06/11/2013

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HOJE NO
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Dois terços das famílias têm 
computador em casa e 62% tem
 Internet por banda larga

Mais de dois terços (67%) das famílias em Portugal têm acesso a computador em casa e 62% possuem Internet por banda larga, segundo um inquérito hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

De acordo com as conclusões do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) pelas Famílias, 64% utilizam computador, 62,3% acedem à Internet e 15% efetuam encomendas ‘on line’. 


Números que, segundo o INE, revelam a manutenção da “tendência crescente no acesso das famílias a computador e Internet”, embora a um “ritmo decrescente”. 

Quanto à ligação através de banda larga para o acesso à Internet, é indicada em 2013 por 61,6% das famílias, “consubstanciando a tendência de aproximação entre as trajetórias observadas nos dois últimos anos para os acessos à Internet em geral e banda larga em particular”. 

Numa perspetiva regional, o INE destaca a região de Lisboa, em que 74,8%, 72,6% e 72,3% das famílias residentes referem, respetivamente, o acesso a computador, à Internet e a ligação à Internet por banda larga.
Já a região do Alentejo é aquela em que se verificam as proporções de acesso mais reduzidas, com valores próximos de 50%. 

De notar que a existência de crianças e de um terceiro adulto na família está associada à existência de acesso às TIC em casa. 

Do inquérito do INE resulta ainda que, das famílias que têm acesso à Internet em casa, 98,8% fazem-no através de banda larga, sendo a ligação por cabo a mais referida (43,8%). 

Dos restantes tipos de ligação por banda larga evidenciam-se as ligações por rede móvel de banda larga, seja através de ‘pen’ com ligação USB (30,2%) ou através de telemóvel ou ‘smartphone’ (28,8%), e a ligação com base na transmissão digital de dados por rede telefónica (DSL), com 27,0%. 

Quanto ao comércio eletrónico, é utilizado por 14,8% das pessoas entre os 16 e os 74 anos (mais 5,1 p.p. face a 2009) e é mais frequente dos 25 aos 34 anos. 

A utilização do computador, bem como da Internet, é mais frequente entre os jovens (dos 16 aos 24 anos), diminuindo à medida que a idade aumenta, e, particularmente, a partir dos 45 anos, “em que a proporção de utilizadores de computador e Internet regista proporções inferiores à média nacional”. 

De registar também que são mais os homens do que as mulheres a utilizar o computador e a Internet: 68,1% dos homens utilizam computador e 66,3% acedem à Internet, enquanto que apenas 60,2% das mulheres utilizam computador e 58,2% utilizam Internet. 

No que respeita ao comércio eletrónico, a diferença entre homens e mulheres é menor (cerca de 3 p.p.): 16,1% dos homens e 13,5% das mulheres efetuam encomendas pela Internet. 

A quase totalidade dos estudantes (cerca de 99%) utilizam computador e Internet, sendo também estes os que mais utilizam a Internet para efetuar encomendas (21,9%). 

Entre os utilizadores de computador e de Internet, 93,1% e 91,1%, respetivamente, fazem-no em casa e a maioria (78,2% e 76,6%) refere fazê-lo “todos ou quase todos os dias”. 

Cerca de 38% de utilizadores indicam fazer uma utilização da Internet através de equipamentos portáteis fora de casa e do local habitual de trabalho, sendo que 31,0% de utilizadores usam computador portátil e 26,2% telemóvel ou ‘smartphone’. 

No universo das pessoas que utilizaram Internet no primeiro trimestre deste ano ou em 2012, 58% contactaram com organismos da administração pública através de ‘website’, o que representa 38% do total de pessoas entre os 16 e os 74 anos. 

* E estamos num país financeiramente tóxico/dependente.

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AQUÁTICOS



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HOJE NO

" A BOLA"


Aprilia de regresso em 2016
 

A Aprilia, marca itaiana campeã do mundo de construtores em Superbikes, vai regressar ao Moto GP em 2016, 12 anos depois de ter deixado a categoria rainha do mundial de motociclismo.

