16/03/2016

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ALGARVE


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HOJE NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Orçamento de Estado de 2016 aprovado

PS, Bloco de Esquerda, PCP e PEV fizeram passar o Orçamento de Estado (OE), tendo o PSD e o CDS-PP votado contra. O único deputado do PAN, André Silva, apesar do Orçamento de Estado (OE) conter seis propostas apresentados por si, optou pela abstenção.
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A votação ocorreu depois de a proposta do ministro das Finanças, Mário Centeno, ter sido alvo de 136 alterações, a maioria do cunho do PS (80). Segundos dados recolhidos pelo JN, junto das bancadas parlamentares, a outra metade foi da autoria do BE (24), PCP (12), PEV (7), PAN (6), CDS-PP (4) e do grupo de deputados do PSD/Madeira (3).

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, receberá na próxima semana o texto do OE revisto, para o promulgar. Espera-se que o chefe de Estado - como já deu a entender - venha a dirigir-se ao país para falar sobre o documento do Governo PS. O plano poderá entrar em vigor a 1 de abril.

Esta quarta-feira, no Parlamento, Mário Centeno disse que "as medidas que irão compor o OE para 2016 mostram que, afinal ao contrário do que era dito, existe alternativa". "Uma alternativa séria e responsável", frisou, alegando que o plano "reduz a fiscalidade direta".

"A receita dos impostos diretos cai: são menos 390 milhões de euros em 2016 - menos 320 milhões de euros para as famílias e menos 70 milhões de para as empresas", explicou.

Segundo Centeno, aludindo ao cenário macroeconómico desenvolvido meses depois de António Costa chegar à liderança do PS, o plano orçamental resulta de um o trabalho "iniciado há um ano, quando mostrámos com rigor e com contas feitas que existia uma alternativa.

O governante reafirmou "a intenção de manter as contas públicas equilibradas" e colocou a fasquia do défice, no final de 2016, em 2,2% e a dívida pública em 127% do PIB.

"Não vendemos ilusões, nem nem apresentamos quimeras, porque medimos económica e financeiramente todas as propostas", defendeu.

* Para quem anda distraído com as mentirosices da direita bacoca, este OE 2016 foi considerado por um grupo de 17 economistas independentes o melhor orçamento desde 2010. (Fonte: JORNAL DE NEGÓCIOS).

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 TANTO PARA A FARTURA
COMO PARA
A FINURA














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HOJE NO  
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Governo dá 17 milhões aos taxistas

A maior fatia tentará ser obtida através de fundos comunitários. Mudança de frotas e adopção de soluções “verdes” estão nas prioridades. Quanto à Uber, o Governo diz que vai iniciar um “processo de conversações bilaterais”.
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O Ministério do Ambiente prometeu esta quarta-feira, 16 de Março, 17 milhões de euros aos taxistas nacionais. O apoio será aplicado através de um pacote de dez medidas, com vista à modernização do sector.

O Governo reuniu-se com as duas associações que representam o sector – ANTRAL e Federação Portuguesa do Táxi (FPT). Serão elas que ajudarão a desenvolver as medidas previstas.

A decisão surge depois de a ANTRAL e a FPT se terem manifestado contra a actividade da aplicação Uber – que permite solicitar um serviço de transporte em automóvel – em Portugal. Os taxistas chegaram mesmo a bloquear o aeroporto de Lisboa.

Melhorar a imagem do sector, aumentar o desempenho ambiental e a eficiências, flexibilizar e inovar são os principais objectivos deste plano.

A renovação da frota é uma das vontades, num investimento total de 14 milhões de euros. A maior fatia (10 milhões) deverá ser angariada em fundos europeus, ao abrigo do Plano Juncker. Os outros quatro milhões vêm do Orçamento do Estado.

Estão previstas ainda medidas de incentivo à adopção de tecnologias mais amigas do ambiente, rumo à descarbonização das cidades, nomeadamente veículos eléctricos ou híbridos "plug-in". Para tal, será necessário um reforço da rede de carregamento em meio urbano.

Um total de 600 mil euros será investido no desenvolvimento de uma plataforma nacional para o táxi, integrando as aplicações já existentes no sector. Outro milhão de euros destinar-se-á ao financiamento de equipamentos que optimizem a monitorização e gestão da frota.

No plano não há nenhuma referência directa à Uber, que motivou a reunião com o ministro João Matos Fernandes. No último ponto é referido que será iniciado um "processo de conversações bilaterais, com vista à harmonização da regulação e do acesso ao mercado do táxi dos sectores conexos, garantindo a salvaguarda do interesse público". Já antes, o Governo tinha defendido que a Uber teria de cumprir os mesmos requisitos que os táxis.

O encontro com o ministro João Matos Fernandes arrancou pelas 17 horas.

* Todas as classes profissionais têm o direito de ser ajudadas mas ao mesmo tempo responsabilizadas, taxistas apanhados a vigarizar clientes deviam ter a acreditação anulada.

