09/11/2014

.

ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"

Oficial da PSP expulso de Timor 
acusa Xanana de corrupção

 Expulsões provocam grave crise entre Portugal e Timor. Xanana nunca atendeu o telefone a Passos, que só soube da decisão pela embaixada portuguesa.

Em declarações exclusivas ao Expresso, feitas a partir de Banguecoque, o único não magistrado expulso esta semana de Timor e o que estava há mais tempo no território, diz que enviou para Portugal num contentor as provas que implicam Xanana Gusmão em casos de corrupção. 

José Brito é oficial da PSP e estava no gabinete Anti-Corrupção do Governo de Timor desde 2010. Liga o primeiro-ministro timorense a contratos de arroz com a filha, de combustível com um sobrinho e ainda à exploração de petróleo.
A decisão radical do Governo timorense está a criar uma enorme tensão diplomática entre Lisboa e Díli, num momento em que Timor lidera a CPLP, com Xanana Gusmão a alegar dificuldades de agenda para conversar com Passos ao telefone.

* Há dias quando das primeiras notícias sobre este assunto, insinuámos que a corrupção que estava a ser investigada pelos magistrados expulsos não seria apenas dos ministros mas também do próprio primeiro ministro. O povo timorense está a apagar os arrebatamentos revolucionários de Gusmão, a CPLP, tal como agora funciona, é uma fantochada.

.
.
A TEIA

As aranhas constroem suas teias como uma guitarra

.
.


ESTA SEMANA NA
"BLITZ"


Azealia Banks lança primeiro álbum de surpresa, dois anos depois do prometido 

Foi agendado e adiado sucessivas vezes, mas Broke With Expensive Taste - álbum de estreia da rapper norte-americana - conheceu, finalmente, edição.

Azealia Banks lançou, sem aviso prévio, o seu álbum de estreia no iTunes. Broke with Expensiev Taste tem a chancela da editora da própria rapper e é distribuída pela editora Capitol, atualmente detida pela "major" Universal. 


O aguardado disco de estreia da rapper de 23 anos estava a ser adiado desde 2012, e foi divulgado expressivamente por Banks nas redes sociais. "Não há palavras para descrever como me sinto hoje", referiu.

O longa-duração conta com 16 canções, entre elas "212", "Yung Rapunxel" e "Heavy Metal and Reflective", já conhecidas, e terá edição física em janeiro de 2015. 

* Não é a nossa rapper predilecta, mas cumpre.

.
.
 IMPROVÁVEL












.
.

ESTA SEMANA NO
"OJE"

Pau da poncha espalha-se pelo mundo
 a partir da Madeira

O mechelote, instrumento fundamental na preparação de uma mais das tradicionais bebidas da ilha da Madeira, a poncha, tornou-se um utensílio muito procurado pelos turistas, tendo-se já espalhado por todo o mundo.

“Graças a Deus, o mechelote é um produto que tem muita procura e eu sei que os meus já chegaram a todo o mundo, à conta dos turistas e dos emigrantes”, diz à Lusa Humberto Silva, um mestre na arte de fazer aquelas peças, com oficina na freguesia do Santo da Serra, concelho de Santa Cruz.
O mechelote é usado para esmagar e misturar os ingredientes que compõem a poncha, como o limão, o mel e a aguardente (na receita clássica), pelo que também é conhecido por pau da poncha. Os madeirenses usam ainda um termo vernáculo para se referir ao misturador, inspirado no seu aspeto fálico.

Humberto Silva tem 62 anos, mas só começou a produzir os paus da poncha em 2005, depois de um acidente de trabalho na construção civil.

“Foi uma arte tardia, mas não tive muita dificuldade em dominá-la”, diz, assegurando: “Não aprendi com ninguém, simplesmente comecei e não desisti”.

Agora, é um especialista e fala do assunto com segurança. “Um pau de poncha normal mede entre 30 e 40 centímetros”, explica adiantando que “os de 30 centímetros, que são os caseiros, servem para fazer uma poncha ou uma sangria de vez em quando, num jarrinho de meio litro. Os de 40 centímetros são profissionais, usados nos bares para fazer poncha todos os dias em jarros grandes”.
Humberto Silva assegurou que um mechelote de 40 centímetros, a fazer cinco a dez litros de poncha por dia num bar, sobrevive cerca de um ano.

Depois, tem necessariamente de ser substituído, daí que o artesão tenha sempre trabalho e aponta que na sua oficina faz entre 10 a 12 mechelotes por hora, com a ajuda dos dois filhos e de algumas máquinas (plainas, serras, tornos), mas, acima de tudo, conta com a habilidade das suas mãos, já que, como realça, “a máquina trabalha mas não faz tudo”.

