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07/01/2024
30/12/2014
20/10/2014
27/04/2012
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III. S. TOMÉ E PRÍNCIPE
São Tomé e Príncipe é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Ilha do Príncipe) e várias ilhotas, num total de 1001 km², com cerca de 160 mil habitantes.
Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
Segundo alguns estudos, as ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram.
Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 12 de julho de 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 12 de julho de 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Subdivisões
São Tomé e Príncipe é uma nação constituída por duas ilhas e está administrativamente dividida em sete distritos. Em 2004, São Tomé e Príncipe contava com 139.000 habitantes.
| ILHAS |
A Ilha de São Tomé, cuja capital é a cidade de São Tomé, tem uma população estimada em 133.600 habitantes (2004) numa área de 859 km².
A Ilha do Príncipe, cuja capital é Santo António - é a ilha mais pequena, com uma área de 142 km² e uma população estimada em 5.400 habitantes (2004). Desde 29 de Abril de 1995 que a ilha do Príncipe constitui uma região autónoma.
ECONOMIA
A economia de São Tomé e Príncipe tem-se baseado na aposta no turismo para o seu desenvolvimento, mas a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas abriu novas perspectivas para o futuro.
Força laboral | ||||||||
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| Definição de Força laboral: Esta variável contém a força de trabalho total. |
Produto Interno Bruto (PIB) per capita (US$) | ||||||||||||||||||||
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| Definição de Produto Interno Bruto (PIB) per capita: Esta entrada mostra PIB em paridade de poder de compra dividido pela população a partir de 01 de julho do mesmo ano. |
Investimento fixo bruto (%) | ||||||||||||||||
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| Definição de Investimento fixo bruto: Esta entrada registra gastos de negócios |
Taxa de crescimento da produção industrial (%) | ||||||||||
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| Definição de Taxa de crescimento da produção industrial: Esta entrada dá o aumento percentual anual da produção industrial (inclui mineração, indústria e construção). |
Consumo de eletricidade per capita(kWh por habitante) | ||||||||||||||||||||||||||
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Exportações (bilhões $) | ||||||||||||||||||||||||
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| Definição de Exportações: Esta entrada fornece o valor total em dólares dos EUA às exportações de mercadorias em um CIF (custo, seguro e frete) ou FOB (Free on board). Este valor é calculado a taxa de câmbio corrente, e não em paridade de poder aquisitivo (PPP). |
Importações (bilhões $) | ||||||||||||||||||||||||
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| Definição de Importações: Esta variável fornece a quantidade total em dólares dos EUA de importações de mercadorias em um CIF (custo, seguro e frete) ou FOB (Free on board). Este valor é calculado a taxa de câmbio corrente, e não em paridade de poder aquisitivo (PPP). |
Saldo de conta corrente (US$) | ||||||||||||||||
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| Definição de Saldo de conta corrente: Esta variável registra o comércio líquido de bens e serviços de um país, e lucro líquido de rendas, juros, lucros e dividendos e pagamentos de transferência líquida (tais como pagamentos de fundos de pensão e as remessas trabalhadores) e do resto do mundo durante o período especificado. Estes números são calculados a atual taxa de câmbio ou seja, sem levar em conta a paridade do poder de compra (PPP). |
Educação
A nível superior existem neste momento as seguintes instituições:
- Instituto Superior Politécnico
- Instituto Universitário de Contabilidade, Administração e Informática (IUCAI)
- Universidade Lusófona
- Universidade Lusíada
As duas últimas são dependências das universidades privadas portuguesas, do mesmo nome.
Arte - Figuras públicas
Ciência
Este país aparece associado a diversos acontecimentos científicos de relevo internacional.
Em 1914,
na ilha do Príncipe, após uma rigorosa investigação, na qual foram
utilizados métodos inéditos foi pela primeira vez extinta a doença do sono.
Cinco anos mais tarde, a 19 de Maio de 1919, na mesma ilha uma equipe de astrónomos de Cambridge fez as observações do eclipse solar que permitiram verificar a veracidade da Teoria da Relatividade de Einstein.
Folclore
No folclore
santomense são de destacar a sobrevivência de dois autos renascentista
(século XVI): " A Tragédia do marquês de Mântua e do Príncipe D. Carlos
Magno", denominado localmente de "Tchiloli" e o "São Lourenço" (por ser
representado no dia deste santo) e que é idêntico aos ["Auto de
Floripes" que ainda hoje é representado na aldeia das Neves, perto de Viana do Castelo.
