01/10/2017

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HOJE NO 
"EXPRESSO"
Perito diz que falta isenção a quem
.autoriza ‘barrigas de aluguer’

Primeiro presidente eleito do Conselho de Ética critica a atividade privada de decisores da procriação medicamente assistida. Miguel Oliveira da Silva publica livro para reflexão

Primeiro foi o diretor-geral da Saúde e agora é o antigo presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida entre 2009 e 2015. Francisco George, em entrevista recente ao Expresso, e Miguel Oliveira da Silva criticam a composição do organismo a quem compete autorizar a procriação medicamente assistida em Portugal, seja para a inseminação de mulheres solteiras ou para a gestação de substituição, vulgarmente ‘barriga de aluguer’. Os dois responsáveis afirmam que há conflito de interesse porque alguns elementos do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) exercem atividade privada nesta área clínica.
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“Há que interrogar como é que o CNPMA, cujo núcleo duro se mantém há mais de dez anos, pode ter autoridade para avaliar pedidos quando o integram elementos que são parte interessada também no sector privado e que, em três tempos diferentes, intervêm na regulamentação da lei enquanto comissão de regulamentação, consultas ao CNPMA e consultas ao diretor do centro de procriação medicamente assistida”, critica Miguel Oliveira da Silva. Em causa está a atividade clínica de alguns dos nove elementos que constituem o Conselho.

Presidente do CNPMA desde 2007, Eurico Reis, não comenta as críticas por não ter lido a entrevista de Francisco George, nem o livro de Miguel Oliveira da Silva, a publicar dentro de alguns dias. Ainda assim, o juiz refere que a este “momento não é seguramente estranha a circunstância de se estar a aproximar o final do segundo mandado do CNPMA, que irá ocorrer em final de dezembro”.

A alegada falta de isenção do CNPMA é referida por Miguel Oliveira da Silva, professor de Ética Médica na Faculdade de Medicina de Lisboa, apenas como uma das questões “para um debate de cidadãos”, como propõe num livro dedicado à “eutanásia, suicídio ajudado e barrigas de aluguer” que vai publicar. Mais recente e delicada, a gestação de substituição merece-lhe destaque.

“Votei a favor (enquanto presidente do CNECV) em casos muito limitados, por exemplo entre irmãs e para situações clínicas. Mas a lei é subtil, precisa de ser lida e relida e o mais importante é o que não está escrito.” O apoio psicológico apenas obrigatório antes da eventual gravidez, o acesso total a não-residentes, a ausência de uma idade limite e de filhos prévios da gestante, a prioridade dada no Serviço Nacional de Saúde e o anonimato da identidade e história biológica da futura criança são algumas das premissas que contesta no livro e que devem ser alvo de uma análise profunda.

O obstetra defende que o contrato assinado entre as partes “preveja, tanto quanto possível, tudo o que fazer quando alguma coisa corre mal”. Por exemplo, malformações diagnosticadas tardiamente ou só depois do parto, incumprimento da grávida às restrições impostas, divergências sobre a eventual interrupção da gravidez, escolha do local e tipo de parto, decisão sobre a amamentação ou alterações na vida dos beneficiários, por exemplo “separam-se ou um deles morre e ninguém quer ficar com o recém-nascido”, lê-se. “Neste contexto, já alguém viu ou acredita que uma mulher rica vai emprestar o seu útero a um casal pobre?”, questiona.

A lei não permite que a ‘barriga de aluguer’ seja paga mas Miguel Oliveira da Silva — o primeiro presidente eleito e não nomeado para o CNECV — alerta que podem existir formas dissimuladas, como pagar a renda, as contas, o vestuário. Por isso, o contrato tem de deixar claro “quais as reais motivações que levam uma mulher a querer ser grávida de substituição”. Mas não só. Para o professor de Ética faltam na lei aspetos como a idade máxima da gestante, em vários países 40 anos, o número de vezes em que pode ceder-se o útero e a proteção da criança.

