29/11/2012

UMA (DES)GRAÇA PARA O FIM DO DIA


 * OBRIGADO TÉTÉ

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 2.A BELA 
INDISCRETA




















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HOJE NO
"A BOLA"
 
«Nomeações da FIFA provam nível do futebol espanhol» - Del Bosque
 
Para o selecionador espanhol é uma honra estar entre os finalistas ao premio de melhor treinador do ano, mas Vicente del Bosque prefere destacar o facto de as nomeações para os prémios da FIFA comprovarem o alto nível do futebol espanhol.

«Creio que a leitura mais importante que há a fazer é que os seis nomeados na categoria masculina – três jogadores e três treinadores – pertencem à Liga espanhola, mostrando o alto nível que atravessa o nosso futebol», afirmou Del Bosque, que concorre ao prémio juntamente com o seu compatriota Guardiola e José Mourinho.
Ao prémio Bola de Ouro para melhor jogador os finalistas são Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Iniesta e Messi (ambos do Barcelona). 

* Limpinho

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UMA OPINIÃO
DESCONCERTANTE





 Ricardo Augusto Felício é um professor de climatologia na USP que afirma com todas as letras: "o aquecimento global é uma mentira". Ele fez doutoramento sobre a Antártida.

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HOJE NO
"PÚBLICO"

Governo francês acusado 
de propor nacionalização 
“escandalosa” de fábrica de aço 

François Hollande mantém braço-de-ferro com grupo ArcelorMittal sobre futuro da unidade de produção na região da Lorena, onde estão em risco 650 empregos. 

O futuro da unidade de uma produção de aço do grupo indiano ArcelorMittal em França joga-se dentro de dois dias. O Governo tem do seu lado os sindicatos na ideia de nacionalizar a fábrica de Florange, na região da Lorena, mas trava com a empresa um prolongado braço-de-ferro e passou a ter, esta quinta-feira, mais um declarado opositor a esta intenção.

O grupo siderúrgico quer encerrar os altos-fornos e a fileira de produção de aço bruto, mantendo apenas a transformação de aço em produtos industriais elaborados. O Governo quer evitar este desfecho, que coloca em risco cerca de 650 postos de trabalho, e defende a venda de toda a unidade de produção, para a qual diz haver interessados.

Até sábado, o grupo liderado pelo milionário indiano Lakshmi Mittal tem de encontrar uma solução: se a ArcelorMittal não ceder, o Governo avançará com uma nacionalização temporária da fábrica siderúrgica, o que significa que mais cedo ou mais tarde a empresa voltará para as mãos de privados.
Foi contra esta ameaça que a confederação patronal Medef se insurgiu esta quinta-feira. A horas de os sindicatos se reunirem com o Ministério da Indústria, a presidente da Medef, Laurence Parisot, não poupou nas críticas à abordagem do Governo.

Patrões estão contra
No quadro de uma negociação, a proposta é “pura e simplesmente escandalosa”, contestou à rádio RTL, acusando o ministro da Indústria, Arnaud Montebourg, de fazer chantagem sobre o grupo indiano, presente em França em dezenas de unidades de produção e onde emprega 20 trabalhadores. “Toda a sociedade assenta num princípio essencial, que é o direito de propriedade e desrespeitá-lo é muito grave”.
O Governo mobilizou-se em torno da nacionalização, com a ministra do Ambiente e Energia, Delphine Batho, a sair em defesa do Presidente e do ministro da Indústria – os dois alvos directos das críticas do patronato.

Hollande recebeu no início da semana Lakshmi Mittal no Palácio do Eliseu, num movimento destinado a convencer o grupo a aceitar os planos do Governo. Mas o encontro já estava manchado por declarações anteriores do ministro da Indústria.
Arnaud Montebourg abriu as hostilidades ao afirmar que a Mittal não cumpriu a sua parte do contrato quando, em 2006, lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Arcelor, garantindo nessa altura manter em funcionamento os altos-fornos na Florange, que estão desactivados há mais de um ano. “Não queremos mais a Mittal em França, porque não respeitaram a França”, disse Montebourg.
Contrariando as críticas da oposição, o Governo diz que há meios financeiros disponíveis para o Estado suportar uma intervenção pública na fábrica siderúrgica. O ministro do Interior, Manuel Valls, deu força à ideia. E na mesma linha de defesa esteve o ministro do Orçamento, Jérôme Cahuzac: “Se o Presidente da República me pede para eu encontrar uma forma de nacionalizar [a fábrica], encontrá-la-emos”.
Símbolo da industrialização francesa na Lorena, a Florange parece estar agora, com este caso, a passar de arma na última campanha presidencial a marco político económico do Governo, sublinhava há dias o jornal Libération.

