Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
28/09/2010
AMOR TELETRANSPORTADO
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ALMORROIDAS EM MOÇAMBIQUE
Moçambique é corredor de drogas para
Europa e África do Sul
– revela um estudo da Chatham House, uma organização não governamental sedeada em Londres
Maputo (Canalmoz) – Mais um estudo internacional aponta Moçambique como um dos grandes corredores de tráfico de diferentes drogas, mormente heroína, mandrax, cocaína e suruma, cujo destino preferencial é o mercado europeu e da vizinha África do Sul.
O relatório denominado “Moçambique: Equilibrando o Desenvolvimento, a Política e a
Segurança”, concluído em Agosto último, está a circular já no país, desde a semana
passada.
A Chatham House, anteriormente conhecida como Royal Institute of International Affairs – uma organização não governamental sedeada em Londres – diz que há um abastecimento constante de mandrax, vindo da Índia e destinado principalmente ao mercado sul-africano, via Moçambique.
Para além disso, a cannabis sativa e seus derivados – vulgo suruma – a heroína
e a cocaína também transitam pelo país com destino a vários países. Dessas drogas,
a cocaína que vem da América do Sul é tida como a que mais transita cada vez mais
por Moçambique com destino à Europa.
Para além das grandes quantidades de droga que transitam pelo país, uma outra parte da cocaína entra no país escondida no organismo humano de pequenos traficantes, esta, segundo o relatório, destinada ao consumo interno.
Esta prática ocorre por “falta de controlo das longas fronteiras terrestres existentes no território moçambicano”, refere o relatório.
Criminosos politicamente influentes
A Chatham House aponta uma alegada ineficiência das autoridades moçambicanas no controlo do tráfico de drogas. Diz ser este, por um lado, um dos factores que concorre para a proliferação de supostos “barões de drogas”. Estes, assegura o relatório, têm contactos políticos e astúcia necessários para fazer com que as autoridades presentes nos lugares por onde passa a droga, no acto da fiscalização, finjam não ver o que está dentro dos contentores. Enquanto isso, refira-se que sobre os dirigentes políticos moçambicanos, a União Africana, no seu relatório sobre Moçambique, denunciou recentemente a existência, na administração do Estado, das empresas públicas e mesmo no sector privado, de uso da influência do poder para
benefícios pessoais ou em troca de compensações financeiras e outras relacionadas.
Alfândegas e serviços de Migração ineficazes
Ademais, a Chatham House comenta que embora teoricamente as autoridades alfandegárias e de migração afirmem ter capacidade de controlo, em todos os pontos formais do País, na prática a verdade manda dizer que não conseguem controlar as grandes extensões de fronteiras abertas que existem entre os países.
IN "CANALMOZ"
27/09/10
MANUELA ARCANJO
Que grande surpresa
Nesta segunda quinzena do mês de Setembro parecia que tudo estava dentro da normalidade: a abertura do ano escolar, a elaboração do Orçamento do Estado para 2011
Nesta segunda quinzena do mês de Setembro parecia que tudo estava dentro da normalidade: a abertura do ano escolar, a elaboração do Orçamento do Estado para 2011, a insistência de Passos Coelho numa revisão constitucional que só ele considera prioritária, a Assembleia da República tranquila e a chegada do Outono. Bom, diferente mesmo foi a ideia extravagante de José Mourinho poder treinar a selecção nacional nos dois próximos jogos, facto que dominou, com a paixão habitual, a comunicação social.
Mas, de repente, ouço numa estação de rádio que o FMI já estaria em Lisboa! E, a seguir, imensos comentários sobre a, já dada como certa, intervenção desta instituição. Muitos dos "comentadores" explicavam de forma muito assertiva a razão para este facto e davam o País numa situação catastrófica, idêntica à vivida recentemente pela Grécia. E logo surgiram imensas ideias - digamos assim, por respeito - sobre medidas que o Governo deve/tem de tomar ainda este ano para repor a normalidade.
Mas, afinal, o que tinha acontecido assim tão de repente e com uma tal gravidade? Foi fácil perceber que se tinha tratado da divulgação, pelo Ministério das Finanças, do boletim de execução orçamental de Agosto. Abri de imediato o ficheiro para perceber a dimensão da catástrofe orçamental.
Antes de dedicar umas linhas desta crónica aos valores da execução (Janeiro a Agosto de 2010 e variação homologa), devo recordar que logo na apresentação do OE em vigor lhe atribuí um alto risco de execução: num horizonte temporal de elevada incerteza, algumas rubricas da receita e da despesa suscitaram-me sérias dúvidas - certezas só o Ministro das Finanças - sobre a respectiva sobrestimação e subestimação, respectivamente. Adicional e infelizmente, temos sempre de considerar quer as medidas que todos apoiam - incluindo a Assembleia da República - sem pensar nos encargos orçamentais (acordo com os sindicatos dos professores do ensino não superior) quer aquelas que sendo anunciadas encontram dificuldades de implementação (introdução de portagens em algumas das Scut).
