15/05/2016

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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

BCE tornou-se demasiado poderoso,
 diz conselheira económica de Berlim

Isabel Schnabel referiu ainda que o Banco Central Europeu quase se tornou uma “instituição política”, que “não responder a qualquer controlo parlamentar”. “Enquanto o BCE tiver mandato para agir, não serão os políticos a interferir”

O Banco Central Europeu (BCE) tornou-se demasiado poderoso, em larga medida pelo papel político que os próprios políticos lhe atribuíram, disse este domingo, em entrevista, uma das conselheiras económicas do Governo alemão.
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"O BCE ganhou um enorme poder, apesar de não responder a qualquer controlo parlamentar", comentou Isabel Schnabel a um jornal alemão. Isabel Schnabel é Professora catedrática de Economia na Universidade Johannes Gutenberg University.

A conselheira do governo alemão admitiu que, além de se tornar tão poderoso, o BCE tornou-se uma "quase instituição política", defendendo que é preciso que o BCE se afaste desse caminho.
Isabel Schnabel pertence ao núcleo de economistas que era conhecido por "Five Wise Men" até ela se juntar ao grupo.

Schabel, que se juntou ao grupo em junho de 2014, defendeu o BCE contra as críticas que lhe foram feitas na Alemanha por adotar uma política de taxa de juro muito baixas.

"Taxas de juro baixas tem um efeito imediato na crise financeira", argumentou, observando que o BCE não é a única entidade que influencia as taxas de juro.

Políticos germânicos têm criticado o BCE devido às taxas de juro baixas, dizendo que isso prejudica as poupanças dos cidadãos alemães e dificulta a rentabilidade da banca.

"Enquanto o BCE tiver mandato para agir, não serão os políticos a interferir", opinou Schanabel.
Mostrou-se ainda preocupada com as tentativas dos políticos de influenciar e politizar ainda mais o BCE através do alargamento de nomeações com direito de voto no BCE. "Precisamos de um banco central independente", concluiu. 

* Concordamos com Isabel Schnabel.

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ARTILHADOS










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ESTA SEMANA NO
"DINHEIRO VIVO" 
Carlos Costa 
arrasou supervisão europeia. 
Voltará a fazê-lo diretamente?

Esta terça-feira o rosto da supervisão da CE vai estar em Portugal. Oportunidade para Costa apresentar o seu arrasador diagnóstico 

“Às vezes, é preciso ser muito, muito europeu para conseguir passar por cima de algumas coisas.” O desabafo veio de Carlos Costa, na passagem pela comissão de inquérito ao Banif (CPI) em abril, sintetizando a opinião do governador do Banco de Portugal sobre a supervisão europeia, cujo modelo atual – dividido entre Direcção-geral da Concorrência (DGC), Banco Central Europeu, Mecanismo Único de Supervisão ou Conselho Único de Resolução – tem criticado duramente.
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Mas se estas críticas públicas têm se limitado ao Parlamento, esta semana Carlos Costa terá a oportunidade de as “entregar” diretamente aos visados, graças à conferência que a TVI e a APB promovem dia 17 sobre banca, e onde Danièle Nouy, líder do Conselho de Supervisão do Mecanismo Único de Supervisão (MUS), marcará presença.


Decisores a salvo de crítica 
Uma das conclusões que vai saindo do dossiê Banif é precisamente o estado “kafkiano” da supervisão europeia. Desde logo porque as suas entidades estão longe de ter posições comuns. O líder do BdP colocou o dedo na ferida: “Temos atualmente uma multiplicidade de entidades a definir e a executar políticas com impacto na evolução do sistema financeiro, o MUS, o Conselho de Resolução (CUR) e a CE, cuja atuação não é adequadamente coordenada, nem consistente entre si, apesar das evidentes externalidades negativas que daí resultam.” E Costa foi mais longe: “O que verifico é que há quatro políticas setoriais, que não são necessariamente consistentes, prosseguidas por quatro instituições europeias, o que significa que aquilo que pensa a DGC, o MUS, a Autoridade Europeia de Resolução (…) não é necessariamente fruto da mesma matriz estratégica”, disse na CPI. Isto exige que surja “alguém que seja o detentor da política” para “assegurar que estamos a evitar danos que resultam ou de contradições ou de sobreposição”. 

Mas o que é isto de haver um “detentor da política”? Simples. Para Costa há um “ângulo cego” no modelo de supervisão, que potencia a questão anterior, já que as autoridades europeias não são escrutinadas: “No atual quadro, em que temos uma união bancária incompleta, existe uma assimetria entre quem tem o poder de decisão sobre uma instituição bancária [MUS] e quem tem a responsabilidade sobre a estabilidade [BdP]”, apontou. Este formato, não sendo percetível ao cidadão, leva-o a “atribuir culpas à autoridade nacional” o que, “em contrapartida, furta os decisores europeus ao escrutínio da opinião pública dos países onde as decisões têm impacto”. 

