23/06/2017

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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"
O alerta de Stephen Hawking:
 "Estamos a ficar sem espaço, nem recursos. 
Temos de deixar a terra"

A razão para explorar o espaço é simples: Hawking acredita que "se a humanidade quer resistir mais um milhão de anos, o nosso futuro deve ser ir onde ninguém foi antes"

Não é a primeira vez que Stephen Hawking faz este alerta, mas o físico repetiu esta semana o apelo num festival na Noruega em que o tema eram as viagens espaciais: "Estamos a ficar sem espaço, nem recursos. Temos de deixar a terra."
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Na conferência, em que Hawking participou por Skype, o cientista incentivou os líderes presentes a investir para construir uma base lunar em 30 anos e também para chegar a Marte até 2025, planos muito ambiciosos.

A razão para explorar o espaço é simples: Hawking acredita que "se a humanidade quer resistir mais um milhão de anos, o nosso futuro deve ser ir onde ninguém foi antes". Isto porque as ameaças atuais, das alterações climáticas à pressão que os mais de sete mil milhões de pessoas vivas atualmente exercem sobre os recursos naturais do planeta, levando à desflorestação e extinção de espécies, são bem reais, argumenta. A conclusão? "Precisamos sair da Terra".

Apesar de a tecnologia atual ainda não permitir cobrir distâncias longas no espaço, o físico referiu que ao aumentar a velocidade seria possível atingir, por exemplo, um planeta similar à Terra localizado na estrela Alfa Centauri B, um dos projetos em que está envolvido.

Apesar da insistência nas viagens espaciais, o cientista não deixa de insistir na necessidade proteger o nosso planeta e considerou que a decisão de Donald Trump de retirar os EUA do acordo de Paris foi "a mais errada sobre as alterações climáticas que o mundo já viu".

*  Stephen Hawking é cientista reputado, dispensa apresentações, o aviso é sério e grave, deixemos de assobiar para o lado.

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Danças Ocultas

Diatónico


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HOJE NO 
"RECORD"
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Federação lamenta decisão 
tomada pelo Benfica

A Federação de Patinagem de Portugal (FPP) "lamenta a decisão do Sport Lisboa e Benfica de não comparecer na final a quatro da Taça de Portugal de seniores masculinos", que se realiza este fim de semana, no Pavilhão Multiusos de Gondomar.
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Através de um comunicado, o organismo acrescenta que "lamenta ainda as inevitáveis consequências negativas que dela advêm para o hóquei em patins", salientando, no entanto, que "apenas o Sport Lisboa e Benfica é responsável por tal decisão".

"A FPP comunica que se mantêm todos os horários e procedimentos previstos para os jogos da final a quatro da Taça de Portugal de seniores masculinos", pode ainda ler-se na nota enviada à imprensa.

O Benfica anunciou esta sexta-feira que não vai comparecer na 'final four' da Taça de Portugal, em protesto com "o estado de degradação que atingiu" a modalidade e com a alegada dualidade de critérios.

"O Sport Lisboa e Benfica informa que não comparecerá, este sábado, em Gondomar, na 'final four' da Taça de Portugal de hóquei em patins", afirmou.

Os encarnados protestaram veementemente contra a arbitragem do encontro com o Sporting (5-5), na última jornada do campeonato, em que viram um golo ser anulado a segundos do final da partida e que poderia ter dado o título ao clube da Luz.

As águias deveriam jogar no sábado com o FC Porto, que se sagrou campeão, na segunda meia-final da Taça de Portugal, já depois de a Física de Torres Vedras e o Sporting de Tomar já se terem defrontado em Gondomar.

* O desporto assim, é "nim"

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Afinal, que leis 
protegem as nossas florestas?

