12/10/2020



XLIX- MEGA MÁQUINAS

6-A História
dos Motores




O título da rubrica MEGA MÁQUINAS não se conforma apenas com as enormes dimensões de algumas que temos exibido, abrange todas as que têm MEGA INFLUÊNCIA nas nossas vidas.

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

JOÃO REIS

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Taxa de carbono, entre 
a ineficácia e a injustiça 

A taxação do carbono advogada pela Europa oscila entre deixar tudo na mesma, enquanto se simula ação climática real, e austeridade pintada de verde acompanhada de uma transição energética sem rumo. 

O plano da Comissão Europeia para o combate às alterações climáticas apresentado no mês passado segue a linha da instituição ao longo dos anos: discurso pomposo e medidas vagas que não travam o caos climático. Neste mar de futilidade existe um compromisso que Ursula von der Leyen assume: expandir as taxas de carbono. Infelizmente, esta representa do pior que há em política pública climática, sendo uma medida ineficaz e de enorme injustiça social. 

No papel, a medida é o exemplo da racionalidade, encaixando nos modelos económicos convencionais. Encarando as emissões de gases com efeito de estufa como uma externalidade negativa, a falha de mercado é resolvida através de um imposto, internalizando o custo e assim desincentivando o uso de combustíveis fósseis. Depois, as receitas são teoricamente utilizadas no investimento em energias renováveis. Outro método similar é a atribuição de um número de licenças limitadas para poluir, sendo que aqueles que poluem menos podem vender os excessos de licenças aos que emitem em excesso. O raciocínio é parecido, atribuindo um preço à emissão de gases com efeito de estufa. 

Quando se tratar de emitir gases com efeito de estufa, as decisões individuais de compra e venda passam a ter em conta o preço acrescido com o novo imposto. Assim, as pessoas seriam individualmente impelidas a utilizar bicicleta em vez do carro, as empresas energéticas a produzir eletricidade através de energia solar ao invés de gás fóssil, os consumidores a comprar menos bens não essenciais que necessitassem de altas quantidades de energia para serem criados, etc.. Com o verdadeiro custo refletido no preço do bem, a escolha do consumidor individual triunfaria, moldando a economia para o caminho da sustentabilidade ambiental. No entanto, o esquema colapsa na prática. 

A taxa de carbono, ou Carbon Pricing, existe em vários países, e as falhas na implementação básica são generalizadas. O preço de emitir é simplesmente muito baixo e tem uma tendência para descer ao longo dos anos. A quantidade de licenças de emissões gratuitas oferecidas pelos Estados fiscalizadores, incluindo a União Europeia, é simplesmente alta demais para colocar verdadeiras restrições à queima de combustíveis fósseis. Segundo um relatório do Banco Mundial, se a meta fosse cumprir o Acordo de Paris, o Preço do Carbono necessitaria de ser algo entre 40 e 80 dólares por tonelada, no entanto, em metade dos mercados de carbono este preço mantém-se abaixo dos 10 dólares. 

Uma grande vantagem para alguns será ainda a capacidade que tem de colocar o cidadão comum, altamente afetado pelo fardo da taxa de carbono, contra a transição energética. O caso dos coletes amarelos em França é apresentado como a incompatibilidade de fazer uma transição energética com a vontade das populações. Quando em 2018 surgiu este movimento, foi a primeira resposta revoltosa em França contra as novas medidas de taxação de carbono pelo executivo de Emmanuel Macron. 

Poucos meses antes, o ministro francês do ambiente, Nicholas Hulot, tinha-se demitido numa transmissão de rádio ao vivo, acusando o executivo de Macron de falta de compromisso em relação a matérias ambientais. Não terá sido difícil para o cidadão comum em França ter percebido que a nova taxa era uma questão de injustiça social, não de transição energética. Desde então, os coletes amarelos expandiram as suas reivindicações e também exigem uma transição justa para fora dos combustíveis fósseis e do colapso climático. 

