Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
26/10/2010
ALMORRÓIDA ABANANADA
Portugal permanece dos países mais corruptos da Europa
Portugal melhorou relativamente a 2009, passando de 35.º lugar para 32.º, mas permanece um dos países da Europa Ocidental em pior posição. Em 2000 ocupava a 25.ª posição, tendo vindo sempre a decair
Portugal sobe no ranking anual sobre a percepção da corrupção da Organização Não-Governamental Transparency International (TI), ocupando agora o 32º lugar com uma pontuação de 6 valores em 10 (melhor pontuação possível). Em 2009 ocupava o 35.º lugar. No entanto, a posição deste ano corresponde ao 34º lugar do ranking, uma vez que dois dos países melhor classificados, Santa Lucia e São Vicente & Grenadine, não foram este ano avaliados. Em termos do espaço europeu, Portugal ocupa a 19ª posição, em 30, apenas à frente de Itália, Grécia, Malta e países do antigo bloco de Leste. Em 2000 ocupava a 25.ª posição, tendo vindo sempre a decair nos últimos 10 anos
"Uma vez que a avaliação do comportamento destes índices internacionais deve ser feito ao longo do tempo, notamos que a tendência de Portugal na última década vem sendo de depreciação. No início da década, em 2000, ocupava a 23.ª posição, com um ranking de 6.4", explica Paulo Morais, vice-presidente da Transparência e Integridade - Associação Cívica (TIAC).
Em 2009, Portugal ocupou a 35ª posição, com 5,8 valores. (ver em anexo uma tabela com a posição de Portugal nos últimos 10 anos).
"Numa observação transversal ao longo dos últimos anos há pois uma queda de cerca de meio valor e uma perda de dez posições no ranking. A variação verificada este ano (uma posição no ranking e 0.2 no score) não é significativa, pelo que se pode concluir que Portugal se mantém estável na escala", acrescenta Paulo Morais.
Apesar das enormes somas injectadas por diversos governos para fazer face aos problemas mundiais mais prementes, como a instabilidade dos mercados financeiros, as alterações climáticas e a pobreza, a corrupção continua a ser um obstáculo ao alcance dos avanços necessários nestas áreas, segundo nos mostra o Índice de Percepção da Corrupção (CPI) 2010, divulgado hoje pela TI.
O CPI 2010 revela que quase 75% dos 178 países incluídos no Índice obtiveram uma pontuação abaixo de cinco, numa escala de 0 (percepção de altos níveis de corrupção) a 10 (percepção de baixos níveis de corrupção), indicando a existência de um grave problema de corrupção.
A Transparência e Integridade - Associação Cívica (TIAC), ponto de contacto nacional da Transparency International, defende assim uma implementação mais rigorosa da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, a única iniciativa global que oferece um quadro para pôr termo à corrupção.
Índice de Percepção da Corrupção (CPI)
Dinamarca, Nova Zelândia e Singapura partilham o primeiro lugar do ranking, com uma pontuação de 9,3. Os últimos lugares continuam a ser maioritariamente ocupados por países com governos instáveis e, em muitos casos, com um histórico de conflito. Afeganistão e Myanmar partilham o penúltimo lugar com uma pontuação de 1,4. A Somália, com 1,1, ocupa o último posto.
Este relatório enfatiza o facto de todos os países necessitarem de melhorar os seus mecanismos de boa governança. A avaliação da TI a 36 países industrializados que integram a Convenção Anti-Suborno da OCDE, entre os quais Portugal, revelou que mais de 20 países apresentam níveis mínimos ou nulos de implementação das regras, transmitindo uma mensagem errónea acerca do seu compromisso com a luta contra as práticas corruptas. Os fluxos internacionais de corrupção são ainda consideráveis e a corrupção continua a assolar os estados recentemente criados, frustrando os seus esforços para construir e fortalecer as suas instituições, proteger os direitos humanos e melhorar os meios de subsistência.
A mensagem é clara: por todo o mundo, a transparência e a prestação de contas são condições cruciais para restabelecer a confiança e inverter o flagelo da corrupção. A sua ausência diminui o impacto das políticas públicas na busca por soluções para os diversos problemas nacionais.
O CPI é um índice composto, baseado em 13 inquéritos distintos levados a cabo por 10 instituições independentes. Os inquéritos que serviram de fontes ao Índice deste ano foram realizados entre Janeiro de 2009 e Setembro de 2010.
IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
26/10/10
EMBATE DUM FANTON-4 NUMA PAREDE DE CIMENTO ARMADO
ANTES DE VER O VÍDEO, LEIA A EXPLICAÇÃO PARA ENTENDER MELHOR.
Quando você vir este clip, você terá uma boa noção do que acontece com um avião, quando ele bate numa parede de concreto (talvez isto explique a ausência de destroços no Pentágono).
Os jatos de passageiros, que atingiram as torres do WTC e o Pentágono, estavam voando a 600 mph = 966 km/h !!!
Muitos de vocês devem ter visto o Web Site do Michael Moore, onde ele apresenta a questão:
"Se é verdade que um Boeing atingiu o Pentágono, o que aconteceu com todas as partes dele?
Porque não foram achadas mais pedaços dele?
Onde foi parar toda aquela massa ?"
Bem, para aqueles que questionam o que aconteceu com "toda aquela massa daquele avião", observem.
É um teste de engenharia da Força Aérea, com uma barreira de concreto que deveria proteger o domo de um reator nuclear, para ver se ele de fato sobreviveria a um ataque aéreo.
Com as câmeras de alta velocidade rodando, eles prenderam um F-4 Phantom ao trenó (propulsionado a foguete) e então o aceleraram a 500 mph , e.... "O que acontece quando uma "Força irresistível" encontra um "Objeto Inamovível? "
Observe, em câmera lenta, como o F-4 se transforma em vapor.
Aposto que você vai ver mais de uma vez só para acreditar....
Os jatos de passageiros, que atingiram as torres do WTC e o Pentágono, estavam voando a 600 mph = 966 km/h !!!
Muitos de vocês devem ter visto o Web Site do Michael Moore, onde ele apresenta a questão:
"Se é verdade que um Boeing atingiu o Pentágono, o que aconteceu com todas as partes dele?
Porque não foram achadas mais pedaços dele?
Onde foi parar toda aquela massa ?"
Bem, para aqueles que questionam o que aconteceu com "toda aquela massa daquele avião", observem.
É um teste de engenharia da Força Aérea, com uma barreira de concreto que deveria proteger o domo de um reator nuclear, para ver se ele de fato sobreviveria a um ataque aéreo.
Com as câmeras de alta velocidade rodando, eles prenderam um F-4 Phantom ao trenó (propulsionado a foguete) e então o aceleraram a 500 mph , e.... "O que acontece quando uma "Força irresistível" encontra um "Objeto Inamovível? "
Observe, em câmera lenta, como o F-4 se transforma em vapor.
Aposto que você vai ver mais de uma vez só para acreditar....
ALMORRÓIDA ANDARILHA
Quantas sedas aí vão,
quantos brancos colarinhos,
são pedacinhos de pão
roubados aos pobrezinhos!
António Aleixo
Agostinho Branquinho troca Parlamento
por Ongoing depois de a criticar como deputado
Deputado do PSD rejeita conflito de interesses, mas BE e PCP consideram que há promiscuidade na contratação
Foi um dos rostos da comissão de inquérito à interferência do Governo no negócio da PT/TVI e ali criticou fortemente a linha editorial das publicações da Ongoing, em especial do Diário Económico. Ontem soube-se que Agostinho Branquinho, deputado do PSD e ex-vice-presidente do grupo parlamentar, renunciou ao mandato de deputado para "ponderar" o convite da Ongoing Brasil.
A "transferência" indignou o Bloco de Esquerda e o PCP, mas esbarrou no silêncio das bancadas do PS, CDS e PSD, apesar do incómodo indisfarçável entre alguns deputados. Para João Semedo, deputado do BE e relator da comissão de inquérito, esta opção pessoal do deputado cria uma "situação política". "Todos vimos Agostinho Branquinho a questionar a natureza da linha editorial das publicações da Ongoing que sustentavam as posições do Governo", apontou Semedo, considerando que a situação espelha "o bloco central de interesses no seu melhor". Em Portugal, a Ongoing detém o Diário Económico e a Económico TV. No Brasil, a empresa tem interesses nos media e nas novas tecnologias.
No mesmo tom, o PCP condena a "promiscuidade". "Independentemente do cumprimento das regras que, segundo o que está noticiado, está a ser feito relativamente ao estatuto dos deputados, consideramos que é uma situação que agrava todos os indícios públicos destas relações de promiscuidade que não devem existir", disse o deputado João Oliveira.
