16/02/2015

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HOJE NO 
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Advogados, neta de milionário, 
aristocrata e offshores na lista
. portuguesa ‘Swiss Leaks’

Finanças já pediram às autoridades francesas a lista de portugueses envolvidos no caso ‘Swiss Leaks’. O Económico sabe que a lista contém alguns nomes conhecidos. 

A neta de um conhecido milionário português, já falecido, acumulou na filial suíça do HSBC 10,2 milhões de euros. O seu nome consta da lista de 611 clientes daquela filial associados a Portugal, entre os quais estão 220 com nacionalidade portuguesa. O Diário Económico sabe que na denominada lista ‘Swiss Leaks' constam ainda vários membros de uma família ligada a um escritório de advogados, uma aristocrata procurada pela Justiça portuguesa, bem como dezenas de offshores.


Os dados dos depósitos bancários da lista ‘Swiss Leaks' referem-se ao período 2006/2007, sendo que no caso da maioria dos membros de uma família associada a um conceituado escritório de advogados, as contas aparecem a zeros, a partir de 2007. Em dois desses casos surgem valores da ordem dos dois milhões de euros, montantes que terão sido levantados das contas a partir daquela data. Já no caso da neta de um empresário português já falecido, os valores depositados ascendem a 10,9 milhões de francos suíços, (10 milhões de euros).

Um dos casos mais surpreendentes da lista de nomes portugueses é protagonizado por uma aristocrata portuguesa a quem a justiça declarou contumaz em 2006 (mandado de detenção e proibição de obter determinados documentos de identificação quando alguém se recusa a comparecer perante o juiz que o tenha citado). Num dos anos a que reportam os dados da lista, esta aristocrata foi alvo de um processo comum no Tribunal da Comarca de Braga, acusada de crimes de burla qualificada (em 1999) e burla qualificada com fraude bancária.

Já entre as empresas que constam da lista, o Económico sabe que na sua maioria são offshores: sabe-se que uma delas tinha mais de 18 milhões de francos suíços (cerca de 17 milhões de euros) no HSBC, e outra, ligada ao sector têxtil, mais de cinco milhões (4,7 milhões de euros) naquele banco.

Milionários desconhecidos desmentidos
Américo Amorim e a Espírito Santo Activos Financeiros fazem também, alegadamente, parte da lista. Mas tanto o empresário como a gestora de activos desmentiram ligações a este caso, após a divulgação de que teriam depósitos de 4,4 milhões de euros e 154 milhões de euros, respectivamente, na sucursal suíça do banco.


Dos nomes até agora tornados públicos, a maior cliente portuguesa é Sílvia Ruivo Caçador, do distrito de Vila Real, que terá tido 227 milhões de euros depositados na filial suíça do HSBC. Surgem ainda mencionados Joaquim António Amaro da Cruz, de Castelo Branco, com 196 milhões de euros, e Rosa Maria Pinho Amaro da Cruz da Silva, de Santos-o-Velho, com 164 milhões de euros.

Segundo o ICIJ, o consórcio de jornalistas que divulgou a lista, as aplicações de clientes com ligações a Portugal totalizavam 856 milhões de euros. Ontem, o HSBC recorreu aos jornais britânicos para pedir "as mais sinceras desculpas" por alegadamente ter ajudado os clientes na fuga ao fisco, lembrando que as práticas do passado não são as mesmas de hoje.

* Gente séria, acima de qualquer suspeita!


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UMA DELÍCIA!


MÚSICOS INFANTIS CHINESES

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HOJE NO
  "CORREIO DA MANHÃ"

Dados privados à venda online

Por 350 euros, clientes têm acesso a nome, morada e registo telefónico de outras pessoas.

Alguém que diz ser detetive privado com "muita experiência no mercado" vende serviços que permitem resolver inúmeros problemas, mesmo que se trate do acesso a dados privados. 

Publicita em portais de anúncios gratuitos na internet e diz que, por 350 euros, vende aos clientes dados de operadoras de telecomunicações. 
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O CM quis saber como funciona o esquema e criou uma situação hipotética para este detetive solucionar: é preciso identificar o autor de chamadas anónimas recebidas num determinado telemóvel. A resposta do detetive foi a seguinte: "Identificar o autor custa 150€; disponibilizar dados e registos telefónico do anónimo são 350 €." É este o valor que também cobra para facultar "registos de comunicações telefónicas".

 As promessas são publicitadas, mesmo quando em causa estão práticas criminosas. Contactado pelo CM, o penalista Rui Pereira disse que, genericamente, estamos perante três crimes distintos: "Além da devassa da vida privada, punível até um ano de cadeia ou multa de 240 dias, poderá estar em causa um crime de devassa da vida privada por meio informático e registo de telefonemas (prisão até dois anos e multa de 190 dias), e ainda crime de violação de conteúdo de telecomunicações ou correspondência." 

O CM pediu explicações à administração do portal onde o detetive faz publicidade, mas não obteve qualquer resposta. Mário Costa, detetive privado, afirmou ao CM que "estes detetives são inimigos públicos": "São ações que devem ser investigadas e às quais as polícias não devem ficar indiferentes."

