18/05/2016

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HOJE NO  
"DIÁRIO ECONÓMICO"

França vai usar tecnologia anti-drone
 no Euro 2016

As autoridades francesas estão a implementar uma tecnologia anti-drone, que pretendem usar durante o Campeonato Europeu de Futebol, não só para garantir a segurança dos espectadores – um drone pode estar munido de vários apetrechos, nomeadamente de produtos químicos tóxicos, por exemplo – mas também para inviabilizar a eventual captação de imagens não autorizadas dos desafios.
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Perante a existência de lacunas que balizem o uso destes aparelhos, as autoridades francesas pretendem dar um passo em frente e prover-se de capacidade tecnológica para combater esta verdadeira epidemia que está a tomar conta dos espaços públicos.

Em entrevista à agência Associated Press, o chefe de Segurança do Euro 2016, Ziad Khoury, disse que os dez estádios onde a prova se vai realizar e os campos de treino das 24 equipas serão declarados zonas de exclusão aérea. “Para a maioria das partidas serão tomadas medidas anti-drone, que são bastante inovadoras: irão interferir com os drones e assumir o seu controlo”.

As autoridades francesas ficaram alarmado com as dezenas de voos de drones que se têm verificado em zonas sensíveis – instalações nucleares na sua maioria, mas também instalações militares e até mesmo o palácio presidencial. Em resposta, o governo está a financiar investigação sobre tecnologia que poderá interferir ou bloquear os sinais que controlam os drones, ou mesmo destruí-los.

* De quem é a responsabilidade das lacunas na lei que permite aos donos dos drones  operar? Dos deputados!

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HERESIA

Por CARL SAGAN





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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

"Vice" de Marinho e Pinto suspeito
 de raptar empresário

Foram sete pessoas detidas na megaoperação da Polícia Judiciária, por suspeitas de envolvimento no rapto e homicídio do empresário de 42 anos, João Paulo Fernandes, que foi raptado no dia 11 de março, em Braga. 
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Entre os detidos está o advogado Pedro Grancho Bourbon, secretário-geral do Partido Democrático e Republicano (PDR), liderado por Marinho e Pinto. Também o irmão do advogado, Manuel Grancho Bourbon, foi detido. Pedro Grancho Bourbón é um grande amigo de Marinho e Pinto. Num dos mandatos de Marinho e Pinto como bastonário, Bourbón integrou a Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados. O advogado foi ainda cabeça de lista em Braga nas últimas eleições legislativas.

Segundo avança a PJ, o empresário terá sido assassinado pelos suspeitos, que são advogados e empresários com idades entre os 27 e os 41 anos. As detenções foram feitas na zona do Porto e em Braga, onde a Polícia Judiciária fez 15 buscas. A Polícia Judiciária investiga a tese de homicídio e acredita que o empresário tenha sido morto poucas horas depois de ter sido raptado. O cadáver ainda não foi encontrado.

João Paulo Fernandes, de 42 anos, foi raptado no dia 11 de março, em Braga. O empresário foi levado à força por dois homens encapuzados e armados com caçadeiras, quando entrava na garagem do prédio onde tem um apartamento, em Lamaçães. Estava acompanhado da filha de 8 anos, única testemunha do rapto. A menina pediu ajuda na farmácia do edifício e contou que o pai tinha sido agredido e forçado a entrar num Mercedes. 

O rapto aconteceu há um mês e até agora nem raptores nem vítima estabeleceram qualquer contacto com a família. Ajuste de contas A Polícia Judiciária do Porto, que desde a altura do crime lidera a investigação, mantinha todos os cenários em aberto. A PJ admitia a possibilidade de João Paulo Fernandes ter sido raptado num ajuste de contas relacionado com cobrança de dívidas. Os inspetores centraram a investigação nos negócios do empresário de 42 anos, que trabalhava em Bordéus, França, há cerca de dois anos, e que deixou dívidas de 3,6 milhões de euros após a falência da empresa de climatização que administrava, em Braga. 

Os negócios do pai, um empreiteiro bracarense também falido, foram igualmente passados a pente fino. Em 2011, depois de várias ameaças e episódios de agressões, toda a família de João Paulo Fernandes refugiou-se na Madeira. Os pais, assim como os irmãos do empresário têm colaborado com a investigação.

* É muita falta de dignidade associar o nome de Marinho e Pinto à notícia, não é jornalismo.


