06/11/2013

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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Falso consultor da ONU acusado de
. contrafação de obra protegida

O Ministério Público acusou Artur Batista da Silva, que se apresentava como consultor da Organização das Nações Unidas, do crime de contrafação de obra protegida, indicou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa. 
ONDE ARTUR SE INSPIROU
De acordo com a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), ficou "suficientemente indiciado" que o arguido entregou cópias de um trabalho da sua autoria enquanto professor catedrático de economia social, da Universidade de Milton Wisconsin e Universidade de Lisboa, assim como colaborador das Nações Unidas, referindo que o estudo tinha sido premiado pela UNESCO, o que não correspondia à verdade.

A PGDL adianta que o trabalho é uma "cópia/imitação de uma obra" de Martin Ravallion, do Banco Mundial, e que o arguido copiou-a da Internet com a intenção de a apresentar como sendo de sua autoria.

Em janeiro, a Procuradoria-Geral da República remeteu para o DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) de Lisboa a decisão de abrir inquérito a Artur Batista da Silva.

ONDE ARTUR SE INSPIROU
Artur Baptista da Silva apresentava-se como consultor da ONU e coordenador de um suposto Observatório Económico e Social criado no âmbito do PNUD (Programa Das Nações Unidas para o Desenvolvimento), perante várias associações, entre as quais a Academia do Bacalhau e o International Club of Portugal.

O pretenso especialista, que afirmava também ser professor de uma universidade norte-americana que já não existe, enviou um "esclarecimento" à agência Lusa, garantindo que é apenas "colaborador voluntário" da ONU.

* Expliquem-nos  se esta aldrabice é mais perigosa que as aldrabices de José Socrates e Miguel Relvas. Porque  não são também  julgados???

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EDUARDO CINTRA TORRES

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Samsung, Longines, 
BIG, C&A, 
Rádio Popular 

Por vezes, os slogans e outras frases publicitárias parecem aquelas lições de moral e filosofia barata com que nos enchem o mural do Facebook às sextas-feiras. Não sei porque é mais às sextas-feiras, mas é. São frases banais atribuídas falsamente a Einstein ou qualquer outro nome conhecido com celebridade legitimada por serem medianamente conhecidos como génios.
São frases que dizem as maiores banalidades sobre o amor, as relações humanas e de poder, a inteligência e as qualidades essenciais do comportamento e do modo de vida, mas que, coladas a uma foto de um génio, parecem verdadeiras.

Sem nada mais para dizer, e parecendo que a roda já não se pode inventar (ai não, que não pode!), os publicitários agarram-se a frases do género moralista do Facebook. Transmitem-nos modos e estilos de vida sem qualquer relação com o produto ou o serviço vendido. São tantas... que pena eu não ter guardado as maiores pérolas da banalidade estratosférica da publicidade! Agora só me aparecem exemplos medianos, como o slogan em inglês "Design your life", traduzido pelos publicitários da Samsung para "Projecte a sua vida". É coisa de um Epicuro da Avenida Madison ou coisa do género. Os relógios Longines ensinam-nos, também em inglês traduzido para a margem do reclame: "A elegância é uma atitude." Será inspirado em Oscar Facebook Wilde?

O Banco BIG aproxima-se mais das frases com gatinhos: "Quando temos alguém do nosso lado a vida fica sempre melhor". Se o leitor esperaria a frase ilustrada com um pôr-do-sol de praia, facebookiano... acertou! A fotografia mostra um filho mimando o pai na cara, em contraluz... Comovi-me.

Perante tanta sabedoria à Paulo Coelho, dá gosto ver um anúncio como o da Prada, mostrando apenas, em grande plano um par de sapatos masculinos — e mais nada. Só os sapatos negros a brilhar de tão engraxados e a palavra de cinco letras, Prada. Há publicitários (e anunciantes) que acreditam no poder da imagem, nas imagens que transmitem afirmativamente a mensagem que querem transmitir, sem necessitarem de frases bacocas destinadas a chamar os leitores para dentro do anúncio... por falta de coragem em aceitar que a foto é suficientemente forte para transmitir a mensagem.

No nosso mundo tão cheio de palavras, bem poderiam prescindir de banalidades e optar antes por escolher a melhor imagem possível. Ou então fazer como a C&A, que anuncia um grande desconto gritando em letras vermelhas "Fora o IVA!" e gritando ainda mais alto em letras ainda garrafais "-23%".

Melhor ainda, a Rádio Popular entrou em registo de "desbunda". O anúncio desta cadeia de lojas de electrodomésticos chama a si a popularidade de protestos do último ano e do seu slogan "Que se lixe a troika!" para avançar com a palavra-de-ordem "Que se lixe o IVA!". A mensagem é devidamente transportada num cartaz nas mãos de um jovem "manifestante" de boca aberta, como se estivesse a gritar o slogan. Não se fica por aqui o anúncio. Tem um desenlace, depois de explicado o desconto "igual ao IVA": "E se a Troika quiser ficar chateada, que se lixe!"

São anúncios que recorrem à linguagem política das ruas com pontos de exclamação, adaptando-se aos tempos que correm, mas transformando o protesto em convite ao consumo. Em qualquer caso, cumprem a missão sem recorrer a paulo-coelhadas de pacotilha, pseudo-sofisticadas, antes usando uma linguagem vernácula, popular, que dá qualidade a anúncios despretenciosos.