Identidade genética 
deve ser revelada
“Várias vezes se fala no interesse da criança mas nem por uma vez se aconselham os futuros pais a revelarem as circunstâncias da sua identidade e história biológica, veremos se aparece no consentimento informado a elaborar pelo CNPMA”, sugere. Na prática, o médico defende que o anonimato não protege a criança. “Há anos, tolerei a doação anónima, então só de esperma, mas os estudos feitos a crianças nascidas por PMA dez a 15 anos depois vieram revelar que queriam saber se tinham irmãos e quem tinha sido o dador e no norte da Europa a doação já não é obrigatoriamente anónima. Além disso, a nossa constituição diz que as pessoas têm o direito à sua identidade genética.” Por outras palavras, “é o regresso do pai anónimo”. 

A possibilidade de aceder à história biológica está no Tribunal Constitucional e espera-se uma decisão. O CDS e vários deputados do PSD pediram a fiscalização sucessiva da lei, publicada há um ano, e ainda não teve resposta, que também não tem um prazo para ser dada. 

Especialista em direito médico, André Dias Pereira critica o anonimato. “O legislador entendeu que estas crianças nunca vão conhecer o pai.” E resume a questão: “Durante 100 anos estivemos numa guerra pela paternidade e agora vem dizer-se que as crianças nascidas por PMA nunca terão um pai, nem anónimo [ou mãe no caso das dadoras ou gestante em situações de maternidade de substituição]”, afirma André Dias Pereira.

O QUE DIZ A LEI
O recurso à gestação 
de substituição só é possível a título excecional e com natureza gratuita, nos casos de ausência de útero 
e de lesão ou doença deste órgão que impeça de forma absoluta e definitiva 
a gravidez ou em situações clínicas que o justifiquem

Privilegiar a ligação 
da mãe genética 
com a criança ao longo 
da gestação de substituição, circunscrevendo-se 
a relação da gestante 
com a criança nascida 
ao mínimo possível, 
pelos potenciais riscos psicológicos e afetivos

Deve ser garantido 
à gestante 
um acompanhamento psicológico antes 
e após o parto
O parto da gestante 
de substituição beneficia 
do regime equivalente 
ao previsto para situação 
de interrupção da gravidez.

* Pede-se apenas dignidade.

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O EXPRESSO DOS MAHARAJAS

PROGRAMA DUMA AGÊNCIA DE VIAGENS

TAMBÉM UM OLHAR PELA RELIDADE


ASPECTO DE MUMBAI

Bombaim - Vadodara 
Embarque no Expresso dos Marajás

Pequeno-almoço
Em hora a indicar transfer para a estação de caminho de ferro para formalidades de pré-embarque
enquanto desfruta de uma bebida de boas-vindas. A viagem no Expresso dos Marajás terá início ao final da tarde em direcção a Gujarat. Jantar e noite a bordo.


Vadodara
Pequeno-almoço. 
Saída para visita de Vadodara, graciosa cidade de palácios, parques, templos e museus. Início da visita pelo Parque Arqueológico Champaner-Pavagadh, Património Mundial,
antiga cidade com ruínas espalhadas pelo sopé da montanha de Pavagadh, que é uma das formações rochosas mais antiga da Índia.

RUAS DE VADODARA
Visita do magnífico Masjid Jami, construído em 1513, maravilha arquitectónica com altos minaretes e portas minuciosamente esculpidas. Seguimos para Kewda Masjid e para a Nagina Masjid. Almoço no Palácio de Jambughoda. Regresso à cidade e visita do Museu Marajá Fateh Singh, com uma colecção real de trabalhos do pintor Rajá Ravi Verma (século XIX), para além de pinturas de artistas europeus do século XX, como Rafhael, Titian e Murillo.