Segundo Humberto Silva, o tipo de madeira usado é fundamental para determinar a qualidade do mechelote, pelo que usa sobretudo madeira de cedro, embora tenha reconhecido que a de laranjeira é melhor.

Os seus mechelotes até têm imagem de marca. “Onde houver paus de poncha com esta sequência de linhas – duas, três, duas – significa que são meus. É o meu símbolo, a minha assinatura”, diz.
A cabeça do mechelote é composta por duas partes, onde são talhados à navalha oito dentes curvados, quatro em cada parte e em sentido contrário, de modo a permitir uma boa mistura, porque “se tiver mais do que quatro dentes, vai espalhar aguardente por todo o lado quando se começar a fazer a mistura”, explica Humberto Silva.

O artesão sublinha que “não dá para ficar rico a fazer mechelotes” e aponta que vende os misturadores diretamente ao público, em feiras de artesanato, embora também receba encomendas de bares e lojas de recordações.

Pensa-se que o modelo do pau da poncha pouco mudou ao longo do tempo, sabendo-se que no início eram totalmente feitos à mão e com os dentes quadrados.

Também é provável que os primeiros exemplares tenham sido talhados em marfim, embora não se conheça nenhum exemplar, admitindo-se que o misturador tenha surgido ao mesmo tempo que a receita da poncha, que no século XIX já era uma bebida comum nas casas e bares madeirenses.

Nas últimas décadas, a poncha tornou-se uma bebida extremamente popular. Saiu da vila de Câmara de Lobos, que sempre teve fama de a fazer melhor, espalhou-se por todos os bares da moda e ganhou novos sabores (laranja, maracujá, tangerina, tomate inglês). Depois, galgou o oceano e chegou a Lisboa e ao Porto.

* Na Madeira existe uma bebida tradicional exclusivamente familiar, não encontrámos no mercado, o "Tim Tam Tum", absolutamente deliciosa. Se tiver familiares ou amigos na ilha peça-lhes, não se arrependerá.


.
.
 QUADROFOIL

Tecnologia limpa, baixo custo de manutenção e performance dinâmica são algumas das características do Quadrofoil, o primeiro barco elétrico capaz de "voar sobre as águas". 
Definido como uma embarcação hidrodinâmica de uso pessoal (PWC), o veículo navega praticamente sem emitir som algum a uma velocidade máxima de 40 Km/h. 
Outro destaque do barco é o fato de que nenhuma onda é produzida durante a navegação. As quatro lâminas posicionadas debaixo do Quadrofoil funcionam como um tipo de elevador. Ao atingir certa velocidade, o veículo eleva-se sobre a água, “planando” sobre ela. O efeito conseguido pelos engenheiros se deve à troca de pressão entre os “aerofólios” e água.
.
.


ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Elas mostram as cicatrizes sem medo

 E foi a primeira vez que posaram nuas para o fotógrafo. Saiba mais sobre ‘Costuras à Flor da Pele’

Para todas estas mulheres, foi a primeira vez que posaram nuas em frente a uma máquina fotográfica. É o que assegura Koen Suidgeest, o fotógrafo e cineasta que as retratou para o projecto ‘Costuras à Flor da Pele’. Todas elas mostram as cicatrizes que o cancro da mama lhes deixou.

Depois de ter passado por Lisboa e por Berlim, esta exposição chegou agora a Lisboa: pode vê-la no Lisbon Story Centre até ao dia 20 de Novembro. A entrada é livre e por cada visitante da exposição, a farmacêutica Sanofi doará um euro à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Nesta exposição, participaram mais de 200 mulheres que vivem com a doença. Entre as fotografadas, há pessoas que sofreram da doença ou que acompanharam familiares e amigos doentes. ‘Costuras à Flor da Pele’ é um projecto muito pessoal, para o fotógrafo. “O nascimento da exposição é fruto do meu compromisso com a consciencialização sobre o cancro, porque o vivi de perto, e por outro da fotografia documental, neste caso com a componente da nudez. Eu coloco a arte ao serviço da causa”, afirma Koen Suidgeest.

Suidgeest nasceu em Amesterdão e tem 47 anos. Dedica-se à cobertura de temas sociais e de direitos humanos.
Em Portugal, todos os anos há 1500 pessoas que morrem devido ao cancro da mama, e são detectados 4500 novos casos. 

* Há uns meses atrás, uma portuguesa, Fátima Medeiros, expôs as suas  cicatrizes do cancro da mama para a revista do jornal "Expresso", para todas estas corajosas mulheres o nosso maior respeito.


.