Afunilamento progressivo 
 Estas críticas do governador do BdP partiram do caso do Banif, dossiê onde tanto Carlos Costa como Mário Centeno já deixaram claro que no fim-de-semana da resolução o governo estava encostado à parede: ou entregam o Banif com um desconto de 66% e os contribuintes pagam 3,3 mil milhões ou liquidam o banco e os contribuintes pagam 5 mil milhões. Havia outras opções, mas as diferentes facetas da Europa vetaram-nas: “Para tornar as coisas claras, houve um afunilamento progressivo para duas soluções em que, de um lado, está uma resolução e, do outro lado, a liquididação.” Para o BdP, nesta altura, “e entre os cenários de contingência”, a melhor opção teria sido uma capitalização pública e a venda do Banif em dois anos. 

As Finanças pegaram na opção e reforçaram-na: o Banif seria ainda integrado na CGD. Mas não: A DGC chumbou a opção porque a CGD se encontra proibida de fazer aquisições e porque a mesma “poderia” ser vista como ajuda pública. Avançou-se de seguida com nova solução: a criação de um banco de transição para “reforçar a capacidade negocial” dos contribuintes na venda do Banif. O chumbo veio do MUS, que “não viabilizou” a hipótese pois tinha “reservas”. Quanto às propostas de compra do Banif, também coube à CE o chumbo: implicavam auxílios de Estado logo a venda só podia ser feita em resolução. 

A este afunilamento, juntou-se outro: as condições exigidas aos candidatos. Imposições que, com a desistência do Popular, acabaram por deixar o Totta (BST) sozinho na corrida, levando o Estado a pagar 3,3 mil milhões para vender o Banif, preço também ele decidido longe de Lisboa: foi a DGC que impôs o desconto de 66% e foi a DGC que restringiu os candidatos, daí a baixa oferta do BST: se não fosse aceite, o Banif era liquidado. 

Das lições retiradas, o governador aponta uma última: “O atual quadro regulatório impede que bancos viáveis mas incapazes de se financiarem por recurso a privados possam beneficiar de suporte financeiro público sem ser no quadro da resolução.” E no fim de tudo isto, uma recomendação: “Diria que a haver uma CPI, devia ser promovida pelo Parlamento Europeu”, sugeriu Carlos Costa aos deputados. 

* Só não se arrasou a ele próprio.

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Kafta

Almôndegas marroquinas



De: Chefe Kiko
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 ESTA SEMANA NA  
"DELAS"
55% dos jovens portugueses 
fala uma segunda língua

80% dos universitários portugueses sente-se à vontade a falar uma segunda língua, de acordo com os dados da sondagem realizada pela Universia, rede de colaboração académica ibero-americana e pela, comunidade de emprego, Trabalhando.com. Estes dados fazem parte de uma sondagem maior, realizada a 6.322 jovens ibero-americanos, durante o primeiro trimestre do ano.
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 O grupo de inquiridos era composto por 55% mulheres e 45% homens. Ao nível académico, 58% dos jovens encontram-se a frequentar uma licenciatura, uma pós-graduação, um mestrado ou um doutoramento e 42% não está inserido no ensino superior.

O estudo propunha-se a analisar o domínio de uma ou mais línguas estrangeiras, entre os jovens ibero-americanos. Acabando por revelar que 41% dos inquiridos não se sentem seguros a falar uma segunda língua. Analisando os dados exclusivamente dos jovens portugueses, mais de metade dos inquiridos (55%) sentem-se seguros de falar uma segunda língua. 
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A amostra portuguesa foi representada por 64% mulheres e 36% homens, em relação às idades, 34% têm entre 23 e 30 anos, 27% têm entre 31 e os 45 anos e 25% têm menos de 22 anos. Já quanto ao grau académico dos portugueses, 26% está a frequentar uma licenciatura, 25% já concluíram a sua licenciatura, 26% tem um mestrado e 8% têm ou frequentam o ensino secundário.
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Como esperado, a segunda língua mais comum entre os jovens portugueses é o inglês (48%). Seguido pelo espanhol (24%), francês (16%) e alemão (4%).
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Mas como aprender um novo idioma? Qual o melhor método de aprendizagem? 45% dos jovens portugueses pensa que os cursos presenciais são a melhor maneira de dominar uma nova língua. Ao passo que 31% considera os cursos no estrangeiro como o melhor método.
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Quando questionados sobre quanto estavam dispostos a pagar por um curso de idiomas, 40% diz que não pagaria mais de 40€, 28% pagariam entre 41€ e 60€ e 22% não pagaria qualquer valor.

* Os números expressam uma nítida evolução quanto à aprendizagem de línguas estrangeiras, há também muitos jovens que falam  duas línguas para além da portuguesa.

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DIAS FELIZES













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884
Senso d'hoje

RICARDO

PAES MAMEDE
MESTRE EM ECONOMIA E GESTÃO
DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA 
"CONTRATOS DE ASSOCIAÇÃO"



FONTE:


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