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Astronautas retornam à Terra 
após 340 dias na ISS



FONTE: AFPBr


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HOJE NO
"DESTAK"

Tribunal do Botswana anula
decisão do Governo de proibir
.organização homossexual

O tribunal de recurso do Botswana anulou hoje uma decisão do governo do país, que tinha recusado o registo de uma organização representativa dos homossexuais e de outras minorias. 
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Alguns ativistas iniciaram uma a batalha legal depois de o Ministério dos Assuntos Internos ter rejeitado um pedido de registo da organização - Lésbicas, Gays e Bissexuais do Botswana (LEGABIBO). 

O tribunal rejeitou o argumento do ministro dos Assuntos Internos, Edwin Batshu, de que o registo da LEGABIBO poderia levar os seus membros a violar a lei. 

* O homem surgiu em África, a homofobia também, às vezes a justiça funciona.

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HOJE NO

"i"

Relatório. 
Infeções hospitalares matam mais 
do que acidentes de viação

Autores do estudo dizem que um terço das infeções podem ser prevenidas. O uso indevido de antibióticos leva a que as bactérias se tornem cada vez mais resistentes, pelo que a DGS recomenda contenção.




“O número de óbitos associados à infeção em internamento destaca-se nitidamente quando comparado com o número de acidentes de viação.” Esta é uma das conclusões do relatório do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) da Direção-Geral da Saúde publicado ontem. Na apresentação do estudo, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, sublinhou esta problemática, explicando que “se morre sete vezes mais por infeções do que nos acidentes de viação”.

Em 2014, estima-se que tenham morrido 4500 pessoas por este motivo. A despesa associada a estes óbitos ascendeu aos 300 milhões de euros,

Este não é um problema unicamente português. No mundo, a tendência é para que as infeções em hospitais aumentem. Com isto em mente, o Ministério da Saúde pretende avançar no próximo ano com incentivos financeiros para os hospitais que conseguirem reduzir o número de infeções. Paulo André Fernandes, um dos autores do programa, considerou na apresentação do relatório que esta medida “é um instrumento importante”, já que “mais de um terço das infeções podem ser prevenidas”.

Um dos motivos para que o número das infeções hospitalares seja tão preocupante prende-se, grosso modo, com “o aumento da incidência de estirpes multirresistentes, para o qual contribuem o uso inadequado de antibióticos e a transmissão da infeção associada aos cuidados de saúde”. Trocando por miúdos, falamos do uso de antibióticos.

Não Abusar São os melhores aliados no tratamento de múltiplas doenças, mas podem ser os piores inimigos na prevenção de outras. Se seguir o mote “lembrar, não abusar e não esquecer”, está a adotar o melhor comportamento possível em relação ao consumo de antibióticos.

Mas porque é tão importante não abusar no uso destes medicamentos? Segundo o relatório, “o uso sistemático dos antibióticos tende a torná-los menos eficazes para tratar quer a pessoa a quem são administrados, quer a comunidade envolvente”. Ou seja, o comportamento da sociedade como um todo é importante para que as bactérias não se tornem resistentes à cura.

No contexto hospitalar, as bactérias multirresistentes são especialmente perigosas. O ano passado, houve dois surtos da bactéria Klebsiella pneumoniae, nos hospitais de Gaia e Coimbra, que ao todo provocaram seis mortes.

Consumo acima da média Até 2006, o consumo de antibióticos em Portugal era muito acima da média europeia. Por exemplo, em 2011, Portugal era o país da Europa onde se usavam mais carbapenemos, “antibióticos de largo espetro indicados para utilização em algumas infeções graves por agentes multirresistentes”. Segundo o relatório, essa utilização excessiva é três vezes superior à da média europeia. Por isso, a DGS recomenda que estes “fármacos sejam apenas usados em situações apropriadas”.

A regra não termina unicamente nos carbapenemos. “A única forma de inverter esta preocupante espiral involutiva, quebrando o círculo vicioso, é promover o uso criterioso e racional dos antibióticos”, recomenda o programa. Assim, diminuir a duração do tempo de uso do antibiótico é outra das boas práticas hospitalares recomendadas pelos autores do estudo. Além disso, estes medicamentos só devem ser usados caso haja infeção bacteriana.

Outras regras essenciais para evitar o aparecimento e propagação das infeções dependem do comportamento dos cidadãos. “Colaborar com o médico no momento da prescrição, evitando o uso de antibióticos sempre que não forem necessários, e não os consumindo mais tempo que o recomendado ou por iniciativa própria” é uma das regras essenciais elencadas no estudo do PPCIRA.

Mas há outras, como “seguir as regras enquanto doente ou visita na unidade de internamento, colaborando com os profissionais”.

Para além disso, os cidadãos devem “evitar o contacto físico com outros doentes”, “cumprir as regras de etiqueta respiratória e higienizando as mãos sempre que solicitado verbalmente ou por avisos afixados”.

Estas são apenas algumas indicações, bastante simples, que todas as pessoas e profissionais de saúde devem cumprir. Porque nas questões epidemiológicas, como em tantas outras, mais vale prevenir do que remediar.


*  Médicos têm de ser mais atentos às prescrições e alertar os doentes para que não façam automedicação


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