02/11/2010

AUTOMÓVEL DO FUTURO

OBRIGATÓRIO COMPRAR



NR:Seja qual fõr a sua tendência política caro visitador, este livro elucida-o sobre o comportamento da nossa economia durante cem anos.Intereesa pouco se o livro é escrito por pessoas de "esquerda", interesa é estar informado e o livro cumpre o objectivo.

O CLÃ DAS ALMORRÓIDAS


Por cada 5 governantes há um homem do BCP

'Os Donos de Portugal', de cinco bloquistas, conta a história de como os senhores do dinheiro se tornaram "donos dos governos"

Depois de vencer eleições Durão Barroso convidou para ministro da Economia Carlos Tavares, vice--presidente no grupo Santander. Quando, quatro anos mais tarde, José Sócrates pensou num homem para aquele lugar no seu Governo socialista pescou Manuel Pinho nos quadros da administração do BES. Passos Coelho não é primeiro-ministro. Mas na esperança vir a sê-lo, já terá reservado ao Grupo Mello António Nogueira Leite - também apelidado de "próximo ministro das Finanças".

O elenco é apenas uma amostra da relação estreita entre a banca e a política na democracia portuguesa. Ao longo das últimas três décadas e meia, um em cada cinco ministros ou secretários de Estado em pastas com ligações aos negócios tem uma passagem pelo grupo millenium BCP no currículo. No caso do BES, o segundo banco privado, a proporção é de um por cada dez.

A conclusão está escrita em Os Donos de Portugal - Cem anos de Poder Económico 1910-2010. O ensaio co-escrito por cinco dirigentes do Bloco de Esquerda foi publicado na última semana. Francisco Louçã disse na sessão de apresentação que o livro conta a história sobre a forma como "a finança e o poder foram irmãos gémeos na constituição da riqueza e do privilégio".

Os autores reuniram os currículos de 115 ministros e secretários de Estado de PS, PSD e CDS desde os anos 1970. "O que verificamos é que existe uma relação muito forte entre o poder político e o poder económico," disse ao DN o deputado Jorge Costa.

"Os grupos económicos têm um interesse declarado em pessoal político, porque conseguem através deles garantir o acesso às redes de influência."

Recordando os percursos de Jorge Coelho, antigo ministro das Obras Públicas de António Guterres que passou para a Mota-Engil, e Ferreira do Amaral, que após o Executivo de Cavaco foi para a Lusoponte, o livro denuncia "uma ascensão social vertiginosa" dos governantes. "São pessoas que entraram para os grupos económicos depois de estarem no poder político e que com isso se tornam milionários que nunca foram."

Jorge Costa explica que "o trânsito entre cargos políticos e os conselhos de administração das grandes empresas é uma face da relação de favor" entre o Estado e as famílias detentoras dos grandes grupos económicos a que chamam "os donos de Portugal".

Porque o fio condutor do livro é a história de como os senhores do dinheiro se tornaram "donos dos governos" do País e como o Estado os ajudou a construir e a manter a sua riqueza durante quatro regimes e um século.

"O núcleo de famílias que constitui o centro do poder demonstrou ao longo dos tempos a capacidade para se ligar ao Estado," disse o deputado bloquista.

"Ricardo Salgado disse há algum tempo que o seu banco (o BES) é o banco de todos os re- gimes", lembrou Jorge Costa, notando que que além dos Espírito Santo também os Champalimaud e os Ulrich dominavam os negócios na viragem do século.

Os autores traçam o percurso de concentração da riqueza, desde as rendas dos tabacos até aos contratos exclusivos no Império.

As nacionalizações foram um momento de ruptura, mas, diz Jorge Costa, tornaram-se numa oportunidade para os antigos proprietários. "As empresas foram concentradas e depois devolvidas em termos de favor aos seus donos."

O livro mostra ainda como "os donos de Portugal" se tornaram através dos matrimónios entre os seus descendentes e se tornaram todos uma "grande família".

IN "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
02/11/10

MARIANNE FAITHFUL - BROKEN ENGLISH

ALMORRÓIDA TÓXICOLEGAL


Empresário abre loja de drogas legais no 
centro de Cascais onde “há melhores clientes”

A primeira loja de drogas legais nos arredores de Lisboa abriu portas em Cascais, um local escolhido pelo proprietário que optou pela vila por considerar que este é o sítio onde os consumidores têm mais poder de compra.

