TANGO FLAMENCO
Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
28/06/2011
FMI VERDADES E MENTIRAS
Muitos criticam o FMI. Eu adoro o FMI! Basta ler nas entrelinhas para saber o que está por acontecer mundo afora.
Carregado por sapoia01 em 25 de Jan de 2011
.
ALZHEIMER
CAMPANHA INTELIGENTE
JOÃO MARQUES DE ALMEIDA
O VALOR DAS IDEIAS
Em Portugal, o fosso entre a prática e o discurso políticos é quase tão grande como o défice da República. Falem com a maioria dos responsáveis que passaram pelos governos nos últimos seis anos e, em privado, quase todos dizem que sabiam que o país não podia continuar a viver como viveu.
As contas estavam há muito feitas. A crise financeira de 2008 apenas acelerou o desastre. No entanto, em público, os responsáveis políticos não diziam a verdade porque não sabiam como fazê-lo. Não tinham um discurso político consistente e convincente que justificasse e legitimasse a governação. Resultado: não se fazia o que se dizia; e prometia-se o que não se podia fazer. Portugal viveu nesta hipocrisia organizada durante demasiado tempo.
A incapacidade de explicar a verdade foi compensada com os discursos da necessidade e da imposição externa. A "austeridade" e os "cortes" são necessários porque há uma "crise mundial"; mas depois voltará o mesmo tipo de vida. No fundo não nos identificamos com este tipo de "medidas", mas é a "Europa" que nos "obriga", ou é o "preço" de estar no Euro, ou a condição para nos podermos "financiar nos mercados". A repetição deste tipo de discurso é um dos maiores riscos para o novo governo. E as oposições já estão a empurrar o governo para esse estreito beco, quando afirmam que o programa do governo "foi feito no estrangeiro".
É preciso dizer que, na parte mais importante, as reformas, não foi feito por estrangeiros. O chamado "programa da troika" foi inspirado por portugueses. Uma coligação de portugueses reformistas (que incluía dirigentes dos partidos da coligação, independentes e instituições como o Banco de Portugal, a Comissão Europeia e o FMI) discutiu com os membros da "troika" as reformas de que o país necessita. O programa resulta de uma visão para o país há muito defendida pelos mais reformistas. Mas que nunca foi devidamente explicada aos portugueses.
A partir de agora, o Governo e a coligação reformista que o apoia terão que saber explicar este programa aos portugueses. É fundamental dizer para onde vai o País e convencer que vale a pena fazer sacrifícios. Para isso, será necessário ganhar o debate público. Já começaram a aparecer as vozes que dizem que há vida para além da "troika" e até que haverá vida para além do Euro. O Governo terá que explicar que haverá vida depois da austeridade. Veja-se o que está a acontecer na Grécia. Um dos problemas do governo grego é a incapacidade de construir um discurso que justifique as reformas perante os seus cidadãos.
Pelo contrário, no Reino Unido, a construção de um discurso político reformista, que vá além da austeridade, é uma das prioridades da coligação entre conservadores e liberais. Se o Governo português desvalorizar o debate público, irá perdê-lo e da pior maneira, por falta de comparência. Se o perder, duvido que consiga cumprir o seu programa político.
IN "DIÁRIO ECONÓMICO"
27/06/11
42 - IPSIS VERBIS
FIGUEIREDO SOARES
Presidente da Associação Portuguesa da Qualidade
"Não há outra maneira de dar a volta à crise. Só pode ser pela qualidade, que é a única coisa que temos para vender. É isso que fará o sucesso sustentado de qualquer organização e o sucesso sustentado do país, enquanto macroorganização"
"A qualidade é isto, é fazer das ações que representam ganhos de produtividade nas organizações um hábito para que surjam naturais no sistema de gestão e não forçadas por um cliente que é mais exigente ou por uma situação de mercado em que estamos a ser atacados por alguém. Fazer disto um hábito natural das nossas empresas, é o desígnio da marca Portugal"
"Sabemos que não podemos competir pelo preço nos mercados em que nos estamos e queremos situar. Logo, temos que competir com abordagens que sejam ou de melhoria das condições daquilo que fazemos, daí as abordagens 'Lean', que são totalmente tendentes à redução dos custos de produção e aos ganhos de competitividade pela redução de custos mas, também, e muito, pela inovação, pela criatividade, pela criação de condições de inovação permanente!"
IN "LUSA/DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
28/06/11
Subscrever:
Mensagens (Atom)