A Cena Lusófona editou um livro, Floripes Negra, onde Augusto
Baptista, ensaísta e fotógrafo, faz um levantamento sobre as origens do
"Auto da Floripes" e as suas ligações com Portugal.
NR: Este
é o terceiro e último episódio informativo sobre S. Tomé e Príncipe, os anteriores
foram editados há precisamente oito e quinze dias no mesmo horário.
IN:
-WIKIPEDIA
-INDEX MUNDI
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20/04/2012
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II. S. TOMÉ E PRÍNCIPE
São Tomé e Príncipe é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Ilha do Príncipe) e várias ilhotas, num total de 1001 km², com cerca de 160 mil habitantes.
Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
Segundo alguns estudos, as ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram.
Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 12 de julho de 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 12 de julho de 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Clima
São Tomé e Príncipe tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22 °C e os 30 °C.
É um país com uma multiplicidade de microclimas, definidos, principalmente, em função da pluviosidade, da temperatura e da localização. A temperatura varia em função da altitude e do relevo.
Religião em São Tomé e Príncipe
As manifestações religiosas são imensamente complexas em São Tomé e Príncipe. Elas têm origem nos mais variados credos, pois se atendermos a gama de indivíduos de varias origens, vindos para São Tomé e Príncipe, facilmente se encontra a explicação deste facto.
Distinguem-se contudo, duas tendências religiosas acentuadas: a animista e a católica.
A primeira se funda num culto verdadeiramente fetichista. Nesta tendência não existe a concepção de Um só Deus. Deus segundo ela tanto pode ser Jehovah, como Zambi, como qualquer outro ser.
A segunda tendência, uma interpretação Cristã do mundo (catolicismo), não fez sentir tanto a sua influência nos primeiros séculos da colonização. É certo que grande parte da população não se furtava a este credo, não por o ter aceite em consciência, mas apenas por nele ver mais uma forma de evasão espiritual que bem se ajustava a sua noção de Universo.
Como para todos os Povos do mundo, a religião era para estes homens uma tentativa para a explicação dos fenómenos, que para eles tinha sempre algo de misterioso e de sobrenatural. Eis a razão porque facilmente aceitam qualquer credo sem oferecer obstáculos. O Catolicismo não os satisfazia, embora o respeitassem, daí que tivessem a necessidade de consultar os Manes e os espíritos dos mortos.
O mal e o bem são atribuídos ao feitiço. Segundo eles o corpo é feito de barro e se desfaz, e a alma é invisível e aspira a bem aventurança eterna. Têm por isso um sacro respeito pelos mortos.
Embora constituídos por uma amálgama de crenças, são bem característicos os ritos funerários que constituem um verdadeiro culto aos mortos.
Na altura do falecimento os indivíduos que estão de vigília, saem do quarto em grande gritaria para não interromperem a saída da alma do defunto. Diziam eles que sempre que alguém morresse era bom queimar-lhe a cama para que não voltasse a esse mundo. Algum tempo depois começam a entrar no quarto, feito em câmara ardente, pessoas que enquanto vão comer do cola e bebendo genebra põem-se a fazer o elogio fúnebre, que consiste em ressaltar as boas qualidades do morto.
O cadáver é lavado e vestido, e na parede é colocado um pano preto sob um crucifixo, ante o qual todos se ajoelham e rezam. Na altura de se transportar o morto, que é metido num caixão, a sua família despede-se beijando-lhe o pé. Após a retirada do caixão do quarto para o quintal, toda a gente rapidamente e em gritos dirige-se a igreja. Voltam em seguida e formam um grupo à retaguarda do caixão, que é levado e sepultado, agora em grande silêncio por vezes cortado por espremidos soluços. Nessa mesma noite começa o nojo que se prolonga por trinta dias. Após o regresso as pessoas que forem entrando no quarto mortuário, não pronunciam uma única palavra às que aí estão, senão depois de ajoelharem diante do crucifixo e rezarem por alma do defunto. 0 sétimo dia do falecimento e conhecido pelo de "funeral", porque nesse dia se celebra uma missa de sétimo dia pela alma do falecido. O nojo nesse dia assemelha-se a uma grande festa.
Essa mística religiosa manifesta-se em muitos actos da vida; assim temos que quando nasce uma criança empregam-se todos os meios para a livrar do feiticeiro, que a noite costuma ir à cama chupar-lhe o sangue.
