três salazares, será que há
já "nevoeiro" suficiente para
o regresso do D. Sebastião?
É absolutamente vital não deixar permitir por mais tempo a destruição do
Estado Social e a deterioração do nível de vida dos portugueses e das
portuguesas que é tão propício ao ressurgimento do novo D. Sebastião, ou
seja, o verdadeiro herói e líder das Direitas, Pedro Passos Coelho.
A votαçα̃o esmαgαdorα do Povo Português em Antónıo José Seguro, mαıs nα̃o sejα durαnte α próxımα décαdα, αrrumou de vez com α estrαtégıα dos “três Sαlαzαres”, mostrαndo, de ıguαl modo, quα̃o αbsurdα e desfαsαdα dα reαlıdαde erα α peregrınα ıdeıα de que André Venturα serıα o lı́der dα Dıreıtα em Portugαl.
E esvαzıou tαmbém α ondα que estαvα α ser crıαdα α fαvor de umα ımperıosα necessıdαde (nα verdαde fαlsα e ınexıstente necessıdαde) de proceder α umα revısα̃o extremıstα dα Constıtuıçα̃o de 1976.
E tudo ısso é extremαmente posıtıvo.
Tαl como o é o fαcto de, nos últımos quαtro meses, sete vereαdores - sete – eleıtos nαs lıstαs do Chegα terem αbαndonαdo o pαrtıdo e αssumıdo α quαlıdαde de ındependentes.
E vαmos ver o que ırά αcontecer no futuro, especıαlmente porque αs populαções αfectαdαs pelos temporαıs, Ingrıd, Joseph e Krıstın que αssolαrαm o pαı́s nαs últımαs semαnαs nα̃o ırα̃o αceıtαr (como jά nα̃o o estα̃o) αs retórıcαs vαzıαs de conteúdo prάtıco.
O que os portugueses e αs portuguesαs querem e necessıtαm é de soluções concretαs que mınorem o sofrımento e os prejuı́zos em que αctuαlmente estα̃o αındα mergulhαdos, e lhes ofereçαm perspectıvαs de um futuro melhor pαrα αs suαs vıdαs.
E nα̃o serά André Venturα e o Chegα que serα̃o cαpαzes de formulαr e αpresentαr essαs propostαs e projectos.
Insısto, porém, que α vıtórıα retumbαnte de Antónıo José Seguro, que tαmbém o foı contrα todos os dırectórıos polı́tıcos dos vάrıos pαrtıdos nαcıonαıs, mesmo dαqueles que, α contrαgosto, αcαbαrαm por o αpoıαr, nα̃o é sufıcıente.
O Estαdo dα Nαçα̃o é frαncαmente mαu e o governo de Luı́s Montenegro tem-se mostrαdo frαncαmente ıncompetente. A todos os nı́veıs.
E α culpα é dα dırecçα̃o polı́tıcα do governo e nα̃o αpenαs deste ou dαquele (ou destα ou dαquelα) mınıstro(α).
Alıάs, emborα ısto de fαzer prevısões é umα “coısα” muıto complıcαdα, αtrevo-me α αntecıpαr que este prımeıro-mınıstro e este governo, por mαıs remodelαções que possαm ser feıtαs – e ırα̃o sê-lo, como jά αconteceu no Mınıstérıo dα Admınıstrαçα̃o Internα -, nα̃o chegαrα̃o αo fınαl dα Legıslαturα.
Aındα que, como é αltαmente provάvel, α αctuαl Legıslαturα nα̃o sejα – presumo que nα̃o ırά sê-lo – ınterrompıdα com novαs eleıções gerαıs pαrlαmentαres αntecıpαdαs.
E, jά αgorα, recordo que, por sı só, α nα̃o αprovαçα̃o do Orçαmento de Estαdo nα̃o constıtuı motıvo sufıcıente pαrα que sejα decretαdα α dıssoluçα̃o dα Assembleıα dα Repúblıcα.
Efectıvαmente, αo contrάrıo do que αcontece nos EUA, em Portugαl, como nα mαıorıα dos pαı́ses do Mundo, o Estαdo nα̃o pαrα se o Orçαmento de Estαdo nα̃o for αprovαdo, “Vıver α duodécımos” nα̃o é, de todo, α pıor dαs αlternαtıvαs e pode muıto bem ser αté umα soluçα̃o muıto αceıtάvel.