Desfrute dum chá no magnífico Palácio Laxmi Vilas, de estilo Indo-Sarraceno , mandado construir pelo Marajá Sayajirao III em 1890 residência da famíliareal. Testemunhe a grandeza do Durban Hall, o piso em mosaico veneziano e as esculturas de bronze e mármore de Fellici. Regressoà estação e embarque no comboio para continuação de viagem. Jantar e noite a bordo.


 Udaipur

Desfrute de um pequeno-almoço tranquilo e prepare-se para passar o dia a explorar uma das cidades mais românticas da Índia. Conhecida como a Veneza do Oriente, Udaipur é uma imagem encantadora de palácios de mármore branco, plácidos lagos e verdes colinas, um oásis de cor numa região austera
e árida. Iniciamos visita com o Palácio da Cidade, o maior complexo palaciano no Rajasthan, com os seus arcos recortados, varandas e cúpulas.

TAXI DA CIDADE
Visite o Mor Chowk e aprecie os seus luxuosos mosaicos de pavões; o Moti Mahal; o Chini Mahal e o espectacular Zenana Mahal. Almoço. Seguimos a pé através do Velho Mercado de Udaipur para poder apreciar as lojas de venda de tecidos estampados e bordados, jóias e artefactos de madeira ou outros artesanatos locais. Regresso ao nosso comboio e continuação de viagem. Jantar e noite a bordo.



 Jodhpur

Pequeno-almoço e desembarque em Jodhpur, também conhecida como a “Cidade Azul”. Junto ao deserto de Thar, é a capital do antigo Marwar, famosa pelas suas magníficas fortalezas e palácios da época Rajput. Desfrute num emocionante jeep safari através do árido interior sul de Jodhpur até à rural vila de Rohet, lar da tribo Bishnoi, ambientalistas apaixonados, são uma comunidade de adoradores da natureza no Rajastão, participam fervorosamente na preservação do Black Buck, uma espécie em extinção.

A CIDADE AZUL
Visite as casas dos moradores locais e testemunhe os rituais populares e o trabalho dos artesões da aldeia. Seguimos para almoço em Rohet Garh, a casa ancestral dos Rathores desde1622, e agora um dos principais Heritage Hotel, de relvados e jardins bem cuidados com os seus pássaros e pavões tornase um refúgio de paz e tranquilidade absoluta.

Continuação para o extravagante Mehrangarh, com tour dos palácios e templos construídos pelos sucessivos governantes, com jóias de valor inestimável e uma deslumbrante colecção de armas. Regresso  ao comboio e continuação de viagem. Jantar e noite a bordo.


 Bikaner
Pequeno-almoço.
Saída para a cidade medieval de Bikaner, outrora importante centro de comércio das caravanas do deserto. 
 
AVENIDA DE BIKANER


Os fortes, palácios e templos de Bikaner são esplêndidas criações em arenito vermelho e amarelo que reflectem o seu rico e histórico legado arquitectónico.



Visita do Forte Junagarh, uma inexpugnável fortaleza construída em 1593 d.C. por Rajá Rai Simgh, surpreenda-se com o seu interior, o Diwan-i-Khas, Phool Mahal. 
Almoço num majestoso palácio. Ao final da tarde, conheça de perto as áreas rurais da Índia, seja escoltado pela aldeia circundante com músicos e carros de camelo decorados.
Regresso ao comboio. Jantar e noite a bordo.



Jaipur

Pequeno-almoço. 
Chegada a Jaipur, a “Cidade Cor-de-rosa”. Mandada construir por Rajá Jai Singh, no século XVIII, é conhecida pelos seus magníficos palácios, fortalezas e templos.
CRIANÇAS DE JAIPUR
Iniciamos o dia num curto passeio de jeep que o levará ao Forte Amber, onde poderá desfrutar duma espectacular vista sobre o desfiladeiro e uma excursão aos apartamentos reais, conheça a Câmara dos Espelhos (Sheesh Mahal) e o Hall da Vitória. Continuamos de jipe até ao romântico vilarejo de Kukas para uma experiência única e fascinante – a “Elephant Polo Match”.