“Aqui as pessoas entram, olham, perguntam quando têm dúvidas e compram sem preocupações de preço”, afirmou à Lusa Luís Vitorino, proprietário e gerente da loja.

Localizada no edifício Baía, com janela aberta para o Largo Camões, esta é a primeira “smart shop” a abrir nos arredores de Lisboa e facilmente passaria despercebida não fosse a placa verde de um dragão com asas e a cuspir fogo a anunciar a “Imperium – Alucina a tua mente”.

Lá dentro, várias substâncias expostas em montras envidraçadas, desde ervas, sementes, cogumelos alucinogénicos, chás, incensos e afrodisíacos.

“Trata-se de produtos naturais, legalizados, com os mesmos efeitos do ecstasy ou LSD mas sem consequências negativas para a saúde”, afirmou convicto o responsável.

Com entrada permitida só a maiores de 18 anos, as portas desta “smart shop” estão abertas das 12:00 até às 24:00 e, apesar de estar em funcionamento há menos de um mês, o movimento é notório.

“Tem havido muita afluência de pessoas, a clientela é boa. Alguns vêm por curiosidade, outros estão informados e vêm direitos ao que procuram”, disse o gerente.

Um jovem, residente em Cascais, conversa com o proprietário à procura de um produto específico. Parece saber bem o que quer: “uma coisa que me ajude a relaxar, que seja forte, mas calmante. Nada de alucinogénicos”.

Luís Vitorino sugere a “Dragon”, a erva mais forte que tem, de três gramas e, por isso, mais cara (45 euros).

O cliente aproveita ainda para levar uns acessórios, mortalhas e filtros.

Entusiasmado com a abertura do novo espaço, o cliente agradece ao proprietário a oportunidade de a partir de agora poder comprar os produtos que deseja sem ter de se deslocar a Lisboa, prometendo “voltar mais vezes”.

Contudo, há quem não veja com bons olhos esta novidade em Cascais. Alice Cruz, de 50 anos, não concorda que o concelho incentive o consumo de drogas, ainda que sejam legais.

“Isto não tem nada a ver com Cascais, que é um local de tanta gente mais conservadora. No Bairro Alto ainda se percebe, porque é frequentado por mais jovens, estrangeiros e de vários estratos sociais, mas aqui não faz sentido”, sustentou.

Também Luís Vitorino disse já se ter apercebido dos “comentários menos agradáveis” em surdina de quem passa à porta do estabelecimento e dos “olhares de lado”.

“Há senhoras que olham para dentro da loja com um ar desconfiado e quando se apercebem do que está à venda fazem um ar reprovador”, adiantou.

Opiniões diferentes têm três jovens, entre os 24 e 26 anos, já clientes do novo estabelecimento de Cascais.

“É uma forma de abrir mentalidades, fugir às drogas ilegais, além de que é um negócio como todos os outros”, explicou à Lusa um dos rapazes.

“Antes tínhamos de ir a Lisboa, agora temos a loja mais perto. Para nós é vantajoso”, rematou o amigo.

Mas nem só de drogas vive a “Imperium”. Além de acessórios, como as tradicionais “chichas” marroquinas, estão ainda à venda peças de vestuário.

Com licença atribuída pela Câmara de Cascais e com fiscalização da ASAE, Luís Vitorino explicou que o processo para legalização do estabelecimento foi muito demorado, cerca de três anos.

Num cenário de cores suaves a remeter para uma ambiente “zen”, Luís Vitorino assegurou que a nova loja não se destina a um escalão etário específico, mas sim, a atrair todo o tipo de clientes.

Para a Associação Empresarial do Concelho de Cascais, a nova loja traz um conceito “controverso” e “polémico”, mas que não causa constrangimentos uma vez que respeita a legalidade.

“É um facto que não é um negócio normal, mas para nós, na ótica empresarial e comercial, desde que seja legal é bem vindo a Cascais”, disse à Lusa o presidente daquela associação Armando Correia.

IN "i"
02/11/10

AURORA BOREAL


enviado por D.A.M.

1 - BOA EXPLICAÇÃO SOBRE OS CHACRAS



(continua próxima terça 09/11/10)