23/01/2019

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HOJE NO 
"A BOLA"
Open Austrália: 
Serena cai nos quartos de final
 após quatro matchpoints

Serena Williams, à procura de um 24.º título em Grand Slam na Austrália, foi eliminada nos quartos de final da prova. A tenista norte-americana perdeu frente à checa Karolina Pliskova, que triunfou em três sets por 6-4, 4-6, 7-5.
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O terceiro set foi louco: Serena chegou a ter uma vantagem de 5-1 (40-30) e quatro pontos de encontro, mas na decisão do primeiro ponto torceu o pé esquerdo e jogou diminuída o resto da partida. Pliskova venceria os seis jogos seguintes para se apurar para as meias finais.

A checa jogará por um lugar na final com a japonesa Naomi Osaka, que eliminou a ucraniana Elina Svitolina por 6-4, 6-1. Não haverá assim reedição da polémica final do US Open, quando Serena entrou em discussão com o árbitro português Carlos Ramos.

No final, Serena Williams não quis desculpar-se com a eventual lesão. «O meu tornozelo agora está bom, normalmente só se percebe se há lesão um dia depois. Ela jogou de forma inacreditável nos match point, não fiz nada de errado nesses pontos . Fui agressiva, mas ela jogou o seu melhor ténis nesses pontos. Dei o meu melhor», comentou.

* Serena Williams é valente e não vira a cara. A histeria contra o árbitro português foi excesso de vedetismo, um paradoxo de quem é muito bom naquilo que faz.

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MITOS E VERDADES

O OVO/2




FONTE:  Domingo Espetacular


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HOJE  NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Rómulo Mateus substitui Celso Manata como 
diretor-geral dos Serviços Prisionais

O magistrado Rómulo Augusto Mateus vai substituir Celso Manata como novo diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais, anunciou, esta quarta-feira, o Ministério da Justiça.
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Segundo nota ministerial, o procurador-geral adjunto Celso Manata "terminou a comissão de serviço" à frente da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, "não tendo pedido a sua renovação e retomando as suas funções no Ministério Público".

O seu sucessor é também magistrado do Ministério Público.

* Desejamos que o novo director-geral consiga pacificar o mau ambiente que existe.

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PAULO MENDES PINTO

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As Religiões e o Estado, 
ou para um questionamento 
dos fundamentalismos

Que poder deve ter um religioso para dizer se um “outro” pode, ou não, fazer uma interrupção voluntária da gravidez? Levemos o exemplo pelo viés do quase absurdo: se, pela lei, uma cidadã puder fazer um aborto, isso implica que as religiosas são obrigadas a também abortar? Mais uma vez, confunde-se Direito Civil com a medieval noção de Cristandade: nada pode sair fora dela e tudo o resto deve ser extirpado. Uma reflexão no "Dia Mundial da Religião"

Lançada pelos Bahá’ís em 1950, o Dia Mundial da Religião, colocado significativamente no singular e não no plural, mostra-nos uma das dimensões essenciais dessa religião tão humanista e tão empenhada nas questões da dignidade e dos Direitos Humanos.

Hoje, para além dos Direitos Humanos, falamos também muito em Deveres Humanos. No campo religioso, para além de Liberdade Religiosa, associativa ou individual, que deve ser inquestionável e devemos ajudar a alargar, também devemos equacionar os «Deveres das Religiões». Partindo do princípio, comprovado até ao momento, de que estamos todos “condenados” a viver no mesmo mundo, há que procurar formas e equações que nos permitam viver num oikos equilibrado, numa oikos+nomia harmoniosa, num ecossistema plural respeitador das diferenças.

Se a Religião, como campo de crença e de vivência livre de cada indivíduo, tem de ser a plena afirmação da liberdade, as instituições, como agremiações de crentes, devem ser instrumentos que fomentem o bom ambiente, a boa vizinhança. Mas estamos longe de as religiões suportarem pacificamente a diferença, uma vez que são cosmovisões que organizam as leituras do mundo através, muitas vezes, de sistemas fechados de verdade que envolvem e se aplicam mesmo a quem não é religioso.

