dissipação de energia -
Trampolim
Tipo de central - Pé da barragem c/ bombagem
Nº de grupos instalados - 2
Tipo de grupos - Reversíveis Turbo/Francis
Potência total Instalada - 240 MW
Energia produzida em ano médio - 269 GWh




LAZER
 Alqueva é o local ideal para relaxar ou estar activo. O descanto e tranquilidade é o bem mais precioso. Todavia se procurar actividades estas não faltam. Desportos naúticos, pesca, caça, passeios pedestres, BTT.  Confira o que Alqueva tem para lhe oferecer:




- Golf
- Caça
- Pesca
- Passeios de bicicleta (BTT)
- Nadar no maior lago da europa
- Desporto


À VOLTA DO ALQUEVA 

 
IG. MATRIZ DE STO ANTÓNIO
Iniciamos o percurso em Reguengos de Monsaraz, uma  das  cidades  que  mais  se desenvolveu nos últimos anos na região devido à sua localização privilegiada perto da barragem de Alqueva e pelos bons acessos rodoviários a partir de Lisboa.

 
Saímos bem cedo dado que o dia vai ser longo.

Partindo de Reguengos dirigimo-nos a São Pedro do Corval, localidade com a maior concentração de artesãos de barro do país com cerca de 35 olarias.

É uma localidade pacata onde pode parar à beira da estrada principal e comprar uns
souvenirs. Lojas não faltam...
Voltamos à estrada em direcção a Monsaraz e fazemos um pequeno desvio logo na primeira rotunda à esquerda para visitarmos a rocha dos namorados.
Esta rocha está associada a um ritual pagão de fertilidade onde as raparigas solteiras a consultam para saber quanto tempo falta para se casarem. Para isso atiram uma pedra para cima da rocha e caso esta caia ao chão significa que têm que esperar mais um ano pelo casamento (foto à direita).

Voltando à estrada passamos junta às Antas do Olival da Pega, monumentos edificados entre o 4.º e o 3.º milénio antes de Cristo; uma das evidências da ocupação desta região desde tempos pré-históricos.
 
Seguimos viagem e avistamos a vila acastelada de Monsaraz que sobressai acima da planície alentejana. É uma vista muito bonita digna de um registo fotográfico.Passamos por Telheiro, uma pequena aldeia no sopé da elevação em que Monsaraz se ergue, e paramos uns minutos para observar a fonte construída em 1723.

Subimos então até Monsaraz onde a vista nos deslumbra. Estacionamos à entrada da vila, num pequeno parque de estacionamento, já que a entrada de carro na vila está reservada a moradores. A vista é magnifica e avistamos a albufeira do Alqueva, várias povoações e ao longe Espanha.
Subimos então até Monsaraz onde a vista nos deslumbra. Estacionamos à entrada da vila, num pequeno parque de estacionamento, já que a entrada de carro na vila está reservada a moradores. A vista é magnifica e avistamos a albufeira do Alqueva, várias povoações e ao longe Espanha.
Entramos em Monsaraz pela porta da Vila. O chão é de xisto, as casas caiadas de branco e iniciamos a nossa visita. Viramos na primeira rua a esquerda e encontramos várias lojas de artesanato local.
Seguimos pela rua empedrada de onde podemos observar a Porta da Cisterna e seguimos até ao centro da vila, onde encontramos o Pelourinho e a Igreja Matriz de Santa Maria da Lagoa cuja construção actual data do século XVI.

Ao lado da Igreja fica o edifício dos Paços da Audiência, que é o mais antigo imóvel dedicado a funções públicas. Funciona hoje como o Museu de Arte Sacra de Monsaraz.

Continuamos até ao castelo e subimos por umas escadas de ferro até ao cimo da muralha junto à torre de menagem. Chegados lá acima deparamo-nos com a praça de toiros, cercada por muralhas, e uma vista deslumbrante em todas as direcções. É difícil parar de olhar para a vista que se estende até ao infinito e nos transmite uma sensação de enorme tranquilidade.
  De volta seguimos por outra rua do lado poente. Entre as casas e as ruas estreitas e íngremes, não podemos deixar de pensar como teria sido a vida aqui há muitos anos atrás quando os Cristãos tomaram Monsaraz aos Mouros.O ambiente faz-nos, por breves momentos, esquecer que estamos no século XXI, e sentimos algo de místico enquanto percorremos a vila. Mas o nosso percurso vai ser longo e voltamos ao carro para continuar viagem.

