30/11/2014

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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Costa: 
sonho da direita é "um pesadelo
 para os portugueses"

O secretário-geral do PS afirmou este domingo que "o sonho da direita" de ter maioria, Governo e Presidente revelou-se "um pesadelo", dizendo que os socialistas bater-se-ão por um Presidente da República na linha de Soares e Sampaio.

António Costa falava na sessão de encerramento do XX Congresso Nacional do PS, levantando os delegados pela primeira vez com as suas referências aos objectivos do seu partido para as eleições presidenciais de 2016.
Neste ponto, o líder socialista fez um diagnóstico duro: "A realização da direita de ter uma maioria, um Governo e um Presidente revelou-se nestes três anos um pesadelo para os portugueses", disse, recebendo as primeiras palmas.

O secretário-geral socialista disse depois que os socialistas estão "totalmente disponíveis para contribuir para uma candidatura saída das fileiras do PS, ou da área do PS".

"Um Presidente da República com um perfil que, sintetizo, renove o nosso orgulho nas presidências de Mário Soares e de Jorge Sampaio", declarou, recebendo então uma prolongada ovação por parte dos congressistas.

Os antigos presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio ouviram estas palavras de António Costa sentados na primeira fila de honra do congresso.

No primeiro dia do congresso, o caso Sócrates esteve quase ausente dos discursos na reunião magna.

António Costa abordou o tema logo no discurso de abertura do Congresso, dizendo que, "contra ventos e marés", os socialistas não se afastarão da confiança no Estado de Direito e agradecendo aos socialistas pela "forma exemplar" como têm enfrentado a prisão preventiva do ex-primeiro-ministro e antigo líder socialista José Sócrates.

Na manhã deste domingo foi eleita a Comissão Nacional, o órgão máximo do partido entre Congressos, para o qual haverá uma lista única, por acordo entre "costistas" e "seguristas", sendo Alberto Martins o primeiro da quota do anterior secretário-geral. Com ele, estão ainda
Álvaro Beleza, Miguel Ginestal e Rui Solheiro. Na Comissão destacam-se ainda os nomes de Isabel Moreira, José Lello, Mesquita Machado, Gabriela Canavilhas e Vitalino Canas.

Já no Secretariado Nacional, órgão do partido mais próximo de António Costa, não entram apoiantes de António José Seguro nem de primeira linha de José Sócrates. O Secretariado conta com Bernardo Trindade, Fernando Medina, Fernando Rocha Andrade, Graça Fonseca, Isilda Gomes, João Galamba, Jorge Gomes, Luís Patrão, Manuel Pizarro, Maria do Céu Albuquerque, Maria da Luz Rosinha, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Porfírio Silva, Sérgio Sousa Pinto e Wanda Magalhães. 

* Sempre nos manifestámos contra o apear de Seguro por ser extemporâneo depois de duas vitórias eleitorais. também porque ao lado de Costa iriam aparecer os piores dos "socráticos", não nos enganámos Ferro Rodrigues e Carlos César na crista da onda do oportunismo, Costa só não leva facadas nas costas dos dois porque ambos não têm onde cair mortos. Mas quem ganha  a liderança do partido tem o direito de escolher. 
Há alguma gente com  valor no Secretariado Nacional.

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TÔU INDO


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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

Ricos (pouco) solidários

Uma em cada cinco empresas portuguesas fez, pelo menos, um donativo de cariz social, segundo um estudo da Sair da Casca e da InformaDB. 
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Num universo de 294 mil sociedades, 54 mil contribuíram monetariamente para causas sociais, num total de 112,6 milhões de euros, o que representa 0,07% da faturação anual ou 1,9% dos resultados líquidos antes de impostos.

O estudo, que se refere a dados de 2012, salienta ainda que a grande maioria (96%) dos donativos foram inferiores a 5 mil euros. Apenas 22 empresas doaram montantes superiores a meio milhão de euros. 

As grandes empresas representam apenas 0,7% do número de donativos, mas, em contrapartida, 54% do seu valor. Ou seja, mais de 60 milhões de euros foram entregues por grandes corporações.


Segundo o mesmo documento, entre 2010 e 2012, registou-se uma quebra de 11% no número de empresas que fizeram contribuições de cariz social e uma redução de 15% no respetivo valor. 

No entanto, na mesma análise, que envolveu somente grandes grupos, a quantidade de empresas que fez doações em dinheiro baixou 5 por cento. Mas, por outro lado, o valor dos donativos cresceu 16 por cento. Em suma, há menos grandes corporações nacionais a fazer contribuições para instituições sociais, mas os valores são mais generosos.