OITO PERGUNTAS PARA OITO RESPOSTAS

1- Como é composta a floresta portuguesa?
De acordo com o relatório “Estatísticas e dinâmicas territoriais multiescala de Portugal Continental 1995-2007-2010 com base na Carta de Uso e Ocupação do Solo (COS)”, a área ocupada por floresta corresponde a 39% do território nacional (3.472.459 hectares) e a área ocupada por sistemas agro-florestais — espaços agrícolas com árvores florestais no terreno — corresponde a 8% do país (712.952 hectares).
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A árvore mais abundante nas florestas portuguesas é o pinheiro-bravo, que ocupa mais de 31% desses terrenos (1.083.372 hectares). Segue-se o eucalipto com 24,4% (848.431 hectares) e o sobreiro com 17,5% (608.960 hectares). Outras árvores têm expressões menores: os carvalhos ocupam 6,2% das florestas (216.096 hectares), as azinheiras ocupam 5,8% (200.075 hectares) e o pinheiro-manso ocupa 5,7% (197.325 hectares).

A restante percentagem é completada por áreas significativamente mais pequenas de castanheiros, espécies invasoras, outras árvores resinosas e outras árvores folhosas.

2-A que distâncias devem estar as árvores entre si numa floresta?
De acordo com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, as distâncias a que as árvores devem estar entre si numa floresta dependem das espécies a que nos referimos. Na lista que expõe no site, o Instituto refere-se a apenas três espécies de árvores: o carvalho-alvarinho, o pinheiro-manso e “outros carvalhos” (como são designados).

Por hectare de floresta pode haver entre 800 e 1.600 carvalhos-alvarinhos (Quercus robur) que devem estar a uma distância entre 4,5 metros e 3 metros entre linhas e entre 2 metros e 2,5 metros em cada linha. Quanto a outros carvalhos, quando plantados para produzir madeira, pode haver entre 800 e 1000 árvores por hectare distantes umas das outras entre 4 metros e 4,5 metros entre linhas e entre 2,5 e 3 metros em cada linha.

Se os pinheiros-mansos (Pinus pinea) forem plantados para produção de madeira e fruto, podem existir entre 450 e 650 árvores por hectar e devem estar a uma distância de entre 4,5 e 6 metros entre linhas e entre 3,5 e 4 metros por cada linha. Se os mesmos pinheiros servirem para dar fruto, pode haver entre 100 e 300 árvores por hectare que podem estar a uma distância de entre 6 e 10 metros entre linhas e entre 5,5 e 10 metros em cada linha.

Outros números devem ser levados em conta. Por exemplo, a distância entre as copas das árvores deve ser no mínimo de 4 metros e, enquanto elas não atingirem os oito metros, todos os ramos devem ser tirados até 50% da sua altura. A partir dos oito metros de altura, as árvores podem ser desramadas apenas até aos 4 metros de altura.

3-A que distância devem estar as árvores de outras infraestruturas?
De acordo com o Decreto nº 13658 de 23 de Maio de 1927, é proibida a plantação de eucaliptos a menos de 20 metros de campos agrícolas, quando entre esses campos e o local da plantação não existam estradas, rios, ribeiros ou edifícios.

De acordo com o Regime Jurídico de Ações de Arborização e Reaborização, sempre que haja uma infraestrutura — seja uma casa ou uma estrada, por exemplo –, a vegetação num raio de 50 metros em redor dela está sujeita a redução de matos e arvoredos. Entre a zona com vegetação reduzida e a vegetação sem intervenção deve guardar-se um espaço mínimo de 4 metros. Não pode haver árvores até dez metros das margens das estradas.

Quaisquer materiais mais inflamáveis — como botijas de gás, excedentes da exploração agrícola, palha usada para a cama de animais, estrumeiras ou pilhas de lenha — devem estar a mais de 50 metros da infraestrutura em causa. Num raio de pelo menos dez metros à volta da infraestrutura, deve evitar-se a plantação de espécies vegetais mais inflamáveis e devem desramar-se as outras espécies numa altura de pelo menos quatro metros acima do solo. No entanto, não pode haver qualquer tipo de vegetação num raio de pelo menos cinco metros em redor da casa ou outras edificações. 

