20/11/2012

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HOJE NO
"A BOLA"
 
SEF detém seis pessoas em rede 
de casamentos de conveniência
 

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras desmantelou esta terça-feira uma rede criminosa que operava nos casamentos de conveniência, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos. Foram detidas seis pessoas.
A operação «Xeque ao Rey», feita em simultâneo em França e no Reino Unido, na primeira vez que isto acontece, e foi o culminar de sete meses de investigação.

Foram feitas seis buscas ao domicílio, três buscas e apreensão de veículos e uma busca a um estabelecimento comercial. Foram também apreendidos 1,5 quilos de haxixe, documentos, computadores e telemóveis.

Na operação global foram detidas mais 17 pessoas e serão agora presentes a Tribunal nas próximas 48 horas.

* Os elementos das  redes de imigração ilegal são dos criminosos mais vis que existem, no mesmo patamar dos violadores e traficantes de droga. Tratam os "esperançados" imigrantes como se fossem meros objectos pelos quais ganham à peça, uns trastes.

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ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA
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TROVAS DO VENTO QUE PASSA




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HOJE NO
"PÚBLICO"

FMI: 
Retoma arrisca ser demasiado lenta para baixar desemprego e travar emigração 

Portugal não pode abrandar nas reformas estruturais da economia e terá de manter este esforço além do horizonte do programa da troika. O FMI diz que há o risco de o crescimento recuperar de forma demasiado lenta para conseguir baixar o elevado desemprego. A consequência será a emigração de uma geração jovem e qualificada. Um fenómeno que, avisa, poderá ser difícil de reverter.
Estes alertas foram hoje deixados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nas conclusões da missão a Portugal, feita ao abrigo do Artigo IV – um processo de consultas periódicas aos Estados-membros do fundo.

A instituição liderada por Christine Lagarde começa por destacar que “os esforços de reformas estruturais têm de ser sustentados além do horizonte do programa [de ajustamento]”. O FMI avisa que a eficácia do programa na remoção dos obstáculos ao crescimento tem de ser monitorizada de perto e que a agenda de reformas estruturais poderá ter de ser modificada, em resposta ao desempenho dos indicadores económicos. Contudo, há vários riscos no horizonte.

“Um risco de médio prazo é que o crescimento recuperar demasiado lentamente para ter um impacto significativo no elevado desemprego, desencadeando a emigração de trabalhadores jovens e qualificados, que poderá ser difícil reverter”, avisa o FMI.

Este alerta tinha também já sido deixado recentemente pelo Banco de Portugal no seu último boletim sobre a economia portuguesa.

O FMI deixa ainda outro aviso: no longo prazo, Portugal tem de fazer mais progressos para tentar contornar obstáculos mais enraizados ao crescimento, nomeadamente os baixos níveis educacionais da população relativamente aos seus principais parceiros comerciais e concorrentes.

“Perante este cenário, e sobretudo se a economia recuperar no prazo previsto, Portugal precisa, desta vez, de resistir à complacência prematura para com as reformas que colocou a economia em apuros”, conclui o fundo.

Perspectivas de curto prazo são “incertas”

À semelhança do que acontece nos relatórios sobre a avaliação do programa de ajustamento, o FMI volta a fazer uma análise positiva sobre os esforços do Governo, dizendo que as autoridades nacionais fizeram “um esforço de política impressionante para reverter os desequilíbrios acumulados e travar a crise”.

Reiterando os progressos feitos por Portugal na redução do défice orçamental e, nomeadamente, do défice externo, a instituição liderada por Christine Lagarde admite, contudo, que as perspectivas de curto prazo são “incertas” e que há “desafios consideráveis” à economia no médio prazo.

O FMI reconhece que a consolidação orçamental irá gerar “ventos contrários ao crescimento”, mas diz que o ajustamento tem de continuar, bem como as reformas para aumentar a competitividade no sector dos bens transaccionáveis e reduzir as rendas excessivas no sector dos não transaccionáveis. Aqui, admite o fundo, poderão ser precisas “reformas estruturais politicamente difíceis”.

“Ultrapassar estes desafios irá continuar a testar aquele que, até agora, tem sido um consenso social e político marcadamente robusto”, afirma.
O FMI considera também que o sucesso do programa depende da capacidade das autoridades europeias prosseguiram com a reforma da união económica e monetária e pede nomeadamente ao Banco Central Europeu (BCE) que clarifique a sua posição em relação a Portugal.

“Para ultrapassar a segmentação do mercado de crédito e restaurar a transmissão adequada da política monetária, seria importante que fossem clarificados os critérios de elegibilidade” do programa de compra de dívida pública do BCE, diz o FMI.

O presidente da autoridade monetária europeia, Mario Draghi, sugeriu recentemente que este programa não se aplicaria a Portugal, visto que o país perdeu o acesso aos mercados. Ou seja, só quando o país voltasse a vender dívida de médio e longo prazo, em Setembro de 2013, poderia vir a participar do novo plano do BCE.

