25/06/2014

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 HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS
DA MADEIRA"

Só uma em cada 10 empresas faz acções de prevenção na área do álcool e drogas

Apenas uma em cada 10 empresas portuguesas promove acções de prevenção e tratamento dos problemas relacionados com o consumo de tabaco, álcool e drogas no local de trabalho, revela um estudo hoje divulgado.

O estudo, que analisa as políticas de prevenção e controlo do consumo de álcool e drogas no local de trabalho, conclui ainda que apenas duas em cada 10 empresas têm regulamentos sobre o consumo destas substâncias.

A investigação, que tem como base as respostas de 6.817 trabalhadores e pessoas temporariamente desempregadas ou de baixa médica (15-64 anos) recolhidas no âmbito do III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral 2012, revela que 87,6 por cento das empresas não fazem ações de prevenção ou tratamento de problemas relacionados com álcool e drogas.

A investigação, promovida pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e das Dependências (SICAD), analisou o consumo diário de tabaco, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de medicamentos no último mês e o uso de substâncias ilícitas no último ano.

O estudo, que introduz pela primeira vez a análise dos consumos na população laboral, conclui ainda que em apenas 21 por cento das empresas existem regulamentos sobre o uso de álcool ou drogas no local de trabalho.

A investigação dá ainda conta da inexistência de análises para a deteção de consumo de álcool em 90,2 por cento das empresas e de drogas ilícitas em 93,8 por cento dos locais de trabalho.
Nas empresas em que as análises são feitas, a maioria ocorre de forma irregular (em cerca de 41 por cento dos casos).

Vanda Cruz, responsável da União Geral de Trabalhadores (UGT) pela segurança e saúde no trabalho, considera que existe "um vazio legal" na realização dos testes de deteção de álcool que é preciso preencher com regulamentos que garantam sigilo aos trabalhadores.

Em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do estudo, faz a responsável adiantou que a UGT está a iniciar negociações com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) para um regulamento sobre esta matéria a incluir na contratação coletiva.

Uniformizar os níveis de alcoolemia aceitáveis para cada atividade e definir quem pode fazer os testes são algumas das questões que a UGT quer ver consagradas no regulamento, que deverá garantir sempre o direito dos trabalhadores ao sigilo e à privacidade.

O estudo, elaborado pelo Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova de Lisboa, conclui que o consumo destas substâncias é maior entre a população laboral, quando comparada com a população geral.

Revela ainda que o consumo de tabaco e de drogas ilícitas é mais frequente na faixa etária entre os 15-34 anos, enquanto o álcool e os medicamentos são sobretudo consumidos pela população entre os 35 e os 64 anos.

Em relação ao tabaco, fumam mais os desempregados homens, solteiros ou divorciados, os quadros superiores, os trabalhadores não qualificados dos setoresprimário e secundário e os agricultores, e menos os especialistas das profissões científicas e militares.

Entre as mulheres, são as trabalhadoras dos serviços e vendas e administrativas que mais fumam.
O consumo excessivo de álcool regista-se sobretudo nos trabalhadores não qualificados dos setores da agricultura, construção, indústria e serviços, mas também nos quadros superiores.

Os medicamentos são consumidos sobretudo por trabalhadoras mulheres não qualificadas dos setores da construção, indústria e serviços, com mais de 15 anos se serviço, separadas, divorciadas ou viúvas.
Relativamente às substâncias ilícitas, o consumo é mais frequente nos homens e nas mulheres jovens adultos, com ensino superior (homens) e secundário (mulheres), e ainda nos técnicos de nível intermédio e mulheres de profissões científicas.

Os homens solteiros e as mulheres separadas, divorciadas ou viúvas registam também maiores consumos.

* Já passámos a Idade Média nas relações laborais?