Como medida de segurança, deve também pavimentar-se o solo com um material não inflamável num raio de entre um e dois metros em redor da infraestrutura.
É da responsabilidade do proprietário de um terreno garantir que a densidade florestal e as distâncias a outras infraestruturas estão dentro da lei.
Todos os proprietários de pinhais, carvalhais, sobreiros, azinhais, soutos, eucaliptais e acaciais têm o dever de manter devidamente tratados os arvoredos nos seus terrenos.
O Decreto nº 13658 de 23 de Maio de 1927 prevê que se tenha de pedir uma licença caso se queira cortar árvores junto a rios ou ribeiros porque podem ser as raízes a garantir a coesão das terras e a impedi-las de ceder à erosão provocada pela água. Essa licenças, originalmente dadas pela Direção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas ou pelo Ministério da Agricultura, só são concedidas se o proprietário se comprometer por escrito a substituir essas árvores por outras, caso a sua regeneração natural não esteja assegurada.

4-É obrigatório limpar os terrenos florestais junto a habitações?
Sim, é. De acordo com o artigo 15º e ponto número 2 do Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de junho, os proprietários, arrendatários, utilizadores ou qualquer pessoa com responsabilidades sobre um terreno próximo a edificações são obrigadas a manter o terreno limpo — livre de materiais muito iflamáveis — num raio de 50 metros em redor desses edifícios, contados a partir do ponto mais exterior dele. Nesta lei são considerados edificações quaisquer habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas ou outros equipamentos.
As copas das árvores e dos arbustos devem estar distanciadas no mínimo 5 metros em relação à habitação e deve ainda evitar-se que se projetem sobre a cobertura do edifício.

5-O que é o Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios?
O Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios “enuncia a estratégia e determina os objetivos, as prioridades e as intervenções a desenvolver” para proteger as áreas florestais em Portugal. Essas medidas recaem em cinco tópicos principais: “aumentar a resiliência do território aos incêndios florestais, reduzir a incidência dos incêndios, melhorar a eficácia do ataque e da gestão dos incêndios, recuperar e reabilitar os ecossistemas e adaptar uma estrutura orgânica e funcional eficaz”.
Na prática, como pretende o Governo satisfazer essas necessidades? Uma das medidas é manter faixas exteriores para proteger parques e edificações: quem gerir essas infraestruturas deve, por exemplo, “proceder à gestão de combustível numa faixa com largura mínima de 100 metros”. Outra medida é sensibilizar as populações para modos de proteção da floresta, ensinar as pessoas sobre o que pode causar incêndios ou aumentar o número de incêndios investigados em 15%.

Pode ler outras medidas neste documento.

6-Qual é o período crítico de incêndios florestais?
Em 2017, o período crítico decorre entre sábado, 1 de julho, e sábado, 30 de setembro.
O período crítico é o intervalo de tempo em que estão em vigor medidas excecionais para prevenir incêndios em florestas. A data de início e data de fim do período crítico são marcadas em função das condições meteorológicas. Isto é responsabilidade do Ministério do Ambiente e do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, segundo o artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 124/2006 de 28 de junho.

No entanto, o combate ao fogo existe ao longo de todo o ano em cinco fases de acordo com as alturas mais preocupantes: Alfa (1 de janeiro a 14 de maio), Bravo (15 de maio a 30 de junho), Charlie (1 de julho a 30 de setembro), Delta (1 de outubro a 31 de outubro) e Echo (1 de novembro a 31 de dezembro). Os meios utilizados para prevenir ou combater incêndios nas diferentes fases dependem do risco e das condições meteorológicas avaliadas para cada uma delas.

7-Quais são as regras em vigor durante o período crítico?
Durante o período crítico de incêndios florestais, em todas as áreas agrícolas ou florestais, entram em vigor as seguintes regras:
  • É proibido fumar, fazer lume ou fogueiras;
  • É proibido fazer queimas ou queimadas;
  • É proibido lançar foguetes e balões de mecha acesa;
  • É proibido defumar ou desinfestar apiários (colmeias para criação de abelha), salvo se os fumigadores (ferramentas para defumar as colmeias) estiverem equipados com dispositivos de retenção de faíscas;
  • É proibida a circulação de tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de fagulhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.
  • É proibido levar comida que precise de ser aquecida para piqueniques: leve comida já confecionada ou que possa ser ingerida fria. Depois, deixe o lixo nos caixotes distribuídos pela floresta.
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8 - É permitido fazer queimas ou queimadas durante o período crítico?
Uma queima é a eliminação de produtos que sobraram da exploração agrícola ou florestais através do fogo quando esses produtos estão cortados e amontoados. Se esses produtos estiverem cortados, mas não estiverem amontoados, a sua eliminação passa a designar-se queimada.

