13/11/2011


COLECÇÃO CASA D' ALBA




ESTA SEMANA NO
"EXPRESSO"


São Brás de Alportel
50 mil doses de heroína apreendidas 
esta manhã pela PSP

Uma investigação da PSP que decorria há seis meses, culminou, esta manhã, na detenção de dois homens e na apreensão de 50 mil doses de heroína, no valor de 160 000 euros, em São Brás de Alportel.

A operação de "grande envergadura" decorreu entre as 05:00 e as 06:30 de hoje, no sítio da Soalheira, em São Brás de Alportel, e resultou na detenção de dois homens de 20 e 23 anos, suspeitos de tráfico de droga, informou a PSP em comunicado.

A detenção ocorreu na sequência de uma investigação que decorria há cerca de seis meses, e foi realizada por elementos da Esquadra de Investigação Criminal e do destacamento da Unidade Especial do Corpo de Intervenção da PSP, munidos de um mandado de busca domiciliária.


* E não se pode exterminá-los...


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1 - TECNOLOGIA DO FUTURO




ESPAÇO ABERTO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA GLOBONEWS FALA DO FUTURO DA FICÇÃO CIENTIFICA DIANTE DOS AVANÇOS DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA

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ESTA SEMANA NA
"EXAME INFORMÁTICA"

Diretor da Olympus
em Portugal despedido 
depois de alertar para alegada corrupção
Gernut Bonack, diretor da fábrica da Olympus em Coimbra, pôs em causa a legalidade de uma obra 
e acabou despedido numa reunião realizada 
no fórum de diretores da marca japonesa 
realizado durante junho.

O caso teve início em 2006 com uma inundação da fábrica da Olympus de Coimbra (que está constituída como uma empresa separada da Olympus "comercial" que se dedica à venda de equipamentos eletrónicos). Seguindo os procedimentos, Bonack pediu autorização aos superiores hierárquicos para fazer obras que permitissem criar um novo sistema de proteção das instalações da Olympus.

O ex-diretor-geral da fábrica da Olympus alega que, contra as normas da companhia, que geralmente exigem o pedido de dois ou três orçamentos a diferentes fornecedores, a obra foi entregue, imediatamente, a um arquiteto alemão por decisão de Stefan Kaufman, superior hierárquico de Bonack e atualmente diretor-geral dos assuntos corporativos na Europa da Olympus.

Terminada esta obra orçada em 560 mil euros, os responsáveis pela fábrica de Coimbra descobriram várias deficiências que implicaram novas intervenções e o respetivo pagamento pelas obras.

Muito por força da ação da direção da fábrica de Coimbra, a Olympus acabou por iniciar um processo nos tribunais, mas deixou de fora da acusação o arquiteto alemão.

Em declarações reproduzidas pelo Público, Bonack relaciona a decisão de não acusar o arquiteto com o facto de este mesmo arquiteto ter trabalhado no passado em obras na casa de Stefan Kaufman.

A Olympus nega qualquer caso de favorecimento ou corrupção e justifica a decisão de despedir Gernut Bonack com uma quebra de 50% no segmento das máquinas fotográficas nos seis meses anteriores. A Olympus refere ainda que nada de errado foi descoberto numa auditoria interna que entretanto foi concluída.

Gernut Bonack não se conforma com as explicações dadas pela Olympus e já fez seguir para à justiça portuguesa um processo a exigir 5,2 milhões de euros de indemnização.

Este não é o único caso de demissões na Olympus por alegada corrupção. Michael Woodford foi demitido de CEO da Olympus depois de denunciar um caso de alegada corrupção com centenas de milhões de euros envolvidos. Tsuyoshi Kikukawa, até então com o cargo de chairman da companhia, demitiu-se pouco depois de o escândalo se tornar público.


* Sem vergonhice

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ESTA SEMANA NA
"SÁBADO"

Famílias portuguesas 
cada vez mais carenciadas
Cáritas Portuguesa revelou que há uma média mensal de 516 novas famílias carenciadas a pedir ajuda à instituição

Desde o início do ano, a Cáritas Portuguesa atendeu 28 mil famílias, "o que significa dizer que todos os meses, em média, três mil famílias vieram bater-nos à porta", sublinhou Eugénio da Fonseca. Baixos rendimentos, desemprego e habitação são as três grandes preocupações das pessoas que surgem a pedir ajuda.

