12/02/2026

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CLXV- Cidades que soluções
METRÓPOLES/128
ENHENHARIA URBANA 
CASAS CAIXOTE
A INSANIDADE EXPLICADA
COMO ENXERGAR A CIDADE 
BRASIL

 
(CONTINUA PRÓXIMA QUINTA)
* Neste vídeo, eu analiso por que as casas “caixote” viraram o padrão da classe média e alta no Brasil e quais são as consequências técnicas, térmicas, ambientais e sociais desse modelo. 
Vai entender como a eliminação do telhado, do beiral e das varandas, junto com o uso excessivo de vidro e lajes expostas, cria casas mais quentes, mais caras de manter e mais dependentes de ar-condicionado. 
 
O vídeo explica, com base em física do calor e arquitetura bioclimática, como funciona o efeito estufa dentro das residências, por que fachadas de vidro sem proteção aumentam a temperatura interna e como a ausência de beiral acelera infiltrações, mofo e degradação da fachada. 
 
Também mostro por que a laje impermeabilizada vira um “radiador” sobre a casa e gera problemas crônicos de manutenção. Além da parte técnica, o vídeo entra na economia política da construção civil. 
 
Vai ver como a “casa caixote” é um produto mais lucrativo para o mercado imobiliário, como a precarização da obra foi reembalada como “design contemporâneo” e como os custos reais de energia e manutenção são jogados para o morador ao longo do tempo. Na parte ambiental, explico a relação entre esse modelo de casa, o aumento do consumo de energia, a formação de ilhas de calor urbanas e a alta pegada de carbono do concreto, do aço e do vidro. 
 
Também falo sobre como a perda de áreas verdes e a impermeabilização do solo pioram o microclima das cidades. O vídeo apresenta alternativas práticas baseadas em arquitetura bioclimática e soluções vernaculares adaptadas ao Brasil: uso de beirais e varandas, brises, cobogós, fachadas sombreadas, ventilação cruzada, efeito chaminé, telhado verde e escolha de sistemas construtivos com menor impacto, como madeira engenheirada e construção seca. Por fim, discuto a ideia de uma nova estética para a arquitetura brasileira, onde conforto térmico, desempenho ambiental e adaptação ao clima valem mais do que a imagem de uma “caixa moderna” de vidro e concreto.

FONTE UGREEN-04/02/26 

 NR: Em Portugal também há muita insanidade não só em casas novas como  em andares alterados, com encerramento de varandas e logradoros que logo alteram a matriz da habitação, diminuem o conforto e aumentam despesa energética.

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