Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
31/10/2018
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HOJE NO
"RECORD"
Médicos dizem que o calor pode matar atletas na maratona de Tóquio'2020
Apelam a que a prova comece mais cedo
Os responsáveis médicos do Japão apelaram esta quarta-feira à
organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020 para que iniciem a
maratona às 05:30, justificando que o forte calor, mesmo de manhã, pode
"matar" atletas.
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"Estamos seriamente preocupados", começou por referir Kimiyuki Nagashima, responsável máximo da Associação Médica do Japão, depois de Tóquio sofrer no verão uma vaga de calor sem precedentes.
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"Estamos seriamente preocupados", começou por referir Kimiyuki Nagashima, responsável máximo da Associação Médica do Japão, depois de Tóquio sofrer no verão uma vaga de calor sem precedentes.
A Associação pretende que a maratona, que deveria começar às 07:00, seja
antecipada para as 05:30, pelo facto de o percurso passar em pontos de
forte calor, que obrigariam à interrupção da atividade física.
As autoridades estão a estudar várias alternativas para contrariar os efeitos das temperaturas.
"O risco de um golpe de calor não é apenas para os atletas, mas também para o 'staff' e o público, o que exigirá um pedido anormal de serviços de urgência e que poderá ter consequências para o normal funcionamento das instituições médicas e doente regulares", acrescentou Kimiyuki Nagashima.
Este verão, em julho, o Japão, a península da Coreia e a China, bateram recordes de calor, com a cidade nipónica de Kumagaya a atingir os 41,1 graus centígrados, a temperatura mais alta registada no país.
As autoridades estão a estudar várias alternativas para contrariar os efeitos das temperaturas.
"O risco de um golpe de calor não é apenas para os atletas, mas também para o 'staff' e o público, o que exigirá um pedido anormal de serviços de urgência e que poderá ter consequências para o normal funcionamento das instituições médicas e doente regulares", acrescentou Kimiyuki Nagashima.
Este verão, em julho, o Japão, a península da Coreia e a China, bateram recordes de calor, com a cidade nipónica de Kumagaya a atingir os 41,1 graus centígrados, a temperatura mais alta registada no país.
* Não venham dizer que os médicos são alarmistas!
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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
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"Lei Uber" entra em vigor. O que muda?
Há novidades para os motoristas, para os passageiros, para as empresas parceiras e as próprias plataformas eletrónicas.
A lei que regulamenta as plataformas eletrónicas de transporte, como a
Uber ou a Cabify, entra em vigor nesta quinta-feira. A formação dos
motoristas e o licenciamento no Instituto da Mobilidade e dos
Transportes (IMT) passam a ser obrigatórios, assim como o pagamento de
uma taxa de cinco por cento por cada viagem.
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Depois de uma
primeira aprovação na Assembleia da República - que depois foi vetada
pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa -, vários meses de
discussão, uma segunda aprovação com alterações ao diploma e uma
manifestação de taxistas que durou uma semana, a legislação que
regulamenta a atividade de transporte individual e remunerado de
passageiros em veículos descaracterizados através de plataforma
eletrónica (TVDE) está em vigor.
Motoristas recebem formação e regras mais apertadas
A partir de agora, os condutores vão passar a denominar-se motoristas de transporte em veículo descaracterizado a partir de plataforma eletrónica, ou, simplesmente, motoristas TVDE, e é também obrigatório que tenham carta de condução há mais de três anos para a categoria B, com averbamento no grupo dois.
Para
estar a trabalhar de acordo com a lei, os condutores também têm de ter
contrato escrito com um parceiro, que passa a desempenhar a função de
entidade empregadora.
Os motoristas TVDE têm ainda restrições que não se aplicam aos taxistas: não podem circular nas faixas BUS, recolher passageiros na rua sem marcação através da aplicação ou parar em praças de táxis.
Estes motoristas também não podem estar ao volante mais do que dez horas,
independentemente da empresa para que trabalhem (Uber, Cabify, Taxify
ou Chauffeur Privé) - as operadoras devem, aliás, bloquear
automaticamente as contas quando for ultrapassado o período laboral
definido.
