13/03/2016

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O negócio rentável 
do tráfico de migrantes
TURQUIA



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II-VISITA GUIADA

CONVENTO DA

MADRE DE DEUS/1

LISBOA



* Viagem extraordinária pelos tesouros da História de Portugal superiormente apresentados por Paula Moura Pinheiro.
Mais uma notável produção da RTP
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* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.

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1-AVANÇADAS
 


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Herbert von Karajan

LACRIMOSA


MOZART-Requiem

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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"
“Há Estados na União Europeia 
que estão a esquecer a História”

Nikos Xydakys, ministro-adjunto grego dos Assuntos Europeus avisa que crise dos refugiados é um problema político que põe em perigo a estabilidade europeia

Há dimensões que esmagam. Como este número: 851.319. São os refugiados que apenas um país, a Grécia, acolheu no ano passado. Vieram sobretudo da Síria, mas também do Afeganistão, Iraque e em menor número de outros países. “Nenhum país sozinho consegue lidar com isto.”
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Assim começou a conversa com o ministro-adjunto grego para os Assuntos Europeus, Nikos Xydakys, que esta semana esteve em Lisboa para conversações com o Governo português, tal como os seus homólogos alemão e britânico.

A Grécia, primeiro ponto de desembarque da chamada rota balcânica, está inundada de refugiados. Presentemente, disse o ministro, mantém no seu território 35 mil, dos quais 13 mil estão “presos” na fronteira norte, com a Macedónia. Este foi o último país a fechar a fronteira sul, encerrando assim a Rota dos Balcãs. O processo começou a norte, pela Hungria, descendo depois pela Croácia, Eslovénia, Sérvia e, finalmente Montenegro. Mas à Grécia continuam a chegar diariamente por mar entre dois mil e 2500 refugiados, e “só saem 300”, especificou Xydakys, ex-jornalista, eleito deputado pelo Syriza.

Agora, em cima da mesa, está o acordo da UE com a Turquia, o qual, segundo o ministro grego, apanhou muitos países de surpresa. A proposta de acordo apresentada na cimeira entre a União Europeia e a Turquia na segunda-feira, é uma espécie de “compacto, em que os turcos oferecem algumas soluções para a crise dos refugiados e pedem em troca algumas vantagens políticas e dinheiro”.

As divergências europeias são mais que muitas, tanto à esquerda como à direita, pelo que a aprovação do acordo, que entretanto deverá ser expurgado dos pontos mais polémicos, foi remetida para o Conselho Europeu da próxima semana. Basicamente a Turquia compromete-se a receber de volta cada refugiado sírio que tenha entrado ilegalmente na Europa, desde que esta receber outro vindo da Turquia. Ao mesmo tempo Ancara pede mais ajuda financeira, um regime de vistos gratuitos para cidadãos turcos e a abertura de cinco novos capítulos das negociações de adesão à UE.

Apesar dos aspetos polémicos (que Portugal também critica, como é o caso da salvaguarda dos direitos humanos e da convenção sobre o direto de asilo), para Nikos Xydakys o acordo pode ser um “início de solução”. Diz: “Se houver uma mensagem forte de que os refugiados só podem encontrar asilo na Europa de maneira legal, as viagens a partir da Turquia deixam de fazer sentido”.
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O ministro é taxativo ao afirmar que é preciso “cortar as rotas ilegais e as redes de tráfico, que são grandes e poderosas. No ano passado, a Europol estimou que renderam entre 4 e 6 mil milhões de euros”. Para Xydakys, isto significa um “enorme poder, não apenas económico, mas também político”.

O problema é a Europa. “Não vemos nisto apenas uma crise humana - e gigantesca - mas também uma grande desordem geopolítica e uma ameaça à paz e à estabilidade em toda a região. Com um Mediterrâneo instável, como pode a Europa ser estável?”, interroga-se o ministro. “Quando é que isso aconteceu na História? Se a Grécia ficar instável, a Itália ficará também sujeita a enorme pressão. Até a Espanha... Como é que a Hungria ou a República Checa poderão ter estabilidade? Se não estivessem na União, talvez, mas a UE é também uma união política”, reafirma, para destacar que “estes Estados dizem que o custo excede os benefícios e que é como se num restaurante pagassem pela salada o preço da carne”.

De facto, no Mediterrâneo leste há hoje o maior fluxo de refugiados desde a II Guerra Mundial e ninguém pode lidar sozinho com este problema. “Na Alemanha, há milhares de refugiados desaparecidos, pelo que temos todos de agir em conjunto. O Grupo de Visegrado (Hungria, República Checa, Eslováquia e Polónia) pensa que pode agir sozinho, erguendo muros e arame farpado, mas esquecem a História e não veem o futuro”, explica. “O que se está a passar põe em causa a experiência histórica comum da União. Há um perigo de fragmentação, de nacionalismos e de conflitos. Trabalhámos arduamente pela paz e agora a estabilidade está de novo em perigo”.

