11/11/2011


10 - OOPS !!!!!!!!!!











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HOJE NO
"PÚBLICO"

Gigante francês da energia 
condenado a multa de 1,5 milhões
por espiar Greenpeace

A Justiça francesa condenou quinta-feira a Electricité de France (EDF) a pagar uma multa de 1,5 milhões de euros e decretou a prisão de dois funcionários por espionagem informática a computadores da organização ecologista Greenpeace.

O Tribunal de Nanterre, perto de Paris, condenou ainda a EDF a pagar à Greenpeace 500 mil euros de indemnização por danos.

O caso remonta a 2006 quando a EDF contratou a empresa de segurança Kargus Consultants para espiar membros da Greenpeace francesa que organizavam uma campanha contra um novo reactor que estava a ser construído em Flammanville, na costa da Normandia. Durante o julgamento, Thierry Lorho, director da Kargus, disse que a missão que lhe tinha sido confiada era clara – a EDF "queria entrar nos computadores da Greenpeace para antecipar as suas acções ligadas ao reactor nuclear", citou a agência AFP.

A empresa acabou por entregar à EDF um dossier sobre os ecologistas, com base em cerca de 1400 documentos roubados do computador de Yannick Jadot, na altura director de campanha na Greenpeace.

A 24 de Outubro de 2011, o procurador do Tribunal de Nanterre, Benjamin Branchet, pediu a condenação da EDF por "cumplicidade e intrusão informática fraudulenta". O responsável disse, então, ao jornal "Le Monde" que "ninguém se deve sentir autorizado a violar a lei, qualquer que seja a sua função, o seu passado ou a sua rede de influências".

A EDF alegou que apenas pediu à Kargus para vigiar os activistas mas que a empresa de segurança excedeu aquilo que lhe tinha sido pedido. No entanto, ontem, a juíza Isabelle Prevost-Desprez discordou e condenou a três anos de prisão Pascal Durieux (responsável da EDF pela segurança nuclear, em 2006) e Pierre-Paul François (segundo responsável da EDF pela segurança nuclear, em 2006). Também foram condenados à prisão Thierry Lorho, director da Kargus, (uma pena de três anos) e Alain Quiros, responsável pela informática na empresa de segurança (a uma pena de dois anos).

A BBC noticia que a EDF pretende recorrer da sentença.

Para a Greenpeace, o veredicto mostra que “a indústria nuclear não está acima da lei”. “Com as terríveis consequências do acidente nuclear em Fukushima [que ocorreu em Março no Japão], a indústria nuclear precisa ser responsabilizada pelos seus actos mais do que nunca”, escreve a organização ecologista em comunicado.

Esta é uma indústria que “precisa de recorrer a tácticas como a espionagem, manipulação da opinião pública e propaganda” porque “ela própria não acredita nos seus argumentos”, acrescentou. A questão do nuclear é um tema sensível em França, país que depende dos seus 58 reactores para produzir cerca de 80% da electricidade.

As ligações complexas entre a França e a Greenpeace remontam a 1985 quando, a 10 de Julho, os Serviços Secretos franceses afundaram o navio da organização, “Rainbow Warrior”, no porto de Auckland, Nova Zelândia. Meses mais tarde, a 3 de Novembro, dois agentes secretos franceses admitiram, no Tribunal de Auckland, culpas no naufrágio, que matou o fotógrafo português Fernando Pereira, de 35 anos. A embarcação, símbolo da organização ecologista Greenpeace e do activismo ambiental no mundo, preparava-se para protestar contra os testes nucleares no atol de Moruroa, território francês no Oceano Pacífico.

Quase 30 anos depois do naufrágio em Auckland, esta semana a Greenpeace levou o seu novo navio, o "Rainbow Warrior III", de Amesterdão para Londres, na sua viagem inaugural. Esta é a primeira embarcação que a organização constrói de raíz para defender o Ambiente. O "Rainbow Warrior II" foi doado ao Bangladesh como "barco hospital".


* ATITUDE!!!

