O
Ministério da Saúde ainda não divulgou a monitorização mensal de Junho
do Serviço Nacional de Saúde (SNS) nem o relatório de benchmarking entre
os hospitais do sector empresarial do Estado e os que estão a ser
geridos em regime de parceria público-privada (PPP).
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É ESTE O CAMINHO?
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No primeiro
caso, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) já devia ter
publicado, na última semana de Agosto, os mapas com os principais dados
de actividade, desempenho assistencial e económico-financeiro das
entidades do SNS, mas até ontem não o tinha feito.
Já no caso do relatório de benchmarking, a porta-voz da ACSS chegou a garantir ao i
que o primeiro relatório, divulgado em Maio, seria "actualizado com
dados referentes ao primeiro trimestre deste ano durante o mês de
Julho", mas até ontem também ainda não estava disponível.
O i
questionou o gabinete do ministro Paulo Macedo sobre as razões destes
atrasos, mas a única resposta foi que a informação será divulgada
brevemente.
O ministério não cumpre assim o que o próprio assumiu
quando divulgou, em Maio, o primeiro relatório relativo a 2012: "O ano
de 2013 é marcado pela entrada em vigor de relatórios de benchmarking
trimestrais baseados no modelo proposto pela ACSS, permitindo aumentar a
transparência e partilha de informação com a comunidade".
Refira-se
que a ACSS também ainda não divulgou o seu relatório de actividades de
2012, contrariando o que está definido legalmente.
Parque Escolar sem contas
Outro ministério que está a mostrar uma grande falta de transparência
em termos de prestação de contas é o da Educação. E são vários os
organismos tutelados por Nuno Crato que estão em falta.
A começar
pela Parque Escola, cujo último relatório e contas disponível é relativo
a 2010. Esta empresa pública, criada em 2007 para gerir o programa de
modernização de 332 escolas, tem actualmente um orçamento de cerca de
300 milhões de euros mas geriu, segundo o relatório e contas de 2010,
investimentos na ordem dos 822 milhões de euros. O plano de
investimentos total estimado, que abrangia dinheiros do Quadro de
Referência Estratégica Nacional e do Banco Europeu de Investimentos,
ascendia a 3,2 mil milhões de euros.
No entanto, a (boa) gestão da
Parque Escolar foi posta em causa em duas auditorias divulgadas o ano
passado, uma da Inspecção-Geral de Finanças e outra do Tribunal de
Contas. A do TC chegou a concluir que foram feitos pagamentos ilegais de
500 milhões de euros e o próprio ministro Nuno Crato, que entretanto
substituiu o conselho de administração, admitiu que a situação era
crítica.
O i questionou o gabinete do ministro sobre as
razões pelas quais os relatórios de actividades de 2011 e 2012 não estão
ainda disponíveis, mas não recebeu qualquer resposta.
Por
divulgar estão também os relatórios de actividades de 2011 e 2012 da
Inspecção-Geral da Educação e Ciência, entre outros relatórios e
documentos.
* Na Educação não surpreendem as diatribes, mas na Saúde receamos que o sr. ministro esteja a ficar "contagiado" pela desinteligência obstrutiva governamental.
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