A sua chegada será acompanhada pela banda militar real e as batidas de “Nagadas” (enormes tambores indianos). Terá a opção de assistir ou participar no jogo e após a partida poderá desfrutar de um almoço de champanhe. Seguimos para visita dos movimentados mercados de Jaipur, onde terá oportunidade para fazer compras de artesanato, antiguidades, jóias, cerâmicas, tapetes, couro, etc. Regresso ao comboio. Jantar e noite a bordo.


Sawai Madhopur (Ranthambore) - Agra

Na chegada a Sawai Madhopur, prepare-se para um safari ao Parque Nacional Ranthambore. Originalmente, terreno de caça privada dos Marajás, Ranthambore foi declarado Parque Nacional
em 1973. É famoso pelos seus avistamentos de tigres, hiena, chacal, leopardo, sambar, chital, nilgai, etc. Regresso ao comboio para um saudável brunch.



AGRA TRANSFORMADA EM VENEZA

Chegada a Agra, a jóia da Índia, é o lar do Taj Mahal e cidade lendária glorificada pelo tempo.


Visita do Forte Agra, Património Mundial da Unesco, mandado construir pelo imperador mongol Akbar em 1565, oseu labirinto de pátios e câmaras privadas reflectem a grandeza do Império Mughal. Visite o Diwan-e-aam (Casa dos Comuns), os pavilhões reais, salas ricamente decoradas, pátios e outros recantos. Possibilidade de compras em Agra. Regresso ao comboio.
Jantar e noite a bordo.


Delhi Porto ou Lisboa
Levantar cedo para testemunhar a magia do amanhecer no mundialmente famoso Taj Mahal. Construído por Shah Jahan como um mausoléu para a sua rainha favorita Mumtaz, esta incomparável maravilha foi construída inteiramente em mármore branco e aproximadamente 20 mil artesões, dos
mais reconhecidos do país, foram recrutados para dar forma a esta poesia em mármore.
Delhi

Continuamos para um romântico pequeno-almoço Champanhe nos verdejantes relvados de Taj Khema, dançarinos e músicos de coloridos trajes irão escoltálo aos jardins.



Regresso ao comboio e continuação da viagem para Nova Deli. Saboreie deliciosos prazeres durante o jantar na sua viagem que está agora a chegar ao fim. Chegada a Nova Deli. Transfer ao aeroporto, formalidades de embarque e Partida voo regular via uma cidade europeia, noite e refeições a bordo.

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1384
Senso d'hoje
BRUNO TOVAR  
ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO 
ÂMBITO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS 
PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL 
"A educação que nega
a riqueza do ser humano"



 FONTE: Território Conhecimento

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ESCOLHAS DE DOMINGO

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COMPRE JORNAIS 

E REVISTAS









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PORQUE SOMOS

UMA GRAÇA


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BOM DOMINGO


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10-TEATRO
FORA "D'ORAS"

XIII-MALDITA  
COCAÍNA





FONTE: ricardomoco


* "Maldita Cocaína" foi o espectáculo que Filipe La Féria estreou no recém-remodelado Teatro Politeama, em 1993. Escrito e encenado por Filipe La Féria, e com música do maestro Nuno Feist, tratou-se do primeiro musical português plenamente original e constituiu uma magnífica obra-prima a nível de criatividade, inovação e qualidade. Contou com um elenco de luxo, com verdadeiros monstros do espectáculo português: Simone de Oliveira, Carlos Quintas, Rita Ribeiro, Ruy de Carvalho, Manuela Maria, Varela Silva, Vera Mónica, Henrique Feist, Wanda Stuart (a grande revelação deste musical), Fernando Heitor, José Manuel Rosado, Helena Afonso, Camané, Joaquim Monchique, Manuel Coelho, João Baião, ...


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