* A União Europeia recebeu há poucos anos o prémio Nobel da Paz, pede-se mais critério ao comité Nobel, para não nos envergonhar.

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Deserto Florido


Death Valley

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ESTA SEMANA NO
"DINHEIRO VIVO"


Carol Rossetti
Mais do que ilustrações de mulheres

Com ilustrações traduzidas em 15 idiomas, Carol Rossetti lança o livro Mulheres, um contributo no diálogo sobre os direitos das mulheres

Quando, em 2014, iniciou a produção de ilustrações para se obrigar a fazer um desenho de uma mulher por dia, Carol Rossetti estava longe de imaginar o que a esperava. Centenas de pessoas identificaram-se ou viram nos desenhos a amiga, a vizinha, a colega, a filha, a prima, a irmã, a mãe… 
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“E a minha página do Facebook tornou-se um ambiente em que as mulheres de todo o mundo trocam ideias”, conta a ilustradora natural de Minas Gerais, a viver em Belo Horizonte, Brasil. Este trabalho foi destacado pelo Facebook Stories. Daí, até os media internacionais repararem nele, como a CNN, Huffington Post ou Cosmopolitan, foi um saltinho. E até ao livro, outro instante.

Apresentado em Portugal no Dia Mundial da Mulher pela Chá das Cinco, chancela da editora Saída de Emergência, o livro Mulheres – Retratos de Respeito, amor-próprio, direitos e dignidade já tem direitos vendidos para os EUA, Espanha e México. Mas adivinha-se que outros países se seguirão, pois a sua força está nas mulheres desenhadas com traço forte, acompanhadas de frases inspiradoras. 
“Elas quebraram tabus e espalharam a mensagem de que as mulheres são fortes, merecedoras de respeito tal como são, independentemente das opiniões e julgamentos dos outros”, defende Carol Rosseti. Uma mensagem adotada por diversos movimentos de defesa dos direitos das mulheres ou até feministas, e com os quais a ilustradora, de 27 anos, também se identifica. 

Porém, defende que não é pessoa para determinar o que é ou não é o feminismo. “Eu tenho uma voz, mas não sou a voz do movimento”, esclarece, citando José Saramago: “Aprendi a não convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro.” 
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Em vez disto, a ilustradora que descobriu o seu talento aos 4 anos, quando os pais lhe ofereceram um estojo de lápis de cor, prefere o diálogo, que ficou facilitado com as redes sociais. “Antes as pessoas conversavam entre amigos, em casa, em espaços pequenos, agora falam com pessoas do outro lado do mundo. Não é uma moda. É algo que vai crescendo, com pontos de vista diferentes, ficando mais rico por causa do contacto com outras culturas.” Prova disso é o seu projeto, que passados dois anos, “vai indo muito bem”. Sucesso extensível aos outros trabalhos de ilustração traduzidos em mais de 15 línguas. Insistindo que “o primeiro passo para qualquer mudança é o diálogo, Carol Rossetti acredita que isso pode ajudar a aprovar leis, por exemplo, a favor do aborto ou na proteção das mulheres contra a violência doméstica. 
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Mesmo que “algumas pessoas ou marcas se queiram apropriar desse discurso para autopromoção ou exploração comercial”. Neste sentido, a pergunta: O que acha da Mattel ter cedido à pressão de acabar com a Barbie com a imagem estereotipada da mulher e criar uma nova mais próxima da mulher real? “Se a marca fez isso com o objetivo de vender mais, não interessa, o que importa é que ela fez algo”, diz. E vai mais longe: “Todas as histórinhas contadas numa propaganda, filme ou novela formam a sociedade, dando as ideias do que é certo ou errado.” Dá um exemplo: “A minha tia não fala sobre feminismo, nunca pensou no assédio de rua, mas, quando vê propaganda que fala disso, começa a pensar no assunto.”

No seu livro, a ilustradora propõe algo bem mais complexo e difícil: o feminismo interseccional, ou seja, o diálogo que inclui pessoas de várias etnias, necessidades, trans, homossexuais, bissexuais, pobres, famintas, sem-abrigo, analfabetas ou até com doenças mentais. “Sim, é algo difícil, mas não temos como fugir disso”, diz entre risos, frisando que é preciso ultrapassar os obstáculos culturais, as referências que vêm do senso comum e que abrangem pessoas fora deste movimento, como o homem que faz assédio de rua ou que bate na mulher. 

Neste âmbito, Carol Rosseti lançou recentemente também a cartilha ilustrada Vamos Conversar, um projeto em que participou com a ONU Mulheres e várias instituições brasileiras sobre violência doméstica e familiar contra as mulheres. E em vias de se tornar um projeto maior da ilustradora criou as personagens Lila e Sú, destinadas a falar sobre esta temática com crianças em idade de formação. Tudo porque o diálogo tem de começar cedo.

* O mundo precisa destas mulheres.

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