10/06/2012

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ESTA SEMANA NO
"CORREIO DO ALENTEJO"

Câmara de Ferreira do Alentejo 
cria aplicação para telemóveis 


Com o objectivo de se manter na "linha da frente das tecnologias de informação", a Câmara de Ferreira do Alentejo criou uma aplicação informática compatível com a maior parte dos telemóveis através da qual é possível consultar as últimas notícias e a programação cultural do concelho. 

A visualização das páginas da autarquia no Facebook e no Twitter ou da TV Ferreira são outras das opções desta nova ferramenta, que pode ser descarregada através do endereço electrónico m.cm-ferreira-alentejo.pt. 


* Quando há inteligência o país profundo emerge...

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POEMAS


'não me peças sorrisos'


por Mário Viegas



 
 
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ESTA SEMANA NO
"SOL"

TC: Regras impostas aos hospitais
 podem afectar qualidade e acesso 

As restrições que estão a ser impostas aos hospitais podem «diminuir a quantidade e qualidade dos serviços» e afectar «o acesso» dos cidadãos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). O alerta é feito pelo Tribunal de Contas (TC) numa auditoria sobre a situação financeira do sector da Saúde, a que o SOL teve acesso, realizada na sequência de um pedido da Comissão parlamentar de Orçamento e Finanças. 

Os juízes-conselheiros não só deixam vários avisos ao ministro Paulo Macedo como denunciam a falta de controlo das contas entre 2008 e 2010 – período em que Ana Jorge detinha a pasta da Saúde. As críticas vão em particular para o papel da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) – dirigida, na altura, pelo actual secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira. 

Apesar de o relatório se debruçar sobre a execução orçamental e a situação económico-financeira do SNS no triénio 2008-2010, o TC mostra também a sua preocupação com as novas regras de disciplina orçamental impostas nos últimos meses aos hospitais.

O perigo da lei dos compromissos  
Segundo os auditores, a lei dos compromissos – que impede que seja feita despesa sem verba disponível – está a levar a que os gestores se foquem em fazer cortes, abandonando a racionalidade na distribuição de recursos. «As referidas regras de controlo de despesa constituem um processo de racionamento antes de esgotadas as possibilidades de racionalização de despesa, podendo anular o efeito da empresarialização», lê-se no documento. 

O TC sublinha que as novas regras podem prejudicar a gestão empresarial dos hospitais – que até agora tinha-se revelado a mais eficaz no combate às falhas de eficiência. Na resposta ao TC, o gabinete do ministro da Saúde admite que, face ao memorando com a troika, «estão a ocorrer restrições temporárias ao modelo empresarial instituído». E salienta que era necessário «estancar e/ou reduzir o grau de endividamento» dos hospitais. 

 Perante a resposta, o TC aproveita para alertar para a eventualidade de as referidas «restrições temporárias poderem comprometer a prazo o desempenho da gestão hospitalar». Mais: os juízes avisam que, «com a desconsideração do modelo empresarial, o corte na despesa pode ter como resultado um downgrade [retrocesso] dos serviços de saúde em quantidade e qualidade, afectando o patamar de resultados ganhos em saúde, mas também a equidade no acesso, caso os utentes sejam impelidos para sistemas alternativos de financiamento e prestação de cuidados de saúde». Esta ideia é partilhada, pelo menos em parte, por Cavaco Silva, que esta semana alertou para a necessidade de se garantir que as medidas de austeridade não ponham em causa o acesso à Saúde. 

Reunir não chega 
Outra das críticas dirigidas a Paulo Macedo reside no acompanhamento e controlo do programa de regularização da dívida – que neste momento atinge os três mil milhões de euros. O Ministério da Saúde alega que estão a ser «desenvolvidas medidas de controlo e avaliação» nas entidades do SNS, tendo sido identificados os hospitais com maior risco de derrapagem. E garantiu estarem a ser feitas reuniões periódicas com todos os hospitais e com maior frequência com os sete em pior situação. 

Mas o TC avisa que as «reuniões, por si só, não são suficientes» e critica a forma como o ministério definiu os graus de risco, por se basear na dimensão dos hospitais e não ter em conta «o risco específico associado às características da oferta e procura de cuidados de saúde». 
A dívida na Saúde é, aliás, uma das grandes preocupações do TC. Lembrando que entre 2008 e 2010 aumentou 117% (atingindo os 2, 9 mil milhões de euros), os juízes consideram «preocupante» o facto de 68% da dívida ter sido contraída pelos hospitais que são Entidades Públicas Empresariais (EPE). O que significa que poderá ter de ser assumida «pelo Estado, com impacto negativo» nas suas contas.

