09/07/2012

PIEDADE LALANDA


  

A saúde é um bem maior 

Acima do dinheiro, do sucesso, da carreira ou da beleza, a saúde é sempre um bem maior, um valor primeiro. 

Por isso, um governo que defenda um Estado ou uma “região social” tem de colocar no centro das suas políticas a defesa da saúde como valor essencial, sem por em causa o desempenho do sistema, o estatuto dos profissionais de saúde e tendo como fim último, a otimização dos recursos disponíveis. 

A saúde é um direito de cidadania, que garante a proteção das pessoas quando estão mais fragilizadas e vulneráveis. Poupar na saúde é necessário, gerir com rigor e eficiência é uma exigência, mas como particularmente neste domínio da responsabilidade do Estado, há que ser, para além de eficiente na gestão financeira, equitativo, justo e responsável, em termos sociais. O que as pessoas esperam do Estado é que as proteja e não as descrimine ou abandone. 

Mais do que pugnar por um sistema de saúde pública “barato”, o desafio que se coloca a quem governa é o de tornar a saúde um bem acessível a todos, que minimize as desigualdades sociais. Ninguém pode ficar impedido de cuidados, por razões económicas, culturais ou simplesmente por viver em ilhas ou não ter um hospital próximo do seu local de residência. 

Os Açores, dada a sua dispersão geográfica, têm de assumir um sistema de saúde muito mais caro do que por exemplo na Madeira, onde há maior concentração de recursos e de utentes. 

A rede de cuidados de saúde na Região, exige mobilidade dos utentes, quando se trata de cuidados especializados. Diariamente são asseguradas deslocações de doentes e seus acompanhantes de Santa Maria ao Corvo. Mas, como diz o povo, a saúde não tem preço e os açorianos quando se deslocam ao continente, é porque o sistema regional não lhes pode dar a melhor resposta, por exemplo em algumas situações oncológicas ou para a realização de intervenções cirúrgicas complexas. Não é um privilégio, é um direito que lhes assiste. 

Um direito, igual ao de qualquer outro português que se desloque do Alentejo ou de Trás os Montes a um hospital central, para o mesmo tipo de tratamentos. Então, porque motivo o atual Governo da República reivindica o pagamento de 59 milhões de euros por cuidados prestados a doentes açorianos deslocados no continente, como se fossem estrangeiros? 

É bom lembrar que o Governo da República também deve 40 milhões de euros à Região, em comparticipações da ADSE e dos seus subsistemas, nomeadamente da polícia e dos militares. Se pagam essas comparticipações no continente, porque não pagam na Região? 

Apesar de todos os constrangimentos, os Açores têm evoluído favoravelmente, em termos de indicadores de saúde. Um bom indicador dessa melhoria é a redução da taxa de mortalidade infantil, que em 1997 era 10,6%o e hoje situa-se em 5,5%o. Até o atual ministro da saúde confirma esta tendência positiva quando, em resposta aos deputados do PSD na Assembleia da República, refere que “apesar das dificuldades inerentes a uma região periférica, com a população distribuída por nove ilhas, agravado pelo número baixo de nascimentos, a mortalidade infantil foi em média nos últimos cinco anos, inferior à de oito países da Europa dos 27, em 2010” [cit.Of.1770/SEAPI-resposta à pergunta 2345/XII/1ª de 31 Janeiro 2012 dos deputados Mota Amaral, Joaquim Ponte e Lídia Bulcão (PSD)]. 

A saúde é um bem, sem preço, mas de valor inestimável, que a todos cumpre defender. 

A saúde é um direito de cidadania. Ao Estado compete cortar no desperdício, mas nunca deixar de garantir a proteção dos cidadãos, particularmente, quando mais carecem de apoio. 



