17/01/2015

.

HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Portuguesa recebe prémio europeu
 do jovem investigador

Rita Guerreiro é investigadora da University College London em Londres

A investigadora portuguesa Rita Guerreiro, da University College London, em Londres, no Reino Unido, vai receber o "Prix Européen Jeune Chercheur"(Prémio Europeu do Jovem Investigador), a 19 de Janeiro, numa gala na sala Olympia em Paris.
 .

A cientista foi selecionada pelo trabalho sobre as mutações do gene TREM2, indicado como possível fator de risco da Doença de Alzheimer e de outras doenças degenerativas como a Demência Frontotemporal.

A votação foi feita por um comité científico europeu e o prémio é atribuído pela "Association pour la Recherche sur Alzheimer" (Associação para a Investigação sobre Alzheimer), criada em 2004, em França, e dedicada à pesquisa sobre a doença.

"Isto é um prémio que vem reconhecer o trabalho que temos desenvolvido nestes últimos tempos e é também uma motivação muito grande para o futuro. É um prémio que foi atribuído, por votação, por outros investigadores e, portanto, é um reconhecimento pela comunidade científica internacional", disse à Lusa Rita Guerreiro.

A investigadora fez questão de sublinhar que "é um prémio que reflete todo o trabalho de uma equipa" nos últimos dez anos, em referência ao laboratório Guerreiro-Bras, chefiado por ela e pelo marido José Miguel Brás e que faz parte do Departamento de Neurociência Molecular do Instituto de Neurologia da University College London.

"É muito gratificante vermos que uma descoberta que nós fizemos - que não está tão diretamente associada com o doente mas que claramente levou a um melhor conhecimento da doença - está neste momento a fazer com que haja investigação mais aplicada, principalmente em termos de fármacos que se estão a basear nestas descobertas", continuou a investigadora.

O prémio é de dez mil euros, um montante que pretende "apoiar e encorajar um jovem investigador que tenha projetos de investigação prometedores", de acordo com a página da internet da associação.

"É sempre dinheiro essencial para conseguirmos manter o laboratório a funcionar e vai ser essencial para conseguirmos continuar os estudos que temos estado a desenvolver", explicou a investigadora de 34 anos, acrescentando que o laboratório continua a "estudar famílias com doenças raras".
Rita Guerreiro saiu de Portugal em 2006 e não pensa regressar porque "na mesma área será muito difícil", ainda que gostasse "muito".

"Os apoios à ciência são cada vez menores e para fazer trabalhos deste género é necessário um investimento muito grande, os projetos são muito caros, manter um laboratório custa muito dinheiro - especialmente na área da genética - e é necessário estar ligado a grupos e a instituições com uma grande capacidade financeira. Eu diria que seria quase impossível fazer o mesmo tipo de trabalho em Portugal", concluiu.

* O que é uma honra para a comunidade cientifíca portuguesa é uma honra para Portugal.  Lamentamos que o governo não promova condições para que estas brilhantes inteligências não efectuem os seus trabalhos em Portugal.

** Acrescentamos que o estudo abrangeu 1.092 doentes de Alzheimer e um grupo de controlo com 1.107 elementos saudáveis. Os resultados foram divulgados esta semana pela publicação especializada “New England Journal of Medicine”.
Foi desenvolvido por 80 cientistas liderados pela University College London, através do Instituto de Neurologia, em colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health), em Washington, nos Estados Unidos.
Rita Guerreiro liderou a equipa de investigação do University College London


.
.
COMO FAZER VELAS NUMA EMERGÊNCIA


.
.
 HOJE NO

"RECORD"

José Sócrates tenta ficar com
 botas e cachecol do Benfica

José Sócrates foi intimado a entregar, até segunda-feira, dois pares de botas do Benfica que tem utilizado na cadeia e foi ainda proibido pelo diretor do estabelecimento prisional de Évora de ter consigo na cela um edredão e um cachecol das águias, que lhe foi oferecido por António Ramos, mais conhecido como "Barbas".
.
A notícia é avançado pelo "Expresso" este sábado, onde é revelado que a proibição surgiu após o sindicato de guardas prisionais ter apresentado uma queixa sobre um alegado tratamento de favor ao antigo primeiro-ministro, que se encontra em prisão preventiva. Em resposta, os advogados de Sócrates entraram com um recurso e admitem mesmo levar o caso a tribunal.

* Preciosismos... pacóvios.


.
.
INVULGARES/2















.
.
HOJE NO
 "CORREIO DA MANHÃ"

Governador angolano 
tem 6 andares no Estoril 

José Pedro Morais foi nomeado por José Eduardo dos Santos. 
.
 O novo governador do Banco Nacional de Angola, José Pedro Morais, é dono de seis apartamentos num dos condomínios mais luxuosos de Portugal, o Estoril Sol Residence. Segundo apurou o CM, os imóveis localizam-se na Torre Estoril e na Torre Baía. 

Na Torre Estoril, José Pedro Morais é dono de duas frações no 12º andar, enquanto na Torre Baía é dono de uma fração no 1º, 2º, 4º e 5º andares. 
 
O "VIDRÃO"
Os imóveis no condomínio Estoril Sol Residence são dos mais caros do País, com um preço médio de 1,5 milhões de euros. José Pedro Morais, ministro das Finanças de Angola de 2002 a 2008, foi nomeado pelo presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para substituir o atual governador, José de Lima Massano, que pediu para abandonar o cargo. 

