Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
15/10/2010
NIQABITCH
Duas raparigas de microcalções e salto alto passeiam-se pelas ruas de Paris. Da cintura para cima estão de niqab. Provocam espanto e ouvem alguns piropos por onde passam.
O vídeo colocado na Internet é um protesto contra a proibição da burca, que o Supremo Tribunal francês já aprovou e que entrará em vigor dentro de seis meses.
As duas raparigas, ambas francesas e uma delas muçulmana, pretendem "questionar os políticos que votaram esta lei", e não atacar a imagem dos fundamentalistas islâmicos. O par arranjou um criativo nome artístico: as niqabitches.
texto IN "SÁBADO"
14/10/10
COVIL DOS PENSADORES
O PROBLEMA DO FRANGO ATRAVESSAR A RUA,
SEGUNDO A OPINIÃO DE ILUSTRES PENSADORES DO PASSADO E DO PRESENTE
O frango atravessou a rua porquê?
UMA PROFESSORA DO BÁSICO
"Porque o frango queria chegar ao outro lado da rua."
UMA CRIANÇA ESPERTA
"Porque sim."
PLATÃO
"Porque queria alcançar o Bem."
ARISTÓTELES
"Porque é da natureza do frango atravessar a rua."
DESCARTES
"O frango pensou antes de atravessar a rua, logo, existe."
ROUSSEAU
"O frango por natureza é bom; a sociedade é que o corrompe e o leva atravessar a rua."
SIGMUND FREUD
"A preocupação com o facto de o frango ter atravessado a rua
é um sintoma de insegurança sexual."
DARWIN
"Ao longo dos tempos, os frangos vêm sendo seleccionados de forma natural, de modo que, actualmente, a sua evolução genética fê-los dotados da capacidade de cruzar a rua."
EINSTEIN
"Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu em direcção ao frango,
depende do ponto de vista... Tudo é relativo."
MARTIN LUTHER KING
"Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos livres podem cruzar a rua sem que sejam questionados os seus motivos. O frango sonhou."
GEORGE W. BUSH
Sabemos que o frango atravessou a rua para poder dispor
do seu arsenal de armas de destruição massiça.
Por isso tivemos de eliminar o frango."
ANÍBAL CAVACO SILVA
"Porque é que atravessou a rua, não é importante. O que o país precisa de saber é que, comigo, o frango vai dispor de uma conjuntura favorável.
Não colocarei entraves para o frango atravessar a rua."
JOSÉ SOCRATES
O meu governo foi o que construiu mais passadeiras para frangos.
Quando for reeleito, vou construir galinheiros de cada lado da rua
para os frangos não terem de a atravessar."
MÁRIO SOARES
"Já disse ao frango para desistir de atravessar a rua! Eu é que vou atravessar!
Não vou desistir porque sei que os portugueses querem que eu atravesse outra vez a rua!!!"
MANUEL ALEGRE
"O frango é livre, é lindo, uma coisa assim... com penas! Ele atravessou, atravessa e atravessará a rua, porque o vento cala a desgraça, o vento nada lhe diz!"
JERÓNIMO DE SOUSA
"A culpa é das elites dominantes, imperialistas e burguesas que pretendem dominar os frangos, usurpar os seus direitos e aniquilar a sua capacidade de atravessar a rua,
na conquista de um mundo socialista melhor e mais justo!"
FRANCISCO LOUÇÃ
"Porque é preciso dizer olhos nos olhos que só por uma questão racista o frango necessita de atravessar a rua para o outro lado. É uma mesquinhice obrigar o frango a atravessar a rua!"
VALENTIM LOUREIRO
"Desafio alguém a provar que o frango atravessou a rua. É mentira...!!! É tudo mentira!!!"
PAULO BENTO
"O frango atravessou a rua tranquilamente... Era isso que esperávamos e foi isso que aconteceu, com muita naturalidade. O frango ainda é muito jovem e estas coisas pagam-se caro,
com tranquilidade!!!"
