21/11/2011

10 - Onde as crianças dormem

James Mollison viajou ao redor do mundo e decidiu criar uma série de fotografias mostrando quartos infantis, que foi, depois, compilada em um livro, intitulado Onde as crianças dormem. Cada par de fotografias é acompanhada por uma legenda estendida que conta a história da criança. As diferenças entre cada espaço do sono são impressionantes, revelando e confirmando, sob mais um aspecto, como somos desiguais.

 Mollison nasceu no Quênia em 1973 e cresceu na Inglaterra. Depois de estudar arte e design na Universidade de Oxford Brookes, e cinema e fotografia em Newport School of Art and Design, ele se mudou para a Itália para trabalhar no laboratório criativo da fábrica da Benetton.
O projeto tornou-se uma referência de pensamento crítico sobre a pobreza e a riqueza, sobre a relação das crianças com as suas posses -ou a falta delas. O fotógrafo espera que seu trabalho ajude outras crianças a pensar sobre a desigualdade no mundo, para que, talvez, no futuro eles pensem como agir para diminuir esta diferença.


Thais, 11, mora com os pais e a irmã no terceiro andar de um bloco de apartamentos no Rio de Janeiro, Brasil. Ela divide um quarto com a irmã. Vivem nas vizinhanças da Cidade de Deus, que costumava ser conhecida por sua rivalidade de gangues e uso de drogas. Thais é fã de Felipe Dylon, um cantor pop, e tem pôsteres dele em sua parede. Ela gostaria de ser modelo.


HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"


Pontes municipais 
sem cadastro nacional

A radiografia das pontes sob gestão camarária, nos 90 mil quilómetros de rede viária municipal, não está feita a nível nacional e muitos municípios não têm sequer planos de conservação dessas estruturas. Um cenário que pode piorar com os cortes orçamentais.

A derrocada da ponte de origem quinhentista em Lamas do Vouga, em Águeda, há uma semana, veio aumentar as dúvidas sobre o estado das pontes e viadutos que estão sob alçada das câmaras, colocadas maioritariamente nos 90 mil quilómetros de estradas municipais.

Mais: fez o país acordar para um cenário de ausência, em muitos municípios, de planos de recuperação e manutenção daquelas infra-estruturas - como o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, fez questão de admitir logo após aquele incidente, que feriu uma pessoa.

Fonte do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR), sob alçada do Ministério da Economia e das Obras Públicas, a quem compete fiscalizar e assegurar a qualidade e a segurança de estruturas viárias nacionais, garantiu, ao JN, que não há nenhum levantamento sobre tal universo. Semelhante informação disponibilizou a Estradas de Portugal - que apenas tem mapeadas estruturas na vias rodoviárias que tem sob sua alçada.

Já a assessoria da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) adiantou que, até hoje, ainda não foi realizado um trabalho de recolha da informação dispersa pelas 318 autarquias.

Tal como Ruas, que alertou para o facto dos cortes nas transferências para as autarquias poderem gerar dificuldades na gestão e manutenção de pontes municipais, o vice-presidente da ANMP, Rui Solheiro, também teme pelo futuro.

"Há uma diminuição de 20% nas transferências de 2010 a 2012. É claro que acaba por ter efeito a todos os níveis", reconheceu, ao JN, Solheiro, presidente da Câmara de Melgaço. "No meu concelho não só temos feito o levantamento dessas estruturas, como o registo dos trabalhos de manutenção que necessitam", garantiu.


* A maioria dos autarcas interessa-se por outro tipo de cadastros, boa mesa, boa cama, bons autos, boas casas, as pontes que se lixem.


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26 – AMIGOS






8 – Dos cafés mais lindos









6 - OUTRA  VISÃO







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