Filantropos
Entre os que mais gastam em responsabilidade social estão os homens mais ricos de Portugal. Mas isso não significa que o valor da sua fortuna seja diretamente proporcional aos montantes que dedicam à filantropia.

Américo Amorim, por exemplo, que é considerado o homem mais rico do País, é apenas o terceiro maior contribuinte para ações de solidariedade, segundo um levantamento feito pela revista Exame, com base nos relatórios de sustentabilidade das empresas onde estes milionários têm uma posição dominante.

Por outro lado, Belmiro de Azevedo, o maior acionista da Sonae, contribuiu com 5,6 milhões de euros para causas sociais, mais do dobro da doação prestada por Alexandre Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, o segundo maior filantropo de Portugal.

É preciso referir, porém, que, como esta análise se baseia apenas nos relatórios de sustentabilidade das empresas, não é possível saber, com exatidão, qual o investimento total que cada um deles fez em ações de responsabilidade social. 

Entre os vários projetos apoiados por Belmiro de Azevedo, como a Missão Sorriso do Continente, encontra-se também o Instituto de Imunologia Molecular da Universidade do Porto e a Junior Achievement Portugal, uma instituição que promove o empreendedorismo de jovens em idade escolar.

Por seu turno, Alexandre Soares dos Santos dedica parte dos suas aplicações em responsabilidade social na área da alimentação, quer em Portugal, quer noutros mercados onde a Jerónimo Martins desenvolve atividade. Um exemplo é o da Biedronka, a cadeia de supermercados da Polónia, que tem um largo investimento no combate à má nutrição infantil e juvenil.

Quanto a Américo Amorim, os seus apoios estão mais centrados na área da educação. 

O empresário, ou as suas empresas, apostam muito no desenvolvimento de bolsas de estudo para jovens licenciados. 

António Mota, presidente não executivo da Mota Engil, é outro dos milionários portugueses que desenvolvem, há vários anos, ações de apoio a instituições sociais. Ao todo, o empresário aplica cerca de 2,1 milhões de euros por ano em ajudas às comunidades mais carenciadas.

A filantropia não se esgota nestes grandes magnatas. Existem outras grandes empresas que também fazem uma clara aposta na responsabilidade social. A Caixa Geral de Depósitos é um dos exemplos, no que toca ao setor público empresarial. O banco público é muito ativo em projetos de apoio a desempregados com mais de 40 anos que queiram regressar ao mercado de trabalho. 

A EDP, outra das grandes corporações nacionais, desenvolve, há vários anos, um programa de apoio a projetos de inclusão social em bairros problemáticos.

Mais instruído, menos solidário
Pode parecer uma contradição, mas um outro estudo, feito pela Universidade Católica e pelo Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano, mostra que os portugueses com maiores habilitações e mais rendimento são os que dão menos importância às questões de solidariedade.

Uma das conclusões deste trabalho é que, quando questionados sobre a importância de ajudar o próximo, 86,5% das pessoas com o primeiro ciclo respondem afirmativamente. Mas a percentagem baixa para 83,4% quando os inquiridos têm o segundo ciclo e para 73,5% no caso dos que completaram o terceiro ciclo. Esta percentagem sobe ligeiramente para 76,2%, tratando-se de pessoas que possuem o secundário e volta a baixar para 59,2% quando as respostas são de bacharéis. Quanto aos licenciados e doutorados, o resultado fica-se pelos 53,1 por cento.

Ao cruzar a mesma pergunta com o nível de rendimento das pessoas, o estudo mostra que 86,4% dos que ganham menos de 500 euros mensais acham ser muito importante ajudar os outros. E, à semelhança do nível de literacia, esta percentagem vai baixando à medida que o rendimento disponível sobe. Por exemplo, apenas 46,7%  dos inquiridos que ganham mais do que 4 mil euros mensais acham importante a ajuda aos mais necessitados.

O estudo mostra, ainda, que, apesar de existir uma maior tolerância a grupos discriminados pela sociedade, o individualismo cresceu cerca de 10% nos últimos dez anos, em Portugal.

Uma análise que colide, em parte, com o estudo da Sair da Casca e da InformaDB, mas que complementa a realidade da sociedade portuguesa no que toca à responsabilidade social.

