Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
30/09/2010
ALMORRÓIDAS INSCREVEM-SE NO SPORTING
e nós
que pensávamos que ele era sportinguista!!!!!!!
BETTENCOURT RECEBE 21 500 EUROS/MÊS
O presidente do conselho de administração do Sporting, José Eduardo Bettencourt, vai passar a receber um salário mensal de cerca de 21500 euros brutos por mês, segundo confirmou, esta quinta-feira, o máximo responsável da Assembleia-Geral da SAD, Rogério Alves.
«O que ficou deliberado é que José Eduardo Bettencourt ganhará 300 mil euros brutos por ano», afirmou Rogério Alves, após o fim da Assembleia-Geral.
Outro dos pontos que esteve a ser analisado foi o Relatório e Contas, referente ao exercício que terminou em Junho de 2010, que viu o prejuízo passar de 13.349 000 euros para 26.461 000, ou seja, passou para o dobro. Esse documento foi aprovado com 144 194 votos a favor, 14 contra e 24 681 abstenções.
"A BOLA"
30/09/10
MANUEL QUEIROZ
Ultrapassar ou não António Guterres
Sócrates ganhou as eleições há um ano. Foi o último socialista a ser eleito na Europa. Será capaz de se reinventar outra vez?
Há exactamente um ano, José Sócrates ganhava as eleições mas sem a maioria absoluta sobre a qual tinha forjado no mandato anterior um governo determinado e que acabou por ser minado não só por uma ministra da Educação que se convenceu de que o mundo girava à volta dela, mas também pela crise financeira mundial que tornou claro que era preciso mudar de política.
Um ano depois, o resultado não é bom: o país está pior, o governo é fraco e o primeiro- -ministro avisa que o governo se demitirá se não tiver Orçamento para 2011. Sobem o desemprego e os juros da dívida soberana, baixam as expectativas dos portugueses e dos mercados. Houve muitas decisões que não foram bem aceites até dentro do próprio partido do governo [faça Zoom nas páginas 14 a 17] e explica-se que uma Europa com grande maioria de governos de direita não permite respostas mais à esquerda.
Mas José Sócrates foi o último socialista a ser eleito na Europa - entretanto já os trabalhistas ingleses foram apeados do poder, enquanto os sociais- -democratas suecos viram ser reeleito um governo de direita e na Itália, na França, até na Alemanha e na Holanda, as perspectivas não são brilhantes para os partidos e coligações sociais-democratas. Faltam ideias - e caras que as protagonizem.
António Guterres foi até hoje o socialista que mais tempo foi primeiro-ministro (sete anos, entre 1995 e 2002) e José Sócrates, com a primeira maioria absoluta que o PS teve na sua história, parecia poder ultrapassá-lo. Hoje isso não é nada certo, porque ninguém garante que o governo consiga chegar ao fim da legislatura e porque ainda é mais arriscado dizer que poderá vencer umas próximas eleições. Com 53 anos acabados de fazer, Sócrates tem ainda meia vida política pela frente, mas esse desafio de ultrapassar Guterres assume-se hoje como bem difícil. Os tempos são de crise, o momento é de cortar no Estado social, apesar de se dizer que não se aceita cortes na Saúde e na Educação. A erosão da imagem de Sócrates é diária, o governo está longe de estar coeso e unido, as suas políticas não fazem a unanimidade e chegam a ser ditadas directamente de Bruxelas, ou mesmo de Berlim. As eleições presidenciais também não ajudam, com um partido dividido em relação a um candidato (Manuel Alegre) que não agrada a muitos.
O que parece é que o país e Sócrates se afastaram irremediavelmente e que o primeiro- -ministro perdeu a ligação à realidade desde que Maria de Lurdes Rodrigues lhe começou a dar cabo da popularidade. O seu optimismo soa a falsidade perante os problemas do país, aquilo que era visto como determinação tornou-se teimosia. As sondagens até nem são demasiado más para aquilo que o país tem tido de aguentar em desemprego e falta de perspectivas.
José Sócrates ultrapassou os problemas da licenciatura, do Freeport, da Face Oculta. Tem sete vidas e um evidente gosto pelo poder, pela decisão, o que era uma das características que lhe permitiam jogar nos mesmos tabuleiros com empresários ou sindicatos. Será capaz de se reinventar depois destes anos terríveis e conseguir chegar a um entendimento que lhe garanta a continuidade no cadeirão do poder? Parece tão difícil de acontecer quanto outra maioria absoluta como a que teve em 2005. De momento, a esquerda não tem um grande reservatório de ideias para responder à crise. A ideologia nunca foi o seu forte, a não ser como instrumento oportunista para ter votos. Nesse aspecto, é talvez o socialista europeu que mais facilmente pode reinventar a terceira via depois de Ed Miliband decretar a morte do "New Labour".
IN "i"
27/09/10
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