As queimas não podem ser feitas durante o período crítico. Devem ser feitas em espaços rurais, longe de ruas, praças e mais lugares públicos das povoações, sempre a menos de 30 metros de quaisquer construções e a menos de 300 metros de bosques, matas, lenhas, searas, palhas, depósitos de substâncias susceptíveis de arder.

As queimadas só podem ser feitas fora do período crítico e apenas se não houver risco de incêndio elevado. Para realizar uma queimada, o indivíduo precisa de ter licenciamento da Câmara Municipal. A Junta de Freguesia também pode dar esse licenciamento se a esta for concedida delegação de competências na presença de um técnico credenciado em fogo controlado, de uma equipa de bombeiros ou de uma equipa de sapadores florestais.

Tanto num caso como no outro, caso estas regras não sejam cumpridas, incorre numa contra-ordenação com coima que pode ir de 140 euros a 5.000 euros para pessoas singulares ou entre 800 euros e 1.600 euros para pessoas coletivas. Se dessa queima ou queimada resultar um incêndio pode incorrer em crime de incêndio florestal.

Há, no entanto, uma exceção, recorda o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas citando o n.º 1 do artigo 28.º do Decreto-Lei n.º 124/2006. É obrigatória a queima de produtos que possam provocar a contaminação ou disseminação de doenças. Esses produtos devem ser eliminados em qualquer altura do ano, desde que, durante o período crítico, a queima seja feita na presença de uma unidade de um corpo de bombeiros ou uma equipa de sapadores florestais.

* Excelente trabalho de pesquisa de MARTA LEITE FERREIRA

IN "OBSERVADOR"
21/06/17

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HOJE NO 
"JORNAL DE NOTÍCIAS"
Eleições na maçonaria ameaçam 
"laços de fraternidade entre irmãos"

A campanha eleitoral da segunda volta das eleições no Grande Oriente Lusitano (GOL), que se realiza este sábado, terminou na quinta-feira, num ambiente de crispação pouco habitual entra as candidaturas concorrentes, lideradas atual grão-mestre, Fernando Lima, e pelo professor universitário José Adelino Maltez. Uma importante loja maçónica do Porto fala mesmo em "graves riscos de inquinamento dos laços de fraternidade entre irmãos".

Uma das últimas polémicas relaciona-se com aquela loja, a Estrela do Norte, que é uma das mais representativas do país e, na primeira volta, votou em massa na Lista A, de José Adelino Maltez. A nível nacional, na primeira volta, Maltez foi igualmente o candidato vencedor, com 445 votos, seguindo-se-lhe Fernando Lima, com 414, e Madeira de Castro, com 374.
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Na passada terça-feira, Fernando Lima fez, apenas enquanto grão-mestre do GOL, uma comunicação escrita aos seus "irmãos" - na gíria maçónica, emitiu uma "prancha"- para dizer que a primeira volta das eleições na Loja Estrela do Norte teria decorrido "de forma ilegal", por ter acontecido, em simultâneo, uma cerimónia de iniciação. E acrescentou que aqueles factos "vêm na sequência de outras irregularidades" que originaram uma sindicância àquela mesma loja.

"Ameaçada de graves sanções", a Estrela do Norte respondeu ao grão-mestre, esta quinta-feira, estabelecendo "conexão" entre a ameaça e o ato eleitoral deste sábado e apelando a princípios elementares do GOL: "Não se podem imputar condutas graves sem que se assegure o devido contraditório", disse, acusando ainda Fernando Lima de se expressar de forma "menos cuidada".

Além do mais, a Estrela do Norte considerou que a divulgação da prancha do grão-mestre em vésperas da segunda volta das eleições "comporta graves riscos de inquinamento dos laços de fraternidade entre irmãos e oficinas do Grande Oriente Lusitano".

