29/09/2018

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JIGGY




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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
Portugueses no Reino Unido
 com futuro incerto

A 6 meses da saída do Reino Unido da UE, prevista para 29 de março, o regresso a Portugal é, para muitos, uma das opções

Marta Ramos, de 32 anos, veio para Londres em julho de 2017, um ano depois do referendo que deu a vitória ao brexit. A decisão dos britânicos já era conhecida mas não foi isso que a impediu de fazer as malas. Ao DN, esta psicóloga natural de Estarreja, diz: "Mesmo já tendo existido o referendo (...) tendo bastantes conhecimentos aqui, em termos de amigos que já cá estavam há muito tempo, achei que valia a pena arriscar".
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Ela acrescenta que estava completamente desencantada com a sua profissão em Portugal. "Em sete anos tive um único contrato de trabalho, em que recebia 800 euros e trabalhava muito mais que 40 horas semanais. Não tinha perspetivas de progressão de carreira, as oportunidades eram muito poucas e as que existiam eram quase todas a recibos verdes, umas horas aqui, outras acolá, numa clínica ou num hospital", esclarece.

Ao DN, Marta garante estar satisfeita com a progressão da sua carreira no Reino Unido, até porque quatro meses depois ter entrado na atual empresa, foi promovida. Ainda assim, a saída da União Europeia preocupa-a e o aproximar da data e o avolumar das dúvidas já a obrigou a falar com os chefes. "Na empresa onde estou, eu sou a única emigrante (...) mas os meus chefes têm sido muito atenciosos comigo, não querem que eu fique preocupada ou que pense que tenho de me ir embora ou que os meus direitos vão ser alterados".

Ainda assim, Marta já tem um plano B. "Como sei que eles trabalham também em Portugal, com algumas empresas, perguntei se há possibilidade de me transferirem para lá se as coisas correrem mal e eles disseram-me que, desde que alcance os meus objetivos, posso perfeitamente pedir permuta para outro escritório".

Regressar a Portugal é também uma opção para Nuno Ramos. "Se não se chegar a acordo [entre Londres e Bruxelas], pondero fortemente voltar para Portugal mesmo sabendo que lá poderei não ter as oportunidades que cá existem", afirma.

Aos 33 anos, este emigrante natural de Vila Real confessa ao DN que a sua permanência no Reino Unido vai depender da forma como terminarem as negociações entre Reino Unido e UE. "O meu plano é continuar cá durante algum tempo e ver o que vai acontecer. Mas obviamente que o brexit tem uma preponderância muito grande na decisão de ficar (...) O que o brexit nos fez foi: em vez de pensarmos a vida a 10, 15, 20 anos, estamos a pensar a vida ano a ano, o que não é bom para uma pessoa que se encontra na casa dos 30 anos e quer ter um plano de vida", explica.

Há quatro anos a viver em Londres, Nuno diz que o brexit foi um "mal-entendido". "Quando estamos a falar do brexit, estamos a falar de uma politica de emigração. Não tem nada a ver com as tarifas nem com o dinheiro para o serviço nacional de saúde. Eu acho que foi a falta de capacidade dos britânicos de dizerem que queriam controlar as fronteiras e por isso, partiram para um brexit. A partir daí é uma completa confusão com desentendimentos e má informação".
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Paulo Costa também não se importa nada de regressar a casa. Aos 60 anos, já leva seis de Londres, onde trabalha na área da informática. Ao DN, este lisboeta confessa que até já enviou currículos para Portugal mas "ninguém responde, provavelmente por causa da idade".

Já em Londres, assinala, "continua a haver imensas oportunidades". "Pus o meu currículo em sites de emprego daqui e comecei logo a ser bombardeado com propostas de emprego, o que quer dizer que, por enquanto, não noto nenhum problema em continuar a ter emprego cá. Perguntam-me a nacionalidade mas não levantam problemas por ser cidadão europeu", garante.