A nova lei também obriga os motoristas a completar um curso de formação, válido por cinco anos,
com parâmetros específicos sobre comunicação e relações interpessoais,
normais legais de condução, técnicas de condução, regulamentação da
atividade que desempenham, situações de emergência e primeiros socorros.
Os
motoristas TVDE só podem recusar viagens em três ocasiões: se o serviço
implicar a circulação por estradas danificadas, se for solicitada por
pessoas com comportamentos perigosos, se as características da bagagem
danificarem o veículo.
O transporte de animais nunca pode ser
recusado, se estes estiverem devidamente acondicionados para viajar e
não houver implicações para o bom funcionamento da viagem.
Há novidades para os passageiros?
Os passageiros também estão contemplados na lei que está em vigor. Independentemente da plataforma que for utilizada, os utilizadores têm o direito de solicitar um carro que possa transportar passageiros com mobilidade reduzida.
A
nova lei também delega competência aos tribunais portugueses para
resolver questões conflituosas entre utilizadores e a empresa parceira
ou a própria plataforma eletrónica, podendo as queixas ser submetidas
diretamente nas aplicações móveis de cada operadora.
No diploma
também está previsto que as viagens não podem ser recusadas por em
função da "ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil,
situação familiar, situação económica, origem ou condição social,
deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica ou raça,
território de origem, língua, religião, convicções politicais ou
ideológicas e filiação sindical".
Registos obrigatórios no IMT para as empresas
Em relação às entidades empregadoras, é agora obrigatória a constituição de uma empresa para ser parceiro de uma das plataformas e poder ter automóveis, uma vez que a lei apenas permite a atividade a "pessoas coletivas". O início da atividade está também sujeito ao licenciamento no IMT,
licença essa que tem validade de dez anos. O Instituto da Mobilidade e
dos Transportes também vai fornecer um dístico, que deverá estar visível
no vidro da frente do carro ou no de trás.
Se o IMT não
se pronunciar sobre o pedido de licença num prazo de 30 dias, esta pode
ser automaticamente aceite por deferimento tácito.
Todos
os veículos que operem ao abrigo da lei TVDE não podem ter mais do que
sete anos e têm de estar registados numa das quatro plataformas (até
agora) que operam em Portugal. Também não vai ser possível a colocação
de publicidade no exterior dos veículos.
As empresas de táxis
também passam a poder ter carros ao serviço da Uber ou da Cabify, basta
cumprirem os mesmos requisitos do que as empresas que operam apenas
TVDE.
A terceira grande novidade é o pagamento de uma
contribuição. Até agora, as viagens destes operadores não eram taxadas.
Isso vai mudar.
Vai ainda ser cobrada uma percentagem única de cinco por cento dos valores da taxa de intermediação cobrada pelo operador de plataforma eletrónica em todas as operações. Esta vai variar de operador para operador
e será calculada mensalmente em função da base das taxas de
intermediação cobradas em cada um dos serviços prestados no mês
anterior.
Este pagamento visa compensar os custos administrativos
de regulação de acompanhamento das respetivas atividades e estimular o
comprimento dos objetivos nacionais em matéria de mobilidade urbana.
A
Autoridade da Mobilidade e dos Transportes fica responsável por
verificar a conformidade da atividade destas plataformas com a
legislação nacional e as regras da concorrência, de acordo com o diploma
que entra agora em vigor.
No caso de incumprimento da lei, as
coimas podem variar entre os 2000 e os 4500 euros para pessoas
singulares, e entre os 5000 e os 15 mil euros para empresas.
Como se chegou a esta lei?
A
lei das plataformas foi aprovada pela primeira vez em março deste ano,
mas acabou vetada pelo Chefe do Estado em abril. Foi novamente a votos
em 12 de julho, depois de vários meses de ajustes, e foi aprovada na
especialidade com os votos a favor de PS, PSD e PAN, os votos contra do
PCP, BE e Os Verdes, e a abstenção da bancada parlamentar do CDS-PP.