"Muitas, apesar de se manterem empregadas", estão neste momento confrontadas "com o aumento de despesas e a diminuição dos rendimentos", explica Eugénio da Fonseca, dando o exemplo de funcionários públicos, pensionistas e daquelas pessoas que acabaram por perder o direito ao Rendimento Social de Inserção.

O desemprego e a precariedade dos trabalhos "é outro dos dramas", disse o presidente da Cáritas à margem do Conselho Geral que se reuniu este fim-de-semana, em Fátima, para debater a evolução dos atendimentos sociais, bem como a situação social e económica do País.

"Quando começarmos a gerar empregos, estou convencido de que muitas destas pessoas não voltarão a ter trabalho, porque os empregos que vão surgir estarão ligados às novas tecnologias", alertou o responsável da instituição, realçando a necessidade de se começar a trabalhar o quanto antes na reconversão de qualificações nas faixas etárias mais elevadas.

A habitação é o terceiro motivo que leva as famílias a pedirem ajuda à Cáritas. Por um lado, as Cáritas Diocesanas são cada vez mais confrontadas "com as pessoas que deixam de pagar rendas e vão viver para casa dos pais", por outro, "com as famílias que deixam de ter condições para pagar os empréstimos" da habitação.

"Outras chegam ao banco, entregam chaves e escrituras que fizeram e dizem que já não têm nada a ver com aquilo", mas "é preciso explicar-lhes que não é por entregarem a chave que deixam de ter a dívida", defendeu Eugénio da Fonseca.


* É grande o desespero


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ANTÓNIO MARINHO E PINTO


Privilégios dos magistrados (I)


Os magistrados portugueses beneficiam de um conjunto de regalias profissionais que constituem verdadeiros privilégios quando comparadas com as de outras funções do estado. E o que é mais escandaloso nem é tanto a existência desses privilégios (sempre os houve em Portugal), mas sobretudo a desfaçatez com que os próprios magistrados os negam, quase sempre apoiados por bem oleadas máquinas de propaganda mediática e recorrendo mesmo a puras falsidades.
Uma das mais repetidas falsidade consiste em afirmar que os juízes portugueses são dos mais mal pagos da União Europeia e que o próprio Conselho da Europa o teria reconhecido. Ora, de acordo com um estudo divulgado por esse organismo em 2010, os juízes portugueses em início de carreira auferiam, em 2008 (ano a que se refere esse estudo), 34 693 euros por ano, o que equivale a 1,7 vezes o salário médio de Portugal. Esse rácio é superior aos da Áustria e da França (1,1 salários médios cada), da Holanda (1,4), da Finlândia (1,5), da Bélgica (1,6) e Dinamarca (1,6). Tudo isso dando de barato que o ordenado médio nacional é de aproximadamente 20.000 euros anuais, o que não é verdade, pois ele é até bastante inferior.
Mas a desigualdade é ainda maior quando se faz a mesma comparação com os juízes em fim de carreira. Estes ganhavam, no mesmo ano, 83 401 euros por ano, o que equivale a 4,2 salários médios, o que é bastante superior ao que ganhavam os juízes da Holanda (2,3 vezes a média salarial), Dinamarca (2,3), Áustria (2,6), Islândia (2,7), Suécia (3,2), Noruega (3,2), Luxemburgo (3,3), Finlândia (3,3), França (3,4) e Bélgica (3,5).
Os juízes portugueses são, assim, bem melhor remunerados do que os seus colegas dos países mais desenvolvidos da Europa, se compararmos os níveis de vida e as capacidades económicas de cada país.
É óbvio que essas remunerações só se tornam privilégios quando comparados com a média das remunerações praticadas em Portugal e não com as remunerações dos juízes dos países desenvolvidos da Europa, muito mais ricos do que nós. Nestes países todos ganham mais do que em Portugal, a começar pelos chefes de Estado, passando pelos governantes, deputados e acabando nos mais humildes trabalhadores do sector privado. Comparar o vencimento de um juiz português com o de um suíço ou de um alemão em termos absolutos é misturar falaciosamente realidades diferentes que só pode servir para confundir os incautos ou então para sustentar agendas reivindicativas totalmente desfasadas das realidades económicas do nosso país.
Porém, onde o privilégio se torna chocante é quando comparamos os vencimentos dos magistrados com os das restantes funções do Estado em Portugal.
Os juízes de primeira instância com cerca de 15 anos de serviço ganham mais do que um general das Forças Armadas no topo da carreira com mais de 40 anos de serviço. E se for um juiz de círculo (último escalão da primeira instância), a diferença é de cerca de mil euros a mais. Por outro lado, um juiz com apenas três anos de serviço ganha mais que um professor catedrático em dedicação exclusiva numa universidade pública com dezenas de anos de serviço, mais do que um director de serviço num hospital do estado e mais do que qualquer funcionário superior da administração pública em fim de carreira.
Outra das falsidades em que os juízes mais insistem é na de que não são aumentados há cerca de 15 ou 20 anos. Ora, os magistrados sempre foram aumentados todos os anos nos mesmos termos e percentagens em que o foram o presidente da República, o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República e todos os restantes servidores do Estado. O aumento dos magistrados é automático e reporta-se sempre a 1 de Janeiro de cada ano, ao contrário do que sucede com os funcionários públicos cujos aumentos, em alguns anos, só entraram em vigor meses depois.
O que os juízes têm pretendido com essa falsidade é obter aumentos muito maiores do que os dos restantes servidores do Estado, incluindo o próprio presidente da República, unicamente porque se julgam superiores a todos os outros. Mas como não conseguiram esses aumentos, estão permanentemente a afirmar, com todo o descaramento do mundo, a mentira de que têm os seus vencimentos congelados. 