No entanto, a hipótese cada vez mais provável de não haver acordo entre Londres e Bruxelas também o preocupa, sobretudo no que diz respeito aos direitos dos cidadãos europeus residentes no Reino Unido. "Há um pré-acordo sobre os direitos dos cidadãos europeus mas, na altura, foi dito que nada está acordado, até tudo estar acordado, o que significa que se não houver acordo, não há nada que garanta que o que tem sido previsto vai ser implementado", refere.

Paulo Costa é membro de um movimento chamado "the3Million" - os três milhões - que luta para que o governo britânico garanta que os direitos dos cidadãos comunitários não serão alterados depois do brexit. Ao DN, Paulo explica que "enquanto não houver legislação aprovada e os direitos dos cidadãos não forem negociados à parte dos restantes temas, acho que estaremos sempre um bocado vulneráveis. Haverá sempre um grau de incerteza até que isso seja posto preto no branco."

E jogando pelo seguro, este técnico de informática já fez aquilo que, para já, lhe é possível fazer: obteve um cartão de residente permanente que, no entanto, "não garante que continuemos a ter acesso aos serviços médicos ou continuemos a ter a reforma transferível de um lado para o outro."

Felisberto Serrão concorda e acrescenta que o que mais o preocupa é o custo de vida e o valor das casas para quem é proprietário. Ao DN, este madeirense emigrado em Londres desde 1982, diz que, ainda assim, vai "esperar para ver porque os políticos não sabem o que fazer. Uns estão a favor, outros contra e os que não estão nem a favor nem contra, estão confusos."
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Felisberto mantém até a esperança de que o brexit nunca se venha a realizar, constatando que, a pelo andar da carruagem, "tudo é possível."

Este emigrante não poupa críticas à forma como a primeira-ministra britânica Theresa May tem conduzido as negociações e não acredita nas garantias dadas pela líder dos conservadores de que, mesmo não havendo acordo com Bruxelas, os direitos dos europeus residentes no Reino Unido estarão garantidos. "Eu já não acredito em nada vindo do Partido Conservador. Não têm a certeza do que querem ainda. Jogam bananas verdes para as negociações para ver se a UE aceita. As exigências do Reino Unido são confusas: querem sair da União Europeia mas querem manter as mesmas regalias. Não querem pagar o que têm de pagar. Os britânicos já não têm aquela firmeza na palavra que tinham antigamente", sublinha.

Há quase quatro décadas no Reino Unido, Felisberto já teria direito a pedir a nacionalidade britânica, mantendo também a portuguesa. Esta opção evitaria quaisquer problemas no futuro mas este madeirense diz que "nunca tal me veio à ideia. Eu amo o meu país e acho que não necessito de obter o passaporte inglês e a dupla nacionalidade. Ter o passaporte [português] e o cartão de residente chega-me".

A 29 de março de 2019 o Reino Unido sai da União Europeia. Faltam seis meses e, apesar de o governo britânico dizer que 80% do acordo está finalizado, os restantes 20% incluem os temas mais sensíveis e fraturantes.

A questão da Irlanda do Norte é, sem dúvida, a mais importante nesta fase das negociações. Theresa May quer um mercado comum para bens industriais e agrícolas, como forma de evitar a criação de postos fronteiriços entre a Irlanda do Norte e a Republica da Irlanda, algo que seria contrário ao Acordo de Paz de 1998.

Mas Bruxelas, por seu lado, diz que isso colocaria em causa a integridade da UE e, como tal, o Reino Unido não pode escolher apenas "a cereja" que lhe convém - a liberdade de circulação de bens - rejeitando as que não lhe agrada, ou seja, a liberdade de circulação de pessoas e serviços.

Em troca, a UE propõe que a Irlanda do Norte - província autónoma do Reino Unido - permaneça no mercado comum e na união aduaneira, evitando-se assim uma fronteira entre entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda (Estado membro da UE). Theresa May diz que jamais aceitará tal opção porque, isso colocaria em causa a integridade territorial do Reino Unido.