* E continuamos muito atentos às "Lapalissadas" de madame Lagarde, a senhora que nos cobra juros de morte.

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 CUSPIDEIRAS




Receita para fazer um herói




Tome-se um homem, 



  Feito de nada, como nós,


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E em tamanho natural.




Embeba-se-lhe a carne,


Lentamente,



Duma certeza aguda, irracional



 Intensa como o ódio ou como a fome.


Depois, perto do fim.



 Agite-se um pendão



 E toque-se um clarim




 Serve-se morto.

 "REINALDO FERREIRA"

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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

O que mudou na 
versão final do Orçamento 

Rogério Fernandes Ferreira, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, analisa, proposta a proposta, as mudanças introduzidas na versão final do Orçamento para 2013. Eliminação da dupla tributação internacional

Esclarece-se que basta que se verifique uma das condições previstas para a aplicação, nomeadamente, do método da isenção do regime dos residentes não habituais, o que já parecia resultar da redacção anterior e que, se assim for, trará novos problemas interpretativos.

Pagamento de um dos subsídios de férias ou de Natal, em duodécimos
O Governo compromete-se, em articulação com os parceiros sociais representados na Comissão Permanente de Concertação Social, do Conselho Económico e Social, a tomar as iniciativas que permitam que um dos subsídios, de férias ou de Natal, dos trabalhadores vinculados por contrato de trabalho regulado pelo Código do Trabalho, seja pago em duodécimos, pretendendo-se com esta medida que o subsidio deixa de ser pago de uma vez só e seja pago em prestações mensais.

Impostos Especiais de Consumo 
Propõe-se um aumento do elemento específico e ad valorem da taxa aplicável aos cigarros produzidos nas Regiões Autónomas, mantendo-se, no entanto, a diferença de tributação deste produto entre Regiões Autónomas e Continente.

Lei Geral Tributária

Princípio da participação
Trata-se de alteração relativamente ao prazo para o exercício do direito de audição, que era de 8 a 15 dias e passará a poder ser exercido no prazo de 15 dias, podendo este prazo ser alargado ate um máximo de 25 dias, atendendo complexidade da matéria em causa. O prazo anterior de 8 dias e novo prazo de 25 dias são bem esdrúxulos no contexto do prazos existentes no CPPT (o de 25 também existe, agora, no âmbito das notificações via caixa postal electrónica).

Imposto sobre Rendimento das Pessoas Singulares 
Com esta alteração, no âmbito da categoria F de IRS, passa a ser dedutível, para alem do Imposto Municipal sobre Imóveis - IMI -, o novo Imposto do Selo que incide sobre o valor dos prédios, cujo rendimento é objecto de tributação no ano fiscal, por aqui se vendo que que ambos têm a mesma natureza e que este último só não se assume como IMI para evitar (e bem) que seja receita também receita autárquica).

Tabaco 
Em sede de Imposto sobre o Tabaco propõe-se o aumento do elemento ad valorem aplicável aos charutos e cigarrilhas de 15% para 20% em vez do aumento proposto na Proposta de Orçamento de Estado para 2013 de 15% para 25%., certamente procurando evitar-se mais desvio de consumo destes produtos para Espanha, onde estes produtos são bem menos tributados.
Propõe-se, ainda, em matéria de tributação do tabaco de corte fino para cigarros de enrolar e para cachimbo que o elemento específico seja fixado em € 0,065/g, em lugar da fixação do elemento específico em € 0,075/g, pel a mesma ordem de razões Já no que respeita ao imposto mínimo propõe-se que o imposto mínimo seja fixado em € 0,09/g em lugar de ser fixado em € 0,12/g.
No fundo, pretende-se que o aumento da tributação destes produtos não seja tão gravosa como previsto na Proposta inicial de Lei do Orçamento de Estado para 2013.

Direito à redução das coimas 
Com esta alteração, é aditado o numero 4 a este artigo que prevê que, nas situações do numero 1, em que há uma redução das coimas pagas a pedido do agente, pode não se aplicar coima, quando o agente seja uma pessoa singular e desde que, nos cinco anos anteriores, o agente não tenha sido condenado por decisão transitada em julgado, em processo de contra-ordenação ou de crime por infracções tributárias, não tenha beneficiado de pagamento de coima com redução nos termos deste artigo e não tenha beneficiado da dispensa prevista no artigo 32.º

Norma transitória no âmbito do Regime Geral das Infracções Tributárias
Esta alteração estabelece que a nova redacção do artigo 29.º do RGIT não se aplica a procedimentos de redução de coima iniciados até 31 de Dezembro de 2012, o que parece de duvidosa constitucionalidade quando se mostre mais favorável ao arguido.