IN "JORNAL DE NOTÍCIAS"
07/11/11

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ESTA SEMANA NA
"VISÃO"

O 'CSI' da comida
Uma empresa aplica técnicas forenses para descobrir
o material genético dos alimentos e detetar 
possíveis fraudes sobretudo nos destinados 
às marcas brancas dos hipers.

De que é feito um pastel de bacalhau? E um queijo de cabra terá mistura de leites de outros animais? Haverá vestígios de carne numas almôndegas de soja? A Bioprimier, empresa que detém o único laboratório privado em Portugal acreditado em técnicas de biologia molecular aplicáveis a amostras alimentares, consegue responder a todas estas questões.

Com métodos dignos da famosa série de investigação criminal CSI. O segredo está em extrair o ADN, uma espécie de assinatura de cada produto. A partir daí consegue-se dissecar os alimentos, determinando ao pormenor qual a sua composição.

O primeiro cliente desta empresa, que nasceu em 2006, só apareceu três anos depois. Houve, primeiro, que erguer os sofisticados laboratórios, recrutar técnicos para as análises e, mais importante e moroso, criar de raiz os procedimentos.

Mas, desde então, a procura tem sido intensa. "Quase todas as grandes superfícies são nossas clientes", revela Mário Gadanho, administrador da Biopremier.

Com este método de perícia, os supermercados procuram garantir a qualidade dos produtos de marca branca, pelos quais são responsáveis. Pedem para detetar organismos geneticamente modificados, vestígios alergénicos, as espécies de peixe utilizadas em alimentos mais processados, como rissóis. Os resultados são determinantes para a elaboração do rótulo e, sobretudo, para a relação do cliente com o seu fornecedor.

AO GOSTO DO FREGUÊS

As amostras chegam à empresa nas suas embalagens originais e são guardadas nas gavetas de uma arca congeladora. Na verdade, a quantidade necessária para se traçar o historial genético de um alimento é mínima (estamos a falar de Microbiologia) e nem sequer precisa de refrigeração.

A Biopremier aplica a metodologia da Genética aos alimentos, pois "o ADN é uma molécula muito resistente e está presente em todos os organismos biológicos, seja um camarão seja um pedaço de carne humana", justifica Mário Gadanho. Seguindo os passos da investigação forense, chega-se a três conclusões, conforme o pedido do cliente. A análise mais simples (€30) deteta se um produto tem ou não determinado alimento (se um paté que se diz de ganso possui mesmo carne desse animal). Outra menos linear (€50) é identificar uma espécie (que tipo de camarão se encontra num rissol). A mais complexa (€140) demora duas semanas a terminar e escrutina a mistura de organismos. "Somos o único laboratório acreditado para fazer este tipo de análise a nível internacional ", assegura Mário Gadanho.

Uma trinca num pastel de bacalhau pode, afinal, ter muito mais que se lhe diga.

Biopremier – Inovação e Serviços em Biotecnologia, S.A.
Morada: Ed. ICAT. Campus da Fac. de Ciências da Univ. de Lisboa. Campo Grande 1749-016 Lisboa.
Tel: +351 217 500 218
Fax: +351 217 500 432
E-mail: email@biopremier.com
BIOPREMIER AGRO-ALIMENTAR
bioalimentar@biopremier.com


* Detectives Alimentares, portugueses, que maravilha

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