* É a miséria em que vive o povo angolano a possibilitar que este energúmeno seja dono duma colossal fortuna, as autoridades portuguesas estimam-no. Em breve teremos o governadordo BdP a prestar-lhe vassalagem.

.
.
Cuidado com o pneuuuuuu....



.
.
HOJE NO
"i"

Roubos, processos, privacidade. 
Perigos que corre no Facebook 

É uma foto inocente ou um comentário entre amigos, mas pode ser muito mais 

Maria da Conceição publicou uma foto no Facebook. Uma foto! E nem sequer era dela. Era uma imagem, encontrada algures na internet, de uma mulher sentada numa pilha de malas pronta a partir. "Estou no aeroporto de Lisboa a viajar para a Suíça" - a frase acompanhava a imagem. Resultado? Maria, beneficiária do rendimento social de inserção, que nunca saiu de Portugal, perdeu o apoio do Estado alegadamente por "ausência do país". Prova de que, em matéria de redes sociais, o utilizador pode ser o seu próprio inimigo. "As pessoas usam o Facebook, mas só quando têm algum problema é que se preocupam com o conteúdo daquilo que publicam", refere Gustavo Cardoso, professor do ISCTE. 

A publicação (ou post) era dirigida aos amigos, uma mera piada antes de Maria ser sujeita a uma intervenção cirúrgica. O significado era inocente: ia ficar afastada da existência digital por uns dias. Acabou mal, mesmo depois de a técnica da Segurança Social encarregada do seu processo (e sua "amiga" virtual) ter feito um "gosto" na publicação. Os timings coincidem, ainda que a Segurança Social garanta que a decisão de retirar o apoio em nada teve a ver com a publicação. 

Há muitos anos que Tito de Morais se dedica a sensibilizar a sociedade para os perigos da internet. O conferencista recorre à imagem do "contexto" para mostrar que no dia-a-dia estamos habituados a relacionar-nos com um número reduzido de pessoas num ambiente mais familiar. Esse simples facto torna presentes as barreiras de que precisamos para moldarmos comportamentos. "Se entramos numa igreja, não agimos da mesma forma que faríamos se estivéssemos num concerto de rock", ilustra. 

"Mas na internet não existe esse contexto." O Facebook já cá anda há algum tempo - mais precisamente, há dez anos. E neste período aquela que é já a maior rede social do mundo tem vindo a dedicar mais atenção às necessidades de reserva dos utilizadores, aumentando as ferramentas que permitem gerir a privacidade das publicações. Ainda assim, "a esmagadora maioria dos utilizadores não faz uso dessas ferramentas", sublinha Tito de Morais. A forma como o próprio Facebook está concebido também contribui para a "impulsividade" da publicação. "Um dos principais objectivos desta ferramenta é levar as pessoas a partilhar o máximo de informação possível, para gerar meta-dados que actuem em benefício da própria empresa", refere Gustavo Cardoso. A isto soma-se o facto de uma grande percentagem de utilizadores da rede social ser bastante jovem (quase 40% têm menos de 34 anos). 

Em teoria, "os utilizadores do Facebook têm um nível de escolaridade mais elevada e à partida terão as competências necessárias" para se proteger dos riscos. Mas não é menos verdade que o Facebook conta muito com o factor passividade. Porque se os utilizadores não definirem o que querem e não querem mostrar ao seu universo de contactos - e ao universo de contactos de todos os seus amigos da rede social (sim, é mesmo muita gente) -, cada publicação é lançada sem barreiras. E passa a ser de todos. Sem limites. "Basta clicar num botão para partilharmos, e isso tira-nos tempo de reflexão", diz Tito de Morais. 

MONTRA DE RISCOS 
Teste rápido: tem conta de Facebook? Vá à "pesquisa de pessoas, locais e coisas". Agora pense num nome próprio e num apelido, de forma aleatória, e escreva-os aí. O mais provável é que no perfil de algumas das opções que surgiram (se não em muitas) possa encontrar no mural as fotos do casamento do melhor amigo ou do final de Verão de 2014, o beijinho de saudades de uma tia ou a piada de um colega de trabalho no espaço de comentários dessa pessoa que não conhece. Está lá tudo, para quem quiser ver. 

"As pessoas continuam a preocupar-se com o que é privado e o que é público, mas não têm uma total consciência de onde está a fronteira", diz Gustavo Cardoso. Por isso a regra é simples: "Não publicar nada que não pudesse ser publicado nestas páginas do i", resume. Mais que o risco de ser visto por quem não quer a fazer o que não gostaria que outros tivessem visto, há perigos reais com que contar. 

"A PSP alerta frequentemente para a 'maleita' que nos leva a difundir nas redes sociais imagens, estados de alma e locais que, por passarem para o domínio público, nos fragilizam enquanto hipotéticos alvos de um assalto", diz o subintendente Paulo Flor. Algo tão banal como a publicação de uma foto que as pessoas "tiram nas suas casas, nos seus carros e nas suas férias" pode "virar-se contra elas próprias". Há verdadeiros "ladrões" à espreita para "orientarem os seus alvos", alerta. 

As crianças são outro alvo fácil. "Somos muito pragmáticos a avisar pais e familiares de crianças, desincentivando que publiquem imagens de crianças", porque o que é publicado na internet não volta a desaparecer, diz Paulo Flor. Tito de Morais lança um palavrão para a mesa: "sharenting", uma mistura entre parenting e sharing (algo como cuidar dos filhos e partilhar). 

"Os pais não têm noção de que estão a criar uma pegada digital dos filhos sem que estes sejam tidos nem achados", sublinha. 

* Livre-se do Facebook, se ainda puder.


.