BOM DIA
Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
01/07/2011
30/06/2011
LITERATURA MODERNA
Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV extraído dapeça de teatro Le Diable Rouge,
de Antoine Rault
Colbert: - Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarino: - Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: - Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: - Criam-se outros.
Colbert:- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: - Sim, é impossível.
Colbert: - E então os ricos?
Mazarino: - Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: - Então como havemos de fazer?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável." enviado por E. FRANÇA
NR: Um diálogo recentemente reeditado por Passos Coelho, Paulo Portas, Socrates e a "TRÓIKA"
NR: Um diálogo recentemente reeditado por Passos Coelho, Paulo Portas, Socrates e a "TRÓIKA"
JOANA AMARAL DIAS
A demência da Europa
Todos os últimos conselhos europeus podem ser contados assim: "Correu muito bem porque não somos a Grécia. Os nossos parceiros fizeram-nos muitos elogios. Ainda assim, devem ser aplicadas medidas adicionais." Não foi surpresa ver Passos Coelho a afirmar que "do ponto de vista de Portugal não podia ter corrido melhor" enquanto anunciava um novo PEC.
Mas nesta reunião havia alguma coisa que poderia dar para o torto para o "nosso lado"? Mesmo que houvesse, não são os sorrisos de Merkel ou as palmadinhas de Sarkozy que resolvem o que quer que seja. Ou já esqueceram as loas da Alemanha a Sócrates? Face aos programas de austeridade, os líderes europeus batem sempre palmas. As questões surgem depois: quando se trata de os executar. Sobretudo, de avaliar os seus resultados. Enfim, "a UE parece ter adoptado uma nova regra: se um plano não está a funcionar, é preciso cumpri-lo." Quem o diz não é um radical extremista de esquerda. É a insuspeita revista ‘The Economist’, que acrescenta que "o estado de negação da Europa tornou-se insustentável". Exacto. É esse estado que faz com que os conselhos europeus sejam sempre um sucesso. E que seja a realidade a falhar.
Docente Universitária
IN "CORREIO DA MANHÃ"
25/06/11
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