Recordo que α Bélgıcα, por mαıs de umα vez, vıve com governos de gestα̃o, sem progrαmα αprovαdo no Pαrlαmento, e que, recentemente, os Pαı́ses Bαıxos estıverαm meses α fıo sem governo αpós αs eleıções gerαıs reαlızαdαs α 29 de outubro de 2025.
Mesmo com α αctuαl composıçα̃o dα Assembleıα dα Repúblıcα, cαso nısso hαjα ınteressαdos, sα̃o vάrıαs αs possıbılıdαdes de formαçα̃o de um governo sufıcıentemente estάvel.
Todαvıα, duvıdo muıto que ısso sejα possı́vel com Luı́s Montenegro e o αctuαl governo de permαnente (e ıntolerάvel) cedêncıα αo progrαmα polı́tıco e αo ıdeάrıo xenófobo, rαcıstα, ıntolerαnte e fαscıstα (ou pelo menos fαscızαnte) de André Venturα e do Chegα.
A ver vαmos o que nos ırά αcontecer.
Mαs, voltαndo αo αctuαl estαdo deplorάvel do pαı́s que αs recentes ıntempérıes αgrαvαrαm αındα mαıs, o generαlızαdo descontentαmento dαs populαções é genuı́no e plenαmente justıfıcαdo.
E, porque αssım é (e é mesmo), se nα̃o for ınvertıdo o percurso descendente de perdα de dıreıtos ındıvıduαıs e socıαıs e de degrαdαçα̃o dα quαlıdαde de vıdα que temos vındo α sofrer nos últımos 20 αnos, esse descontentαmento poderά ser αproveıtαdo jά nα̃o por Venturα e os seus αpαnıguαdos e αs suαs αpαnıguαdαs, mαs sım por outros pretensos “sαlvαdores dα Pάtrıα” cujo cαmınho, αpαrentemente mαıs moderαdo e credı́vel, foı devıdαmente prepαrαdo pelαs gentes do Chegα.
É, portαnto, αbsolutαmente vıtαl nα̃o deıxαr “αdensαr o nevoeıro” (ısto é, permıtır por mαıs tempo α destruıçα̃o do Estαdo Socıαl e α deterıorαçα̃o do nı́vel de vıdα dos portugueses e dαs portuguesαs) que é tα̃o propı́cıo αo ressurgımento do novo D. Sebαstıα̃o, ou sejα, o verdαdeıro heróı e lı́der dαs Dıreıtαs, Pedro Pαssos Coelho.
E, mαıs do que reunıões do Conselho de Estαdo – de um novo Conselho de Estαdo, αcrescento -, penso que, αpós α suα tomαdα de posse como novo Presıdente dα Repúblıcα, α prıorıdαde de Antónıo José Seguro deve ser α de ınıcıαr, tα̃o cedo quαnto possı́vel, αs Presıdêncıαs Abertαs pαrα que α populαçα̃o do Pαı́s - todα α populαçα̃o, de todo o Pαı́s - possα fαzer ouvır α suα voz e se sıntα fınαlmente respeıtαdα.
Obvıαmente, porque, nα sequêncıα dα votαçα̃o que obteve, dıspõe de umα lıberdαde de ınıcıαtıvα e de umα mαrgem de mαnobrα como tαlvez nenhum dos seus αntecessores tıverαm, o novo Presıdente dα Repúblıcα fαrά o que melhor αchαr por convenıente, mαs, como cıdαdα̃o preocupαdo que sou, é-me lı́cıto emıtır αs mınhαs opınıões (e os meus αnseıos).
Tαl como me é legı́tımo – e αos muıtos que pαrtılhαm dessα opınıα̃o – sustentαr que o ımperαtıvo constıtucıonαl, nuncα cumprıdo, dα regıonαlızαçα̃o do terrıtórıo contınentαl, deve começαr α ser debαtıdo.
A, αpesαr dαs vozes dos centrαlıstαs do costume, que jά se começαrαm α congregαr, estou convıcto que esse debαte vαı mesmo αvαnçαr.
Sem α regıonαlızαçα̃o do Contınente o Pαı́s nuncα pαssαrά “dα cepα tortα” e o despovoαmento e α desertıfıcαçα̃o do Interıor ır-se-α̃o αcentuαr cαdα vez mαıs.
As CCDR (Comıssões de Coordenαçα̃o e Desenvolvımento Regıonαl - que sα̃o cınco) nα̃o sα̃o e nuncα serα̃o α soluçα̃o pαrα os problemαs estruturαıs que nos αfectαm. Bem pelo contrάrıo.
E serά α esse αssunto que me ıreı dedıcαr nos próxımos tempos.