09/09/2026

UMA GRAÇA PARA O FIM DO DIA

LX-OS RIOS E A VIDA
5- RIO BRAVO
5.1- Último obstáculo antes
do sonho americano
Fronteira México e EUA



FONTE:    Victor Descubre  Victor Descubre 

ALDA SOUSA

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E se Estaline não tivesse
apoiado a partição da
Palestina em 1947?

É impossível responder à pergunta que empresta o título a este artigo. Mas pelo menos podemos dizer que se a votação da resolução 181 tivesse sido diferente, a partição da Palestina não teria sido legal de acordo com a ONU.

O movimento de solidariedade com a Palestina conhece bem a data de 29 de Novembro de 1947, dia em que a Assembleia Geral da ONU aprovou a resolução 181 que consagra a partição da Palestina em dois estados: um estado judaico ocupando 54% do território e um estado árabe com os restantes 46%. O resto da história é bem conhecida: em 1948 o estado de Israel autoproclamou-se e até agora não há estado palestiniano.

Mas do que quase nunca se fala é do processo que culminou nessa votação. A ONU tinha na altura 57 membros: 33 votaram a favor da resolução, 13 votaram contra e os restantes abstiveram-se. Lembrar-se-á quem nos lê que entre os países que votaram a favor estavam a URSS, a Ucrânia, a Bielorrússia, a Polónia e a Checoslováquia, ou seja, a URSS e os países sob sua influência, (à exceção da Jugoslávia que optou pela abstenção)?

Vale a pena acrescentar que essa votação requeria uma maioria de dois terços, ou seja, os votos da URSS e dos seus aliados foram determinantes para a consagração da partilha da Palestina. No ano seguinte, a URSS foi o primeiro país a reconhecer o estado de Israel.

Quem se habituou a ver os partidos comunistas como parte integrante e ativa do movimento pró-Palestina em Portugal e um pouco por todo o mundo, raramente suspeita que nem sempre foi assim. Quem nos lê perguntará: como foi possível Moscovo apoiar a criação do Estado de Israel? E poderá ainda interrogar-se: o que é que isso interessa, se antes e depois, durante décadas, a URSS apoiou a Palestina (tinha inclusive apoiado a grande greve geral de 1936)?

Se é verdade que Estaline ficou bem conhecido pelo taticismo e pelos ziguezagues em matéria de política internacional, esta votação não resultou de um impulso de última hora. Esta história é longa, intrincada e sórdida. Relembrá-la, ainda que brevemente, não é um ajuste de contas, mas sim um exercício útil de memória e de análise. Pare conhecer melhor o passado, evidentemente. Mas sobretudo para perceber e desmontar as armadilhas do campismo.

Tal como o pacto germano-soviético de que nos fala um outro artigo deste número, os efeitos de uma tal decisão tiveram efeitos imediatos e outros de muito longo prazo.

Os judeus, a Rússia e a União Soviética

O império russo e o leste europeu foram pródigos em episódios de antissemitismo durante séculos. A revolução russa de 1917 estabeleceu leis de igualdade de direitos para todos os povos, nações e culturas. Os bolcheviques manifestaram-se sempre contra o projeto sionista e pela igualdades de direitos dos judeus em todos os lugares em que viviam. E apesar da degenerescência da Revolução Russa sob Estaline (retrocesso de direitos e banalização de episódios de antissemitismo declarado, fomentado até pela cúpula dirigente), não se pode dizer que a direção do PCUS se tenha convertido ideologicamente ao sionismo. Aliás, começou por defender a solução de um só estado democrático para a Palestina, com igualdade de direitos nacionais. Por isso, argumento que a deriva do apoio à partilha da Palestina e à criação do estado de Israel terá de ser vista tanto à luz do abandono do internacionalismo, como à de um taticismo em que Estaline era mestre.

Uma lógica campista

Esta história é longa e só poderá aqui ser abreviada. A explicação mais vezes avançada tem sido a geopolítica: a URSS não tinha qualquer influência política na região do Médio Oriente (partilhada sobretudo entre a França e a Grã-Bretanha) e a liderança soviética esperava que a formação de um estado judaico pudesse servir de contrapeso às monarquias regionais (Jordânia, Iraque e Egito), à época ainda alinhadas com o seu inimigo principal, o império britânico. Uma posição tipicamente campista: se o sionismo se opunha à Grã-Bretanha e a URSS também, então a lógica seria fazer uma aliança com os inimigos dos inimigos.

