Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
02/07/2018
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COREOGRAFIA DE
FONTE: Carloes Hreis
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7-ACHTERLAND
COREOGRAFIA DE
ANNE TERESA DE KEERSMAEKER
ÚLTIMO EPISÓDIO
Achterland,
filmé par le chorégraphe flamand Anne Teresa De Keersmaeker, est une
nouvelle manifestation de son intérêt pour les différences entre hommes
et femmes. Elle se concentre sur la diversité et la multiplicité du
concept de la féminité. Dans Achterland, la chorégraphe fait appel pour
la première fois à des musiciens qui, en plus de jouer en direct,
prennent également part au jeu théâtral. Des caractéristiques
récurrentes de son travail peuvent être observées dans sa chorégraphie:
références à des travaux antérieurs, mouvements maintenus jusqu’à la
limite de l’endurance, répétitions, courses en rond rapide, ainsi que
les rencontres intenses entre hommes et femmes.
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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"
Morreu José Batista de Matos,
.o rosto português do Museu
.da Imigração em França
Antigo conselheiro das comunidades portuguesas tinha 84 anos.
José Batista de Matos, dirigente associativo, antigo conselheiro das comunidades portuguesas e rosto da emigração lusa no Museu Nacional da História da Imigração em Paris, morreu este domingo à noite, em Portugal, aos 84 anos.
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A notícia foi confirmada à Lusa pela sua filha, Ascenção Matos, que adiantou que o funeral deve realizar-se na próxima quarta-feira, às 11:00, na sua aldeia natal, Alcanadas, na Batalha, distrito de Leiria.
O emigrante foi membro fundador e dirigente da Associação Portuguesa de Fontenay-sous-Bois, inaugurou o primeiro monumento ao 25 de Abril de 1974, fora de Portugal, em Fontenay-sous-Bois, trabalhou na geminação da cidade com a Marinha Grande, foi Conselheiro das Comunidades durante oito anos e publicou dois livros: "História, cultura e tradições das Alcanadas" (2005) e "Uma vida de militância cívica e cultural" (2011).
José Batista de Matos chegou ao 'bidonville' de Champigny em abril de 1963 para "fugir à ditadura", deixando para trás as "idas de bicicleta à Marinha Grande para ir buscar o Avante" e as escutas clandestinas, em casa, da rádio Voz da Liberdade e da Rádio Moscovo.
O português chegou a França sem falar a língua, foi encarregado-geral no metro de Paris onde ajudou a construir 23 estações, e, em maio de 68, associou-se aos protestos e foi um dos instigadores da greve numa estação da capital francesa.
Em fevereiro passado, no seu apartamento em Fontenay-sous-Bois - onde guardava vários objetos dos tempos do bairro de lata- José Batista de Matos contava à Lusa que o Maio de 68 foi "a essência" da sua vida e que sempre se bateu para "ressuscitar um pouco o maio de 68" porque é preciso "combater as desigualdades porque 2% da população do mundo tem tanto como 98% do mundo".
A essa data, o português continuava a ser o rosto da emigração lusa no Museu Nacional da História da Imigração em Paris, com o seu capacete do trabalho, diplomas, fotografias, passaporte e um desenho a ilustrar o momento em que ele e dois companheiros penduraram uma bandeira vermelha numa grua em protesto contra a mega-manifestação de apoio ao General de Gaulle no final de maio de 68.
Foi nos primeiros dias desse mês, durante a pausa de trabalho das obras do metro de Charles de Gaulle-Étoile, que Batista de Matos teve "a visão apocalíptica" e viu "o largo ao lado do Arco do Triunfo cheio de jovens sentados", foi falar com eles e sentiu "o germinar da vontade" de participar nos protestos.
Depois, foi à universidade da Sorbonne e integrou uma comissão de estudantes-trabalhadores, a partir da qual organizou a greve junto dos seus colegas operários, mesmo sendo ele chefe de obras de uma equipa. "Fizemos reuniões na Sorbonne e tentei com outros amigos - alguns franceses, um ou dois portugueses - parar o 'chantier' na Étoile, em que havia 60, 70 e tal pessoas. E conseguimos parar aquilo.
O trabalho parou completamente", recordava à Lusa a propósito dos 50 anos do Maio de 78, descrevendo o momento como "uma vitória muito grande". José Batista de Matos começou a participar nas manifestações e ia às reuniões na Sorbonne do 'comité ouvriers-étudiants' porque aquele mês foi para ele "o sonho de um mundo melhor" e "ao fim de 28 dias" conseguiu um aumento de 35 francos por semana", tudo "recordações fabulosas, não só a parte material mas a consciencialização das pessoas".
O português participou nas manifestações de rua porque "tudo se pode vencer com o número de pessoas", viu muita gente "a mandar até botas e 'pavés' [partes da calçada] à polícia" e chegou a ir a algumas reuniões na Sorbonne e no teatro Odéon ocupados.