 IN "AÇORIANO ORIENTAL" 
 03/07/12 


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Fundações têm seis meses para 
revalidar estatuto de utilidade pública 

As fundações privadas e públicas têm, a partir de hoje, seis meses para adaptar os seus estatutos e requerer a confirmação de utilidade pública, segundo a lei-quadro hoje publicada em Diário da República. O diploma aprova a Lei-quadro das Fundações e altera o Código Civil, aplicando-se a todo o tipo de fundações, exceto as instituições de ensino superior públicas. 
CONCEITUADO FUNDAMENTALISTA

As fundações privadas de utilidade pública e as fundações públicas terão de "adequar a sua denominação, os seus estatutos e a respetiva orgânica" à lei-quadro no prazo de seis meses. As fundações privadas e fundação públicas de direito privado que possuam estatuto de utilidade pública administrativamente atribuído terão igualmente de requerer a sua confirmação no próximo semestre. 

A nova lei impõe regras destinadas a tornar a atividade destes organismos mais transparente, obrigando a comunicar a composição dos respetivos órgãos e enviar contas anuais à presidência do Conselho de Ministros, em 30 dias, bem como a divulgar estas e outras informações na Internet, sob pena de perderem apoios financeiros no ano seguinte ao do incumprimento, e enquanto este se mantiver. 

A legislação prevê também limites de despesas próprias para as fundações privadas com estatuto de utilidade pública e fundações públicas e cria um conselho consultivo para as fundações, constituída por "três personalidades de reconhecido mérito" e representantes dos ministérios das Finanças e da Solidariedade e Segurança Social. 

A participação de entidades estatais na criação de fundações privadas fica dependente de autorização do Governo, sendo as entidades públicas impedidas de participar, aprovar ou criar "fundações privadas cujas receitas provenham exclusiva ou predominantemente de verbas do orçamento dessa ou outras entidades públicas instituidoras ou cujo património inicial resulte essencialmente de bens atribuídos por entidades públicas". 

As fundações privadas só poderão solicitar o estatuto de utilidade pública ao fim de três anos "de efetivo e relevante funcionamento", a não ser que o instituidor ou instituidores maioritários já possuam este estatuto. As fundações podem ser extintas pelas entidades que as reconheceram, se o seu fim se esgotar ou se tenha tornado impossível, se as suas atividades não coincidirem com o fim que está previsto ou se não tiverem tido atividade relevante nos três anos anteriores. 

As fundações públicas ficarão sujeitas às mesmas regras de gestão económico-financeira previstas na lei-quadro dos institutos públicos. Os membros dos órgãos de fundações públicas de direito privado que acumulem cargos de administração em fundações criadas ou patrocinadas pela mesma entidade pública não poderão acumular remunerações nem exercer funções por mais de dez anos. O levantamento realizado para avaliar o custo/benefício e viabilidade financeira das fundações existentes em Portugal registou 578 fundações privadas e 135 entidades públicas com estatuto de fundação. 


* Ainda devem existir fundações na clandestinidade... 

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 1 - IN
PROPRIETÁRIO




"Inproprietário O mundo do software livre" é um projeto experimental, trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo dos ex-alunos Jota Rodrigo (Johnata Rodrigo de Souza) e Daniel Pereira Bianchi do Centro Universitário FIEO UNIFIEO.



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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Resultados dos exames do Secundário reflectem "incompetência" 
do director do GAVE 

A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) afirmou esta segunda-feira que os resultados dos exames nacionais do ensino secundário reflectem a "incompetência" do director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) e não o trabalho de escolas e alunos. 

 "Consideramos que esta forma de preparar os exames nacionais está ligada à incompetência técnica do GAVE e naturalmente, perante estes resultados, importa que o senhor ministro diga rapidamente ao país o que pensa fazer", declarou o presidente da CONFAP, Albino Almeida. 

O dirigente reagia desta forma aos resultados dos exames nacionais do ensino secundário, divulgados no passado domingo pelo Ministério da Educação, que apontam, tendo em conta os resultados globais, para médias negativas nas provas de Português, Matemática A e Física e Química. "Já dissemos, e mantemos, o GAVE é presidido por uma pessoa que é incompetente. 