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Chico Buarque


Conversa de botequim



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 HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Só 10% dos professores portugueses
 se sentem valorizados 

O relatório da OCDE hoje divulgado, o TALIS 2013, revela que apesar de 94,1% dos professores portugueses do ensino básico acreditarem no seu trabalho, apenas 10,5% se sente valorizado pela sociedade. 

Quase todos os professores portugueses (94,1%) acreditam na qualidade do seu trabalho, mas apenas 10,5% se sentem valorizados pela sociedade. Este é uma dos resultados do mais recente relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o TALIS 2013 (Teaching and Learning International Survey) que inquiriu 20 professores do ensino básico de escolas diferentes, em cada um dos 30 países que fazem parte da OCDE.


O relatório hoje divulgado aponta para um sentimento geral de desvalorização profissional entre a classe docente portuguesa estando muito acima da média da OCDE que indica que 30,9% dos inquiridos acredita que a profissão docente é valorizada pela sociedade.

Apesar de se sentirem desvalorizados, os professores não têm dúvidas quanto à qualidade do trabalho que desenvolvem: 99% acredita que está a ajudar os seus alunos a valorizar a aprendizagem (contra uma média de 80,7% da OCDE), e 97,5% acredita que está a ajudar a desenvolver o pensamento crítico dos alunos (80,3% média da OCDE).

O TALIS 2013 indica ainda que as 40 horas de trabalho semanais dos professores se dividem em 21 horas de aulas, 9 de preparação de aulas e 10 de correcção de trabalhos dos alunos. Nestas três componentes Portugal está sempre acima da média da OCDE, mas é no tempo despendido a corrigir trabalhos que os professores portugueses mais se afastam da média dos 30 países, que se fixa nas 5 horas semanais para este tipo de trabalho.

Quanto à utilização do tempo de duração das aulas os professores portugueses afirmam que 25% se perde em tarefas administrativas, como a contabilização e registo de presenças, e a manter a ordem dentro da sala. Sobra 75% do tempo de aula para efectivamente leccionar, o que não representa uma realidade muito distante dos restantes países envolvidos no estudo, uma vez que a média 78,7% do tempo de aula dedicado ao ensino.

73% dos professores portugueses são mulheres
Maioritamente, os professores portugueses são mulheres, com uma média de 20 anos de experiência e com formação em educação. No entanto, a cadeira do director escolar continua a ser ocupada na maioria por homens, revela ainda o estudo da OCDE.


Segundo o TALIS 2013, 73,2% dos professores em Portugal são mulheres, acima dos 68,1% de média dos mais de 30 países envolvidos no estudo.

Os docentes portugueses são em média dois anos mais velhos que os colegas da OCDE (44,7 anos de idade média contra 42,9) e têm 19,4 anos de experiência profissional, mais do que os 16,2 de média do TALIS 2013. No entanto, apenas 82,1% dos docentes portugueses completou formação em educação atirando Portugal para abaixo da média da OCDE que regista dos 89,8%.

No que diz respeito aos directores escolares a tendência média é para uma divisão quase igualitária entre géneros na atribuição da cadeira de director, com 49,4% de directoras. Portugal fica dez pontos percentuais abaixo, nos 39,4%.

A idade média dos directores escolares em Portugal ronda os 52 anos, ligeiramente acima dos 51,5 anos médios da OCDE e com 6,6 anos de experiência profissional. Menos do que os 8,9 registados pela média da OCDE.

* Devia pensar-se nos educadores de infância e nos professores do ensino básico com maior respeito, são eles os pilares fundamentais para uma boa progressão académica dos alunos.



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COMO SE LÁ ESTIVESSE




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 HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

BPN pagou 5,2 milhões de euros 
por coleção de cópias de arte 

Negócio de coleção de arte "sem valor histórico-arqueológico" foi concluído em 2007, um ano antes de o banco ser nacionalizado. 

O Banco Português de Negócios (BPN), nacionalizado em dezembro de 2008, pagou 5,2 milhões de euros em negócio de coleção de arte "sem qualquer valor histórico-arqueológico", constituída por "cópias de má qualidade". 
 
