25/05/2010

DUPLAMENTE

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SOBRE ANGOLA


Na Wikipedia lê-se:


"Os habitantes de Angola são, em sua maioria, negros (90%), que vivem ao lado de 10% de brancos e mestiços. A maior parte da população negra é de origem banta, destacando-se os quimbundos, os bakongos e os chokwe-lundas, porém o grupo mais importante é o dos ovimbundos. No Sudoeste existem diversas tribos de boximanes e hotentotes.

A densidade demográfica é baixa (8 habitantes por quilometro quadrado) e o índice de urbanização não vai além de 12%. Os principais centros urbanos, além da capital, são Huambo (antiga Nova Lisboa), Lobito, Benguela, e Lubango (antiga Sá da Bandeira).

Angola possui a maior taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) e de mortalidade infantil do mundo. Apesar da riqueza do país, a sua população vive em condições de extrema pobreza, com menos de 2 dólares americanos por dia."
O recente entusiasmo que acometeu as autoridades governamentais e os poderes fáticos portugueses relativamente ao "milagre angolano" (crescimento na ordem dos 21% ao ano) merece assim maior reflexão e, sobretudo, alguma ética de pensamento.

Os fundos comunitários europeus aproximam-se do fim.

Os portugueses, entretanto, não foram capazes de preparar o país para o futuro difícil que se aproxima. São muito pouco competitivos no contexto europeu. As suas elites políticas, empresariais e científicas são demasiadamente fracas e dependentes do estado clientelar que as alimenta e cuja irracionalidade por sua vez perpetuam irresponsavelmente, para delas se poder esperar qualquer reviravolta estratégica. Quem sabe fazer alguma coisa e não pertence ao bloco endogâmico do poder vai saindo do país para o resto de uma Europa que se alarga, suprindo necessidades crescentes de profissionais nos países mais desenvolvidos (que por sua vez começam a limitar drasticamente as imigrações ideologicamente problemáticas): Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega...

No país chamado Portugal vão assim ficando os velhos, os incompetentes e preguiçosos, os indecisos, os mais fracos, os ricos, os funcionários e uma massa amorfa de infelizes agarrados ao futebol e às telenovelas, que mal imaginam a má sorte que os espera à medida que o petróleo for subindo dos 60 para 100 dólares por barril, e destes para os 150, 200 e por aí a fora...
A recente subida em flecha do petróleo e do gás natural (mas também do ouro, dos diamantes e do ferro) trouxe muitíssimo dinheiro à antiga colônia portuguesa. Seria interessante saber que efeitos esta subida teve na conta bancária do Sr. José Eduardo dos Santos. E que efeitos teve, por outro lado, nas estratégias de desenvolvimento do país. O aumento da atividade de construção já se sente no deprimido sector de obras e engenharia português. As empresas, os engenheiros e os arquitetos voam como aves sedentas de Lisboa para Luanda. É natural que o governo português, desesperado com a dívida... E com a sombra cada vez mais pesada dos espanhóis pairando sobre os seus sectores econômicos estratégicos, se agarre a qualquer aparente tábua de salvação. E os princípios? E a legalidade?
Se a saída do ditador angolano estiver para breve, ainda se poderá dizer que a estratégia portuguesa é, no fundo, uma estratégia para além de José Eduardo dos Santos. Mas se não for assim, e pelo contrário viermos a descobrir uma teia de relações perigosas ligando a fortuna ilegítima de José Eduardo dos Santos a interesses e instituições sediados em Lisboa (1), onde fica a coerência de Portugal? Micheline Calmy-Rey, ministra suíça dos Negócios Estrangeiros, veio lembrar a todos os europeus que tanto é ladrão o que rouba como o que fica à espreita ou cobra comissões das operações criminosas."

NR: Também as autoridades suiças não são flores que se cheirem.
Os bancos também ficam à espreita de que os grandes clientes morram sem terem
deixado o código da conta a ninguém.
Não nos lembramos de ter lido que o dinheiro de ditadores falecidos e sem
"herdeiros" tenha regressado ao país para financiar projectos de índole social.

FRANCISCO PENIM




O erro natural da nova TVI



O risco estava identificado mas o resultado foi mau para o contexto da TVI. Na passada quinta-feira a estação de Queluz alterou grande parte do seu horário nobre e deu-se muito mal com isso. A transmissão do 4º aniversário da reinauguração do Campo Pequeno fez 24,9% de share médio, menos 14 pontos de média do que ‘Meu Amor’ e seis pontos que ‘Sentimentos’.
Mas essa não foi a parte pior. O pior é que assim que começou a tourada a audiência transferiu-se maioritariamente para a SIC. A estação de Carnaxide recebeu ‘de bandeja’, e sem fazer nada de especial por isso, uma quantidade de público que lhe permitiu fazer dois grandes resultados nas novelas ‘Perfeito Coração’ e ‘Viver a Vida’. Ambas estão na sua fase final e os seus resultados de quinta-feira, de 31,3% e 40,4% respectivamente, sabem que nem ginjas. Foi um dos melhores resultados de sempre de ‘Perfeito Coração’ e o melhor de ‘Viver a Vida’. Melhor ainda do que isso é que, com a falta pontual de novelas na TVI, houve telespectadores que voltaram na sexta-feira para espreitar e deram mais volume de consumo às novelas da SIC.

Os erros começam assim… uma pequena mudança num dia apenas que trouxe alento a uma novela, ‘Perfeito Coração’, que está longe de ser um sucesso, na média de audiência, mas que poderá subir mais do que o esperado nas suas semanas finais. O que aconteceu na passada quinta-feira foi mau para a TVI mas, acima de tudo, é uma lição importante para a nova Direcção de Programas: o segredo da TV generalista é não mexer… especialmente quando se é líder! A TVI tem mais do que possibilidades de reagir ao resultado negativo e a programação dos próximos dias só poderá provar isso mesmo.

MEMÓRIA

Não é de hoje que a TVI transmite corridas de touros. Há um ano, por exemplo, a mesma corrida de touros teve 33% de share em média, liderando sobre as novelas da SIC ‘Caminho das Índias’ e ‘Podia Acabar o Mundo’.

Em 2009, emitir uma corrida de touros ou novelas foi igual. A tendência de um ano para o outro não se confirmou e ainda que em 2010 a transmissão tenha corrido mal nada fazia prever o resultado.

TENDÊNCIA

O comportamento dos telespectadores é tudo menos uma ciência exacta, e a única forma que há de se perceber isso é passar por situações como esta. Agora, o novo Director de Programas da TVI sente isso na pele mas pode ficar descansado porque o que lhe aconteceu na passada quinta-feira foi muito mais natural do que possa parecer.


in "CORREIO DA MANHÃ"
23/05/10

SER FELIZ OU TER RAZÃO ?

Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.
Outro pensamento parecido, diz o seguinte:
"Nunca se justifique.
Os amigos não precisam
e os inimigos não acreditam. "

B A N A

FOTO DO ANO

ARRÁBIDA / SETÚBAL

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enviada por DAM

2 - KAMA SUTRA SEC XXI

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