É preciso trabalhar muito mais e ir mais além para que as escolas possam preparar os seus alunos para responderem aos desafios que os exames lhes colocam. Já é um desafio difícil, não estamos a menosprezar o trabalho do GAVE, mas é preciso fazer mais", acrescentou Albino Almeida. O presidente da CONFAP afirmou-se "muito preocupado" com "todas as médias do ensino secundário", mas que estas não constituem "nenhuma surpresa", tendo em conta aquilo que a confederação considera ser um trabalho "sem qualquer ligação" entre o GAVE e as escolas, que não permite preparar os alunos para os "desafios que os exames lhes colocam". 
CABULOSA

 "Quando se diz que os alunos precisavam de mais desembaraço, porque é que não se dão essas indicações às escolas? Porque é que não são enviadas às escolas matrizes para que trabalhem e preparem os alunos para um maior grau de dificuldade. Alguma coisa está mal a este nível", acusou o responsável da CONFAP. Albino Almeida disse que "aguarda serenamente" que o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, venha dar explicações, até porque, referiu, se estes números se referissem a sinistralidade rodoviária já teriam tido outra resposta por parte do Governo. "Esta é uma responsabilidade em primeiro lugar do Ministério da Educação. 

Já dissemos que no GAVE está uma pessoa sem capacidade de trabalhar para o grau de exigência que o senhor ministro quer. O ministro manteve-o lá transitoriamente. Está na hora de se tirarem conclusões", exigiu. Albino Almeida pediu ainda às escolas que percam o "medo" de vir a público falar no assunto. "Nenhuma escola se revê nestes resultados, tenho a certeza absoluta. 

Chegou a hora de as escolas deixarem de ter medo de falar. Há medo de falar nas nossas escolas. Espero que o percam e que venham dizer o que se passa". 

* Uma achazinha para a fogueira. As escolas têm autonomia para dentro da programação padronizada dinamizar a aprendizagem, a CONFAP, pouco se mexeu para que os filhinhos fossem espevitados para outros graus de exigência, até porque se ficava feliz com testes da treta para os alunos passarem até ao 9º ano, quase administrativamente, claro que a seguir vem o resultado da má preparação. 
  Chamar incompetente a alguém na comunicação social tem tanto de fácil como de cobarde. Não conhecemos o sr director do GAVE de lado nenhum, mas esta gratuitidade de fala barato do senhor da CONFAP irritou-nos. 
Os paizinhos sejam mais atentos aos filhos, não os deixem vadiar, drogar e embebedarem-se até caír ainda adolescentes, nas noites das nossas cidades, vigiem-nos, vejam a internet onde navegam, disciplina só lhes faz bem. 
Os professores não são pais dos filhos dos outros, não têm essa missão.


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  AS 100 MELHORES 
CANÇÕES DOS ANOS 80

(PARA A NME)
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Nº 40

HALLELUJAH
HAPPY MONDAYS




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HOJE NO

"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

Turismo de Portugal 
Equipa especializada para ajudar empresas 

O Turismo de Portugal anunciou, ontem, que foi criada uma equipa especializada no apoio às empresas do setor, com o objetivo de acompanhar os negócios em curso e a arrancar. 

'A nova equipa vai auxiliar as empresas em áreas tão diversas como a do diagnóstico de oportunidades de investimento, do planeamento e licenciamento de atividades, da comercialização e marketing, do financiamento e da reestruturação financeira', segundo o TP. 

A equipa é constituída por Isabel Vinagre, Maria João Cardoso e Nuno Jardim Fernandes. 

* Se não houver demasiada burocracia talvez seja um bom gabinete de ajuda, agora se for para proporcionar jobs...

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Vinho



é cultura


CULTURA É LIBERDADE




  4.ESSÊNCIa



  


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