Foi, desta vez, promulgada em 31 de julho por Marcelo Rebelo de Sousa e publicada em Diário da República
em 10 de agosto. Em setembro, as associações que representam o setor do
táxi convocaram uma manifestação em Lisboa, Porto e Faro, com vista à
revogação da lei.
Os protestos só desmobilizaram depois de haver
promessa da esquerda de que iria pedir a revogação da lei. Em 19 de
outubro, PCP e BE propuseram a revogação do diploma e o partido
ecologista Os Verdes apresentou três propostas de alteração à lei que
está agora em vigor.
As duas revogações e as três propostas acabaram por ser rejeitadas com os votos contra do PS, PSD, CDS-PP e PAN, e os votos favoráveis de BE, PCP e PEV.
* Em primeiro lugar desejaríamos que os deveres e responsabilidades de motoristas de táxis e os de outras plataformas fossem iguais em absoluto. Até no horário de trabalho pois muitos motoristas de táxis trabalham mais de 10 horas correndo riscos de fadiga que podem prejudicar o cliente.
Em princípio fomos muito cépticos em relação ao uso de transporte público através de plataformas digitais, a última greve dos taxistas foi muito esclarecedora, desde então só se de todo não pudermos é que utilizaremos o serviço táxi.
Nos carros descaracterizados não levamos com música aos berros, com calor ou frio demasiado, com cheiro de tabaco ou comida, com telefonemas que põem em perigo a condução, com indisponibilidade de troco e sobretudo com a tentação subjacente de ir por um percurso mais longo ou menos rápido.
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FONTE:
#ToPeSQueNTa
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3~FED UP
O filme que a indústria
alimentar não quer que assista
O documentário “Fed Up”, nos EUA, aborda a questão do consumo exagerado
de açúcar e junkfood e a consequente epidemia da obesidade mundial.
Em “Fed Up”, Couric quis desmascarar diversos mitos da alimentação e
deixar de culpabilizar somente a gula e o sedentarismo pelos altos
índices de obesidade a partir da infância. Segundo as informações
veiculadas pelo filme, o ganho de peso também é um resultado natural de
políticas públicas frouxas e da indústria de alimentos, que se aproveita
da alta palatabilidade de produtos cheios de açúcares, sal e gorduras.
O objetivo do documentário é “que as pessoas fiquem literalmente fartas
(fed up) com o sistema que permitiu que a indústria de alimentos
atingisse as crianças de uma forma tão perversa, e também que as pessoas
se armem com os fatos para que tenham mais controle da situação”.
O documentário apresenta também a evolução da obesidade e do diabetes a
partir de 1981, quando o presidente Ronald Reagan reduziu em US$1,4
bilhão o orçamento para alimentação nas escolas, abrindo as portas para
convênios com redes de fast-food como McDonald's e Pizza Hut nos
refeitórios das escolas norte-americanas. Os casos de diabetes juvenil
passaram de 0 a 57,938 entre 1980 e 2010, afetando especialmente a
comunidade latina, na qual estas empresas se centraram.
FONTE:
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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/
/DA MADEIRA"
Mundo caminha para mistura explosiva
.entre poder e ignorância
.entre poder e ignorância
O
mundo caminha para uma tendência de “mistura explosiva entre poder e
ignorância”, que o físico Carlos Fiolhais disse hoje esperar que “não
nos expluda na cara”, referindo-se à evolução política e de Governo no
outro lado do Atlântico.
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“Estamos a começar uma mistura explosiva
entre poder e ignorância. Espero que não nos expluda na cara”, disse
Carlos Fiolhais na Torre do Tombo, em Lisboa, na abertura do ciclo de
conferências “Mês da Educação e da Ciência -- Para Aprender ao
Quadrado”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, uma iniciativa da
qual é coordenador.
Na apresentação do ciclo de debates e
conferências que hoje se iniciaram e se estendem até 23 de novembro, o
físico defendia a importância da educação e da ciência e a sua “ligação
íntima” e indissociável quando, depois de uma referência a Charles
Darwin e ao arquipélago da Madeira -- que o naturalista nunca chegou a
visitar -- se referiu ao panorama político “do outro lado do Atlântico”,
aludindo, ainda que sem os mencionar diretamente, a Trump, nos EUA, ou a
Bolsonaro, no Brasil.