Voltemos à execução orçamental agora divulgada. Alguns dos valores eram esperados, como é o caso, por exemplo, do aumento nos Encargos com os Juros da Dívida (8.5%) e da redução de receita em Impostos Directos (-6.7%). Na despesa corrente do Estado, o elevado aumento da Despesa em Pessoal (3.9%) teve um efeito de choque e foi entendida como um sinal de derrapagem. Claro que num ano em que o défice tem de sofrer uma forte redução e tendo em conta que se trata de uma área de despesa que sofreu noutros países Europeus uma dura contenção, é quase obsceno que se apresente esta evolução! Mas, como tudo na vida, tem a sua explicação: lá estão identificados, num texto muito claro, os encargos com docentes e as alterações remuneratórias das forças de segurança e militares. Ninguém deu por isto e/ou também os partidos da oposição estão sempre em campanha eleitoral?
A execução orçamental até Agosto não nos deixa totalmente confiantes no cumprimento da meta do défice sem que novas medidas sejam tomadas até tendo em conta o efeito quase imediato deste "clima catastrófico": Portugal não tem nem vai ter dificuldade de financiamento, mas os juros pagos atingiram na passada semana um valor brutal (6,24%) que exerce uma pressão adicional sobre o OE.
A situação económico-financeira é difícil, mas outra coisa é, por mero jogo político de uns ou por necessidade de protagonismo de outros, gerarmos um ambiente interno que é de imediato aproveitado pelos mercados financeiros.
Claro que o Governo não ajuda: não tem a imagem de força que se impunha neste momento isto é, conseguir dizer basta, saber dizer não e, muito importante, transmitir, a nível interno e internacional, meia dúzia de ideias que se entendam ser uma estratégia.
Professora universitária (ISEG) e investigadora. Economista.
in "JORNAL DE NEGÓCIOS"
27/09/10
Bicicleta do Volkswagen
Bicicleta de Volkswagen A indústria automobilística finalmente entendeu o conceito de Mobilidade Sustentável. A Volkswagen apresentou seu primeiro veículo de duas rodas e o conceito "Think Blue" na Auto China 2010. Por incrível que pareça, a bicicleta da Volkswagen chamou mais a atenção da gente que os próprios carros da marca. A empresa se referiu a ela como una obra de arte da mobilidade. A VW Bik.e não tem pedais, se dobra, possui freios a disco nas duas rodas e funciona com bateria que pode ser recarregada no próprio carro com 12 volts, corrente contínua ou numa tomada de corrente alternada comum. Tem muito boa autonomia. Foi concebida para se encaixar perfeitamente no compartimento da roda de auxílio do carro. O conceito de mobilidade deste equipamento está concebido como um complemento do carro. Assim, o condutor poderia deixar o carro num estacionamento fora dos grandes centros congestionados e se dirigir com a bicicleta elétrica aos centros de maior congestão. |
enviado por BÉ
TERAPIA PARA AS ALMORRÓIDAS
António Barreto: direito à saúde, educação
e habitação é incompatível com a crise
Em declarações à agência Lusa, no final de uma palestra sobre "Desenvolvimento Regional de Cidadania", promovida pelo Rotary Club de Coimbra/Olivais, o antigo ministro disse ser necessário fazer uma distinção entre direitos fundamentais e direitos sociais e económicos.
"Vamos à Constituição e vemos que o cidadão português tem todos os direitos e mais alguns. Tem direito à saúde e educação de graça, à habitação", disse António Barreto, considerando que estes direitos "não são compatíveis" com o actual estado das finanças públicas.
O sociólogo acrescentou que gosta de "distinguir entre os direitos que devem ser absolutamente invioláveis – direito à privacidade, à integridade humana individual, direito à boa reputação, de voto, de expressão, de circulação – e os outros, que são interessantes, importantes, mas não são do mesmo nível de inviolabilidade como são os outros".
Questionado pela Lusa, António Barreto adiantou ainda que é contra a abertura de um processo de revisão constitucional nesta altura, defendendo "que deveria ser daqui a seis meses ou um ano, depois da eleição do Presidente da República e devia ser feita com mais calma, sobretudo que não fosse uma armadilha entre partidos".
"Tudo leva a crer que isto se está a transformar numa espécie de armadilha de partidos, em que estão a colocar a hipótese de fazer negociação entre umas coisas do Orçamento e umas coisas da Constituição ou outras coisas quaisquer ou coligação, na esperança das próximas eleições presidenciais ou legislativas", referiu.
Segundo o antigo governante, doutorado em Sociologia pela Universidade de Genebra, "o terrorismo, a insegurança económica e a cupidez dos muitos ricos" são ameaças para as sociedades contemporâneas no que toca à diminuição de direitos dos cidadãos.
IN "PÚBLICO"
28/09/10
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