IN "JORNAL DE NEGÓCIOS"
30/10/13

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CAGÓMETRO


Proposta do Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, para instalação em todos os serviços, a fim de que os dirigentes possam controlar o tempo perdido pelos funcionários nas idas à casa de banho e o volume das descargas do autoclismo, contribuindo para a racionalidade dos gastos e o aumento da produtividade da Função Pública:




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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

António Barreto defende que reforma 
do Estado não se faz sem 
"revisão profunda da Constituição"

O sociólogo António Barreto defendeu hoje que a reforma do Estado obriga a uma "revisão profunda da Constituição", o que não deverá ser possível nas atuais condições de "excepcional crispação" e "degradação" das relações entre dirigentes partidários.
"A revisão profunda da Constituição é parte central da reforma. Não é possível imaginar que a reforma do Estado possa dispensar a revisão da Constituição", afirmou António Barreto.

O sociólogo foi o professor convidado para dar uma 'aula' sobre a reforma do Estado na abertura do ano académico do Instituto de Defesa Nacional.

"A relação entre Estado central e autarquias, a concepção da administração pública, o conceito de funcionário público, o desenho dos grandes serviços públicos de educação, saúde e segurança social, a organização da justiça e os direitos e deveres das instituições são aspectos essências da reforma do Estado, mas a sua definição actual, que importa ver, rever e alterar, reside na Constituição", sustentou.

O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos defendeu que "em tempos de crise financeira não é aconselhável esperar demasiado de um esforço de reforma do Estado".

"Reformar um Estado sob ameaça de bancarrota e sob pressão dos credores internacionais é tão arriscado e tão perigoso quanto criar ou reformar um estado à custa de dívida e benesses demagógicas", afirmou.

"São necessários meios que faltam, é precisa tranquilidade política, inexistente, é indispensável a independência, ausente, é imprescindível a sinceridade política em falha absoluta", argumentou.

Segundo António Barreto, "nas atuais condições de excepcional crispação, de degradação das relações políticas e pessoais entre dirigentes partidários, nada parece favorecer a preparação dos consensos alargados necessários".

"Reformar em profundidade não parece possível actualmente. Preparar, estudar, debater, negociar, sim", considerou.

Para o sociólogo, a criação de grupos de reflexão para a reforma do Estado e a revisão da Constituição, a partir, por exemplo, da Assembleia da República, estará dependente de que uma figura como o Presidente da República, a presidente do parlamento, ou o primeiro-ministro digam que "vale a pena, que não é inútil".

"É a única maneira de evitar que a revisão da Constituição e a reforma do Estado se transformem em armadilhas, que é o que está a acontecer", disse.

Do conteúdo da revisão da Constituição que defende, António Barreto apontou para uma reforma da lei eleitoral, que crie círculos uninominais e possibilite candidaturas independentes à Assembleia da República.

Barreto defendeu também uma "nova organização administrativa e territorial do Estado, com a consequente revisão profunda dos sistemas de subsidiariedade da administração pública".

De acordo com o sociólogo, "a reforma do Estado é obra de uma geração, deveria ser gradual, reflectida e comum a uma parte importante das forças políticas, sociais e culturais" e "não deveria ser arma de arremesso, nem emboscada".

"Tudo milita actualmente para que essa ordem não seja cumprida, a começar pela pressa de uns, e a acabar na recusa de outros", considerou.

"Se ao menos os titulares dos órgãos de soberania soubessem reflectir e preparar o futuro a longo prazo. Se ao menos os dirigentes políticos quisessem levar a cabo tal empreendimento sem pensar apenas no orgulho narcisista. Se ao menos os partidos políticos fossem capazes de fazer tantos sacrifícios quantos os que exigem a este nosso pobre povo", defendeu.

* Somos um pequeno país com inúmeros caciques.

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MISTÉRIOS FANTÁSTICOS

1.A PIRÂMIDE PERDIDA






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HOJE NO
"DESTAK"

Portugal vê Angola como 
"extensão do território" e exerce
. "interferência constante" 

Portugal vê Angola como "uma extensão do território", sobre a qual exerce uma "interferência constante", o que explica "a tensão" entre os dois países", observa o analista político angolano Belarmino Van-Dúnem. 


Em declarações à Lusa, a propósito do clima entre Portugal e Angola, Belarmino Van-Dúnem, colunista do Jornal de Angola, responsabiliza o "paradigma" político e institucional seguido por Portugal, nomeadamente pelo que o chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, designou de "cúpula" no discurso perante o Parlamento, a 15 de outubro, quando anunciou a suspensão da parceria estratégica. 

"Embora oficialmente haja um discurso de aproximação, de reconhecimento da necessidade de mudança desse paradigma das relações entre os dois países, não há um trabalho interno, de comunicação, de informação por parte de Portugal, no sentido de mudar", observa Van-Dúnem, que se mostra hoje mais contundente na análise do que imediatamente a seguir ao discurso do Presidente angolano.

* O lacaio  Van-Dúnem não podia expressar outra opinião, felizmente no pós-25 Abril não houve nunca tentativa de práctica neo colonial por parte das autoridades portuguesas. O que os angolanos desejam é que a magistratura judicial no nosso país dependa do governo como no país deles, aqui, funcionando mal ou bem é um orgão de soberania.

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Leonard Cohen


Take This Waltz





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