HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"
Insolvências decretadas nos
tribunais subiram 28,5% no
terceiro trimestre de 2015
O número de insolvências decretadas nos tribunais judiciais de
primeira instância aumentou 28,5%, no terceiro trimestre de 2015, em
relação ao mesmo período de 2014, divulgou hoje a Direcção-Geral da
Política de Justiça (DGPJ).
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O boletim estatístico trimestral da DGPJ adianta que, no terceiro
trimestre de 2015, foram decretadas 3.267 insolvências, mais 725 que no
mesmo período de 2014, quando foram determinadas 2.542 falências.
A DGPJ indica que há "uma tendência acentuada para o crescimento" das
insolvências, registando, o terceiro trimestre de 2015, "seis vezes o
valor" do terceiro trimestre de 2007, apesar de ter registado uma
diminuição de 11 por cento nos meses de Julho, Agosto e Setembro do ano
passado, face ao mesmo período de 2013.
Das 3.267 falências decretadas no terceiro trimestre de 2015, 70,7% corresponderam a pessoas singulares e 29,1%, a empresas.
Segundo o documento, o número de particulares declarados insolventes
diminuiu 2,1 pontos percentuais, no terceiro trimestre desse ano, em
relação ao mesmo período de 2014, enquanto as empresas aumentaram 2,1
pontos percentuais.
As estatísticas daquele organismo do Ministério da Justiça sublinham
que mais de um quarto das empresas que decretaram falência, no terceiro
trimestre do ano passado, pertencia à categoria de comércio por grosso,
retalho e reparação de veículos, e 18,7% era referente ao setor da
construção.
A DGPJ refere também que os processos de falência, insolvência e
recuperação de empresas, que entraram nos tribunais judiciais de
primeira instância, nos meses de julho, agosto e setembro, diminuíram
mais de metade em relação ao mesmo período de 2014, tendo dado entrada
um total de 3.973.
No entanto, o mesmo organismo refere que se verificou, entre os
terceiros trimestres dos anos de 2007 a 2015, "um aumento acentuado do
número de processos de falência, insolvência e recuperação de empresas
entrados nos tribunais judiciais de primeira instância", tendo-se
registado um aumento de cerca de 369,6%, subida acompanhada por um
aumento dos processos findos (370,0%).
Em 2015, o número de processos pendentes no final do terceiro
trimestre apresenta uma diminuição de 22,4% face ao valor registado no
final do terceiro trimestre de 2014, descida também verificada nos
inquéritos findos.
As estatísticas indicam ainda que a duração média dos processos
findos registou uma tendência de decréscimo acentuado, entre 2007 e
2015, que passou de uma média de sete meses, no terceiro trimestre de
2007, para três meses, em 2015.
* O terceiro trimestre corresponde ao período em que os "pàfes" exarcebaram nas aldrabices. estavam em pré-campanha.
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