10/06/2014

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Jardim bate recorde de 
longevidade política de Salazar

O presidente do Governo da Madeira, que se tornou hoje o político português há mais tempo no poder desde 1910, ultrapassando Oliveira Salazar, admitiu ter cometido "erros", insistindo não se arrepender de ter feito dívida para desenvolver a região.

"Obviamente que não fazia tudo igual. Todos cometemos erros", declarou o líder insular, mas sublinhou que "de fundo, nas opções principais fazia tudo igual", disse Alberto João Jardim aos jornalistas à margem da cerimónia de homenagem às comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo, na marginal do Funchal. 


Mas o líder insular, fundador do PSD-Madeira, sublinhou que "de fundo, nas opções principais fazia tudo igual", dando como exemplos os casos do "desenvolvimento da Madeira, opções pelos sectores sociais dado o estado lastimoso em que isto se encontrava, e a dívida pública para aproveitar os fundos europeus".

Jardim adiantou que "em questões de pormenor podia ter deixado de fazer isto ou aquilo, não ter escolhido esta ou aquela pessoa".

Quando questionado sobre se estava disponível para continuar e atingir os 40 anos de governação declarou: "Fechou-se um ciclo de governo", assegurando sentir-se "feliz" pela meta que atingiu.
Jardim referiu também que existiram nestes anos acontecimentos que o "marcaram duramente", mencionando "a resistência da República Portuguesa à evolução da autonomia, o incorreto funcionamento da justiça na Região Autónoma da Madeira e a má vontade de certos setores da comunicação social"

"Paga-se neste país um preço muito duro se formos oposição ao regime, se combatermos o poder antidemocrático de certas corporações e se se denunciar a oligarquia das sociedades secretas que se vão apossando, a pouco e pouco, dos portugueses", realçou.

Jardim é agora o português com maior longevidade no poder desde 1910, com 36 anos e 85 dias de governação, mais um dia que Oliveira Salazar, completando 13.310 dias desde que assumiu a presidência do Governo Regional, a 17 de março de 1978. 

O líder madeirense torna-se, assim, no político português há mais tempo em funções desde a instauração do regime republicano em Portugal, uma longevidade que assenta na sua nomeação como presidente do Governo Regional, sempre na sequência dos resultados de eleições para a Assembleia Legislativa, tendo vencido, desde 1976, dez eleições regionais consecutivas.

Mas para Jardim, a data de hoje não lhe diz "nada de especial", embora reconheça que tem de "agradecer à população" a confiança que nele depositou.

"Enquanto o dr. Salazar estava numa posição ditatorial, eu estive sempre eleito pelo povo. Estou mais legitimado que o dr. Salazar", disse Alberto João Jardim à agência Lusa.

Fundador do Estado Novo, António de Oliveira Salazar presidiu ao Governo de Portugal durante 36 anos e 84 dias, entre 05 de julho de 1932 e 27 de setembro de 1968.

Quando questionado como vê a forma como o país olha para a sua atividade política, Jardim responde ao seu jeito: "Portugal, dê atenção, ou não dê atenção, eu tenho é de resolver os problemas da Madeira".

* Poucas são as diferenças...


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 ATÉ PARECE MAGIA



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HOJE NO
"RECORD"

Mário Figueiredo: 
«Candidatos têm de preencher 
todos os órgãos»

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Mário Figueiredo, disse esta terça-feira que os motivos evocados pela Mesa da Assembleia-Geral (AG) da Liga para recusar as candidaturas de Rui Alves e Fernando Seara foram claros. 

"Acho que foi transmitido de forma clara que há obrigatoriedade dos candidatos à Liga de preencherem todos os órgãos que são sujeitos a sufrágio na eleição. Não podem ficar órgãos vacantes", sublinhou o único candidato às eleições na LPFP. Na segunda-feira à noite, o presidente da Mesa da AG, Carlos Pereira, decidiu apenas admitir às eleições de quarta-feira a lista D, encabeçada por Mário Figueiredo, e rejeitar as restantes.