Ana Jorge na mira  
Quanto ao controlo das contas entre 2008 e 2010 – quando Ana Jorge era ministra –, o TC é arrasador. Por um lado, considera que o acompanhamento da execução orçamental das entidades do SNS (sector público administrativo e EPE) foi fraco ou inexistente, criticando a acção da ACSS e das direcções-gerais do Orçamento e do Tesouro e Finanças. 
Por outro, avisa que a «verdadeira situação financeira» do SNS não era conhecida e que não há coordenação entre a Saúde e as Finanças, considerando lamentáveis as diferenças nas informações apresentadas pelos hospitais. E dá um exemplo: as transferências que a ACSS diz ter feito para os hospitais «não coincidem com as que foram reportadas pelas entidades à Direcção-geral do Orçamento». Foram apuradas diferenças de consolidação que em 2008 ascenderam a 154,5 milhões de euros, em 2009 a 460,4 milhões e em 2010 a 43,7 milhões. 

O TC diz que o saldo global do SNS apresentado «não reflecte a verdadeira situação financeira», por não ter em conta «os compromissos assumidos e não pagos do próprio ano e dos anos anteriores e não ser levado em conta o saldo transitado da gerência anterior». E exemplifica: em 2009, as contas mostram um saldo positivo dos hospitais do sector público administrativo, mas não foram tidos em conta os 749 milhões de euros relativos aos compromissos assumidos e não pagos, o que leva a que o saldo seja afinal negativo, em 701,6 milhões de euros. 

Já em relação às Parcerias Público Privadas no sector, o TC elogia a forma «mais exigente» como as Administrações Regionais de Saúde têm feito o acompanhamento da situação. 


* A saúde leva muito dinheiro do orçamento do estado, mas o controlo das despesas foi durante anos ineficaz, o ministro, um dos dois mais competentes deste péssimo governo, anda a fazer o que pode.

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QUASE REAIS











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ESTA SEMANA NO

"EXPRESSO"

Pedidos de microcrédito para abrir
. negócios têm vindo a aumentar 

A Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC) está a receber, em média, 200 pedidos mensais para abrir negócios através de microcréditos. Até junho, os projetos aprovados aumentaram 50%, em relação a igual período de 2011. 

Nos gabinetes da ANDC, os pedidos de crédito têm vindo a aumentar: "Mais de mil pessoas já nos contactaram este ano e já apresentámos 120 projetos aos bancos", contou à Lusa Edgar Costa, gestor operacional de microcrédito. Até agora quem recorria ao microcrédito eram "as pessoas mais carenciadas e com formação básica", mas a crise veio alterar esse perfil: 

Atualmente são mais jovens licenciados ou com o secundário, uma situação que provocou uma alteração das tradicionais áreas de negócio, adiantou. "Tínhamos projetos em áreas pouco sofisticadas tecnologicamente, como lavandarias, cabeleireiros ou cafés e estamos agora a ter muitos projetos na área do audiovisual e industrial", contou Edgar Costa. 

 Esta situação reflete "uma maior formação de quem recorre ao microcrédito", o que permite que "as pessoas segurem melhor o negócio porque estão mais bem preparadas". O número de projetos aprovados pela ANDC tem vindo a crescer, passando de 153 em 2010 para 164 no ano passado. Este ano, já foram viabilizados mais de 100 negócios. Mas nem todos os negócios são viáveis porque há quem tenha problemas bancários ou não tenha o negócio "minimamente amadurecido". "Há uma seleção que vai sendo feita à medida que o projeto avança". Há ainda outro projetos que falham nos primeiros meses, mas os investidores acabam por pagar o empréstimo, vincou. "A crise é a nossa maior ameaça e a nossa maior oportunidade. É ameaça porque para lançar um negócio num momento destes é muito difícil, mas é oportunidade no sentido em que as pessoas têm de arregaçar as mangas porque senão ficam com a vida muito complicada", comentou. 

A taxa de sucesso dos negócios ronda os 70%, "o que é muito bom porque a taxa de insucesso é de 70% a nível de novas empresas em Portugal", disse, frisando: "Estamos a trabalhar em contra ciclo". As mulheres são quem mais recorre ao microcrédito (52,5%) e o maior número de negócios encontra-se na região de Lisboa (38,6%), seguindo-se o Norte (24%), Centro (21%), Alentejo (10,4%) e Algarve (5,9%). Há também cada vez mais imigrantes a solicitarem um microcrédito, representando 13% dos projetos. A maioria (7,1%) é africana, seguindo-se os brasileiros (2,7%), oriundos de países da União Europeia (2%), de fora da UE (0,8%) e asiáticos (0,4%). Os jovens entre os 25 e os 35 anos são os que mais arriscam num negócio (35,3%), seguindo-se o grupo dos 35 aos 45 anos (28,1%).