Seguimos agora em direcção Mourão, descemos de Monsaraz e apanhamos a estrada que vem de Reguengos, virando à esquerda no cruzamento. 
A estrada é boa, uma das melhorias na rede viária proporcionada pela barragem do Alqueva. Passamos pela nova ponte sobre o Guadiana que é agora um enorme lago, bem diferente do pequeno rio que passava por baixo da antiga ponte metálica. Chegamos a Mourão e dirigimo-nos para o Castelo.
Implantado num ponto altaneiro e fronteiriço, o castelo de Mourão conheceu, ao longo dos tempos, as investidas de forças inimigas que levaram por diversas vezes à sua reconstrução e redimensionamento. O castelo é composto por uma muralha medieval, que combina pedras de xisto, mármore e granito, reforçada por seis torres. No castelo está integrada a igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeia edificada no séc. XVII.

Deixamos Mourão e seguimos para a Aldeia da Luz. 
Esta nova aldeia
construída para alojar os habitantes da antiga luz é uma aldeia com um aspecto que nos faz lembrar em certa medida o cenário de um filme, com as casas muito homogéneas e parecidas, fruto da forma como foi construida. Na aldeia há um museu com imagens e vestígios da antiga aldeia que pode visitar. Mas as horas passaram depressa e a fome começa a apertar, vamos almoçar.

Seguimos até à Aldeia da Estrela, um local que com a barragem de Alqueva se transformou numa península, com água em toda a sua volta excepto a estrada que liga à aldeia. 
Vamos até ao restaurante Sabores da Estrela, que tem da sua esplanada uma bonita vista para a albufeira do Alqueva.
Energia reposta, vamos então ver a barragem! Metemo-nos à estrada e passamos pela Póvoa de São Miguel, paramos por breves instantes para observar a Igreja Matriz e algumas chaminés das casas em estilo mourisco. Seguimos pela estrada em direcção a Moura e chegados a um cruzamento, para a esquerda fica Moura e para a direita a barragem, olhamos para as horas e decidimos conhecer Moura que fica a apenas 4kms.
Em
Moura visitamos o Jardim, e ao longe conseguimos vislumbrar o paredão da barragem do Alqueva. 

Não podemos deixar de reparar que em Moura a agua é abundante com várias fontes espalhadas pela cidade sendo o local de origem da conhecida água do Castelo. Junto ao jardim fica a Igreja de São João Batista e bem perto existe uma entrada para o Castelo pela rua do Arco que pode visitar.

Seguimos depois em direcção à barragem. Uma vez chegados verificamos que a barragem é enorme, elevando-se a cerca de 100 metros de altitude, impressiona pela sua dimensão e pela quantidade de água que sustêm.
 Este projecto que ficou no papel dezenas de anos, era quase um mito no Alentejo, um sinónimo de futuro desenvolvimento, um sonho que entretanto se realizou..

Mas o dia vai adiantado e temos que prosseguir viagem. Seguimos então para a Marina da Amieira,
passando em caminho pela aldeia de Alqueva que deu o nome à barragem, onde vemos a Igreja Matriz caiada de branco e azul, cores típicas do Alentejo.

A Marina da Amieira é o local de onde partem os cruzeiros pelo Alqueva, tem também barcos casa para alugar e que qualquer pessoa pode pilotar mesmo sem carta de marinheiro. Uma forma diferente de ficar alojado na região.
Voltamos à estrada em direção a São Marcos do Campo mas em caminho paramos uns minutos para ver a vista fabulosa no Miradouro do Monte. Chegados a São Marcos do Campo visitamos o centro da localidade com a sua Igreja paroquial construída no século XVI.
A seguir passamos por Campinho, uma pacata aldeia que tem agora um aeródromo e um ancoradouro e vamos conhecer a Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, localizada numa das extremidades da aldeia.
Voltamos finalmente a Reguengos, cansados, mas com vontade de conhecer mais, quem sabe noutro dia?


 IN:
- WIKIPEDIA
- http://www.roteirodoalqueva.com
- http://cnpgb.inag.pt/gr_barragens/gbportuga 
- http://www.alqueva.com
- http://www.alqueva.eu/


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Arrendar é mais barato 
do que comprar casa 

As dificuldades de acesso ao crédito bancário estão a desviar as famílias para o arrendamento, cujos valores têm tendência para baixar nos próximos anos.

Comparando a compra de um apartamento, em Lisboa, por 150 mil euros e o arrendamento do mesmo imóvel, por 700 euros mensais, a segunda opção é compensatória ao final de 30 anos.
 
A conclusão é da Deco/Proteste, que aponta para um custo de 400 mil euros, na compra de um apartamento, contra 369 mil euros, no arrendamento, ao final de 30 anos de pagamentos.

Ou seja, o custo total da compra de uma casa de 150 mil euros, ao longo de 30 anos, entre prestação mensal ao banco, Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), seguros de vida e multirisco, condomínio actualizado com a inflação e obras obrigatórios (oito em oito anos), envolveria 400 mil euros.