Circunscrevendo a problemática a elementos mediaticamente mais visíveis, nos últimos anos temos assistido a um fenómeno em que as religiões tomam, crescentemente, partido em questões políticas, em questões de definição da sociedade, nas chamadas “questões fracturantes”.

Os movimentos de negação, de recusa, ou mesmo de demonização de certos fenómenos sociais ou culturais têm vindo a ganhar algum terreno e deixa-nos crescentemente preocupados. Tal facto parece-me que tem raiz numa cimentada confusão dos poderes sociais e políticos que muitas confissões fazem sem qualquer pudor. São poucas e poucos líderes que o fazem, mas, seguindo as pegadas do Brasil, por exemplo, a situação merece um olhar redobrado.

Na base destes posicionamentos está uma totalmente retrógrada interpretação do papel social das confissões e, em especial, o renascimento de uma visão arcaica, pré-moderna, em que não se vislumbra capacidade alguma de distinguir os poderes que nos regem e, muito menos, de assumir que a sociedade não é um espelho das suas convicções religiosas.

A raiz desta postura encontra-se nos fundamentos que levaram, na Idade Média e, mais tarde, em Portugal, à instauração do Tribunal do Santo Ofício, a Inquisição. Ao longo da Idade Média, postulou-se e assimilou-se a noção de Cristandade. A esse princípio, correspondia um território, um povo, uma ideóloga religiosa. Por natureza, na Cristandade havia… cristãos. Tudo o resto podia ser extirpado, purificando a dimensão religiosa.

Nessa ideia de Cristandade, nada podia ter lugar que não encaixasse numa ortodoxia que tudo geria, do político ao social, passando pelo cultural. O que fosse contra a fé estipulada, merecia a reprovação e, no limite, o seu fim imediato – para os livros, a queima, para os humanos, a morte. O Tribunal do Santo Ofício, nascido em plano século XIII, era o instrumento oficial que visava extirpar esses males, as heresias, da sociedade.

Felizmente, no longo caminho do século XVI ao XVIII, aprendemos que a Liberdade é um valor. Ora, como pode um grupo religioso, por exemplo, pretender que toda a sociedade não veja um certo filme, porque esse grupo o acha herético ou blasfemo?

Por parte de um cinéfilo, a resposta é directa: “se não gostam do filme, não o vejam”. E esta resposta tem a sua lógica: se o religioso não é obrigado a ver o filme e, assim, a confrontar-se com esse suposto erro doutrinário, então que deixe os restantes, que não se chocam, verem.

Mas, porque circulam abaixo-assinados para proibir certos filmes? Simplesmente porque se pretende que o mundo seja ordenado de forma cristã. Isto é, mesmo quem não é cristão deve respeitar os ditames dos grupos cristãos. Sem o saber, todo o mundo é cristão e tem de se comportar como tal – se não se comporta, terão de ser construídos instrumentos que o levem ao bom caminho, começando por abaixo-assinados, terminando não sei em quê.

Passando do simples caricatural filme ofensivo, passemos para o campo legislativo. Que poder deve ter um religioso para dizer se um “outro” pode, ou não, fazer uma interrupção voluntária da gravidez?

Levemos o exemplo pelo viés do quase absurdo: se, pela lei, uma cidadã puder fazer um aborto, isso implica que as religiosas são obrigadas a também abortar? Mais uma vez, confunde-se Direito Civil com a medieval noção de Cristandade: nada pode sair fora dela e tudo o resto deve ser extirpado.

Em 2009, o então Presidente Lula terá dito, numa reunião com líderes evangélicos que se opunham à aprovação de legislação que pune os discursos homofóbicos, que os evangélicos tinham sido perseguidos e intolerados, mas agora eram eles os intolerantes e os perseguidores. Com estas posições, o cidadão comum apenas encontra em certos grupos religiosos um fóssil que nos faria recuar dois séculos, para antes da Revolução Francesa e do fim da Inquisição.

