02/04/2012

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HOJE NO
"PÚBLICO"

Linha Sines-Badajoz 
não tem continuidade no lado espanhol

A linha de bitola europeia para Badajoz que o Governo quer construir não tem continuidade assegurada no outro lado da fronteira nem os operadores ferroviários a desejam.

O Governo foi rápido a anunciar: após o abandono do projecto do TGV segue-se a construção, com início já em 2014, de uma linha em bitola europeia entre Sines e Badajoz, a fim de facilitar as exportações portuguesas para a Europa.

Desta forma, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, pretende integrar a rede ferroviária portuguesa na da Europa além-Pirenéus, onde os comboios circulam sobre linhas com bitola de 1,435 metros, que é 23 centímetros mais curta que a bitola ibérica, cuja distância entre carris é de 1,668 metros.

Nas intenções e no anúncio deste investimento não está, contudo, assegurado que esta linha tenha continuidade nos mais de 1000 quilómetros que separam Badajoz da fronteira francesa, não existindo por parte de Espanha qualquer plano calendarizado para a migração da bitola.

Isso mesmo reconheceu ao PÚBLICO o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, na passada quinta-feira: "De Badajoz até Madrid, a linha que Espanha está a construir é em bitola europeia, mas a nossa preocupação é para norte e para França", disse, à margem do congresso da Adfersit (Associação Para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário e dos Sistemas Integrados de Transporte), que decorreu nos dias 29 e 30 de Março em Lisboa.

Só que a linha espanhola em bitola europeia entre a fronteira portuguesa e Madrid é a própria linha de alta velocidade, que está parametrizada para tráfego misto (passageiros e mercadorias), mas não para o de cargas pesadas (contentores e granéis), como disse ao PÚBLICO a ex-secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.

Acresce que essa linha de alta velocidade está projectada para "morrer" em Madrid, em Atocha, no centro da cidade, aonde se chega por túnel, sem que esteja prevista a sua conexão com os terminais de mercadorias de Abroñigal, Vicálvaro e Coslada. Estes centros logísticos estão ligados por vias-férreas (em bitola ibérica) para toda a Península Ibérica, sem que haja planos dos espanhóis para mudar a bitola na sua rede. Aliás, neste momento, a bitola europeia para tráfego de mercadorias só existe entre Barcelona e a fronteira francesa.

Sem garantias de chegar a França a partir de Badajoz, a linha de Álvaro Santos Pereira não é, por outro lado, desejada por aqueles a quem ela se destinaria – os próprios operadores ferroviários.

No congresso dos transportes, Miguel Lisboa, administrador da Takargo (empresa ferroviária do grupo Mota Engil) foi peremptório ao afirmar que o importante é completar o que falta da actual linha Sines-Badajoz, construindo rapidamente o troço em falta entre Évora e o Caia. Estes 92 quilómetros faziam parte da adjudicação do troço Poceirão-Caia do TGV.

"O operador não é ouvido para as decisões que são tomadas", disse Miguel Lisboa, explicando que a variável tempo não é fundamental para o transporte de mercadorias, mas sim os quilómetros percorridos que, esses sim, podem tornar o caminho-de-ferro competitivo. Por isso, diz, a "ligação natural" de Portugal para a Europa é através da Beira Alta e não por Madrid e Barcelona.

O mesmo responsável diz que a bitola europeia é um investimento caro e desnecessário porque já hoje é possível ligar Portugal à Alemanha em comboios de mercadorias em D+3 (dia de partida mais três dias de viagem), que é um tempo idêntico ao dos camiões. Por isso, explica, a ruptura de carga na fronteira francesa (os vagões têm de mudar os rodados) não representa um grande constrangimento porque é uma operação que se faz em três horas, o que é irrelevante numa viagem de três dias.

E, à revelia das intenções governamentais, conclui: "É importante manter a bitola ibérica porque senão o transporte ferroviário de mercadorias morre". Ou, pelo menos, a sua empresa fecha, como afirmou ao PÚBLICO, pois não poderia comprar uma nova frota de locomotivas e vagões em bitola europeia.

Mais cauteloso, o gestor público da CP Carga, Aires São Pedro, disse no congresso: "O espaço ibérico é o mercado natural da actividade da nossa empresa". Mas nunca referiu, durante a sua intervenção, a necessidade de uma linha em bitola europeia.

Manuel Frasquilho, ex-presidente da Refer e da Administração do Porto de Lisboa, foi também crítico da prioridade dada à bitola europeia. "Falamos muito em fazer chegar as mercadorias à Europa, mas o que devemos é centrar-nos na Península Ibérica", disse, referindo que grande parte dos tráfegos futuros de Sines terão como destino Valência e o Levante espanhol.



* Aldrabices das pulhitiquices...

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HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Dentistas faziam imigração ilegal

Um casal de dentistas foi condenado por auxílio à imigração ilegal e angariação de mão-de-obra ilegal, no âmbito de um processo investigado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). O Tribunal de Olhão considerou provados um total de 22 crimes.