«A Aprilia regressará ao Moto GP em 2016, para ganhar, como fazemos nas Superbikes», afirmou Roberto Colaninno, presidente do grupo Piaggio, em conferência de imprensa.

A Aprilia participou no Moto GP de 2002 a 2004. No último ano teve quatro pilotos mas apenas o britânico Jeremy McWilliams participou em todas as corridas.

 * Tem feito falta

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3-BOAS AMIZADES


















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HOJE NO
"PÚBLICO"

Juízes dizem ser "manifesta" 
a intenção de ex-secretário de 
Estado favorecer primo

Magistrados da Relação acham "incompreensível" restrição do concurso a licenciados em História de Arte

Os juízes do Tribunal da Relação de Coimbra que decidiram levar a julgamento o ex-secretário de Estado Paulo Júlio pelo crime de prevaricação consideram que a conjugação de todos os indícios existentes no processo torna "manifesta" a intenção do então presidente da Câmara de Penela em favorecer um primo num concurso para chefe de divisão da autarquia.

"Se é certo que cada um dos pontos indicados por si só poderiam não ser suficientes para aquilatar da intenção do arguido ao abrir o concurso em causa, a conjugação de todos eles é por demais manifesta quanto àquela intenção: beneficiar o concorrente M.D.", lê-se no acórdão a que o PÚBLICO teve acesso.

QUANTO MAIS PRIMO....
 Os juízes desvalorizam o facto de o Ministério Público ter descoberto que o candidato vencedor era primo de Paulo Júlio apenas pelo testemunho do próprio parente, uma situação realçada pela juíza de instrução, que optou por não pronunciar o antigo autarca. "Quanto a nós, entendemos que, independentemente da forma como veio a ser apurada a relação de parentesco, o que é certo é que de facto existe essa relação de parentesco e ambos tinham consciência disso", afirmam os magistrados. E acrescentam: "O depoente, enquanto técnico superior da Cultura, despachava directamente com o arguido. Ora não só havia relação de parentesco, que poderia ser inócua, mas, mais importante, havia relação de confiança e conhecimento directo".

Ao contrário da juíza de instrução, os juízes da Relação estranham a restrição do concurso para chefe de divisão de Cultura, Turismo, Desporto e Juventude apenas a pessoas licenciadas em História da Arte. Os magistrados lembram os depoimentos de várias testemunhas de defesa que acabaram por admitir que cursos como História, Arqueologia, Geologia e Geografia seriam igualmente pertinentes face ao objectivo traçado pelo município. "É no mínimo incompreensível, como aliás se refere no relatório da Inspecção-Geral da Administração Local, a restrição imposta", escrevem os juízes. E questionam: "Se era assim tão fundamental, por que motivo do júri do concurso não fez parte qualquer elemento formado em História de Arte?". 

Estranham ainda que, na entrevista pública, os candidatos não tenham sido questionados sobre esta área.
Sobre a escolha de um antigo professor do candidato vencedor para membro do júri, feita por Paulo Júlio, que presidia ao colectivo, os juízes notam: "Ora, o prof. Lúcio Cunha, que nem sequer tinha formação em História de Arte, foi professor do funcionário M.D., que com este também mantinha contactos profissionais regulares, por ser coordenador científico de instituto da Câmara de Penela. Trabalhava em colaboração com o município de Penela e foi M.D. quem fez a aproximação entre o prof. Lúcio e a Câmara de Penela".

O facto de o júri ter acabado por admitir um candidato licenciado em História é considerado suspeito pelos juízes. "Se calhar, a necessidade, à ultima da hora, de fazer crer na transparência do concurso foi a de admitir a licenciatura em História - que se sabia ser inócua -, mas que importava que fosse aceite para dar "mais credibilidade". Aumentando o número de candidatos admitidos. Não vemos outra justificação plausível e que se coadune com a posição sempre assumida pelo arguido de que só a licenciatura em História de Arte é que preenchia os requisitos que se tinham proposto para o cargo", rematam os juízes.