O que May não diz é que tal solução colocaria também em causa o seu próprio governo, já que os unionistas da Irlanda do Norte, que garantem aos conservadores uma maioria parlamentar em Westminster, são fortes opositores da proposta de Bruxelas, dizendo que não querem ser tratados de forma diferente do resto do país.

E enquanto Londres e Bruxelas vão trocando galhardetes, mais de três milhões de cidadãos comunitários residentes no Reino Unido vão assistindo ao "espetáculo", na primeira fila, impotentes e preocupados.

* Prognósticos são difíceis de fazer, mas pensamos que  a Europa de Angela Merkel não cederá a Theresa May.

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HOJE NO 
"CORREIO DA MANHÃ"
El País goza com estacionamento em Portugal e "frouxidão policial"

"A capital portuguesa é uma das piores do mundo em acessibilidade devido à indiferença policial", lê-se no jornal espanhol.

O jornal espanhol El País decidiu publicar algumas imagens de estacionamentos e gozar com a forma como por vezes os carros se apresentam nos passeios lisboetas.
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Os espanhóis criticam a indiferença da polícia portuguesa relativamente aos carros estacionados na capital que impedem a passagem na calçada e dificultam a acessibilidade.

 "Lisboa é uma cidade maravilhosa para todos, exceto para as pessoas que andam nas calçadas. Se você é uma pessoa com esse vício, escolha outro destino; Se você precisa de circular de cadeira de rodas ou com um carrinho infantil, Lisboa é uma cidade proibida", escrevem os espanhós apresentando um leque de imagens de carros estacionados em Lisboa nas posições, e locais, mais improváveis.

O jornal vai mais longe e alega que o facto de "no primeiro ano de aplicação do cartão por pontos [em Portugal], nenhum condutor ter perdido a carta" revela "frouxidão policial". "Não é por causa da experiência dos portugueses ao volante, porque se fosse esse o caso, não haveria acidentes nas ruas e estradas", aponta o artigo.

Os espanhóis lançam ainda duras críticas aos reguladores que em vez de terem mão firme, colocam barreiras para que os carros não subam os passeios.

*  O  problema é bem mais grave que a  frouxidão policial que é mentira. O problema é falta de educação cívica, em Espanha é semelhante.

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NA COZINHA/20 
COM OS OLHOS EM BICO!



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HOJE NO 
"O JORNAL  ECONÓMICO"
Cavaco sai de cerimónia de 
inauguração de ‘campus’ da Nova
 antes de Marcelo discursar

Menos de dez minutos depois da entrada do chefe de Estado, Cavaco Silva deixou o local e, à saída, questionado pelos jornalistas se iria sair sem ouvir Marcelo Rebelo de Sousa, justificou: “Vou para uma festa familiar a que não posso faltar”.

O ex-Presidente da República Cavaco Silva marcou este sábado presença na cerimónia de inauguração do ‘campus’ de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, mas deixou o local antes do discurso do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.
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COMPLETAMENTE BAÇO
Marcelo Rebelo de Sousa chegou pelas 19:15, quinze minutos antes da hora prevista, e fez questão de cumprimentar o seu antecessor, Cavaco Silva, sentado, desde as 18:30, numa das pontas da primeira fila, uma vez que já planeava sair antes do fim da cerimónia.

À chegada, o Presidente da República foi efusivamente aplaudido pela plateia.

Menos de dez minutos depois da entrada do chefe de Estado, Cavaco Silva deixou o local e, à saída, questionado pelos jornalistas se iria sair sem ouvir Marcelo Rebelo de Sousa, justificou: “Vou para uma festa familiar a que não posso faltar”.

Nos últimos dias, o atual e o anterior chefes de Estado envolveram-se numa troca de palavras a propósito da não recondução da atual procuradora-geral da República (PGR), Joana Marques Vidal, que será substituída por Lucília Gago.

Na quarta-feira, Cavaco Silva considerou que a não recondução da PGR foi a decisão “mais estranha do Governo que geralmente é conhecido como gerigonça”.