O direito de propriedade
Juristas ouvidos pela AFP consideram que avançar com uma nacionalização é legal, se a empresa for indemnizada de forma justa e desde que respeitadas as regras da concorrência. Ferdinand Melin-Soucramanien, especialista em Direito Constitucional na Universidade de Bordéus IV, interpretou o que está no direito francês: “O quadro constitucional existe, a possibilidade de nacionalizar existe, com um limite: o respeito pelo direito de propriedade”. Para que a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 (onde aquele direito está consagrado) seja respeitado, “os poderes públicos têm de pagar uma indemnização prévia e justa”. Loïc Grard, docente na mesma universidade, sublinhou à mesma agência que o processo de nacionalização temporária terá de respeitar as regras de concorrência europeia, nomeadamente em relação à revenda da unidade “a preços de mercado”.

Do mesmo lado do Governo está a Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT). Uma “intervenção transitória” é a única solução que o seu secretário-geral, Laurent Berger, vê como viável para a empresa.
Os sindicatos já foram recebidos no Ministério da Economia nesta semana crucial para o futuro da ArcelorMittal em França, chegando a anunciar que o executivo poderia propor a um potencial comprador da Fábrica vender 1% dos 36% que o Estado francês tem na empresa GDF Suez, obrigando o ministério a emitir um comunicado a negar que a hipótese esteja em estudo. 

* Holande até pode ganhar esta batalha com mais ou menos jogo de cintura mas perde a guerra, o patronato francês vê na face de  Mittal as suas costas.

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 SITUAÇÃO 

       DA INDÚSTRIA 

                          ESPACIAL



 Um trabalho excelente da ESA-EURONEWS

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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

ONU reconhece Palestina 
como Estado soberano 

A Assembleia-Geral da ONU aprovou hoje uma resolução que concede à Palestina o estatuto de ‘Estado observador', reconhecendo assim a soberania deste país sobre o seu território. 

A resolução, apresentada pela Autoridade Palestiniana liderada pelo presidente Mahmoud Abbas, foi aprovada com 138 votos a favor, nove votos contra e 41 abstenções.

"O reconhecimento do Estado Palestiniano é um investimento na paz. Nós continuamos empenhados numa solução de dois estados, e a nossa mão continua estendida em paz" para Israel, disse Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana. A decisão da ONU - que acontece no Dia da Solidariedade para com o Povo Palestiniano - foi recebida com manifestações de alegria na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde as celebrações já haviam começado durante a tarde, uma vez que o grande número de apoiantes das pretensões palestinianas - 132 nações já haviam reconhecido o Estado Palestiniano - não deixava margem para dúvidas sobre o resultado final. Na cidade de Ramallah, onde um grande écrã foi instalado na praça central para que a população pudesse acompanhar a votação em directo, o anúncio do resultado foi acompanhado de uma explosão de alegria.

A aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que não podia ser vetada pelos EUA porque este país só tem direito de veto no Conselho de Segurança, surgiu apesar da forte oposição por parte de Washington e de Israel, que têm alertado que esta decisão só irá dificultar as negociações para uma solução do conflito israelo-palestiniano.

Com o reconhecimento da sua existência enquanto Estado por parte das Nações Unidas, os palestinianos vêem agora aceites as suas fronteiras de 1967, incluindo Gaza, a Cisjordânia e a área de Jerusalém Oriental. Segundo a liderança palestiniana, o reconhecimento internacional da sua dimensão territorial forma uma base necessária para o retomar de negociações com Israel, salvando assim o processo de paz, já Israel argumenta que a possibilidade de perder estas áreas só afasta a possibilidade de um acordo definitivo.