Em relação à candidatura de Rui Alves, a mesa da AG entendeu que era inelegível, porque estava registado como presidente do Nacional à data do termo de apresentação da candidatura e por não apresentar lista à Comissão Disciplinar nem à Comissão Arbitral. Já em relação a Fernando Seara, o presidente da AG recusou a candidatura por não apresentar qualquer lista para a Comissão Arbitral, algo que hoje Mário Figueiredo não deixou de sublinhar.

"Houve um trabalho de preparação que foi feito e a minha lista estava completa e estava toda direita. As outras duas listas, uma delas não apresentava elementos para dois órgãos, comissão arbitral e comissão disciplinar, e a outra não apresentava para a comissão arbitral", referiu.

Mário Figueiredo justificou ainda que os clubes têm de "se sujeitar ao tribunal arbitral da Liga, não podem socorrer-se dos tribunais comuns para dirimir conflitos entre eles, e portanto é essencial para quem concorre à Liga que tenha que concorrer a todos os cargos". 

* Fernando Seara a saltitar de desaire em desaire, nem o Relvas lhe vale.


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27.Quem avisa

seu amigo é!













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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Portugal admite prescindir do
 último cheque da troika

A ministra das Finanças admitiu, esta terça-feira, em Bruxelas, que o Governo "pode ponderar a hipótese" de prescindir da última tranche dos empréstimos concedidos no quadro do programa de assistência financeira, mas reiterou que não há ainda decisões tomadas. 
 
Em declarações à imprensa portuguesa, à margem de um "Fórum Económico" na capital belga, Maria Luís Albuquerque, questionada sobre se Portugal pode passar sem o último "cheque" da troika - em suspenso até à adoção de medidas alternativas àquelas chumbadas pelo Tribunal Constitucional -, admitiu que sim e que é uma possibilidade que pode ser ponderada pelo Governo.

"Poder, pode... Podemos ponderar essa hipótese, mas não há decisões ainda, ainda estamos a ponderar o que fazer", disse, apontando por diversas vezes que o Governo desconhece ainda "a dimensão do problema" que tem para resolver.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu que o Governo não tenciona reabrir o programa de assistência económica e financeira, que ficou concluído a 17 de maio, apontado que aquilo que está em causa é apenas o pagamento da última tranche de empréstimos que deveriam ter sido canalizados para Portugal na sequência da 12.ª avaliação, tendo Maria Luís Albuquerque especificado hoje que em causa estão "pouco mais de 2 mil milhões de euros".

A ministra das Finanças insistiu que não existem negociações concretas em curso com a troika sobre medidas alternativas, pois, insistiu, o Governo desconhece ainda a dimensão das consequências dos chumbos do Tribunal.

"Nós não estamos a negociar nada. Nós estamos a ponderar o que é que pode ser feito em termos de programa. Mas, como já foi dito, nós ainda não conhecemos a dimensão do problema para podermos encontrar uma solução. Portanto, nesse sentido, não podemos negociar solução nenhuma", disse, reforçando que "não há nenhuma solução em cima da mesa".

A ministra sublinhou que, independentemente do programa de assistência financeira, há outros compromissos que o país deve respeitar, pelo que terá sempre de encontrar medidas compensatórias.
"Os nossos compromissos em termos de metas não são só no âmbito do programa, são também no âmbito do tratado orçamental", que é "independente do programa", realçou.

* Afinal o veto do Tribunal Constitucional revela que podemos prescindir da última tranche do empréstimo, estamos ricos. Viva o desgoverno.

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 Carro de rali vs carro F1


Festival Top Gear Barbados


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HOJE NO
"OBSERVADOR"

Costa não consegue forçar congresso, para já

O braço de ferro no PS está preso pelas federações distritais. Mas até sábado, dia da reunião da comissão nacional onde o congresso vai ser discutido, Costa não conseguirá ter a maioria necessária.

