01/09/2014

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HOJE NO
"i"

Ex-secretário de Estado do MAI é sócio
 .do escritório que defendeu a empresa 
que ganhou concurso dos fogos

Ministério da Administração Interna ignorou, no ano passado, pareceres a recomendar recurso judicial de sentença que beneficiou a Everjets

O ex-secretário de Estado da Administração Interna saiu do governo em Janeiro alegando "motivos pessoais" e foi trabalhar pouco tempo depois para a sociedade de advogados que representou em tribunal a Everjets, empresa que impugnou e venceu um dos concursos públicos para fornecer meios aéreos ao Estado. O processo decorreu numa altura em que Filipe Lobo D'Ávila ainda era responsável pela pasta dos incêndios. 


Foi a Telles de Abreu e Associados, de que o ex-secretário de Estado é agora sócio, que defendeu a empresa de Famalicão num processo judicial movido contra o Ministério da Administração Interna (MAI), em que reclamava a alteração das regras do concurso. O Tribunal de Braga deu razão à Everjets, e decidiu que o MAI, através da Empresa de Meios Aéreos (EMA), modificasse as exigências de selecção. 

Pareceres jurídicos solicitados pelo governo recomendaram que se avançasse com um recurso e o conselho de administração da EMA chegou a deliberar nesse sentido. O MAI, porém, ignorou as recomendações e decidiu não recorrer da sentença que beneficiou a Everjets. A decisão implicou lançar um novo concurso sem as exigências iniciais. E, no fim, a empresa de Famalicão ganhou a adjudicação por ter apresentado a proposta mais baixa.

Parecer dos advogados da ema  
O conselho de administração da EMA deliberou recorrer da sentença a 21 de Janeiro de 2013. O Tribunal de Braga decidiu que a Everjets, candidata a um dos concursos que o MAI lançou para contratar helicópteros, tinha razão. A empresa queixara-se de uma cláusula do caderno de encargos que obrigava os concorrentes a entregar, aquando da candidatura, manuais de voo e matrículas dos meios aéreos que seriam disponibilizados caso viessem a ganhar o concurso.

O MAI incluiu essa cláusula para evitar os mesmos problemas ocorridos em 2011 com uma empresa espanhola à qual o então governo de José Sócrates adjudicou as aeronaves. Quase em cima do arranque da época de fogos, os espanhóis não conseguiram entregar os meios aéreos a que se tinham comprometido. Para evitar novos atrasos e que as empresas entregassem helicópteros diferentes dos acordados, a tutela decidiu que, antes da adjudicação, as concorrentes teriam de apresentar as matrículas das aeronaves - assegurando, assim, a sua existência.

A Everjets argumentou que essa cláusula impedia que empresas do sector sem aeronaves próprias pudessem concorrer, quando poderiam sempre contratar a outras entidades e depois subalugar ao Estado. O Tribunal de Braga considerou que o argumento era válido e que a condição imposta pelo MAI violava o "princípio da concorrência". O governo foi condenado a anular o concurso e a retirar essa exigência.

O parecer jurídico que a EMA solicitou à sociedade de advogados Sérvulo e Associados garantia que a decisão do tribunal estava mal fundamentada, recomendando por isso que fosse apresentado recurso. Num email enviado ao conselho de administração da EMA, o escritório de advogados defendia que a sentença, elaborada por uma "juíza estagiária", não protegia os interesses da EMA e do MAI, obrigando-os a adjudicar "propostas de locação de bens (...) abstractos" em vez de "considerar pertinente a identificação concreta das aeronaves" que os concorrentes iriam disponibilizar ao Estado.

A Sérvulo defendia ainda que a juíza não sustentara a sua decisão. "A fundamentação é tão parca e tão pouco sólida que teria sido possível ao tribunal invocar os mesmos exactos princípios (...) e concluir em sentido diametralmente oposto", lê-se no parecer jurídico, que remata: "No nosso entendimento, a sentença merece obviamente um recurso, dispondo a EMA de prazo para o efeito até ao próximo dia 4 de Fevereiro".

O i teve acesso à acta da reunião do conselho de administração da EMA em que foi decidido recorrer da decisão do tribunal. Nesse documento, há uma referência a uma reunião com Miguel Macedo e Filipe Lobo D'Ávila, três dias antes, em que "foram ponderadas as vantagens e a oportunidade do recurso".

Mas a 6 de Fevereiro de 2013, Filipe Lobo D'Ávila anunciou publicamente que o ministério não iria afinal recorrer. "O MAI deu indicações para não apresentar recursos quanto às decisões que foram adoptadas pelo Tribunal de Braga. Isto significaria que teríamos de esperar por uma nova decisão do tribunal relativamente a um recurso do ministério, o que demoraria quatro a cinco meses. Nós não queremos protelar esta discussão para a altura dos incêndios florestais", justificou à Lusa o então secretário de Estado.