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NOVA ZELANDIA






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HOJE NO
"A BOLA"

Hora da verdade

Selecção portuguesa sobe ao palco para mostrar que tem lugar entre os melhores da Europa. Vai ser precisa coragem para ultrapassar todas as adversidades. 21.º do ranking da FIFA recebe o 8.º classificado.

Das saídas conflituosas de Ricardo Carvalho e Bosingwa, que se recusam a jogar sob as ordens de Paulo Bento, à derrota e exibição vulgar na Dinamarca, das recentes lesões de Danny e Sílvio ao miserável estado do relvado do estádio Bilino Polje, são distintas e relevantes os episódios e contrariedades que marcaram o passado recente da Selecção Nacional, que, hoje, às 19 horas, dá o primeiro passo para tentar garantir o apuramento para o Euro-2012.

E logo contra a Bósnia, provavelmente, o mais complicado dos adversários que poderia encontrar nos play-off. Mas ninguém pode fugir à realidade e ignorar que Portugal é favorito e tem a obrigação de construir, hoje, um bom resultado.

Já não se vêem bandeiras nas janelas das casas, como há dois anos, poucos são os símbolos nacionais que os carros transportam, mas a selecção Bósnia é cada vez mais o maior motivo de orgulho de um país que atravessa dificuldades gravíssimas e com taxa de desemprego estimada de 43 por cento. A selecção bósnia tem um profundo apelo patriótico, é, seguramente, a maior alegria do povo. Por isso, se joga o play-off numa espécie de catedral de felicidade, na qual todos comungam de um sonho.

O ambiente no estádio vai ser intimidatório, nem será preciso arriscar muito para se adivinhar atitudes hostis. No apuramento para o Europeu, os bósnios ganharam os quatro jogos no estádio Bilino Polje e apenas perderam em casa com a França... em Sarajevo. Há dois anos, só tinham perdido com a Espanha, antes de encontrarem Portugal no play-off para o Mundial.

Desde então, são mais equipa, estão maduros. Basta ver que se mantêm na selecção 16 jogadores que estiveram na convocatória para os jogos com Portugal há dois anos. A Selecção Nacional mudou mais e não necessariamente para melhor. Doze sabem o que é jogar em Zenica. Desde o Mundial Portugal perdeu Miguel, Paulo Ferreira, Deco, Tiago, Simão. Também Ricardo Carvalho e Bosingwa, estes bem recentemente, e por motivos que todos conhecem.


* Hora da verdade não vai ser porque não é verdade que Ricardo Carvalho e Bosingwa não tenham lugar na equipa. Mas quando a afirmação pessoal vale mais que o bom senso é assim. Somos portugueses e muito desejamos resultados positivos para os jogos que faltam, os jogadores merecem-no.


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Marco Tempest - O Mágico de iPod






HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

11 portugueses revelam genoma

O genoma de 11 pessoas foi sequenciado pela primeira vez em Portugal hoje, dia 11/11/11, às 11h00, no Centro de Inovação em Biotecnologia, no Biocant, em Cantanhede. É o início formal do projecto nacional de sequenciação do genoma humano.

O objectivo é criar uma plataforma de análise e gestão dos dados do genoma de cada um, considerada essencial para uma "medicina personalizada", feita à medida do perfil genético de cada doente, afirmou Carlos Faro, director do Biocant.

Tendo informação sobre a constituição biológica de cada um, no futuro o médico pode ajustar a terapêutica ao perfil dos pacientes. "Isto permite uma medicina de precisão, mas de acordo com todos os requisitos legais", sublinha Carlos Faro. Os dados serão armazenados num sistema de segurança máxima, "garantida pela Critical Software" com o apoio do Centro de Física Computacional (CFC) da Universidade de Coimbra. A informação apenas estará acessível aos médicos, assegura Carlos Faro, que prevê o alargamento do projecto à população dentro de um a dois anos.

Carlos Faro, Gonçalo Quadros (Critical Software) e Carlos Fiolhais (CFC) são os primeiros da equipa de 11 pessoas a sequenciar o genoma.



* Ciência é vida, privacidade é liberdade.

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1 - O ENCANTO DE SER PEQUENITO
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