O caso foi conhecido em Abril de 2011. Conforme o CM noticiou na altura, o casal, brasileiro, angariava imigrantes, sem as habilitações necessárias, para trabalhar nas três clínicas que tinha em Olhão, Tavira e Loulé. No acórdão, proferido anteontem, o homem foi condenado, em cúmulo jurídico, a 4 anos e 9 meses de prisão com pena suspensa, por 18 crimes. "Seis de auxílio à imigração ilegal, dois de angariação de mão de obra ilegal, cinco de falsificação ou contrafacção de documento na forma continuada (receituário médico) e cinco de usurpação de funções", explica o SEF. A mulher recebeu uma pena de 2 anos e 7 meses, igualmente suspensa, "por três crimes de auxílio à imigração ilegal e um de angariação de mão de obra ilegal".

A investigação do SEF, que se iniciou em Setembro de 2010, descobriu que o casal colocava anúncios em sites portugueses e brasileiros para angariar trabalhadores estrangeiros, que auxiliavam a entrar em Portugal.


* Porquê pena suspensa se quem rouba uma coxa de frango vai preso???

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53 - GUIA DOS CURIOSOS


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HOJE NO
"DIÁRIO ECONÓMICO"

Habitação
Prestações da casa vai ficar
 38 euros mais barata

Com a Euribor a descer, quem fizer a revisão do crédito para a casa em Abril vai beneficiar de uma quebra na prestação mensal de 38 euros.

No meio do turbilhão de más notícias com que os portugueses têm sido bombardeados há pelo menos um facto positivo a salientar: as famílias portuguesas estão desde Outubro a pagar menos pelos seus créditos à habitação e a tendência é para continuar. Segundo simulações feitas pelo Diário Económico, quem rever a prestação da casa no mês de Abril vai beneficiar de uma redução de 7% da prestação da casa. Trocado por euros significa, por exemplo, que quem tem um empréstimo no valor de 120 mil euros, a pagar em 30 anos, com um ‘spread' de 2% vai ver a prestação cair 38 euros (no caso dos contratos indexados à Euribor a seis meses), 37 euros ( nos empréstimos indexados à Euribor a três meses) e 29 euros para os financiamentos que estão ligados à Euribor a 12 meses.

Desta forma, quem tem um crédito de 120 mil euros indexado à Euribor a seis meses verá em Abril a prestação cair dos 533,91 euros para os 496,78 euros. Trata-se de um valor bem mais simpático face aos valores da prestação mensal na altura em que as taxas Euribor atingiram o seu pico- em Outubro de 2008. Nessa altura, um crédito à habitação nas mesmas condições (no valor de 120 mil euros, indexado à Euribor a seis meses, com um ‘spread' de 2% e a pagar em 30 anos) significava uma prestação mensal de 812 euros.

A contribuir para esta descida dos encargos com a casa está a tendência de quedas consecutivas que as taxas interbancárias têm vindo a protagonizar desde Dezembro. Recorde-se que desde que o Banco Central Europeu (BCE) realizou a primeira operação de refinanciamento de longo prazo-na qual cedeu 489 mil milhões euros aos bancos europeus-que as taxas interbancárias têm vindo a aliviar. Uma tendência que foi ainda mais reforçada com a segunda injecção de liquidez que o BCE realizou no sistema financeiro no final de Fevereiro. Contas feitas, a Euribor a seis meses está a cair há 72 sessões consecutivas. É preciso recuar até 2008, para encontrar um ciclo descendente tão prolongado como o actual.


* Não é uma boa notícia, significa que a economia está por baixo e que os 38 euros de redução escapam-se das mãos como se fossem água.

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CASCATA

'CAUDA DE CAVALO'











M
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HOJE NO
"O PRIMEIRO DE JANEIRO"

PS
Seguro eleito com 68 por cento

O secretário-geral do PS afirmou, no sábado, que a Comissão Nacional reforçou o apoio à estratégia da sua direção, vincando que foi eleito com 68 por cento dos votos, tendo agora votações acima dos 90 por cento. António José Seguro falava aos jornalistas no final da Comissão Nacional do PS, que aprovou sem qualquer voto contra a proposta de revisão dos estatutos apresentada pela sua direção. De acordo com o secretário-geral do PS, a Comissão Nacional 'permitiu um reforço da estratégia', da sua direção. 'Há uma grande adesão por parte dos dirigentes do PS. Fui eleito [secretário-geral] com 68 por cento e houve votações próximas dos 90 por cento. Isto é um sinal que estamos a unir o PS', sustentou.



* Só que há um parágrafo, dum artigo dos estatutos que foi violado, se Seguro é assim numa disputa interna se chegasse a primeiro-ministro o que ele não violaria, não se ponham de costas.






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A CHEGADA






Impressonante a chegada das águas do tsunami de Fukushima em 2011, uma triste ficção que matou milhares de pessoas.

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