Agostinho Branquinho rejeitou, por seu turno, qualquer conflito de interesses. E assegurou que "não há processo mais claro, transparente e ético" do que este. "Das minhas decisões, e daquilo que eu fiz na comissão de ética, não resultou qualquer benefício ou nenhum prejuízo para qualquer grupo empresarial português. Os deputados não tomam decisões executivas sobre o que quer que seja, apenas escrutinam", afirmou aos jornalistas.
Questionado sobre o seu protagonismo na comissão de inquérito em que a empresa para onde agora vai foi visado, Agostinho Branquinho referiu que "a intervenção da Ongoing na TVI é posterior ao abandono do negócio da compra da TVI por parte da PT e da atitude rocambolesca do Taguspark".
O deputado rejeita ainda qualquer comparação com a situação do antigo ministro socialista Jorge Coelho, que aceitou dirigir a construtora Mota-Engil depois de tutelar as obras públicas. "Nunca fui ministro de coisa nenhuma, sou deputado, os deputados não têm funções executivas, têm que escrutinar a actividade da administração pública e fazer as leis", afirma.
Em relação ao convite da empresa, o deputado diz que só depois de deixar o Parlamento as conversações prosseguem, embora admita ao PÚBLICO que tenha estado recentemente em São Paulo, no Brasil, a propósito da proposta profissional da Ongoing.
A primeira abordagem ao deputado por parte do presidente do grupo Ongoing, Nuno Vasconcelos, aconteceu há cerca de um mês num almoço em Lisboa. "Foi nessa altura que combinámos que, para adiantar conversações, eu teria de renunciar ao mandato de deputado", explica.
Agostinho Branquinho foi jornalista de O Comércio do Porto, realizador de informação e editor na RTP, nos anos 1980. Foi deputado entre 1983 e 1985, e voltou ao Parlamento na anterior legislatura (2005-2009). Já nesta legislatura, deixou de ser vice-presidente da bancada com a actual direcção liderada por Miguel Macedo. Teve a seu cargo o dossier dos media e é conhecido por ser um acérrimo defensor da privatização da RTP.
VEJAM COMO SE REFRE À FUTURA PATROA A "ANDANDO"
OBRIGADO ANTÓNIO CUNHA
ANA SÁ LOPES
A linguagem é fascista.
Vamos proibir a palavra negociar
O anátema nacional contra a palavra "negociação" conjuga-se, em épocas como a que vivemos, com o problema do "fascismo" da linguagem de que falava Barthes
Em Portugal as palavras "negociação", "negociar" e todos os seus derivados são monstros assassinos de políticos em busca de afirmação, pelo menos desde que o professor Cavaco rebentou com o bloco central e em dois anos conseguiu duas maiorias absolutas e o sucesso político adjacente. Pelo menos desde essa época que no canto lusitano negociar é "capitular", "vender-se" ou, em caso desesperado, arriscar-se a ser morto por knock out no jogo político imediato.
Não se passa isto em mais parte nenhuma do mundo, onde os povos e os partidos estão habituados a coligações - a inédita aliança governativa dos conservadores britânicos com os liberais-democratas seria inviável em Portugal, enquanto na velhíssima Inglaterra foi resolvida em três dias. É provável que sejam os restos dos 48 anos de ditadura a determinar (também aqui) os nossos fracassos e as nossas incapacidades.
Este ridículo anátema nacional conjuga-se, em épocas esquizofrénicas como a que vivemos por estes dias (o folhetim aprova/não aprova o Orçamento), com o problema do "fascismo" da linguagem, nos termos em que Roland Barthes o punha. Na última aula no Colégio de França - publicada num livrinho de meia dúzia de páginas intitulado "Lição" - Barthes dizia que a linguagem era um instrumento "intrinsecamente fascista", não por impedir de dizer, mas por "obrigar a dizer". Para Barthes, só a literatura permitia "ouvir a língua do lado de fora do poder".
É provável que o maior desejo de Pedro Passos Coelho seja, nos dias que correm, ter a capacidade de falar a língua do lado de fora do poder, ou ter a hipótese de se exprimir em literatura - para não ser vítima do "fascismo" da linguagem política, da linguagem jornalística, da chata língua dos portugueses comuns, que o quer "obrigar" a assumir a mais temida das palavras da política de miséria nacional: a palavra "negociação".