O braço de ferro entre António Costa e António José Seguro continua este fim de semana, em Ermesinde, quando o partido discutir na comissão nacional a proposta do autarca de Lisboa para realizar um congresso extraordinário e eleições diretas no partido. Mas a batalha final ainda não vai ficar resolvida desta vez. Até sábado, Costa não vai conseguir reunir os apoios necessários para fazer aprovar a proposta na comissão nacional, nem por via das federações distritais.
Para já, António José Seguro deverá conseguir que a maioria dos comissários – membros da comissão nacional do partido – chumbe a proposta de António Costa para a realização de congresso extraordinário precedido de eleições diretas para a escolha de novo secretário-geral. Mas o autarca de Lisboa ainda não desistiu da última via para impor a intenção de disputar rapidamente a liderança do partido: já tem o apoio de cinco federações distritais e ainda há várias federações com reuniões marcadas nas próximas semanas. Para que seja marcado um congresso extraordinário, é preciso uma dupla maioria: metade das federações que representem metade dos militantes.

E esta tarefa não está fácil: para já, os apoiantes de Costa já fizeram aprovar resoluções a favor do congresso extraordinário em cinco federações distritais: Algarve, Évora, Portalegre, Castelo Branco e Vila Real. Em Viseu, a proposta não passou e na federação distrital do Porto a proposta nem chegou a votação. Na Madeira, idem. A distrital do Porto era importante para as contas de António Costa uma vez que é a maior federação do país (cerca de 20 mil apoiantes) o que lhe daria margem para conseguir federações mais pequenas, mesmo que só conseguisse as onze necessárias. Ainda esta semana, reúne-se a comissão política da federação de Setúbal.

Falta, assim, que 13 federações tomem posição. Só no final é possível fazer as contas e avaliar se as conseguidas por Costa representam ou não mais de metade dos militantes.

Mas mesmo que Costa consiga fazer passar a possibilidade de congresso, este pode ser marcado para depois das primárias, isto porque a data dos conclaves é marcada pela comissão nacional, onde Costa não tem maioria. Ou seja, dificilmente o PS irá ter eleições diretas e congresso extraordinário antes de 28 de Setembro (data das eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro) e pode mesmo acontecer que nem se realize. Caso Seguro vença as primárias, pode optar por não marcar nenhum congresso extraordinário.

Guerra de estatutos dura há duas semanas  
Apesar de o negarem, António José Seguro e António Costa estão envolvidos numa guerra de estatutos para fazerem vincar posições. 
Tudo começou com a disponibilidade do autarca de Lisboa para liderar o partido na sequência da vitória com uma diferença de 4 pontos percentuais em relação à aliança PSD-CDS nas eleições europeias. Depois disso, Seguro disse “registar” a posição de Costa e na comissão nacional – que já estava marcada para discutir o resultado das eleições – fez passar uma proposta para eleições primárias para a escolha do candidato a primeiro-ministro, recusando demitir-se e abrir a possibilidade de eleições diretas no PS. Já António Costa conseguiu reunir as assinaturas necessárias para forçar a realização de uma comissão nacional em que se debatesse a possibilidade do congresso extraordinário e ficou marcada para este sábado, em Ermesinde.

Depois da comissão nacional, a comissão política do partido, a direção alargada do PS, aprovou por larga maioria a proposta de Seguro. Costa até votou a favor, mas assinou uma declaração de voto onde defendia que estas deveriam realizar-se mais cedo.

A comissão nacional de sábado vai ainda discutir a proposta de António José Seguro de realização de congressos nas federações distritais antes das eleições primárias.

* Já aqui o dissemos, António Costa é um discípulo fiel de Socrates, mas é sem dúvida mais honesto. Seguro, depois da surpresa do ataque perdeu a oportunidade de ir a Congresso medir forças e ganhar. Continua a ser perseguido pela comunicação social e "comentaristas", dentro do partido já se revelaram deslealdades oportunistas que apoiam Costa, é o costume.

** Iniciamos hoje o "OLHO DA PEIDA" com um novíssimo jornal digital cheio de "pesos pesados" da cominicação, é o OBSERVADOR a quem desejamos muito sucesso.


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