Esta quinta-feira, na sua última comunicação aos eleitores, José Adelino Maltez também criticou a publicação de "uma prancha do grão-mestre ameaçando uma loja que não votou maioritariamente na sua lista, tentando usurpar poderes do Grande Tribunal Maçónico e dando ao boato e à insinuação valor institucional".

Lima diz que Maltez quer "proto-partido"
Já neste mês de junho, logo após a divulgação dos resultados oficiais da primeira volta (que inverteram os resultados preliminares, que davam vitória a Fernando Lima), a Lista C acusara a Lista A, de Maltez, de querer transformar o GOL, a mais antiga obediência maçónica em Portugal, "numa espécie de proto-partido, dirigido por uma agenda mediática".
Crítico da opção de Maltez por uma maior abertura da maçonaria à sociedade, Fernando Lima escreveu "nunca no passado, como no presente, o povo maçónico se deparou com uma decisão tão fundamental". As presentes eleições servem para escolher, em sua opinião, "entre a serenidade e a exposição permanente", ou "entre um governo reforçado para todos e uma liderança parcial que só trabalhe para "os seus"".

Maltez não quer Gol "ao serviço da geofinança"
"Não, a Lista A não quer um protopartido. O que não quer é uma maçonaria ensimesmada, silenciada e usada para a subversão da legitimidade democrática do Estado e da sociedade, ao serviço da geofinança", reagiu José Adelino Maltez, ainda na sua comunicação desta quinta-feira, em óbvia alusão às atividades de Fernando Lima no "mundo profano".

O atual grão-mestre, que concorre a um terceiro mandato, foi o presidente da Galilei (novo nome da Sociedade Lusa de Negócios, proprietária do BPN), havendo também referências públicas do escritório de advogados de que é sócio ao gigantesco caso de corrupção que a justiça brasileira batizou de "Lava Jato".

Ainda segundo Maltez, a Lista C empreendeu, a seguir à divulgação dos resultados oficiais da primeira volta, "uma operação de enlameamento eticamente inaceitável, cujo objetivo é manter o atual grão-mestre Fernando Lima no poder executivo, custe o que custar".

Entre as ações daquela alegada operação, Maltez destaca que, "num espaço de pouco mais de uma semana saíram duas capas de jornais ["Sol" e "i"] com assuntos internos do Grande Oriente Lusitano, seguindo diretamente a última Newsletter da Lista C, e ambas sugerindo uma rutura iminente na Obediência e caluniando a lista opositora do Grão-Mestre em instância".

* Seria melhor brincarem às casinhas, ou às escondidas, também existe o lego e a caça ao pokemon.


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 VIRA...VIRA



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HOJE NO 
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS/ 
/DA MADEIRA"

339 idosos sofreram quedas
 em 2016 no SESARAM

No ano de 2016 foram registadas 339 quedas de idosos no SESARAM, destas 18 com lesão severa/grave, dez resultaram em fractura do colo de fémur, revelou Ricardo Silva, enfermeiro supervisor do Hospital Dr. Nélio Mendonça e gestor do Projecto de Prevenção de Quedas, ontem, durante a apresentação nesta unidade de saúde. Desde 2007, quando começou este trabalho, até ao ano passado, foram contabilizadas 2.127 ocorrências deste tipo.
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A mortalidade de quem cai no primeiro mês é de 4 a 11% e sobe para 16 a 35% no primeiro ano, diz ainda o trabalho de análise de dados do enfermeiro. 17% ficam dependentes, mais de metade das pessoas que sofrem quedas passam a precisar de ajuda para caminhar e 30 a 35% perde a mobilidade. Um internamento por fractura do fémur representa um custo médio de 4.100 euros.

O maior número de quedas foi registado nas chamadas Unidades de Internamento de Longa Duração (Hospital João de Almada e o Atalaia), 46,6%. Daí também a recomendação para treino de equilíbrio nestas locais. Mas o maior índice de quedas, tendo em conta os dias de internamento, regista-se na Unidade de Cuidados Especiais, 3,06 comparado com o 0,91 do serviço anterior.