A transição energética tem que passar por fornecer alternativas concretas e acessíveis a todos para cumprir as suas necessidades de deslocação e consumo. A forma de impedir uma central a gás fóssil de emitir gases com efeito de estufa para a atmosfera é encerrá-la e substituí-la por uma central baseada em fontes renováveis, não forçando quem usa essa energia a suportar um fardo financeiro colossal para cumprir necessidades básicas. Juntando a isto a questão do transporte dessa energia, e formas eficientes do seu consumo, é incontornável que não será a falsa inteligência dispersa dos mercados a resolver o assunto, mas sim a ação planificada dos Estados. 

A taxação do carbono advogada por órgãos como a Comissão Europeia oscila entre deixar tudo na mesma, enquanto se simula ação climática real, e austeridade pintada de verde acompanhada de uma transição energética sem rumo. Os verdadeiros vencedores das taxas de carbono são aqueles que querem deixar tudo na mesma ao afastar uma mudança de fundo na forma como o capitalismo fóssil é conduzido. 

A economia do capitalismo fóssil conta com décadas de promoção, apoio e subsidiação direta dos Estados – chegando mesmo a montar e gerir diretamente os governos. Reverter tudo isto com uma década de taxação de carbono é uma impossibilidade. O sistema energético passa por cadeias largas de extração, transporte e consumo, e apenas uma ação em grande escala e holística por parte dos Estados pode conduzir uma alteração deste para uma economia sustentável e justa em tempo útil. 

* Investigador em Finanças e ativista do Climáximo

IN "O JORNAL ECONÓMICO" - 12/10/20

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2418.UNIÃO


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II Enigmas Revelados

Mistério do Deserto Medieval/3


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16-VOLTA AO MUNDO DE COMBOIO

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16-VOLTA AO MUNDO DE COMBOIO



* Tony Robinson faz uma viagem de trem ao redor do mundo, ele começa visitando a França, Alemanha e Hungria antes de seguir para a Turquia, que atravessa a Ásia e a Europa. Em Paris, ele encontra um amigo que explica os pontos mais delicados da etiqueta social francesa, enquanto na Alemanha, Tony compara um giro suave em uma réplica do primeiro automóvel com uma explosão emocionante no último carro de Fórmula 1. Ele então viaja pela Índia e Birmânia, começando em Delhi, onde visita um dos mercados mais antigos da cidade, antes de fazer um passeio na Ferrovia do Himalaia. Tony vai para a Tailândia, onde sai da estação de trem de Chiang Mai para se encontrar em uma cerimônia budista na qual os cidadãos da cidade oferecem presentes aos monges do templo local, com Tony se juntando aos monges para entender o que sua vida cotidiana implica. Atravessando a fronteira para a Malásia, ele instantaneamente vê ecos do domínio britânico em todos os lugares, antes de terminar em Kuala Lumpur, onde descobre uma cidade de contrastes selvagens. Ele também viaja pela Austrália, visita uma vasta fazenda no Outback, onde a pastagem é feita de helicóptero e aprende sobre o futuro incerto que a Grande Barreira de Corais enfrenta.

** As legendas em português nesta viagem não primam pela qualidade, nada podemos fazer para melhorar, ámen!


FONTE:   DOCUMENTÁRIOS ptfelicitas
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Ute Lemper

Les Feuilles Mortes


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Portugal bem português

VIII-O ENFERMEIRO DA MINHA VIDA
HISTÓRIAS QUE NOS TOCAM
5- FÁTIMA LOPES
APRESENTADORA DE TV



* Para quem já foi salva variadas vezes por enfermeiros poderia dizer que eles/elas são a minha vida e nada melhor que através de depoimentos de figuras públicas prestar-lhes com muito afecto esta gratidão.
Se o estimado visitador tiver um episódio de destaque sobre a bravura desta classe profissional não hesite, envie o seu testemunho para "apxxdxdocorreio@gmail.com" que será sem qualquer dúvida editado.


** Esta é uma compilação de séries pelo  nosso país não apenas pelas perspectivas histórica ou social mas pela recolha de vídeos interessantes de várias origens, actividades e sensibilidades, com diferentíssimos temas que reflectem o nosso quotidiano de modo plural.
Desejamos muito que seja do vosso agrado.


FONTE:  Ordem dos Enfermeiros - Portugal
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