17/02/2026

PATRÍCIA REIS

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O medo de se ser mulher

Margaret Atwood escreveu: “Os homens têm medo de que as mulheres se riam deles; as mulheres têm medo de que os homens as matem.” Os números da violência contra mulheres e meninas mostram que este não é um exagero retórico. É uma realidade estatística.

No domingo, 8 de fevereiro, as mulheres votaram maioritariamente mais à esquerda do que à direita. O dado merece reflexão. Quando se anunciam revisões de direitos adquiridos, como a interrupção Voluntária da Gravidez, a pergunta surge com naturalidade: para onde querem mandar as mulheres? Para trás ou para um futuro que consolide direitos e igualdade?

A frase frequentemente atribuída a Simone de Beauvoir: “Basta uma crise política, económica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam postos em causa”, não aparece assim formulada na sua obra, mas traduz uma ideia central do seu pensamento: em tempos de crise, os direitos das mulheres são sempre os primeiros a vacilar.

Transformar direitos fundamentais em “ideologia”, relativizar a igualdade ou reduzir a discussão de género a um excesso identitário é uma forma eficaz de despolitizar aquilo que é estrutural. O efeito é conhecido: o papel das mulheres é novamente remetido para a esfera privada, vigiado, limitado ou desvalorizado.

Partimos de lugares diferentes. As mulheres continuam a deter menos poder económico, enfrentam constrangimentos culturais e educativos que incentivam o silêncio, são excluídas de espaços religiosos, onde a autoridade permanece masculina, e nos contextos empresariais continuam a ser avaliadas pelo corpo antes de serem reconhecidas pela competência. Sobre elas recai ainda o peso desproporcionado do cuidado e a responsabilidade pelos falhanços coletivos.

Quando se fala em rever direitos, quando se relativiza a autonomia sobre o próprio corpo, não se trata de um debate abstrato. Trata-se de poder. Trata-se de segurança. Trata-se de vida.

Pensar que Portugal está imune a estas dinâmicas é um erro confortável. A violência no namoro, a normalização do controlo e das proibições, a culpabilização das vítimas e a indulgência social perante agressores mostram que o problema não é exógeno. É estrutural.

Alguns monstros têm nome e rosto. Outros beneficiam de uma cumplicidade silenciosa que os protege.

As mulheres continuam a viver com medo. E o medo, quando é sistemático, não é uma emoção, é uma condição política.

* Jornalista e escritora portuguesa. Estudou História e é mestre em Ciências da Religião. Começou a carreira no semanário O Independente. Tem uma vasta carreira literária que inclui romances, biografias e livros infanto-juvenis. É a editora e curadora da Revista Egoísta

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" - 17/02/26 .




4330-UNIÃO


EUROPEIA

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FOI BOATO
(INFELIZMENTE)
Será que Francesca Albanese, 
da ONU, chamou mesmo a Israel  
"inimigo da humanidade"?



FONTE:  Euronews em Português-17/02/26

NR: Pois infelizmente ALBANESE com toda a coragem que tem  não proferiu aquelas palavras. Nós aqui e nesta página escrevemos sem medo, israel É INIMIGO DA HUMANIDADE. A cúpula dirigente do país é constituída por ASSASSINOS, contem só mulheres e crianças ASSASSINADAS em GAZA.
É muito mais perigoso, perigo de morte, ter boas relações com os EUA do que conflitos pontuais. trump é o grande criminoso do ocidente.

putin  HUYLO

putin é um canalha .

Trump is also a killer
of innocent people Ukrainians
É também um aplicativo russo
568-BEBERICANDO


COMO FAZER
"LOVE STORY-🍹🍹"

FONTE:Mundo dos Drinks
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Kristin Chenoweth

Maybe This Time


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ƮɾᥲꙆᖾᥲ⳽ & Ʈɾᥙϙᥙᥱ⳽
282-ᴛяᴜϙᴜєѕ ᴄαѕєɪяᴏѕ ηα ᴄᴏᴢɪηʜα


FONTE:Webspoon World

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XXXVII-OBSERVATÓRIO DE QUASE TUDO

VI-PERCURSOS DA
 MÚSICA PORTUGUESA

1- CONSTANÇA CAPDEVILLE


(CONTINUA PRÓXIMA TERÇA)


FONTE:   ꧁༒☬.𝓗𝓘𝓢𝓣𝓞𝓡𝓘𝓐..&..𝓒𝓞𝓩𝓘𝓝𝓗𝓐.☬༒꧂
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𝕮𝕴𝕹𝕰  𝕮𝕷𝖀𝕭𝕰

294) “Heated Rivalry”
não é só a rivalidade aqui que é ardente
e irresistível


Isabela Boscov

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