Apoios 1,9% dos lucros das empresas são para causas sociais

Banca e Seguros €24,2 milhões - Os montantes dos donativos provenientes destes setores

Grandes empresas €2,15 milhões - Média dos donativos das 22 maiores sociedades portuguesas - €2,6 milhões

Soares dos Santos - €2,6 milhões Apoia vários projetos que promovem a cidadania e o empreendedorismo, tanto em Portugal como noutros países, onde tem negócios

Américo Amorim - €2,3 milhões Apesar de ser o homem mais rico de Portugal, o industrial do Norte é o terceiro na lista dos maiores filantropos

Belmiro de Azevedo - €5,6 milhões É através da Sonae SGPS que o empresário desenvolve uma boa parte das ações de caráter social.

* Quanto mais instruído mais forreta em relação aos mais necessitados e a maioria vai à missa.


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PREGUIÇOSOS













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ESTA SEMANA NO
"SOL"

PS em silêncio pelas vítimas
 de violência doméstica

Silêncio na sala do Congresso do PS. Um a um foram lidos os 34 nomes das mulheres vítimas de violência doméstica em Portugal desde o início do ano. “Uma chaga social absolutamente deplorável”, afirmou António Costa. 

Uma homenagem pela voz da actriz Maria do Céu Guerra a quem o ex-Presidente da República, Mário Soares, fez questão de cumprimentar com um beijo na mão.

Costa pegou na violência doméstica para recentrar o discurso nas pessoas. “É por isso que a política é necessária. A política são as pessoas, tem a ver com a resolução do problema das pessoas”. E invocou o Papa Francisco, na visita que fez ao Parlamento Europeu, para concluir que “a dignidade da pessoa humana é o valor principal sob o qual tem que se guiar a nossa acção política”.

O final do discurso de encerramento do agora consagrado secretário-geral do PS foi marcadamente ideológico, virado à esquerda. Costa preocupou-se em falar para as pessoas - “os problemas de Portugal e dos portugueses não são abstracções estatísticas, são histórias de vida concretas” -, ao mesmo tempo que enumerava as propostas que o PS fez para o Orçamento do Estado e a maioria chumbou, nomeadamente a manutenção da cláusula de salvaguarda do IMI. De cada vez que Costa referia a maioria – que se fez representar por uma delegação do PSD e do CDS - era recebida com apupos e assobios dos socialistas presentes.

Costa destacou o desemprego e a pobreza e recordou Manuel Alegre, que ontem teve o discurso mais à esquerda do Congresso, para criticar a direita. “O pior que a direita negou foi o corte na esperança de cada português e a confiança no futuro em Portugal”, acusou.

A pátria também esteve presente no discurso de Costa que lembrou o 1º de Dezembro e os Descobrimentos para mostrar que esta não é a primeira crise que o país enfrenta e elogiar a força que o povo português “sempre teve para enfrentar toda a adversidade”. “Os portugueses não desistiram”, garantiu, recebendo aplausos de pé.

Depois de ter piscado o olho à esquerda no início do seu discurso e recusado alianças à direita, Costa terminou o discurso de encerramento a apelar à mobilização de todos, militantes e simpatizantes, para captar o voto aos “descrentes, aos que votaram neutro, aos que estão desiludidos”.

* Um momento de grande emoção e  dignidade no Congresso do PS.


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Arroz de Pimentos


De: SaborIntenso
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ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

Portugal tem mais centros comerciais
 por habitante que França, Espanha
 e Alemanha 

Em termos absolutos França lidera, na Europa, com 17,6 milhões de metros quadrados de centros comerciais. A Rússia ocupa agora o segundo lugar, com 17,5 milhões de m2.

Portugal tem três milhões de metros quadrados de centros comerciais. No entanto, face ao total da população residente, por cada mil habitantes dispõe de 267,8 metros quadros de centros comerciais. Mais que França (com267,4 m2), Reino Unido (264 m2) e Alemanha (173,7 m2). Espanha tem 234,8 m2 por cada mil habitantes, segundo dados avançados pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield.
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Arrendar uma loja no centro de Madrid custa, em média, 245 euros por metro quadrado/mês. Muito acima dos 82,5 euros na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Se olharmos para Barcelona, o cenário é ainda mais surpreendente, pois cada metro quadrado custa €270 por mês. A explicação, segundo os analistas da C&W, é muito simples: há menos oferta na capital catalã e mais pressão do lado da procura impulsionada pela forte afluência de turistas.

* Para muitos portugueses o centro comercial é a assoalhada que falta em casa.

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