Mais de um ano depois, a adjudicação continua envolta em polémica. O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) está a investigar a Everjets por supostamente ter apresentado, na fase inicial do concurso e antes da decisão do Tribunal de Braga, falsos manuais de voo. E, recorde-se que, no Verão passado não conseguiu apresentar ao Estado as aeronaves a que se comprometera - tendo sido condenada a pagar uma coima superior a 1,15 milhões de euros. 

Filipe Lobo D'Ávila saiu entretanto do governo em Janeiro deste ano, alegando motivos pessoais. Passou a ser deputado pelo CDS e, entretanto, tornou-se sócio da Telles e Abreu Associados. Contactado pelo i, o MAI explica que o ex- -secretário de Estado nada teve a ver com a decisão de não recorrer da sentença. "Foi o ministro da Administração Interna que decidiu", lê-se numa resposta do gabinete de Miguel Macedo.

O ministério explica também que Filipe Lobo D'Ávila foi sim responsável pela decisão, em Outubro de 2013, "de aplicar penalidades à Everjets no valor de 1,15 milhões de euros". Já sobre o facto de o ex-secretário de Estado ter ido trabalhar para o escritório de advogados que defendeu a empresa de Famalicão, a tutela não quis fazer comentários. "Trata-se de matéria do foro profissional do Dr. Filipe Lobo D'Ávila após a cessação de funções como secretário de Estado", lê-se na mesma resposta. 

Por seu turno, Filipe Lobo D'Ávila garantiu ao i que nunca tomou decisões relacionadas com procedimentos concursais porque essa competência era somente de Miguel Macedo (ver entrevista ao lado). E explica que é sócio da Telles e Associados no seguimento da fusão com uma empresa de que era sócio, a Prolegal, antes de ir para o governo. "As conversações para essa fusão decorreram à minha margem e foram lideradas pelo meu sócio", explica ainda o ex-secretário de Estado.

Filipe Lobo D´Ávila Ex-secretário de Estado da Administração Interna
“Não tomei qualquer decisão no âmbito dos concursos” 


A EMA decidiu recorrer da decisão do tribunal que dava razão à Everjets. Porque é que o MAI entretanto não recorreu? 
A decisão não foi minha. Foi tomada, na altura, pelo senhor ministro da Administração Interna. Tinha a pasta da EMA, é um facto, mas não tinha competência em matéria de procedimentos concursais. Essa competência era exclusiva do ministro, que tomou a decisão por entender que apresentar um recurso, em Fevereiro, poderia pôr em causa a época de fogos. Havia o risco de se chegar ao Verão sem meios aéreos. Pessoalmente, considero que a medida foi a mais correcta. Não concordei com a decisão do tribunal, mas entre contestá-la e não haver meios para combater os fogos foi preferível não contestar. 

Após sair do MAI foi para a sociedade que representou a Everjets no concurso. Não considera haver um conflito de interesses?
 Reflecti sobre essa questão e cheguei à conclusão de que não havia conflito. Quando estive no ministério não tomei qualquer decisão no âmbito dos concursos. A minha única intervenção no processo da Everjets foi mandar aplicar à empresa, em Outubro do ano passado, penalidades por ter apresentado helicópteros diferentes daqueles com que se comprometera. Além disso, só sou sócio da sociedade porque esta se fundiu com a Prolegal, uma sociedade que eu fundei e de que fui sócio. A fusão só se concretizou em Janeiro e as conversações  decorreram à minha margem, estava eu ainda no MAI e com a inscrição na Ordem de Advogados suspensa. Foi o meu sócio que conduziu o processo. 

* Gente fina é outra vigarina!


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TEM O SEGURO
ACTUALIZADO?




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HOJE NO
   "A BOLA"

João Pereira termina mundial no top-5
 
O português João Pereira foi 5.º classificado em Edmonton, Canadá, e terminou o World Triathlon Series no quinto lugar.

O triatleta do Benfica partiu para a última etapa do mundial no quarto lugar da geral, posição que acabou por perder para o britânico Alistair Brownlee, que venceu em Edmonton à frente do espanhol Mario Mola e do compatriota Javier Gomez que se sagrou campeão.

João Silva (8.º) e Miguel Arraiolos (32.º), também do Benfica, terminam o ano no 13.º e 37.º do ranking mundial, respetivamente.

* Excelente, tomara aos portugueses ter um político no ranking dos melhores 100.

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RESToS DA COPA















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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

Vítor Freitas quer 'Cuba Livre' 
fechado até 31 de Julho de 2015

Já se passaram três anos desde a descoberta da dívida oculta da Madeira, tempo mais do que suficiente na opinião do PS para outros desenvolvimentos. Esta manhã, na abertura de mais um Ano Judicial, Vítor Freitas veio a público para defender a resolução do processo ‘Cuba Livre’ até 31 de Julho de 2015.


