Cansados de blogs bem comportados feitos por gente simples, amante da natureza e blá,blá,blá, decidimos parir este blog do non sense.Excluíremos sempre a grosseria e a calúnia, o calão a preceito, o picante serão ingredientes da criatividade. O resto... é um regalo
25/05/2010
SOBRE ANGOLA
O recente entusiasmo que acometeu as autoridades governamentais e os poderes fáticos portugueses relativamente ao "milagre angolano" (crescimento na ordem dos 21% ao ano) merece assim maior reflexão e, sobretudo, alguma ética de pensamento.
A recente subida em flecha do petróleo e do gás natural (mas também do ouro, dos diamantes e do ferro) trouxe muitíssimo dinheiro à antiga colônia portuguesa. Seria interessante saber que efeitos esta subida teve na conta bancária do Sr. José Eduardo dos Santos. E que efeitos teve, por outro lado, nas estratégias de desenvolvimento do país. O aumento da atividade de construção já se sente no deprimido sector de obras e engenharia português. As empresas, os engenheiros e os arquitetos voam como aves sedentas de Lisboa para Luanda. É natural que o governo português, desesperado com a dívida... E com a sombra cada vez mais pesada dos espanhóis pairando sobre os seus sectores econômicos estratégicos, se agarre a qualquer aparente tábua de salvação. E os princípios? E a legalidade?
Se a saída do ditador angolano estiver para breve, ainda se poderá dizer que a estratégia portuguesa é, no fundo, uma estratégia para além de José Eduardo dos Santos. Mas se não for assim, e pelo contrário viermos a descobrir uma teia de relações perigosas ligando a fortuna ilegítima de José Eduardo dos Santos a interesses e instituições sediados em Lisboa (1), onde fica a coerência de Portugal? Micheline Calmy-Rey, ministra suíça dos Negócios Estrangeiros, veio lembrar a todos os europeus que tanto é ladrão o que rouba como o que fica à espreita ou cobra comissões das operações criminosas."
Os bancos também ficam à espreita de que os grandes clientes morram sem terem
deixado o código da conta a ninguém.
"herdeiros" tenha regressado ao país para financiar projectos de índole social.
FRANCISCO PENIM

O erro natural da nova TVI
O risco estava identificado mas o resultado foi mau para o contexto da TVI. Na passada quinta-feira a estação de Queluz alterou grande parte do seu horário nobre e deu-se muito mal com isso. A transmissão do 4º aniversário da reinauguração do Campo Pequeno fez 24,9% de share médio, menos 14 pontos de média do que ‘Meu Amor’ e seis pontos que ‘Sentimentos’. Mas essa não foi a parte pior. O pior é que assim que começou a tourada a audiência transferiu-se maioritariamente para a SIC. A estação de Carnaxide recebeu ‘de bandeja’, e sem fazer nada de especial por isso, uma quantidade de público que lhe permitiu fazer dois grandes resultados nas novelas ‘Perfeito Coração’ e ‘Viver a Vida’. Ambas estão na sua fase final e os seus resultados de quinta-feira, de 31,3% e 40,4% respectivamente, sabem que nem ginjas. Foi um dos melhores resultados de sempre de ‘Perfeito Coração’ e o melhor de ‘Viver a Vida’. Melhor ainda do que isso é que, com a falta pontual de novelas na TVI, houve telespectadores que voltaram na sexta-feira para espreitar e deram mais volume de consumo às novelas da SIC.
Os erros começam assim… uma pequena mudança num dia apenas que trouxe alento a uma novela, ‘Perfeito Coração’, que está longe de ser um sucesso, na média de audiência, mas que poderá subir mais do que o esperado nas suas semanas finais. O que aconteceu na passada quinta-feira foi mau para a TVI mas, acima de tudo, é uma lição importante para a nova Direcção de Programas: o segredo da TV generalista é não mexer… especialmente quando se é líder! A TVI tem mais do que possibilidades de reagir ao resultado negativo e a programação dos próximos dias só poderá provar isso mesmo.
MEMÓRIA
Não é de hoje que a TVI transmite corridas de touros. Há um ano, por exemplo, a mesma corrida de touros teve 33% de share em média, liderando sobre as novelas da SIC ‘Caminho das Índias’ e ‘Podia Acabar o Mundo’.
Em 2009, emitir uma corrida de touros ou novelas foi igual. A tendência de um ano para o outro não se confirmou e ainda que em 2010 a transmissão tenha corrido mal nada fazia prever o resultado.
TENDÊNCIA
in "CORREIO DA MANHÃ"
23/05/10
SER FELIZ OU TER RAZÃO ?
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Os amigos não precisam
e os inimigos não acreditam. "