"Foi a primeira vez, na minha vida de homem, que no Odéon os senhores professores, doutores, se tratavam todos por tu. Não havia você, não havia senhor doutor. Aquilo transformou-me", contou o autor de "Uma vida de militância cívica e cultural", acrescentando que na sua boca tinha sempre a palavra "liberdade".
Em 2012, Batista de Matos recebeu a Comenda da Ordem Nacional de Mérito e há duas semanas recebeu a Medalha da Cidade de Fontenay-sous-Bois.
* Ora aqui está um cidadão que de maneira quase anónima demonstrou coragem e consciência social, em vez da música pimba a vida deste homem devia ser ensinada nas escolas.
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HOJE NO
"OBSERVADOR"
Estado gastou menos 4300 milhões que
.o aprovado no Orçamento em 2017
O Estado gastou menos 4.300 milhões de euros do que aquilo que tinha disponível por lei no Orçamento do Estado em 2017, permitindo ao Governo mais um registo historicamente baixo no défice.
O Governo conseguiu reduzir o défice (mais uma vez) para um valor
historicamente baixo no ano passado, se retirarmos destas contas a
recapitalização da Caixa Geral de Depósitos que foi incluída no défice
de 2017 pelo Eurostat, e para isso contou com um travão muito
significativo nos gastos do Estado. De acordo com a Conta Geral do
Estado, o Estado não gastou 4.312,5 milhões de euros que estavam
disponíveis no Orçamento.
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| O MACHADO DA POUPANÇA |
É um tema que tem causado tensão com o
Bloco de Esquerda e o PCP, que exigem que o Governo cumpra os
compromissos que tem assumidos com o Parlamento. O Governo, por sua vez,
já respondeu mais que uma vez que os compromissos que assumiu com estes
dois partidos estão vertidos nos acordos que sustentam a maioria
parlamentar.
A questão voltou a ser discutida em abril, quando foram conhecidos os
números do défice do ano passado e as novas previsões do Governo para
este ano. Nessa altura, os números mostravam que o Governo tinha poupado
mais 1.252,8 milhões de euros do que aquilo que era suposto, o que
levou a que o défice sem contar com a Caixa ficasse muito aquém do
previsto.
Além deste resultado, muito criticado pelos parceiros à
esquerda — que identificavam várias insuficiências em serviços
fundamentais do Estado, como a saúde — , a nova previsão do Programa de
Estabilidade dava conta de que o Governo pretendia reduzir o défice em
mais 750 milhões de euros que o acordado com o Parlamento, algo que não
caiu bem com os deputados à esquerda.
No entanto, de acordo com a Conta Geral do Estado, o Governo terá ido
muito mais além nas contas do ano passado. A Administração Central
tinha à sua disposição 72.257,1 milhões de euros para gastar (orçamento
final, já corrigido) à luz da lei, mas nas contas finais o resultado
fica muito aquém do que poderia ser gasto. Segundo a Direção-Geral do
Orçamento, ficaram por gastar mais de 4.300 milhões de euros, dos quais
556 milhões de euros ficaram presos por estarem cativos.
Face ao
orçamento final, todos os Ministérios geraram poupanças face aquilo que
legalmente estariam habilitados a gastar. Destaque para o Ministério da
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que ficou 642,7 milhões de euros
aquém do que estava orçamentado, e para o Ministério da Saúde, cuja
verba gasta ficou 421,3 milhões de euros aquém do orçamentado.
No
caso do Ministério da Saúde a verba orçamentada ainda foi reforçada face
ao orçamento inicial, em mais de mil milhões de euros, o que faria com o
que valor gasto ficasse acima do orçamento inicial, mas o mesmo não se
aplica à Ciência e Ensino Superior, que mesmo sem os reforços acabaria
por gerar poupanças para as contas do Estado.
Destaque ainda para a
Administração Interna, que em ano de dois dos maiores incêndios de que
há memória em Portugal, terminou o ano com uma poupança de 107,8 milhões
de euros face ao orçamento disponível. O orçamento da Administração
Interna também foi reforçado, mas, mesmo sem este reforço, teria poupado
74 milhões de euros.
Mesmo olhando para o valor do orçamento
inicial, a poupança é significativa. A Administração Central gastou
menos quase 2000 mil milhões de euros do que aquilo que estava
orçamentado inicialmente.
* Esta notícia até parece boa mas é péssima. O Salazar deixou muito ouro nos cofres do Estado e muito analfabeto e miserável no país.
Este governo comporta-se de modo salazarento porque não poupou nada, ao não investir os 4.300 milhões criou fome e pobreza além de que não explica porque deixou prescrever 435 milhões de dívidas ao fisco. Portugal com esta "poupança" continua falido, onde está a obra?
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