Os contactos (no início secretos) entre o movimento sionista internacional e a direção soviética começaram na realidade pouco depois da assinatura do pacto germano-soviético. Estaline achava que a guerra iria acabar rapidamente e sonhava com o futuro da URSS no pós-guerra. Com a anexação do leste da Polónia, da Bessarábia e dos Estados Bálticos, a população judaica a viver sob domínio soviético passou de cerca de 3 milhões em 1939 para quase 5 milhões em 1940, a que se somavam os cerca de 300 mil refugiados vindos de outros países entretanto ocupados pela Alemanha (Polónia, Roménia e Checoslováquia). Mas tudo se intensificou após a invasão alemã da URSS. Numa altura em que esta se debatia com a necessidade de afirmação diplomática na cena internacional e de angariação de meios para o esforço de guerra, a diplomacia sionista não se poupou a esforços junto da sua congénere soviética para a convencer que seria possível angariar esse apoio nos EUA, através de contributos nomeadamente de judeus americanos, em troca da autorização da migração de judeus do leste europeu para a Palestina. Ivan Maisky, embaixador russo em Londres, foi crucial nesse processo, no qual participou também ativamente Chaim Weizmann, figura central da organização sionista mundial e futuro presidente de Israel. Entre 1948 e 1951, cerca de 300 mil judeus da Europa Oriental (sob controlo soviético) migraram para a Palestina, correspondendo a mais de metade do total de migrantes nesse mesmo período. &

O volte-face da posição soviética é apresentado ao mundo

Com o fim da guerra, aproxima-se também o prazo do fim do mandato britânico na Palestina. A Grã-Bretanha delega na ONU a decisão sobre o futuro. Numa sessão a 14 de maio de 1947, Gromyko, (representante da URSS na ONU) fez um inesperado discurso em que evocou “a desgraça e o sofrimento extraordinário” do povo judeu. “A experiência do passado e sobretudo da Segunda Guerra Mundial demonstra que nenhum país da Europa Ocidental foi capaz de dar ao povo judeu a ajuda necessária para a defesa dos seus direitos, nem sequer a proteção da sua existência”. E acrescenta “isto explica a aspiração dos judeus à criação de um Estado para eles”. Por isso, anuncia que a URSS é favorável “a criação de um estado judaico-árabe unificado”. Mas, acrescenta ”se se demonstrar que as relações entre os judeus e os árabes da Palestina são tão tensas que se torne impossível assegurar a coexistência pacífica entre eles”, então Moscovo apoiará a partição da Palestina em dois estados.

Entre Maio e Novembro de 1947, e depois desta data, a ofensiva sionista na Palestina recrudesceu e as milícias armadas sionistas aterrorizavam a população árabe, levando à Nakba em 1948. A cereja em cima do bolo: uma parte muito significativa das armas usadas pelos sionistas foram fornecidas pela Checoslováquia, obviamente com o beneplácito de Moscovo. Curiosamente, os EUA tinham decretado um embargo de armas a Israel. A partir de finais de 1947 e até 1951, é estabelecida uma ponte aérea entre a Checoslováquia e Israel com vários voos diários fazendo o transporte de armas e munições. 

Os efeitos devastadores da posição soviética sobre os partidos comunistas

O Partido Comunista da Palestina, fundado nos anos 1920, tinha uma militância e uma direção política mista árabe e judia e preconizava a existência de um estado democrático com igualdade de direitos para todos os que ali viviam. A dissolução da Internacional Comunista, em 1943, levou à cisão com formação de dois grupos, um grupo árabe e outro judeu. O grupo árabe (NLL-National Liberation League) ficou literalmente em choque com as posições da URSS em relação à partilha da Palestina. Ainda tentou protestar junto de Moscovo, nomeadamente através de cartas, mas foi em vão.

O impacto fez-se ainda sentir em outras latitudes. O Partido Comunista Italiano, por exemplo, que era um partido de massas e o segundo maior partido de Itália, no pós Segunda Guerra Mundial, passou a defender a existência de Israel.

Algumas notas

A história da posição da URSS em relação à Palestina ilustra bem algumas das características do campismo: o abandono do internacionalismo, da defesa dos mais oprimidos e do seu direito à auto-determinação, trocando-os por lógicas taticistas. A Grã-Bretanha era à época a grande potência imperialista na região do Médio-Oriente. Para ganhar influência na região e combater o imperialismo britânico, Estaline optou por se aliar ao sionismo, já que este era a única força capaz de fazer frente e derrotar os britânicos, acabando por ser conivente com a subjugação do povo palestiniano. Numa altura em que as lutas anticoloniais começavam a despontar ou a ser mais visíveis em todo o mundo, Israel estabeleceu-se, a contracorrente, como um colonialismo de povoamento e de limpeza étnica.