Em 2011, Paulo Júlio saiu da autarquia para ocupar o lugar de secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, tendo-se demitido em Janeiro, na sequência desta acusação.

* Muito trabalho terão os senhores juízes se se dedicarem com minúcia  à investigação dos compadrios autárquicos. Este governo já não tem pano, apenas nódoas.

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 UM DENTE E
COCA COLA



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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Taxa de desemprego deverá voltar
 a subir no terceiro trimestre

Rui Bernardes Serra, economista chefe do Montepio, e Paula Gonçalves Carvalho, do departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI apontam para uma subida da taxa de desemprego para 16,7% e 16,9%, respectivamente.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga quinta-feira os dados do desemprego referentes ao terceiro trimestre e a confirmarem-se as estimativas dos dois bancos, o desemprego voltará a subir depois de, entre o primeiro e segundo trimestre de 2013, ter descido de 17,7% para 16,4%, naquela que foi a primeira descida trimestral desde o segundo trimestre de 2011.


"As nossas estimativas apontam para um aumento da taxa de desemprego de 16,4% para 16,7%", sublinha Rui Serra.

Segundo este economista, as estimativas mensais do Eurostat apontam para um valor médio no terceiro trimestre de 16,4%, no entanto, para explicar a diferença entre estes 16,4% e os 16,7% da previsão do Montepio, o economista aponta a possibilidade de no terceiro trimestre de 2013 ter-se verificado uma correcção estatística após a forte descida da taxa de desemprego no segundo trimestre 2013 (de 17,7% para 16,4%).

Rui Serra salienta "que estas previsões ainda estão envoltas de uma incerteza adicional: a relacionada com o verdadeiro valor da taxa de desemprego, já que todas as medidas estatísticas são baseadas em inquéritos e têm erros de amostragem, não se afastando o cenário de este valor do segundo trimestre de 2013 poder estar subestimado".

Na realidade, explica o economista, "a descida da taxa de desemprego no segundo trimestre de 2013 não parece ser justificável pelo desempenho da economia, mas nos trimestres anteriores a taxa de desemprego também tinha subido bem mais intensamente do que era sugerido pelas descidas do PIB (mesmo atendendo às sucessivas contracções registadas desde 2011)".

"Depois de um período muito marcado por factores de ordem sazonal, alguns indicadores apontam para a possibilidade de aumento da taxa de desemprego no terceiro trimestre", explica Paula Carvalho do BPI.

A economista sublinha mesmo que "o fluxo de novos desempregados inscritos nos Centros de Emprego aumentou significativamente face ao período homólogo" e que "o relatório do mercado de trabalho no terceiro trimestre é tipicamente influenciado pela colocação de professores e pela entrada no mercado de trabalho de estudantes em fim do seu trajecto escolar".

Em contrapartida, prossegue a economista, "a população activa deverá continuar a encolher, quer por motivos de avaliação negativa das condições no mercado de trabalho (desencorajados) quer por factores associados à emigração".

Ou seja, "tudo conjugado, antecipamos um aumento da taxa de desemprego face ao segundo trimestre, para 16,9%", diz Paula Carvalho. 

Em relação à estimativa para o conjunto do ano, a economista do BPI aponta para uma taxa média "na ordem dos 17%, devendo manter-se sensivelmente inalterada em 2014". Estas previsões, explica a economista, "serão actualizadas após os dados do terceiro trimestre de 2013, incorporando-se não só o valor desse trimestre, como também ficando-se com uma melhor percepção relativamente à sustentabilidade da redução verificada no segundo trimestre".

Já para Rui Serra, a estimativa para o conjunto do ano é de uma taxa de desemprego "de 17,4%, com possibilidade de revisão em baixa".

As mais recentes previsões do Governo, incluídas na proposta de Orçamento do Estado para 2014, apontam para que a taxa de desemprego atinja os 17,4% em 2013 e 17,7% no próximo ano.


* A taxa real de desemprego, toda a gente sabe, está acima de 20%, o resto é engenharia algorítmica.


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