Para Carlos Fiolhais, a educação e a ciência têm que ser vistas como a solução para evitar a ascensão de fenómenos como estes.
O
primeiro debate colocou lado a lado a professora inglesa e especialista
em educação Daisy Christodoulou e o professor do 1.º ciclo, Rui Lima,
várias vezes vencedor de um prémio da Microsoft no âmbito da educação
inovadora, que discutiram a importância, os méritos e os problemas das
escolas inovadoras e da criatividade no ensino.
Se a criatividade
deve, ou não, ser ensinada nas escolas, como uma competência autónoma e
a aposta num ensino assente em desenvolvimento de projetos
multidisciplinares -- uma das mudanças introduzidas nas escolas
portuguesas com o projeto de autonomia e flexibilização curricular --
estiveram em debate.
A especialista britânica, numa visão mais
conservadora, defendeu a importância de um ensino mais tradicional,
assente em disciplinas individualizadas, até porque entende que “a
criatividade não é uma competência genérica e transferível, ou
ensinável”, resultando, isso sim, da capacidade de se evocar o
conhecimento adquirido, relacionando-o e criar algo de novo.
O
conhecimento deve ser, na perspetiva de Daisy Christodoulou, o objetivo
primordial do ensino, argumentando contra a ideia do ‘multitasking’ no
ensino, ou seja, o conceito de aprendizagem multidisciplinar ou em
projeto, o que acabou por ser o principal ponto de discórdia com a
exposição do professor Rui Lima, que defendeu que os projetos “potenciam
a capacidade de adquirir conhecimento” e de o tornar efetivo e
permanente na cabeça dos alunos.
Recusou a ideia de dispersão de
atenção neste tipo de ensino, dizendo que ao trabalhar em função de um
objetivo se obriga os alunos a um foco no que se pretende atingir e nos
meios necessários para lá chegar.
Rui Lima referiu que na sua
escola, o colégio particular Monte Flor, os currículos não ficam para
trás neste tipo de aprendizagem, refutando, assim, relativamente a este
método um dos principais receios dos pais, mas também de professores --
seja por resistência à mudança, seja porque no final da escolaridade
obrigatória há exames nacionais que condicionam o acesso à universidade.
E
exemplificou, dizendo que num ano letivo a sua escola desenvolveu 38
projetos que abrangeram todas as áreas curriculares de forma integrada,
dando resposta ao que os currículos previam que fosse trabalhado.
A
Batalha de Aljubarrota ocupou um trabalho de projeto de uma das suas
turmas, que a trabalhou criando uma animação em vídeo que contava a
história de um dos momentos-chave da História de Portugal, e para o qual
foi necessário um trabalho de pesquisa, seleção e organização de ideias
prévio que levam Rui Lima a afirmar que os alunos também aprendem
fazendo.
Não aceita, no entanto, uma ideia de
desresponsabilização do professor neste processo, que deve estar sempre
presente, acompanhando e monitorizando o trabalho e as aprendizagens,
que não devem deixar de ser orientadas pelos docentes, acrescentando que
não é partidário da ideia de que os alunos só devem aprender o que
quiserem aprender, por ser mais motivador estudar os temas que são do
seu interesse, ainda que lhes deva ser permitida uma voz ativa no seu
próprio processo de aprendizagem.
Sobre tecnologia, a professora
britânica alertou para o potencial distrativo das aprendizagens que
aplicações e dispositivos podem representar para crianças e adolescentes
e Rui Lima, que sublinhou o carater quase pioneiro de Portugal na
introdução de tecnologias nas escolas, criticou que isso tenha
acontecido quase numa lógica de despejo ou depósito, sem que a
tecnologia tenha representado uma efetiva mudança para as escolas e na
forma como nelas se trabalha e educa, ironizando que com computadores os
alunos deixaram de escrever em papel para passar a escrever no ‘Word’ e
passaram a fazer desenhos no ‘Paint’.
* Concordamos em absoluto com as afirmações do prof. Carlos Fiolhais.
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