 Para Edgar Costa, o microcrédito é um instrumento fundamental para permitir o acesso a um empréstimo para um negócio que os bancos não podem fazer atualmente por restrições da crise económica. "Nós não temos tido restrições nenhumas da parte dos bancos, nem em montantes, nem em números de projetos", sublinhou, convicto de que este ano serão ultrapassados os 200 projetos. O valor médio dos projetos aprovados este ano ronda os 7.500 euros. 

Desde o início da atividade em 1999, já foram aprovados 1.676 negócios, no valor de 9,5 milhões de euros, responsáveis pela criação de 2.122 postos de trabalho. O único requisito para o empreendedor se candidatar é não ter acesso ao crédito. Para o fazer, basta contactar a ANDC através do e-mail microcreditomicrocredito.com.pt ou do telefone 808 202 922. 


* Se tiver um projecto inovador, deve ser inovador, se tem pouco dinheiro contacte esta associação, poderá ser o início dum futuro melhor. 

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10 - AFRICA








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2 - VULTOS DA CULTURA DO SEC XIX »»» luciano cordeiro


Luciano Baptista Cordeiro de Sousa (Mirandela, 21 de Julho de 1844 — Lisboa, 24 de Dezembro de 1900)[1] foi um escritor, historiador, político e geógrafo português. 

Vida pessoal e educação 
Faleceu no dia 24 de Dezembro de 1900.[2] Fez os seus primeiros estudos no Funchal, Ilha da Madeira, onde se fixou com a família. Licenciado em Letras em 1867, tornou-se professor de Filosofia e Literatura no Colégio Militar de 1871 a 1874.

Autor multifacetado, a sua atividade de escrita abrangeu domínios tão diversos como a história, a geografia, a política, com relevo para os assuntos coloniais (Questões Histórico-coloniais, 3 vols., 1935-1936), a história literária e a crítica literária. Em 1867, concluiu o curso superior de Letras, sendo nomeado professor de Literatura e Filosofia no Colégio Militar. Ao mesmo tempo, dedicou-se ao estudo das ciências económicas e políticas. Desempenhou vários cargos públicos, de entre os quais os de representante de Portugal no Congresso Internacional de Geografia Comercial, em 1878, no Congresso Internacional de Ciências Geográficas em Veneza, em 1881, e na Conferência de Berlim de 1884, onde defendeu os interesses coloniais portugueses. 
SOCIEDADE DE GEOGRAFIA
  Colaborou em vários jornais e revistas, como o Diário Ilustrado, o Diário de Notícias, O Espetro de Juvenal, O Cenáculo, o Jornal do Comércio, O País e A Revolução de setembro, e foi cofundador, com Afonso Pequito, da Revista de Portugal e Brasil. Das suas deslocações ao estrangeiro resultaram os volumes Viagens: Espanha e França e Viagens: França, Baviera, Áustria e Itália, de 1874 e 1875. Como ensaísta e crítico literário, foi um dos primeiros autores a referir-se ao Realismo, em 1868, numa conferência proferida na Sociedade de Agronomia, intitulada "A arte realista". Publicou depois o Livro de Crítica e o Segundo Livro de Crítica, onde manifesta as influências das doutrinas de Comte, Taine e Renan.

Carreira profissional
Foi director temporário do periódico Revolução de Setembro em 1869. Em 1875 fez parte da comissão encarregada do projecto de reforma do ensino artístico e formação dos museus nacionais. Fundador da Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1876, desenvolveu neste âmbito uma extensa actividade. 

Desempenhou cargos governativos ligados ao ensino. Fundou a Revista de Portugal e Brasil e o jornal Comércio de Lisboa. Era filiado no Partido Regenerador e foi deputado pelo círculo de Mogadouro na legislatura de 1882-1884 e pelo de Leiria em 1884. Foi um administrador, em nome do governo, da Companhia dos Caminhos de Ferro da Zambézia, até à sua morte, tendo sido substituído neste posto pelo seu irmão, José Maria Cordeiro. 
MOÇAMBIQUE

Deve-se-lhe o impulso à propaganda africanista e ao movimento colonialista. Notabilizou-se pela acérrima defesa dos interesses de Portugal em África tendo ficado célebre a sua actuação quer no Congresso de Geografia Colonial que se realizou em Paris em 1878 quer na Conferência de Berlim em 1884. A sua extensa acção editorial conta com obras publicadas no campo da crítica literária, da história, das questões coloniais, da economia e da política.

Obras 
-As Obras dos Jeronymos 
- Inscripções portuguezas 
-O Thesouro do Rei Fernando 

- WIKIPEDI
- INFOPEDIA 

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