Mas a polis não se resume às relações entre pessoas e identidades religiosas. Teoricamente, o Estado é o lugar da igualdade, mesmo que o seja apenas como objectivo. No Estado confluem as liberdades, os direitos e os deveres. As regras do Estado não são mais que a definição das linhas que definem um são convívio, tendo como horizonte uma ideia de Bem Comum, uma Casa Comum em que todos habitamos e, por isso, temos que ser vizinhos.

E essa construção é, acima de tudo, participativa e é por essa participação que ganha lógica e legitimidade. Todos participamos com os nossos impostos neste modelo de gestão; todos usufruímos, mesmo quando apenas criticamos, desse modelo de organização e de gestão. Mesmo sem realizar crime algum, todos podemos ser chamados a testemunhar. Mesmo sem recorrer ao sistema público de ensino, todos os nossos filhos são ensinados e avaliados mediante conteúdos e regras uniformes.

No fundo, com todas as falhas, o Estado, como o temos, em Portugal ou no Brasil, é o que possibilita, por exemplo, que qualquer indivíduo, se for atropelado gravemente, tenha direito a seguir para uma unidade de cuidados intensivos, sem que lhe seja questionado nada sobre a sua conta bancária. É uma garantia que advém por se pertencer à espécie humana e se viver num espaço que definiu certas regras como inquestionáveis.

Neste momento, os tempos são conturbados para as instituições e os movimentos que preconizam uma recusa ao Estado. Não podemos querer que a população tenha ideias correctas do universo religioso se as religiões as não transmitirem. Regressando e interpretando no tempo a proposta Bahá’í, arrisco-me a dizer que o religioso pode vir a matar parte das Religiões. Não é de estranhar que em muitos inquéritos realizados na Europa Ocidental, recordando aqui o projecto coordenado por Alfredo Teixeira (Identidades Religiosas na Área Metropolitana de Lisboa, Fundação Manuel dos Santos, 2018), os “crentes sem religião”, sem ligação a instituições, mas crentes, são dos grupos que consolidadamente mais aumentam.

Posto estas considerações, urge reflectir e, acima de tudo, agir, investigar, destruir as ideias feitas, antes que elas nos destruam a nós.

* Coordenador da área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona. Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões e fundador da European Academy of Religions. É especializado em História das Religiões Antigas (mitologia e literaturas comparadas), mas dedica parte dos seus trabalhos a questões relacionadas com a relação entre o Estado e as religiões. Na área da Ciência das Religiões, é o responsável por diversos projectos de investigação, especialmente na relação entre as Religiões e a escola, assim como no desenvolvimento de uma cultura sobre as religiões como componente de cidadania. É ainda investigador da Cátedra de Estudos Sefarditas «Alberto Benveniste» da Universidade de Lisboa. É Membro do Conselho Consultivo da Associação de Professores de História. É director da Revista Lusófona de Ciência das Religiões. Recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Académico da Un. Lusófona em 2013.

IN "VISÃO"
21/01/19

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1800.UNIÃO



EUROPEIA




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HOJE  NO
"DINHEIRO VIVO"
Mais de 250 empresas do Reino Unido contactam Holanda por causa do Brexit

Depois da Panasonic, foi a vez da Sony britânica anunciar que vai mudar-se do Reino Unido para a Holanda por causa do brexit.

Mais de 250 empresas com sede no Reino Unido (RU) estão a contactar o governo da Holanda e as autoridades do país para avaliar a possibilidade de transferirem as suas operações para território holandês, uma forma de evitar as incertezas e os impactos eventualmente devastadores da saída do Reino Unido da União Europeia (brexit), que está agendada para o próximo dia 29 de março. Muitos temem a saída sem qualquer acordo, o que poderia redundar em caos e em colapso nos mercados.

De acordo com o governo da Holanda, citado pela AFP, “as autoridades holandesas estão em contacto com mais de 250 empresas sobre uma possível transferência pós-brexit”. 