MUITA ARTE
O negócio foi finalizado em 2007 entre a GESLUSA, do Grupo BPN/Sociedade Lusa de Negócios (SLN), e três arguidos, acusados pelo Ministério Público a 2 de junho deste ano, por burla agravada, branqueamento de capitais, falsificação, detenção de arma proibida e fraude fiscal qualificada. 

A acusação refere que Joaquim Pessoa, Manuel Castro Nunes e José Gueifão atuaram "de forma a enganar e a lesar patrimonialmente o Grupo BPN/SLN". A investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) concluiu que os arguidos "tinham consciência que as peças" vendidas à GESLUSA, "não correspondiam ao real valor das peças". 

* Ainda falta muita coisa por descobrir e muita gente fina para incriminar.

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COMO?

















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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Pessoas de diferentes áreas sociais
 apresentam em Lisboa
 "Manifesto pela Erradicação da Pobreza" 

Um grupo de pessoas que intervêm em diferentes áreas sociais e que estão em “permanente contato” com os dramas de milhares de portugueses apresentam hoje, em Lisboa, o “Manifesto pela Erradicação da Pobreza”. “A pobreza em Portugal não é uma questão genética (…) A pessoa nasceu pobre, mas pode alterar essa situação, assim a sociedade lhe permita” o acesso ao emprego, à educação, à cultura e ao conhecimento, destaca Romão Lavadinho. 

 “Este é o apelo e o protesto de quem recusa que a pobreza e a exclusão social sejam uma fatalidade para a maioria da população, e a riqueza uma bênção que apenas chega a alguns”, refere o manifesto, assinado por um grupo de pessoas, entre os quais José Pitacas (economista), Manuel Figueiredo (presidente da Voz do Operário), Deolinda Machado (CGTP) e Inês Fontinha (Associação "O Ninho"). 


O presidente da Associação de Inquilinos Lisbonense e um dos signatários do manifesto, explicou que assinou o documento por ser uma forma de “poder apresentar, perante a sociedade, propostas que possam vir a resolver os problemas das pessoas, das famílias e o problema da pobreza”. “A pobreza em Portugal não é uma questão genética (…) A pessoa nasceu pobre mas pode alterar essa situação, assim a sociedade lhe permita” o acesso ao emprego, à educação, à cultura e ao conhecimento, disse ainda Romão Lavadinho, destacando que o grupo de pessoas que assinou o manifesto “não tem a pretensão de substituir outras instituições que já atuam no terreno, mas apenas a preocupação de mostrar que a pobreza em Portugal tem vindo a aumentar”. 

Os subscritores afirmam no manifesto que, “a todo o momento”, são confrontados “com o desemprego de famílias inteiras, a fome e a miséria”, baixos ordenados e reformas, salários em atraso, o aumento das rendas de casa, as dificuldades de acesso a cuidados médicos e à “emigração forçada de filhos e outros familiares para conseguirem sobreviver”. “Há cerca de três milhões de pessoas que vivem no limiar da pobreza numa autêntica espiral de empobrecimento que se alastra a novos segmentos da população portuguesa”, sublinham no manifesto, que vai ser apresentado ao final da tarde na Associação Portuguesa de Deficientes. 


Os signatários afirmam que são “pessoas que procuram ser solidárias na vida e na prática” e, por isso, recusam “ficar parados e acomodados perante o afundamento” do país. É o “apelo de quem acredita que é necessário e possível um novo rumo para o país, no respeito pela Constituição da República Portuguesa, onde as prioridades sejam o pão e os direitos de quem trabalha, a produção e a justa distribuição da riqueza, o direito ao trabalho, ao salário, à educação, à saúde e à segurança social públicas, universais e solidárias, e que são parte integrante e inalienável dos direitos humanos e do progresso social”.

* Só com este tipo de acções é possível falar em humanização para os que mais sofrem.


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