Os que mais caem são maiores de 75 anos, até aos 89; caem mais durante a manhã e caem sobretudo na enfermaria/quarto. A maioria dos utentes que caiu estava só, resultado também da falta de recursos humanos, referiu. 28 utentes caíram duas vezes. Um caiu seis.

O número de quedas notificadas em 2016 foi o maior desde que há registo, revelou Ricardo Silva. Isto não quer necessariamente dizer que mais pessoas caiam, pode querer dizer que mais pessoas registam a queda no sistema. O enfermeiro confessou ter medo dos serviços que apresentam zero quedas.

O projecto de prevenção de quedas foi iniciado em 2007, nesse ano foram notificadas 41. Agora ganha nova força agora com uma equipa própria que pretende dinamizar e promover estratégias de prevenção de quedas de utentes do SESARAM e nos idosos da região, em geral, um trabalho transversal que vai passar do hospital aos internamentos de longa duração, dos centros de saúde às casas das pessoas.

Nos hospitais são requeridas também algumas mudanças e melhoramentos, nomeadamente em termos de intervenções básicas de segurança. Ricardo Silva destacou por exemplo a renovação de equipamentos, como camas, que devem ser reguláveis, colocação de barras de protecção e colocação de antiderrapantes nas zonas de duche.

Deixar os corredores livres de obstáculo ou quando não é possível colocar os equipamentos apenas de um lado é outra das medidas sugeridas, juntamente com uma boa iluminação, objectos ao alcance fácil do doente e protecção durante o transporte. A colocação de alarmes e alertas consta da lista de sugestões.

As medidas preventivas devem ser tomadas de acordo com o grau de risco. Há uma lista de cuidados acrescidos para os doentes com elevado risco de queda. Colocá-los em área de vigilância da enfermagem e mantê-los amarrados com cinto quando sentados numa cadeira são medidas a adoptar.

Mais do que penalizar, importa corrigir o que está mal e por isso defendeu a promoção da notificação anónima. Com o actual sistema é possível apurar trimestralmente não apenas o número de quedas, como também as quedas repetidas, e as quedas por idade, o local, por grupo de risco, por intervalo de tempo ou turno, e o número de óbitos após queda.

O projecto pretende diminuir o número de quedas, as consequências clínicas para o doente e os custos em saúde, referiu Luísa Lopes, médica de medicina interna afecta ao Centro de Saúde de Gaula, que com Ricardo Silva, que com outros dois médios e duas enfermeiras constituem o núcleo duro. É lá que vai arrancar o projecto-piloto, um centro de saúde com poucos utentes, 800 deles com idade superior a 65 anos. Será de entre este será escolhida a amostra para trabalhar. O objectivo é depois estender a todos os concelhos da Madeira.

O projecto vai chegar não apenas aos idosos, mas igualmente aos cuidadores formais (contratados) e não formais (família e amigos), assim como aos profissionais de saúde que contactam com os idosos, nas casas, nos centros de saúde e unidades hospitalares.

O objectivo é avaliar o riso de queda, pelo menos uma avaliação por ano; promover a segurança do idoso na sua casa, aumentando o número de cuidadores formais e informais com formação, assim como a formação dos próprios idosos nesta área; melhoria das suas condições se segurança nas habitações, com avaliação dos factores de risco; e fazer uma avaliação clínica do idoso.

“Este programa surgiu na continuidade daquele que já existe no hospital do Funchal e que fez parte do programa para acreditação para a qualidade da nossa instituição”, referiu Pedro Ramos, á margem da apresentação. “E surgiu também numa sessão clínica aqui no hospital do Serviço de Ortopedia, sobre as fracturas nos idosos sobre os dinheiros e os custos que estas fracturas têm e o enorme peso na saúde pública que representa para a Região autónoma da Madeira e naturalmente que tínhamos de tomar medidas, e esta medida, a apresentação deste programa hoje é a consequência disso”.

O secretário regional da Saúde explica que o programa vai passar por visitas domiciliárias, recomendações, campanha nos media e por uma auscultação de quais são as necessidades, concelho a concelho, no sentido de ver qual o tipo de intervenção que a Secretaria Regional da Saúde deverá assegurar.

* Algo vai mal na prevenção de quedas de idosos na Região Autónoma da Madeira. 

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