Isto acontece no dia em que a Sony (filial britânica) anunciou que vai mesmo passar a sua sede de Londres para Amesterdão. 

 E não está sozinha. A sua concorrente japonesa Panasonic UK também já disse que vai fazer o mesmo. 

 Esta semana, segundo a Lusa, o fabricante de aspiradores e secadores de cabelo britânico Dyson, cujo fundador, o inventor britânico James Dyson, um destacado defensor do brexit, revelou que vai transferir a empresa para Singapura. 

Michiel Bakhuizen, o porta-voz da Agência Holandesa para o Investimento Estrangeiro, disse à AFP que no final de fevereiro o governo holandês irá fazer um balanço das empresas que fugiram do Reino Unido para a Holanda por causa do brexit. “Cada novo negócio que chega ao nosso país, seja grande ou pequeno, é um sucesso”.

Mais do triplo em apenas dois anos
Ainda segundo a AFP, Haia está “em contacto com mais de 250 interessados numa eventual mudança para a Holanda por causa do brexit” e o número de empresas tem vindo a crescer de forma exponencial”. 

 “No início de 2017 eram 80, no início de 2018 eram 150 e agora são mais de 250“, acrescentou. Ou seja, o número de companhias interessas em fugir do RU mais do que triplicou em apenas dois anos. 
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Para Michiel Bakhuizen, “esse aumento vai continuar e não é estranho que assim seja porque neste momento há uma grande incerteza na Grã-Bretanha”, um clima que é “muito mau para os negócios”. 

Por exemplo, a Lusa dá conta de um número crescente de empresas que “está a ativar planos de contingência” sobretudo uma saída sem acordo. Várias anunciaram esse tipo de planos nas últimas 24 horas. 

Uma delas, diz a mesma agência, é a centenária P&O Ferries, empresa de navegação que explora as rotas entre Grã-Bretanha e França (ligação Dover-Calais), entre Grã-Bretanha e Holanda (Hull-Roterdão), entre outras. 

Segundo a P&O, a empresa vai passar a operar com bandeira do Chipre, garantindo assim que fica sob a legislação da UE, com todos os diretos e benesses de circulação. 

 “Por razões operacionais e contabilísticas, concluímos que o melhor curso de ação é registar de novo os navios para navegarem todos sob a bandeira de Chipre”, referiu a empresa. 

Esta quarta-feira, houve mais um anúncio de peso. O gigante da banca Santander anunciou que pretende encerrar cerca de 140 agências no Reino Unido até final deste ano. O plano já estaria previsto por insere-se na reestruturação em curso ligada à crescente importância da banca online. Em todo o caso, a supressão destes balcões deve deixar 1.270 pessoas sem trabalho. 

Atualmente, o Brexit e como este se fará é uma incógnita total. O Parlamento britânico rejeitou o acordo que tinha sido alcançado com a UE, mas entretanto não sinalizou o que pode ou deve ser melhorado, se vai trabalhar com o governo num novo acordo.

Centeno diz que zona euro está a preparar-se para o que der e vier
O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, garantiu hoje estarem a ser preparados todos os cenários da saída do Reino Unido da União Europeia (‘Brexit’), em entrevista à Bloomberg, referindo as questões políticas na origem dos riscos para a economia internacional. 

Esta quarta-feira, em Davos (Suíça), em entrevista à Bloomberg, no Fórum Económico Mundial de Davos, Mário Centeno, presidente do Eurogrupo e ministro das Finanças de Portugal, avisou que “todos os cenários estão a ser preparados”, mas repetiu que é de “evitar um cenário de saída sem acordo, porque seria bastante negativo para a União Europeia, mas especialmente para o Reino Unido”. 

 “É difícil tratar o Reino Unido como terceiro país [não membro da UE], mas acredite que estamos a preparar-nos para o fazer”, garantiu Centeno à Bloomberg.

* Coitada da Theresa...

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21-DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Refluxo


FONTE:  crê.ser.humano

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