* Quem são os donos do portal, não têm de ser investigados por publicitarem actividade criminosa? Quantos destes detectives FdP estarão a agir pela "surra" no país?

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 EM CAMINHOS ÍNVIOS
MAS DE RARA BELEZA














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HOJE NO 
"OBSERVADOR"


Eurogrupo dá uma semana à Grécia
 para decidir se quer extensão 

Jeroen Dijsselbloem trouxe uma proposta que falava em prolongar programa, que foi rejeitada pela Grécia. Trabalhos foram interrompidos, por hoje. Grécia diz que "não aceita ordens".

Foram dados por terminados, por hoje, os trabalhos do Eurogrupo. Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo, trouxe uma proposta que falava em extensão do programa e a reação da Grécia foi esta: “Não é possível qualquer acordo no Eurogrupo“, disse à Bloomberg uma fonte do governo grego há momentos. 
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As propostas europeias são “absurdas e inaceitáveis“. Esta informação foi avançada minutos depois de, à Reuters, uma fonte também do governo grego ter dito, em alusão aos trabalhos da última quarta-feira, que o texto em que se trabalhou era “inaceitável” e que “não era razoável”, já que falava em prolongar o resgate. Recorde-se que esse encontro terminou sem sequer um comunicado final. Agora, é o Eurogrupo que diz: “Cabe à Grécia pedir uma extensão do programa”.

Na conferência de imprensa após o final da reunião, Jeroen Dijsselbloem disse que “temos esta semana, é isso” para que a Grécia decida se quer aceitar a oferta de uma extensão do atual programa, o que implicaria “flexibilidade” mas também a revalidação dos compromissos da Grécia para com os principais objetivos do programa. “Cabe à Grécia dizer se aceita a oferta de uma extensão“, disse Dijsselbloem. “Eles [os gregos] têm de decidir se pedem uma extensão do programa”.

Nova reunião do Eurogrupo só acontece na sexta-feira se o Governo grego aceitar ceder e chegar a um acordo com os ministros da zona euro, dentro dos moldes apresentados, disse Jeroen Dijsselbloem.

A fonte citada pela Bloomberg é uma fonte do governo grego, que disse por e-mail que as propostas de Jeroen Dijsselbloem para o país para respeitar o programa atual são “absurdas e inaceitáveis”. À Reuters, fonte do governo grego disse que a Grécia rejeitou uma proposta de acordo que dizia que a zona euro iria utilizar a “flexibilidade dentro do programa atual”. A Grécia não quer ouvir falar em prolongamento ou adaptação do atual programa, quer um novo programa.

Aqui está a imagem do segundo documento preliminar, rejeitado por Atenas. Um documento, a que vários jornalistas em Bruxelas tiveram acesso, que falava num “fortalecimento e melhor implementação do atual programa de assistência financeira”.

* A procissão vai no adro e no pálio pode estar o Syriza na companhia de Putin ou de Xi Jinping

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 GRANDES MANOBRAS



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HOJE NO 
  "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" 


Ex-militares de tropas especiais
. suspeitos de tráfico de mulheres

O grupo operava a partir de um bordel da cidade da Lixa, concelho de Felgueiras, onde explorava cerca de 20 mulheres estrangeiras. 

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras informou hoje que desmantelou um grupo que se alegadamente dedicava ao tráfico de seres humanos para prostituição na Lixa, Felgueiras, e que deteve seis pessoas, entre as quais dois ex-militares de tropas especiais.
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Numa nota à comunicação social, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) conta que desmantelou um grupo de seis pessoas que operava a partir de um bordel da cidade da Lixa, concelho de Felgueiras, onde explorava cerca de 20 mulheres estrangeiras, que em "apartamentos adjacentes a um espaço de diversão noturna (...), se dedicavam à prática da prostituição".

O SEF selou o bordel.

A operação foi desencadeada na madrugada de sábado passado, em cumprimento de 14 mandados de buscas domiciliárias emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação penal (DIAP) de Felgueiras.
Os seis arguidos - entre os quais se contam três irmãos (dois dos quais ex-militares de tropas especiais) e duas mulheres estrangeiras "que angariavam concidadãs para a prática da prostituição no bordel do grupo" - estão indiciados pela "prática dos crimes de tráfico de pessoas, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e branqueamento de capitais".

Os detidos vão ser ouvidos no Tribunal de Marco de Canaveses na terça-feira, a partir das 09:00, esclarece o SEF.

Durante a operação policial, o SEF deteve também duas mulheres estrangeiras em permanência ilegal em Portugal, sinalizou cinco vítimas de tráfico de seres humanos -- duas das quais com apenas 18 anos de idade - e apreendeu 150 mil euros em dinheiro, armas, réplicas diversas e uma viatura de alta cilindrada.
As vítimas de tráfico de seres humanos que a operação permitiu sinalizar encontram-se a receber acompanhamento institucional, acrescenta a nota de imprensa.

A ação policial, desenvolvida por cerca de 40 efetivos do SEF, foi o resultado de "meio ano de investigação" do DIAP de Felgueiras.

* Provavelmente vêm para casa com pena suspensa e voltam à actividade, está nos livros.


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