Imposto sobre as Pessoas Singulares

Comunicação de rendimentos e retenções 
Os rendimentos e retenções devem passar a ser entregues à Autoridade Tributária e Aduaneira - em vez de ser à Direcção-Geral dos Impostos, entretanto extinta - mediante declaração de modelo oficial, referente aos rendimentos pagos ou colocados à disposição e respectivas retenções de imposto, de contribuições obrigatórias para regimes de protecção social e subsistemas legais de saúde, bem como de quotizações sindicais. 

Esta alteração reflecte-se essencialmente quanto há entrega da declaração dever ser efectuada até ao dia 10 do mês seguinte ao do pagamento ou colocação à disposição, quando estão em causa rendimentos do trabalho dependente, ainda que isentos ou não sujeitos a tributação.

Por sua vez, existe outro prazo, que aos restantes rendimentos do ano anterior, em que deve a declaração respectiva ser entregue até ao final do mês de Fevereiro de cada ano.

Também quanto aos rendimentos devidos a sujeitos passivos não residentes em território português, as entidades devedoras são obrigadas a entregar à Autoridade Tributária e Aduaneira - em vez de à Direcção Geral dos Impostos, como estava anteriormente previsto - e esta entrega deve ocorrer até ao fim do 2.º mês seguinte àquele em que ocorre o ato do pagamento, do vencimento, ainda que presumido, da sua colocação à disposição, da sua liquidação ou do apuramento do respectivo quantitativo, consoante os casos, uma declaração de modelo oficial relativa àqueles rendimentos. 

Por último, foi aditada uma considerando que as entidades devedoras ou as entidades que paguem ou coloquem à disposição dos respectivos titulares residentes os rendimentos a que se refere o artigo 71.º ou quaisquer rendimentos sujeitos a retenção na fonte a título definitivo são obrigadas a emitir a declaração que comprove as importâncias devidas no ano anterior, incluindo, as correspondentes aos rendimentos em espécie que lhes hajam sido atribuídos, do imposto retido na fonte e das deduções a que eventualmente haja lugar ou ainda, nos 15 dias imediatos à respectiva ocorrência, de qualquer facto que determine a alteração dos rendimentos ou a obrigação de os declarar.

Imposto sobre pessoas singulares 
Propõe-se que, na determinação do rendimento tributável, e no âmbito do regime simplificado da categoria B (Rendimentos Empresariais e Profissionais) de IRS se passe a aplicar o coeficiente de 0,75 - ao invés do actual coeficiente de 0,70 e do proposto na redacção inicial a proposta de Lei do Orçamento do Estado de 0,80 - aos rendimentos provenientes das prestações de serviços, mantendo-se o coeficiente de 0,20 relativamente ao valor das vendas de mercadorias e de produtos.

Código IVA

Regularizações 
Com esta alteração, há um alargamento do âmbito da norma, passando os sujeitos passivos a poderem deduzir o imposto respeitante a créditos considerados incobráveis quer no âmbito de processo de insolvência quer nos novos processos especial de revitalização e no sistema de recuperação de empresas por via extrajudicial.

* Uma explicação clara sobre como vamos ser lixados

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ATÉ AO FRIO EXISTE AMOR



 VEJA EM ECRÃ AMPLIADO

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Mais de 400 jovens internados 
em centros educativos

Mais de 400 jovens foram internados este ano em centros educativos, um número que tem vindo a aumentar nos últimos anos, segundo dados do Ministério da Justiça divulgados esta terça-feira. 
Os dados enviados à agência Lusa indicam que, desde o início do ano até hoje, deram entrada nos oito centros educativos do país, 412 jovens, dos quais 50 são raparigas, um número que também tem vindo a aumentar paulatinamente.
Em 2011, foram internados 415 jovens, entre os quais 48 raparigas, enquanto em 2010 tinham sido institucionalizados 358 jovens, incluindo 41 raparigas.
Nos centros educativos, os jovens são integrados em cursos de educação e formação de adultos ou em formações modulares, com certificação escolar e profissional, e frequentam outros programas formativos, sujeitos a avaliação, suportados em modelos técnicos de reeducação, tendo em vista "a mudança positiva de atitudes, crenças e comportamentos".
A ministra da Justiça afirmou hoje num discurso lido pelo director da Reinserção Social, Rui Sá Gomes, no III Congresso Internacional de Delinquência Juvenil, em Lisboa, que os serviços de reinserção social, em articulação com o Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da Justiça, devem aumentar a capacidade dos centros e "introduzir melhorias nos espaços" que respeitem as necessidades de segurança.
Devem também intensificar a preparação dos jovens para o mercado de trabalho, estabelecendo protocolos com empresas em áreas de formação e integração profissional, disse Paula Teixeira da Cruz, dando como exemplo o protocolo assinado com a Sonae em Março. 

* E o número vai aumentar, a crise e o desemprego que afecta as famílias potencia a deliquência.

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