Palestina pode aderir a agências da ONU
O facto da Palestina ser agora um Estado observador da ONU significa que o país pode tentar tornar-se membro das organizações das Nações Unidas, incluindo o Tribunal Penal Internacional de Haia, o qual pode vir ser chamado a pronunciar-se sobre eventuais acusações de crimes de guerra que podem ser levantadas contra Israel.
Pouco antes do voto, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu precavia-se já contra um resultado desfavorável ao seu país, alertando os palestinianos de que "a resolução de hoje da ONU não muda nada no terreno. Não vai avançar a criação de um Estado Palestiniano, vai é adiá-la". O chefe do governo de Jerusalém afirmou que o seu país não irá aceitar um Estado palestiniano até que este povo "reconheça Israel como a terra Natal judaica", declare um fim do seu conflito com o Estado hebraico e aceite vários acordos de segurança destinados a garantir a protecção de Israel.
Já Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, afirmou que o voto não vai ajudar a cumprir as esperanças palestinianas, porque a paz "necessita de um ambiente propício", tendo apelado "às duas partes para que não tomem acções que possam dificultar o retorno à mesa das negociações".
"O recurso à ONU viola tanto a letra como o espírito dos acordos que foram assinados para resolver os assuntos através de negociações" começadas há mais de vinte anos e que entraram em colapso há quatro, lamentou o porta-voz do governo israelita Mark Regev, citado pela Reuters.

EUA e Israel ameaçam com sanções
Como retaliação, o Congresso norte-americano está a ponderar aplicar sanções financeiras à Palestina, ameaçando os 339 milhões de euros que a América concede anualmente à Autoridade Palestiniana, ao mesmo tempo que foi apresentada perante o Senado uma proposta que prevê o fim do financiamento norte-americano às Nações Unidas se estas aprovarem a subida de estatuto da Palestina. Estas sanções são semelhantes às aplicadas no ano passado quando a Palestina passou a integrar a UNESCO, o que teve como resultado a retirada por parte dos EUA do seu apoio financeiro a esta agência da ONU, que representava 22% do orçamento da instituição. Já Israel afirma que está a estudar a suspensão do pagamento aos palestinianos dos cerca de 77 milhões de euros em impostos e taxas alfandegárias que cobra mensalmente no território em nome da Autoridade Palestiniana, cortando outra fonte de financiamento ao executivo de Abbas.

"A Palestina não pode estar sempre a ser chantageada com dinheiro. Se Israel quer desestabilizar toda a região, pode fazê-lo. Nós estamos a negociar com o Mundo Árabe sobre o seu apoio em caso de retaliações financeiras israelitas, e a União Europeia indicou que não vai parar o seu apoio financeiro" que em 2011 atingiu os 459 milhões de euros, disse Hanan Ashrawi, uma das principais diplomatas palestinianas. E os esforços diplomáticos da Palestina junto da Europa deram frutos, uma vez que na votação de hoje Portugal, França, Espanha, Itália, Dinamarca, Áustria, Noruega, Finlândia, Grécia, Irlanda, Islândia, Luxemburgo, Malta e Suíça votaram a favor da resolução, enquanto a Alemanha, o Reino Unido, a Estónia e a Lituânia se abstiveram. Apenas a República Checa votou do lado de Israel e dos EUA.

Fatah procura suplantar Hamas
O pedido de Abbas hoje aprovado pela ONU inclui um pedido a todos os lados para retomarem rapidamente as negociações para terminarem o conflito entre si, incluindo a discussão das fronteiras. Enquanto os predecessores de Netanyahu aceitaram as demarcações de 1967 como a base para novas conversações sobre fronteiras futuras, o actual primeiro-ministro israelita rejeita a possibilidade, ao mesmo tempo que tem financiado novos colonatos israelitas na Cisjordânia, o que colocou grande pressão sobre a Autoridade Palestiniana para que tomasse alguma medida que pudesse vir a inverter a situação.

Os analistas notam que o presidente palestiniano encarou este voto na ONU como vital para se reafirmar como líder do seu povo, em particular depois do recente ataque israelita a Gaza ter terminado com uma trégua que não envolveu uma invasão terrestre por parte de Israel, o que foi visto pelas populações locais como uma vitória do movimento Hamas contra o seu inimigo hereditário, colocando o partido Fatah de Abbas num plano secundário.

*  O conflito israelo-árabe não se resolve com reconhecimentos administrativos encenados, uma guerra religiosa é  imbecil, como imbecis são os povos em litígio, bom senso viste-lo.

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