Cavaco Silva, que falou à margem de um congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), classificou a não recondução de Joana Marques Vidal como algo “muito estranho, estranhíssimo, tendo em atenção a forma competente como exerceu as suas funções e o seu contributo decisivo para a credibilização do Ministério Público”.

Um dia depois, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que é ao Presidente da República e não ao Governo a quem cabe nomear a PGR, dizendo que “por uma questão de cortesia e de sentido de Estado” não comentaria as palavras de Cavaco Silva.

“O que me está a dizer é que o presidente Cavaco Silva, no fundo, disse que era a mais estranha decisão do meu mandato. Perante isso, tenho sempre o mesmo comportamento: entendo que, desde que exerço estas funções, não devo comentar nem ex-Presidentes, nem amanhã quando o deixar de o ser, futuros presidentes, por uma questão de cortesia e de sentido de Estado, e não me vou afastar dessa orientação”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à margem da IV Cimeira do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal.

Hoje, em declarações à RTP antes da cerimónia de inauguração e questionado sobre esta troca de palavras, Cavaco Silva invocou a sua experiência política, sem dar uma resposta direta.
“Eu tenho uma experiência de dez anos de primeiro-ministro e dez anos de Presidente da República e também um ano de ministro das Finanças. Sei bem aquilo que se passa no mundo da política. Mas, evito fazer comentários e raramente os faço”, afirmou.

Na semana passada, o Presidente da República nomeou Lucília Gago procuradora-geral da República, com efeitos a partir de 12 de outubro, sob proposta do Governo.

Lucília Gago irá suceder no cargo a Joana Marques Vidal, que termina o seu mandato de seis anos nessa data.

Na cerimónia de inauguração do novo ‘campus’ da Nova, onde ficará instalada a Faculdade de Economia, marcaram presença os ministros da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e o do Ensino Superior, Manuel Heitor, o ex-Presidente da República Cavaco Silva, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, e o seu antecessor, Paulo Portas.

Os ex-ministros Miguel Poiares Maduro (PSD), Luís Amado (PS), Pedro Mota Soares (CDS-PP), Maria de Belém Roseira(PS), o presidente da EDP António Mexia e o presidente e vice-presidentes da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras e Miguel Pinto Luz, bem como a conselheira de Estado Leonor Beleza foram algumas das muitas figuras do mundo político, académico e económico que marcaram presença em Carcavelos.

* O verniz é de contrabando, estala depressa.

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1747
Senso d'hoje
CHRISTINE BLASEY FORD
PROFESSORA UNIVERSITÁRIA
DEPÕE CONTRA Brett Kavanaugh
"Acreditei realmente que ele ia
violar-me. Tentei gritar por ajuda.
Mas o Brett tapou-me a boca."



Numa audiência considerada histórica, a professora universitária proferiu publicamente a acusação que pode impedir o juiz nomeado por Donald Trump de subir ao Supremo Tribunal americano.

"Acreditei realmente que ele ia violar-me. Tentei gritar por ajuda. Mas o Brett tapou-me a boca. Foi isso que mais me aterrorizou e mais marcas me deixou ao longo da vida. Quase não conseguia respirar. Achei que ele ia acabar por matar-me acidentalmente", declarou a docente.

Ford salientou ser independente e não a "marioneta" de ninguém, num caso que se tornou numa batalha entre Republicanos e Democratas pelo equilíbrio de forças no Supremo Tribunal.

"As vítimas de agressões sexuais deviam poder decidir por si mesmas quando e se as suas experiências devem vir a público. À medida que o dia da audiência se ia aproximando, deparei-me com uma escolha aterradora: ou conto estes factos ao Senado e exponho-me a mim e à minha família; ou então protejo a nossa privacidade e deixo que o Senado tome uma decisão sem saber toda a verdade sobre os comportamentos que ele teve no passado", revelou. 

Duas outras mulheres vieram entretanto denunciar supostos abusos sexuais de Kavanaugh, incluindo relatos de violações coletivas após as vítimas ingerirem drogas sem o saber.


FONTE: euronews

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