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 CACIQUE




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HOJE NO  
"OBSERVADOR"

Tiago Brandão Rodrigues acusado 
de burla com bolsas de estudo

O ex-orientador de doutoramento do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acusa-o de se ter apropriado ilegalmente de quase 18 mil euros que lhe foram atribuídos pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
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A informação é avançada esta quarta-feira pela Sábado, que faz eco das acusações de Rui Carvalho, ex-orientador de doutoramento do agora ministro na Universidade de Coimbra. Na entrevista à revista — que vai ser publicada na íntegra esta quinta-feira –, Rui Carvalho é perentório: “Tiago Brandão Rodrigues cometeu um crime”.

O caso remonta a 2001. Nessa época, Tiago Brandão Rodrigues pediu uma bolsa para pagar as propinas na Universidade do Texas (no Southwestern Medical Center). O objetivo era fazer um estágio no âmbito do seu projeto de doutoramento. Acontece que, e ainda de acordo com Rui Carvalho, a Universidade do Texas não cobrava propinas aos alunos que se encontravam no mesmo regime que Tiago Brandão Rodrigues.

Orientador e orientando acabariam por entrar em rutura. O professor queria desvincular-se da orientação do doutoramento e foi assim que descobriu a alegada fraude: “Assim que dei o nome do candidato à senhora do departamento de bolsas, nem precisei de lhe dar a referência da bolsa. A senhora disse-me: ‘Ó senhor doutor, é uma grande coincidência estar a ligar-me porque nos últimos seis meses andamos a tentar contactar esse aluno para lhe pedir o recibo do pagamento de propinas em Dallas e não conseguimos’”, conta Rui Carvalho à Sábado.

Na posse desta informação, Rui Carvalho terá entrado em contacto com Tiago Brandão Rodrigues para que este devolvesse imediatamente os cerca de 18 mil euros que recebera da FCT — o que acabaria por acontecer um ano depois, em setembro de 2002, por iniciativa do próprio Tiago Brandão Rodrigues.

A documentação a que a Sábado teve acesso parece confirmar uma falha do ministro: uma carta enviada pela FCT a Tiago Brandão Rodrigues, onde se explica detalhadamente as quantias que o aluno recebeu “indevidamente” e, ainda, a cópia do cheque emitido pelo agora ministro a saldar as dívidas.

Confrontado com o caso pela Sábado, Tiago Brandão Rodrigues reagiu contra o antigo orientador: “[Rui Carvalho] faz acusações cegas e ofensivas”. O ministro da Educação garantiu à Sábado que foi ele quem tomou pessoalmente a iniciativa de restituir a FCT, antes ainda de o professor ter apresentado formalmente queixa à Fundação.

* A calúnia é sórdida, esperemos que o ministro processe o caluniador.

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BULLYING

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HOJE NO  
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
As 5 recomendações de Bruxelas 

A Comissão Europeia adiou para julho a decisão sobre sanções a Portugal por défice excessivo, mas deixou algumas recomendações

1. Assegurar a correção do défice excessivo em 2016, para 2,3% do PIB, através de medidas estruturais e tirando partido de receitas excecionais para acelerar a redução do défice e da dívida. Isto é consistente com a melhoria do saldo estrutural em 0,25% do PIB em 2016. No Programa de Estabilidade, no entanto, o Governo estabeleceu a meta de 2,2% para o défice no final deste ano, segundo se lê no Programa de Estabilidade. 
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Assim, a autorização da Comissão Europeia para uma correção do défice para 2,3% deixa uma folga de 0,1%, ou cerca de 180 milhões de euros. Alcançar um ajustamento orçamental de pelo menos 0,6% do PIB em 2017. Conduzir, até fevereiro de 2017, uma revisão aprofundada de toda a despesa na Administração Pública e fortalecer o controlo da despesa, a rentabilidade e uma adequada orçamentação. Assegurar sustentabilidade de longo prazo no setor da Saúde, sem comprometer o acesso aos cuidados primários. Reduzir a dependência do sistema de pensões nas transferências orçamentais. Até final de 2016, reorientar os planos de reestruturação que estão em curso nas empresas públicas.

2. Em consulta com os parceiros sociais, assegurar que o salário mínimo é consistente com os objetivos de promover o emprego e a competitividade nas diferentes indústrias.

3. Assegurar uma efetiva ativação dos desempregados de longa duração e melhorar a coordenação entre emprego e serviços sociais. Fortalecer os incentivos às empresas para que contratem através de contratos permanentes.

4. Tomar medidas até outubro de 2016 para facilitar a melhoria dos balanços dos bancos e lidar com o alto nível de crédito malparado.

5. Aumentar a transparência e eficiência nas parcerias público-privadas. No final de 2016, melhorar e acelerar os procedimentos administrativos e de licenciamento, acelerar a resolução de litígios fiscais e reduzir as barreiras regulatórias. Incentivar a cooperações entre universidades e os negócios.

* A ditadura recomenda...

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