No dia em que aceita negociar o Orçamento, a maneira como fugiu à expressão "negociar" nas duas intervenções do dia - uma conferência de imprensa na sede do PSD e uma entrevista à TVI - foi um exemplo acabado do terror do líder do PSD de ser vítima deste "fascismo" da linguagem que o quer obrigar a pronunciar a palavra maldita, a palavra que liquida um líder da oposição que deseja ser uma alternativa de governo. Embora, desde o dia do conselho nacional, já não fuja à realidade da negociação, Passos ainda não pode pronunciar a palavra. Já é mais a semiologia - e menos a análise política - a poder explicar as trapalhadas discursivas dos últimos tempos.
Desde o início que a situação em si, para o líder do PSD, era aflitiva: enfrentar uma coligação poderosíssima - Sócrates-Cavaco-Comissão Europeia-banqueiros-mercados internacionais-FMI e metade do PSD - era um trabalho para Hércules. Tentar evidenciar a sua autonomia no quadro de um Orçamento impossível de chumbar segundo a maioria "europeísta" seria sempre um filme de terror. O dramalhão da aprovação do PEC 2 - e o consequente "pedido de desculpas" aos portugueses - tinham transformado Passos Coelho no parceiro de tango que Sócrates julgou poder "dirigir" sempre que lhe apetecesse. E ainda que as sondagens o tivessem presenteado com números simpáticos, o risco de ficar associado era tremendo.
Mas o que ganhou Passos Coelho em subir a parada até ao chumbo do Orçamento, rejeitando negociações, para recuar (e bem) em toda a linha? Um mistério para os próximos meses.
Redactora principal
IN "i"
21/10/10
ALMORRÓIDA ESFUSIANTE
Companhia Maior.
A nova idade do teatro começa aos 60
Pela primeira vez em Portugal uma companhia
de actores seniores torna-se profissional.
"Bela Adormecida" estreia no CCB na quinta-feira
A primeira vez que Celeste Ribeiro entrou numa repartição das finanças para abrir actividade foi aos 80 anos: queria ser actriz. A senhora no guichet de atendimento nem queria acreditar. Só podia ser um mal entendido, provavelmente a idosa queria era ir buscar a reforma. O imbróglio aumentou quando Celeste explicou que era actriz. Foi aí que a funcionária achou que estava nos apanhados. Perante situação tão irregular, o pedido recusado. "A Celeste teve de voltar às finanças para mostrar o contrato e provar que o que dizia era verdade. Isto demonstra a importância da peça a nível social. Sim, ela tem 80 anos e pode trabalhar", conta o encenador da Companhia Maior, Tiago Rodrigues, ao i durante um intervalo para almoço. O actor de 33 anos fala de uma nova idade. "Eles já não têm um lugar activo, mas ainda não estão numa situação de dependerem dos outros. Há um desperdício imenso da capacidade destas pessoas. A Companhia Maior prova isso mesmo. Tenho a certeza que este tipo de projectos vão acontecer em todos os sectores."
Nesta companhia quem tem cabelos brancos e rugas é a estrela. Os actores têm todos mais de 60 anos e a mais velha é a dona Celeste com os respeitáveis 80. Inspirado em companhias europeias (ver caixa), o projecto nasceu de uma parceria com o Centro Cultural de Belém (CCB) em Lisboa. "A primeira vez que ouvi falar de uma companhia como esta foi em 2007 numa conversa com Luísa Taveira, na altura adjunta de programação no CCB. Ela queria criar uma companhia de seniores e fazer um espectáculo profissional", recorda o encenador.
A ideia tornou-se realidade quando Luísa Taveira e António Mega Ferreira convidaram o actor e encenador Tiago Rodrigues para avançar com o projecto. Primeiro passo? Casting. Mas não foi como nos "Ídolos", nem tinham uma espécie de Moura dos Santos a apelidar os outros de azeiteiros e adjectivos que tais. Tudo começou num workshop de representação em Março com o encenador Tiago Rodrigues. Mais tarde, trabalharam com Jacinto Lucas Pires, o músico Luís Lucas e Clara Andermatte. Os alunos inscreveram-se sem sonhar que iam integrar uma companhia de teatro, com direito a contrato e ordenado. "Bastou o facto de considerarem os pós-60 uma idade válida para um workshop de teatro para ficar com vontade de me inscrever", diz Júlia Guerra, com a voz correctamente colocada como se a continuássemos a ouvir na Emissora Nacional onde trabalhou e fez teatro radiofónico.
IN "i"
26/10/10
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