Nos três primeiros dias do nascimento, é uma vizinha quem amamenta a criança, porque o primeiro leite da mãe teria efeitos malignos no filho.
São amarrados ao pescoço da criança pedacinhos de paus e folhas que afugentam os feiticeiros. A criança e passada de colo em colo toda a noite, porque se estivesse na cama um momento entraria logo o feitiço nela. Debaixo do leito é colocada uma panela de barro cheia de azeite de palma, para que as bruxas em vez de sangue de criança chupem o azeite.
Política de São Tomé e Príncipe
A política de São Tomé e Príncipe tem lugar num quadro de uma república semi-presidencialista democrática representativa, segundo o qual o Presidente de São Tomé e Príncipe é chefe de estado e o primeiro-ministro, é chefe de governo e de um sistema multi-partidário.
O Poder executivo é exercido pelo governo. O Poder legislativo é atribuído a ambos o governo e a Assembleia Nacional.
O Judiciário é independente do executivo e o legislativo. São Tomé tem funcionado sob um sistema multipartidário desde 1990. Após a promulgação de uma nova Constituição em 1990, São Tomé e Príncipe realizou eleições multipartidária pela primeira vez desde a independência. Pouco após a Constituição entrou em vigor, a Assembleia Nacional de Saõ Tomé e Príncipe formalmente legalizou os partidos políticos da oposição. Candidatos independentes também foram autorizados a participar nas eleições legislativas de janeiro de 1991.
O presidente da república é eleito por um período de cinco anos por sufrágio direto universal e uma votação secreta, e pode conter até dois mandatos consecutivos. Os candidatos são escolhidos pelo seu partido da conferência nacional (ou individuais pode ser executado independentemente). Um candidato presidencial, deve obter uma maioria definitiva de voto popular, em uma primeira ou segunda rodada de votação, a fim de ser eleito presidente.
O primeiro-ministro é nomeado pelo presidente, mas deve ser ratificado pelo partido que tiver a maioria e, portanto, normalmente vem de uma lista de sua escolha. O Primeiro-Ministro, por sua vez, os nomes dos 14 membros do gabinete.
A Assembleia Nacional (Assembleia Nacional) tem 55 membros, eleitos por prazo de quatro anos de sete eleitorados multi-membros por representação proporcional. É o órgão supremo do Estado e do mais alto órgão legislativo, e se reúne semestralmente.
Direitos humanos e democracia
Desde as reformas constitucionais de 1990 e as eleições de 1991, São Tomé e Príncipe tem feito grandes progressos em direção ao desenvolvimento das suas instituições democráticas e ainda garantir os direitos humanos e civil dos seus cidadãos.
Os são-tomenses têm mudado livremente seus governantes através de eleições pacíficas e transparentes, e, embora tenha havido discordâncias e os conflitos políticos no interior das agências do governo e da Assembleia Nacional, os debates foram realizados e resolvidos em aberto, democrático e instâncias jurídicas, em conformidade com as disposições da lei São Tomé e Príncipe. Um certo número de partidos políticos participam ativamente do governo e expressam as suas opiniões abertamente. Liberdade de imprensa é respeitada, e há vários jornais independentes, além do boletim do governo. A respeito do governo dos direitos humanos é exemplar; o governo não participa em medidas repressivas contra os seus cidadãos, e respeita os direitos individuais devido à processo e proteção contra abusos do governo é amplamente aceite. Liberdade de expressão é aceita, e o governo não tomou medidas repressivas para silenciar os críticos.
WIKIPEDIA
NR: Este é o segundo episódio informativo sobre S. Tomé e Príncipe, o primeiro foi editado há precisamente oito dias no memso horário.
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13/04/2012
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I. S. TOMÉ E PRÍNCIPE
São Tomé e Príncipe é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Ilha do Príncipe) e várias ilhotas, num total de 1001 km², com cerca de 160 mil habitantes.
Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
Segundo alguns estudos, as ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram.
Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 12 de julho de 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Foi então, uma colónia de Portugal desde o século XV até sua independência em 12 de julho de 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
História de São Tomé e Príncipe
As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram.
Os portugueses colonizaram-na com cristãos-novos que tinham sido expulsos pela Inquisição.
A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVII. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos para o Caribe e para o Brasil.