É impossível responder à pergunta que empresta o título a este artigo. Mas pelo menos podemos dizer que se a votação da resolução 181 tivesse sido diferente, a partição da Palestina não teria sido legal de acordo com a ONU. Não foram precisos muitos anos para que Moscovo percebesse que afinal Israel iria alinhar com os EUA e com as outras potências ocidentais: o primeiro embate foi a guerra da Coreia em 1950. Mas já não era possível voltar atrás. Os interesses imediatos da direção soviética em 1947 fazem-se ainda sentir 80 anos depois.

* Professora universitária. Activista do BE.

IN "Anticapitalista"-Setembro 2026 .

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4519.UNIÃO


EUROPEIA

FRANÇA
 PARIS
Activistas pelos direitos das 
mulheres protestam em Paris por 
 lei contra a violência sexual



FONTE: Euronews em Português  Euronews em Português-09/09/26  

 putin  HUYLO
putin é um canalha

trump is also a killer
 of innocent people Ukrainians
Também é um activo russo

132-HORIZONTES DA MEMÓRIA
132.4-Monte de Esperança, Belmonte


* O professor José Hermano Saraiva era uma personalidade exímia em encantar-nos, aqui fica a "memória" da nossa saudade.
FONTE:História de Portugal JHS

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Lisa Stansfield e Barry White

" All Around the World"


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GANA

BRIGADA JOVEM 

DE CATÁSTROFES

Sensibilização na comunidade

 de NANYERI

Em prol do clima


 

FONTE:  DW Português para África

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A neurociência do The dress
O que aprendemos com o viral.


FONTE:  Claudia Feitosa-Santana


luɽɑ ɗɑ ƥsɩ
317-Oηɗαѕ ѕᴏηᴏяαѕ ᴘαяα αᴘяєηɗєя ຕαɪѕ яάᴘɪɗᴏ

FONTE:Universo da Psicologia

Qυαηтαѕ єѕρєcιєѕ ∂є нυмαησѕ єχιѕтιяαм
є ѕσ́ яєѕтσυ υмα?

FONTE:Uso dos porquêsUso dos porquês

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𝓐 𝖒𝖔𝖗𝖙𝖊 𝖉𝖔𝖘 𝖙𝖊𝖗𝖈𝖊𝖎𝖗𝖔𝖘 𝖑𝖚𝖌𝖆𝖗𝖊𝖘
𝖊 𝖆 𝖊𝖕𝖎𝖉𝖊𝖒𝖎𝖆 𝖉𝖊 𝖘𝖔𝖑𝖎𝖉𝖆̃𝖔

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FONTE: Filosocardio Filosocardio 

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XICO ANILHAS
(GUILHERME LEITE)
A MOÇÃO DE CENSURA
09/09/26

FONTE: Saloia TV-09/09/26.

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𝐨 𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐫𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐥𝐞𝐦𝐛𝐫𝐚-𝐧𝐨𝐬
𝐨 𝐞𝐱𝐭𝐢𝐧𝐭𝐨 𝐩𝐚𝐥𝐞𝐢𝐨 𝐬𝐨𝐯𝐢𝐞́𝐭𝐢𝐜𝐨
«'𝘤𝘩𝘦𝘨𝘢' 𝘯𝘰 𝘥𝘦𝘣𝘢𝘵𝘦 𝘵𝘦𝘷𝘦 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘰
𝘥𝘦 𝘢𝘯𝘵𝘦𝘯𝘢 𝘦 𝘵𝘦𝘷𝘦 𝘨𝘳𝘪𝘵𝘰𝘴 𝘴𝘰́ 𝘯𝘢̃𝘰
𝘤𝘰𝘯𝘴𝘦𝘨𝘶𝘪𝘶 𝘧𝘰𝘪 𝘶𝘮𝘢 𝘮𝘢𝘪𝘰𝘳𝘪𝘢»
(como já é crónico)



 
 FONTE: NOW Canal NOW Canal-09/09/26

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SE A VIDA LHE INTERESSAR,
MAIS A INTELIGÊNCIA DA LIBERDADE

4589
Senso d'hoje
CARLOS EDUARDO
SERAPHIM
MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA
CIDADÃO BRASILEIRO
«CASO LITO SOUSA»
O que é a doença cerebral
misteriosa que parou a net.


* LITO SOUSA é um especialista em aviação brasileiro acreditado no mundo recentemente atingido por uma grave doença.
Neste blogue e com regularidade temos editado trabalhos seus o que reflecte o nosso maior respeito pelo cidadão.

FONTE:  Dr. Carlos Seraphim: Endócrino e talks Dr. Carlos Seraphim: Endócrino e talks 23/08/26 .

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BOM DIA

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