“1.100 milhões de euros de dívidas escondidas é um crime”, lembrou o líder dos socialistas na Madeira, pedindo que os responsáveis sejam punidos, e o mais rapidamente possível. “É inadmissível que passados estes três anos, depois de todo o aparato que nós assistimos aquando da intervenção da justiça na Madeira, depois de vir um Falcon da Força Aérea para levar carradas e carradas de facturas e documentos e elementos de prova; passado todo este tempo, não há arguidos no processo, não sabemos como é que está o processo. A única coisa que sabemos é que está em segredo de justiça”, lamentou.

Vítor Freitas espera por isso que dentro de um ano as repostas sejam outras, os culpados condenados e que o caso não caia no esquecimentos ou acabe prescrito: “A tendência destes processos é ser adiados até encontrar um amigo, chamado prescrição, salvo erro. E portanto não queremos que neste processo os culpados encontrem esse amigo que os ajude a fugir à justiça”.

O dirigente sente os tribunais trabalham a duas velocidades, dependendo dos casos e que quando se trata destes processos, que reconhece são de especial complexidade, “a justiça fica sonolenta” e como resultado cria é a ideia de “que se pode fazer dívida oculta sem castigo. E se esta ideia vingar, a partir de hoje os cidadãos estão a votar em políticos e depois não sabem como é que estão as contas da Região ou do Estado e isso é inadmissível”. Segundo o dirigente, “seria muito mau disputar mais umas eleições em que foi cometido um crime contra o povo da Madeira e em que os madeirenses não sabem quem são os criminosos”.

Em dia de abertura do novo Ano Judicial, Vítor Freitas remeteu a avaliação das reformas e alteração do mapa judicial para o futuro, uma vez que o processo está em curso.

* A Justiça em Portugal funciona a várias velocidades, para o gajo que "orina" na via pública a detenção é imediata, seguida de coima, para os políticos e banqueiros a velocidade é devagar, devagarinho ou parado.

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 NÃO ENVIE...LEVE



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HOJE NO
  "DIÁRIO ECONÓMICO"

Schäuble quer um comissário europeu para o Orçamento com poder de veto

O ministro das Finanças alemão defende ainda a existência de um "parlamento da zona euro".
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As regras europeias já prevêem que os orçamentos dos estados-membros sejam analisados, ao abrigo do Semestre Europeu, e alvo de recomendações. Mas o ministro das Finanças da Alemanha considera que é preciso dar um passo maior no sentido da integração.


Num artigo publicado hoje no Financial Times, em conjunto com Karl Lamers, antigo porta-voz da CDU alemã para a política externa, Wolfgang Schäuble sugere que a Comissão Europeia passe a ter "um comissário europeu para o Orçamento, com poderes para rejeitar os orçamentos nacionais, caso eles não correspondam às regras que acordámos em conjunto".

Nos próximos meses a nova estrutura directiva da Europa vai entrar em funções e os ecos de Bruxelas dão conta que o sucessor de Durão Barroso, Jean-Claude Juncker, vai aproveitar para reformular a fundo a composição da Comissão Europeia, compartimentando algumas pastas.

Por exemplo, o finlandês Jyrki Katainen deve manter-se como vice-presidente para os Assuntos Económicos e Monetários, mas terá vários comissários abaixo de si, como é o caso de Pierre Moscovici, que deverá assumir a pasta dos Assuntos Monetários, reportando depois a Katainen. Um eventual comissário para o Orçamento ficaria, à partida, incluído neste compartimento.

A ideia é dividir melhor as pastas, para que sejam menos extensas e possibilitem melhor intervenção dos comissários. Mas também não é alheio o facto de a União Europeia contar agora com 28 países e ser necessário arranjar cargos para todos.

No artigo de hoje, Schäuble fala sobre o alargamento da União e sobre a necessidade de maior integração económica e política, defendendo que, para que tal seja possível, é preciso "estabelecer núcleos de cooperação dentro da União Europeia que permitam a formação de pequenos grupos de estados-membro", à semelhança do que foi feito no final da década de 90 durante o debate sobre a criação da moeda única, em que um núcleo de economias grandes conduziu a discussão.

O ministro alemão defende a necessidade de maior integração política na zona euro, agora que se cimentou a união monetária. "Defendemos também um parlamento da zona euro, com eurodeputados de países da zona euro, para reforçar a legitimidade democrática das decisões que afectam o bloco da moeda única", afirma.

Reconhecendo que "a maioria dos estados-membro não estão actualmente favoráveis a transferir autoridade adicional para a Europa" - e sem referir que a Alemanha se inclui nesse lote -, Schäuble diz que é preciso "continuar a avançar no projecto europeu usando os instrumentos incompletos e imperfeitos que as instituições têm hoje em dia".

* Os burocratas da UE são autênticos vampiros a sugar o dinheiro do cidadão europeu,  o novo presidente indigitado  da comissão pondera criar mais "tachos", um comissário a mais significa a presença de mais 40 "chulaços milionários" para formar  o séquito.

** Schäuble quer a Alemanha a mandar definitivamente em todo o cifrão europeu, abrindo caminho para a criação dum "Reich" económico.


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