No contexto da Dinastia Filipina, o capitão António Monteiro Maciel jurou fidelidade ao novo monarca em 10 de junho de 1581.
Entre as principais dificuldades por que passaram as ilhas no final do século XVI destacam-se as revoltas de africanos entre 1590 e 1595, das quais a mais importante foi a Revolta dos Angolares.
A escravatura e o ciclo do Cacau
A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e de café. Nesse período, as ilhas figuraram entre os maiores produtores mundiais de cacau. A escravatura foi abolida em 1876, mas ao longo do século XX os portugueses mantiveram os trabalhadores rurais em degradantes condições de trabalho.
Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se estruturas administrativas complexas. Elas compunham-se de vários serviços públicos, tendo a sua frente um chefe de serviço. As decisões tomadas por este, tinham de ser sancionadas pelo Governador da Colónia. Este para legislar, auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembleia Legislativa.
Durante muito tempo o Governador foi o comandante-chefe das forças armadas, até que, com a luta armada nos outros territórios sob a sua dominação, criou-se um Comando Independente. Fora da sua alçada, encontrava-se a Direção-Geral de Segurança (DGS).
O Governador deslocava-se periodicamente a Lisboa, para informar o governo colonial e dele trazer instruções.
Na Ilha do Príncipe, em representação do governo havia o Administrador do Concelho com largas atribuições. A colónia achava-se dividida em dois Concelhos, o de São Tomé e o do Príncipe, e em varias freguesias.
Em 1951 o território adquiriu o estatuto de Província Ultramarina portuguesa, sendo feito um esforço de desenvolvimento na agricultura, vias de comunicação e da educação.
Independência e transição para a democracia
Em 1960, por influência do processo de descolonização no continente africano, surgiu um grupo nacionalista opositor ao domínio ditatorial português. Em 1972, o grupo dá origem ao MLSTP (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe), de orientação marxista. Assim, em 1975, após cerca de 500 anos de controle de Portugal, o arquipélago é descolonizado, como consequência da Revolução dos Cravos em Portugal, um ano antes.
Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP. Dez anos após a independência (1985), inicia-se a abertura econômica do país. Em 1990, iniciou-se a transição para a democracia com a adoção de uma nova Constituição, que institui o pluripartidarismo.
No ano seguinte, as eleições legislativas apresentam o PCD-GR (Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão) como grande vencedor, ao conquistar a maioria das cadeiras. A eleição para presidente contou com a participação de Miguel dos Anjos Trovoada, ex-primeiro-ministro do país que estava exilado desde 1978. Sem adversários, Trovoada foi eleito para o cargo. Em 1995, é instituído um governo local na ilha do Príncipe, com a participação de cinco membros. Nas eleições parlamentares de 1998, o MLSTP incorpora em seu nome PSD (Partido Social Democrata) e conquista a maioria no Parlamento, o que tornou possível ao partido indicar o primeiro-ministro.
Geografia de São Tomé e Príncipe
O arquipélago de São Tomé e Príncipe fica situado a cerca de 300 km da costa Ocidental de África, sendo atravessadas pela linha do Equador. Todo o arquipélago assenta no rifte da linha vulcânica dos Camarões.
Junto ao extremo sul de São Tomé fica o Ilhéu das Rolas onde há um marco indicando o local da passagem da linha do Equador.
Demografia de São Tomé e Príncipe
Do total da população de São Tomé e Príncipe, cerca de 179.506 vivem em São Tomé e Príncipe (censo de 2011) Todos eles descendem de vários grupos étnicos que emigraram para as ilhas desde 1485.
| Country | 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| São Tomé e Príncipe | 159.883 | 165.034 | 170.372 | 175.883 | 181.565 | 187.410 | 193.413 | 199.579 | 206.178 | 212.679 | 175.808 | 179.506 |
As ilhas são uma antiga colónia portuguesa. Nos anos 1970 houve dois fluxos populacionais significativos — o êxodo da maior parte dos 4 mil residentes portugueses e o influxo de várias centenas de refugiados são-tomenses vindos de Angola. Os ilhéus foram na sua maior parte absorvidos por uma cultura comum luso-africana. Quase todos são fiéis das igrejas Católica Romana, Evangélica ou Adventista do Sétimo Dia, que, por sua vez, mantêm laços estreitos com as igrejas em Portugal.
A grande maioria do povo são-tomense fala português (95%), mas são falados três crioulos de base portuguesa diferentes e alguns dialetos de línguas africanas.
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