ZÉZÉ CAMARINHA
"Porque foi ao engate! É um verdadeiro macho, viu uma franga camone
do outro lado da rua e não perdoou.
Deu um créu nela!!!"
LILI CANEÇAS
"Porque se queria juntar aos outros mamíferos."
enviado por BÉ
JOÃO RODRIGUES
Republicanizar a República
O dinheiro concentrado corrói as virtudes republicanas e o filantrocapitalismo emergente é só um sintoma de problemas mais vastos
O historiador Fernando Catroga defendeu que é preciso republicanizar a República, ou seja, incrementar a participação democrática dos cidadãos, em condições de igualdade substantiva no nexo económico-legal, por forma a que o ideal de autogoverno possa ter expressões muito mais concretas. Diversos estudos empíricos indicam que os elevados níveis de desigualdade de rendimentos, como os que se registam no nosso país, com cavadas divisões de classe, são um dos mais poderosos obstáculos à acção colectiva capaz de descobrir, em cada momento, os bens comuns.
A desigualdade sapa a confiança social, um dos ingredientes da res publica. O dinheiro concentrado corrói as virtudes republicanas e favorece todos os vícios e todas as dominações: da arrogância à humilhação, passando pela excessiva deferência em relação aos mais ricos, a quem são automaticamente atribuídas todas as qualidades humanas que o dinheiro não pode comprar. O filantrocapitalismo emergente é só um sintoma de problemas mais vastos.
Como sublinhou outro historiador, Fernando Rosas, a configuração actual da globalização capitalista sabota a soberania nacional e impossibilita a criação de outros espaços com iguais possibilidades de legitimidade democrática. A invocação da ameaça dos "mercados financeiros" para justificar medidas de austeridade assimétrica é a expressão das forças que erodem a República e que favorecem os mesmos de sempre. O destino do processo de integração europeia, com a sua aposta em instituições de pilotagem de economias blindadas à deliberação democrática, é a tradução política de todas as chantagens do capital que circula por aí e que só gera crises. O BCE ou o Banco de Portugal, duas instituições que mais parecem defender os interesses particulares da banca, são apenas tristes exemplos desta engrenagem.
Tudo se torna ainda mais grave quando o processo de penetração da pura lógica capitalista, ou seja, do controlo dos grupos privados capturados por accionistas ávidos de dividendos, subverte o debate público plural, a melhor forma de irmos descobrindo verdades provisórias. O que se tem passado recentemente na televisão, o mais poderoso aparelho ideológico da actualidade, é esclarecedor a esse nível. Num contexto de desastrosas políticas de austeridade, construiu-se um monopólio da economia do medo, forjada por economistas medíocres, cujos argumentos em grande medida sobrevivem porque não há contraditório. O serviço público de televisão foi contaminado por essa lógica, quando deveria ser uma barreira à sua difusão.
Felizmente, um grupo de cidadãos teve uma iniciativa republicana: uma petição pelo pluralismo no debate político-económico que contém um diagnóstico realista do massacre ideológico neoliberal e um apelo ao fim deste monopólio da análise e da opinião. A multiplicação de iniciativas cidadãs, de debate e esclarecimento, sobre as políticas económicas de austeridade que destroem a República, são um contributo para republicanizar a economia, que bem precisa.
A greve geral de 24 de Novembro, que juntará a CGTP e a UGT, pela primeira vez em mais de duas décadas, é a expressão do que já sabemos há muito: só a força organizada do trabalho pode impedir o plano inclinado que leva a República para a oligarquia...
Economista, Centro de Estudos Sociais
IN "i"
11/10/10
MANDAM TANTA GENTE APRENDER LÁ FORA...
...PORQUE NÃO MANDAM OS NOSSOS POLÍTICOS
ATÉ À SUÉCIA????
enviado por ANTÓNIO CUNHA
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