Já a opção do arrendamento soma os encargos da actualização das rendas todos os anos (com factor de inflação de 2,5% ao ano) - isto é, 369 mil euros em rendas. Daqui resulta uma diferença de 31 mil euros a favor da opção de arrendar, conclui a Deco. No entanto, é preciso sublinhar que na opção de compra, ao fim de 30 anos, o proprietário fica na posse plena do imóvel, o que é em si um activo, enquanto na opção do arrendamento a casa nunca é propriedade do arrendatário.

Mas perante as dificuldades crescentes de acesso ao crédito bancário, o arrendamento apresenta-se cada vez mais como a única opção. As mediadoras imobiliárias confirmam a tendência. "Há três anos que a Remax cresce 40% nas transacções anuais de arrendamento. Este ano, até parece que as rendas estão mais adaptadas à realidade", nota a presidente executiva da Remax Portugal, Beatriz Rubio, em declarações ao Diário Económico. "Decorre das restrições no acesso ao crédito e da incerteza em relação ao futuro: falta uma luz ao fundo do túnel", sublinha ainda a gestora. 

Um empurrão maior ao arrendamento poderá ser dado com a nova lei que se encontra para aprovação na Assembleia da República. "A nova Lei do Arrendamento poderá beneficiar ainda mais o sector", atesta Beatriz Rubio.

 "Há um ano, o valor mínimo das rendas rondava os 500 euros. Em 2012, há uma pressão grande e os preços já são inferiores a 300 euros nas periferias das cidades", sublinha, ao Diário Económico, Ricardo Sousa, administrador para Portugal e Espanha da Century 21. No entanto, nos centros das cidades as rendas são mais elevadas e podem superar os mil euros mensais. Nos próximos dez anos, Ricardo Sousa estima que o número de casas arrendadas exceda as 300 mil, num regresso a valores dos anos noventa do século passado.

Mobilidade geográfica na Função Pública dinamiza mercado Com a proposta do Governo de fomento da mobilidade dos funcionários públicos ao longo do país, fica claro que o mercado de arrendamento será mais dinâmico no futuro e a banca terá também de se ajustar, face aos contrangimentos que subsistem hoje no arrendamento de um imóvel sobre o qual pende um empréstimo hipotecário.

Apesar de o projecto do Executivo ainda não ter saído do papel, já o próprio primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, deu sinais que pretende assegurar que as condições contratuais da banca se mantenham estáveis, no caso em que as famílias sejam obrigadas a arrendar a habitação com um empréstimo à banca. O Governo pretende, por exemplo, evitar a subida dos ‘spreads' sempre que seja pedida, ao banco, a autorização para arrendar o imóvel.

"Temos de mexer nestas condições. Terá de se trabalhar bem para ver como é que isto se faz, em respeito, evidentemente por quem emprestou dinheiro, pela propriedade, com certeza que sim, mas há muitas coisas que têm mesmo de mudar na maneira como funcionamos", disse Passos Coelho, num encontro com Trabalhadores Sociais-Democratas (TSD)m, no 1º de Maio.

E o argumento é simples: "Ninguém lhe compra a casa, o mercado hoje não o permite, perde oportunidade de emprego para ficar à espera do dia em que não tem dinheiro para pagar o empréstimo da casa? Ou pede autorização ao banco para poder arrendar aquela casa e desloca-se em busca de uma oportunidade de trabalho", descreveu na altura Passos, prometendo eliminar essas barreiras.

Além do sector público, o actual enquadramento no sector privado também aponta para uma maior mobilidade dos seus trabalhadores e, dessa forma, uma maior procura por casas para arrendamento.

As mediadoras antecipam essa nova dinâmica e já criaram departamentos para gerir edifícios arrendados, uma saída cada vez mais viável para construtores e banca que têm milhares de imóveis fechados à procura de ocupação.


Cuidados a ter no arrendamento 

Proprietários 
- Os proprietários devem certificar a idoneidade dos inquilinos e se podem suportar a renda que é proposta. - Devem pedir a declaração de efectividade de emprego, extractos bancários, declaração de IRS e ainda a existência de fiadores, para o caso de incumprimento. 
- Deverá exigir-se uma caução de duas rendas, uma delas referente ao pagamento do primeiro mês. 

Inquilinos 
- Os inquilinos não devem assinar nenhum contrato sem visitar a habitação que pretendem arrendar. Devem verificar as condições de habitabilidade do imóvel. 
 - Devem ainda procurar fazer negócios com quem pode passar recibo, o qual constitui uma segurança para a eventualidade de algum acontecimento imprevisto.  
- No contrato deverá constar os direitos e deveres. Os inquilinos devem saber as regras do senhorio, deixar bem claro quem paga o quê: se o senhorio, se o inquilino.


 * A enormíssima parte dos portugueses não compraram casas de luxo mas sim espaços adequados ou mais próximos das suas necessidades. Quem não tem dinheiro para pagar a prestação da casa não tem dinheiro para alugar uma casa com a mesma qualidade, portanto ou vão viver à molhada,  casa de família ou para debaixo da ponte. 

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