15/02/2015

.

ESTA SEMANA N0
"EXPRESSO"

Conselho deontológico defende
 que jornalista não pode ser 
cúmplice de ninguém

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas (SJ) defende que o jornalista não pode ser nem "cúmplice do investigado nem dos investigadores", numa nota sobre o segredo de justiça e os profissionais da comunicação social.

"Esta profissão trabalha para aumentar a liberdade dos cidadãos na formulação de juízos ponderados de valor em matérias de relevância pública -- não para encobrir a delinquência, venha ela de onde vier", lê-se numa nota do conselho deontológico sobre a relação dos jornalistas com o segredo de justiça. 
 .

Em declarações hoje à agência Lusa, a presidente do conselho deontológico, São José Almeida, afirmou que este órgão "respeita o segredo de justiça", sem que isso impeça o trabalho dos jornalistas, e justificou que esta nota se destina a todos os jornalistas, em especial aos jovens jornalistas. 

"Nem cúmplice do investigado, nem dos investigadores, este deve ser o lema do jornalista digno de tal nome", lê-se ainda na nota, divulgada numa altura em que há vários casos mediáticos em curso, entre eles o processo que levou à detenção do ex-primeiro-ministro, José Sócrates, ou ainda do caso dos vistos "gold", que levou à detenção do diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Para o órgão deontológico dos jornalistas, é preciso "encontrar a justa medida da convivência" entre os valores do direito de informar e o segredo de justiça. 

Depois de lembrar que o segredo de justiça visa proteger a investigação criminal e garantir o respeito pela presunção da inocência do investigado, este órgão do SJ recomenda que o jornalista "não deve prejudicar a investigação judicial" e lembra que também não deve "divulgar peças de processo que não investigou", se "tão-somente as recebeu de um interveniente no processo judicial". 

"Reproduzir tais peças, sem contraprovas nem contraditório, transforma o jornalista em porta-voz: não está a ser jornalista, está a fazer propaganda de um dos lados do processo, que tem interesse em tornar pública tal 'indiscrição'", lê-se ainda no texto.
 .

Se um jornalista "tiver conhecimento de uma peça ou episódio do processo em segredo de justiça, não fica coartado do direito a informar", afirma o conselho deontológico que, "pelo contrário", sublinha ser "seu dever dar público conhecimento, sempre que detete uma irregularidade, um abuso, em suma, algo que perverta as normas de equilíbrio de armas entre acusação ou defesa". 

"Essa é uma missão de vigilância ao serviço da cidadania a que um jornalista não pode furtar-se, sejam quais forem as ameaças do prevaricador que o deseje silenciar, usando como escudo o lado formal do segredo de justiça", concluiu.

* Inteiramente de acordo, o jornalismo deverá ser sempre contrapoder.

.
.

Rissóis de Carne


De: Saborintenso

.
.
ESTA SEMANA N0
"JOGO"

Daniela Hantuchova 
ganha primeiro título da carreira

Hantuchova, de 31 anos, precisou de duas horas e sete minutos para derrotar a croata, que também procurava o seu primeiro título, por 3-6, 6-3 e 6-4.
 .
A tenista eslovaca Daniela Hantuchova conquistou este domingo o seu primeiro título no circuito WTA, ao vencer o torneio de Pattaya, na Tailândia, batendo na final a croata Ajla Tomljanovic.

Este foi o terceiro encontro entre as duas tenistas, com Hantuchova a desempatar o confronto direto, após um triunfo para cada uma.

* Já merecia


.
.


ETIQUETAS














.
.



Encontrem uma cura para o cancro, antes que me cresçam as maminhas



,
.

 NÃO SOBRA NADA


TESTE A 190KM/H

.
.


434.
Senso d'hoje

     
JOÃO PAULO


RODRIGUES

ACTOR E APRESENTADOR
DE TELEVISÃO
  SOBRE VIDA DE ARTISTA

Qualquer pessoa que trabalhe para os outros, que trabalhe em televisão, música, que pinte, seja o que for, é muito o lado direito do cérebro. Enquanto uma pessoa do lado esquerdo é muito sistemática, eu sempre fui muito do lado direito. Sempre fui muito distraído, muito cabeça no ar. Um artista existe para criar, para fazer os outros sonhar, para rir, seja o que for. É sempre preciso ter alguém que trate da parte mais burocrática e complexa da nossa vida.

Não digo que vá ser advogado ou juiz, mas jurista hei de ser. Hei de acabar o curso. Faltam-me para aí dez cadeiras, o último ano. Já sou finalista há muito tempo [risos]. Gostei muito do meu ano de finalista, mas foi o ano em que todas estas coisas mais recentes começaram a acontecer e tive de tomar uma decisão. Se seguia por ali ou se acabava o curso. Como não sou advogado, nem juiz, nem jurista e a minha profissão é ser comediante, ator e agora apresentador... tive de fazer a minha escolha e essa escolha foi continuar o meu trabalho, ir evoluindo e fazendo outras coisas.

As pessoas criam muitos preconceitos em relação aos outros e às vezes podem enganar--se. Considero-me um aluno razoável na faculdade, tenho média de 14, aquilo que sei, sei mesmo. Por isso, não é por ser humorista ou cantor que vou ser melhor ou pior técnico de justiça. Mas vejo-me a exercer. Porque não? Já vi mais, mas essa forma de olhar para mim com desconfiança enquanto advogado aconteceu mais quando só fazia comédia e em que só dizia asneiradas, eu próprio sentia isso em relação a mim. Mas agora já conseguiram ver que tenho uma parte mais séria, mais profunda, não tão brincalhona. Consigo fazer outras coisas...

* Excertos de entrevista ao jornal "i"