02/11/2010

INSTALANDO A BIBLIOTECA

TRABALHADORES MOÇAMBICANOS


Baixa qualificação de trabalhadores é entrave à competitividade das empresas - patronato

Maputo – A economia moçambicana é, em parte, menos competitiva devido à baixa qualificação da mão-de-obra do país, considera a Confederação das Associações
Económicas de Moçambique (CTA), a maior organização patronal do país.
Durante a sessão da Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), uma instância que reúne regularmente sindicatos, Governo e patronato, orepresentante da CTA no encontro, Justino Chemane, afirmou que “as empresas moçambicanas não têm alternativa senão o
recurso à mão de obra estrangeira, se quiserem competir na África Austral”. “A
fraca qualificação dos nossos quadros significa que as empresas não têm alternativa
a não ser o recurso ao recrutamento de mão– de-obra de outros países”, sublinhou JustinoChemane.
A rigidez da Lei do Trabalho moçambicana torna a opção pela mão-de-obraum ónus para as empresas do país, uma vez que têm de provar ao Ministério do Trabalho que é imprescindível recrutar no exterior, porfalta de pessoal com qualificações para o
posto em causa, assinalou. Apesar de a actual lei laboral moçambicana estar em vigor há apenas três anos, tem sido acusada pelo patronato e investidores de ser mais favorável à mão-obra local e um entrave ao investimento. Vários estudos apontam o ensino moçambicano como um dos mais atrasados da África Austral, baseando-se no facto de crianças moçambicanas completarem o ciclo primário sem competências na leitura e escrita.

IN "BOLETIM LUSA"
01/11/10
MOÇAMBIQUE

MAS O QUE É ISTO????


Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga:
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas:
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas:
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este:
Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar:
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro:
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Tens que fazer uma viagem:
Ano 1978: Viajas num avião de TAP, dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco que cabem dois como tu.
Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto nas calças, que te obrigaram a tirar no controle. Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar e espetas o cotovelo na boca do passageiro ao lado e se tiveres sede o hospedeiro maricas apresenta-te um menu de bebidas com os preços inflacionados 150%, só porque sim. E não protestes muito pois quando aterrares enfiam-te o dedo mais gordo do mundo pelo cú acima para ver se trazes drogas.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula:
Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno:
Ano 1978: Não se passa nada.
Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

Situação: O fim das férias:
Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e psoríase

enviado por SÓNIA I.

ALMORRÓIDA EM PÂNICO - NÚMERO DESGRAÇADO

Número de vítimas já é igual a 2009

Desde o início do ano o ‘CM’ já contabilizou a morte de 29 mulheres em cenários de violência doméstica, tantas quanto no ano passado.

IN "CORREIO DA MANHÃ
02/11/10

PAULO PEREIRA DE ALMEIDA

PAULO PEREIRA DE ALMEIDA

Uma mentira na segurança

A relação entre o fenómeno da pobreza e o da criminalidade é - como, de resto, acontece com todos os fenómenos sociais -, complexa na sua natureza. Na verdade, afirmar que a pobreza é indutora da criminalidade, ou que a desigualdade social motiva (por si só) um aumento da criminalidade, merece uma particular ponderação e cuidado. Vejamos, pois, as duas teses científicas em confronto.
A primeira, e mais divulgada, é a tese de que as pessoas pobres cometem mais facilmente um crime. Esta tese assenta num perigoso pressuposto: o de que existe uma correlação entre crime e pobreza. Esta correlação implica dizer que à medida que aumenta a pobreza também aumenta a criminalidade. E porquê? Essencialmente porque, no raciocínio dos criminologistas que perfilham esta tese, as pessoas ponderam os benefícios e as consequências para quem comete um crime e - assim sendo - ponderam se têm mais a ganhar ou a perder com esse crime. Ora, se quem é pobre presume que terá muito pouco a perder (assumindo aqui que se pensa sobretudo em bens materiais), também serão as pessoas pobres que terão uma maior probabilidade para cometer crimes, em particular os chamados crimes contra a propriedade (como furtos, roubos, pequenos delitos). E a realidade é que estes representam sempre uma experiência traumática e muito incómoda para as vítimas. Em Portugal, equivalem a 56% da criminalidade na última década. A mais de metade da criminalidade, portanto.
A segunda tese, menos conhecida mas com evidências científicas cada vez mais fortes, é a de que um controlo científico da criminalidade pode - em épocas de crise e de aumento da pobreza - ser indutor da redução do crime. Não se trata - bem entendido - de uma tese que visa aumentar a repressão ou ir de encontro a um "Estado policial". Muito pelo contrário: o controlo do crime é visto como um dos principais factores para manter os níveis de segurança económica e, desse modo, evitar a degradação das comunidades e a entrada dos jovens em carreiras de crime e de desvio. É por esta razão que - paradoxalmente para os que defendem a tese anterior - as estatísticas de crimes violentos diminuíram 8% e as dos pequenos delitos 10% no mais recente período de recessão económica dos Estados Unidos da América: entre 2008 e 2009.
Há, pois, uma mentira na segurança: a de argumentar que a descida nas estatísticas da criminalidade é - por si só - um indicador da eficácia das Forças de Segurança (FS) e da acção do Ministério da Administração Interna. Não é verdade: o que distinguirá um governo que anda à deriva de um governo que pensa seriamente na criminalidade será uma avaliação integrada e científica do crime. Integrada, porque está disponível para todas as FS em tempo real e é partilhada de modo construtivo. Científica, porque recorre aos métodos de futuro, como o COMPSTAT e a Polícia baseada na inteligência. E, acima de tudo, séria, porque não se baseia em manipulações de circunstância - graves - ou em cortes cegos - e dramáticos - em apoios sociais

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
29/10/10

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