01/03/2017

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HOJE  NO
"DESTAK"

Consórcio cria nova seringa com vantagens para a saúde pública

Um consórcio português está a desenvolver uma seringa de múltipla câmara de libertação sequencial, que vai "melhorar a prática clínica de administração endovenosa de medicamentos e soros", anunciou hoje a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC). 
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O novo dispositivo tem "vantagens para a saúde pública", reduzindo, designadamente, o risco de infeção (diminui o número de manipulações), aumentando o conforto e bem-estar dos pacientes (sujeitos a menor número de procedimentos de injeção) e baixando a possibilidade de erro humano na administração de agentes terapêuticos, afirma a ESEnfC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

A seringa, cuja ideia partiu de estudantes e docentes deste estabelecimento de ensino, vai ser desenvolvida pelo consórcio integrado pela empresa de indústria de plásticos Muroplás, do Porto, pela ESEnfC e pelo Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), da Universidade do Minho, com apoios comunitários da ordem de meio milhão de euros. 

* Somos do tempo das seringas de vidro reutilizáveis vezes sem conta após rápida fervura.

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HELENA MATOS

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Uma questão de perfil

Homens que bateram em homens. Homens que bateram em mulheres. Homens que beberam e bebem... Quantos deixaram de ser convidados para comentar, apresentar e trabalhar por causa disso?
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Tenho seguido com estupefacção as notícias sobre o julgamento que opõe Bárbara Guimarães a Manuel Maria Carrilho. Sobre o julgamento em si mesmo limito-me a escrever que confio na Justiça ou mais apropriadamente que me resigno a aceitar o que a Justiça decida porque, por mais desrazoadas que frequentemente me pareçam as decisões tomadas pelos tribunais, na verdade não existe forma mais civilizada de resolvermos os nossos conflitos.

Feita esta ressalva passemos ao que me interessa e preocupa. Ou seja às consequências que este julgamento pode vir a ter na decisão de outras mulheres em não denunciarem a violência física e psicológica que sofrem. Afinal quem está preparada para aguentar uma devassa total da sua vida privada e o impacto que essa devassa pode ter na sua vida profissional?

Note-se que o discurso sobre a chamada violência doméstica (tal como sobre o aborto) está imbuído de um imaginário neo-realista: mulheres economicamente dependentes dos maridos, rodeadas de gente reaccionária que lhes repete que se devem resignar para salvarem os seus papéis de esposa e mãe. A completar o retrato, estas mulheres são invariavelmente apresentadas como destroçadas e precocemente envelhecidas. As mulheres para serem vítimas têm de ter os olhos desesperados das mães perdidas num qualquer cenário de guerra, o despojamento da Pietá e o percurso irrepreensível nos actos e nas palavras de um candidato à santidade nas religiões conhecidas e por conhecer. Basta haver um reparo, um senão (e o senão aparece sempre) para que de vítimas passem não necessariamente a vilãs mas a vítimas mais que anunciadas dos erros cometidos por si mesmas.

É precisamente no desencontro entre a vítima real e o seu retrato oficial que se agrava o calvário de mulheres como Bárbara Guimarães que não só não é pobre como não é anónima e muito menos feia. O dinheiro, a celebridade e a beleza têm um reverso na imagem que se cria das mulheres, um reverso de que poucos falam mas que todos conhecem: mal os problemas acontecem é como se estivéssemos a assistir a uma espécie de correcção da desigualdade na distribuição da beleza e a uma expiação do pecado do excesso seja ele do dinheiro que se possui ou do protagonismo. Assim, por exemplo, acaba a surgir quase como inevitável que as mesmas empresas que antes pagavam regiamente a Bárbara Guimarães para promover os seus produtos agora rescindam os seus contratos com ela.

Curiosamente vemos como jornalistas, senadores, apresentadores, humoristas e artistas, homens que bateram em homens. Homens que bateram em mulheres. Homens que se drogaram e drogam.

Homens que beberam e bebem. Homens que tiveram divórcios com episódios perturbantes. Homens que atingem as raias da loucura e da boçalidade por causa de uma coisa tão simples quanto o rolar de uma bola num relvado… E tanto quanto me recordo nunca ocorreu a alguém deixar de contratá-los, de aplaudi-los, de convidá-los ou de ouvi-los por causa desses factos.

Seja qual for a posição que se tome sobre este caso duas conclusões podemos já tirar. A primeira é que ele está a cobrar uma factura elevada na vida profissional de Bárbara Guimarães. A outra conclusão é que essa factura será tão mais acrescida quanto a mulher menos se aproximar daquilo que a sociedade e muito particularmente os activistas dos direitos disto e daquilo têm como o perfil da vítima. E para o fim uma pergunta: perante o que está a acontecer neste caso quantas mulheres não acabam a concluir que o melhor é aguentar e calar? Por todas as razões de outrora — casamento e filhos — e também para salvarem as suas carreiras.

IN "OBSERVADOR"
26/02/17

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1157.UNIÃO



EUROPEIA



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HOJE  NO
  "i"
Denúncia. 
Animais exportados da 
União Europeia sujeitos a abates cruéis

Portugal exporta para um dos países sobre os quais recaem as suspeitas da Animals International

A organização Animals International levou a cabo uma investigação internacional e denuncia que há animais exportados de países da União Europeia que são mantidos em condições degradantes e abatidos sem respeito pelas diretivas europeias em países do Médio Oriente.
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O trabalho de oito meses, noticiado hoje pelo “The Guardian”, detetou casos de espancamento e recurso a eletrochoques para controlar os animais. O problema começa logo no transporte, com os animais a permanecerem em jaulas durante dias sem qualquer higiene .

Animals International esteve na Croácia e em seis países do Médio Oriente, entre os quais Turquia, Jordânia e Líbano. O “The Guardian” adianta que foram detetados abusos em animais provenientes de Alemanha, França, Lituânia, Polónia, Hungria ou Eslovénia. As denúncias desta ONG sobre esta matéria não são novas: em 2011, uma investigação semelhante, sobre maus tratos a animais na Indonésia, levou a Austrália a proibir a exportação de gado até que houvesse garantias de melhoria nos procedimentos.

Em outubro, a Animals International apelou ao fim da tortura dos animais exportados. Na altura, a ONG revelou ter detetado problemas na Malásia, Omã, Líbano, Dubai e Kuwait.

A legislação europeia estabelece que o transporte de animais até ao destino final deve cumprir as regras europeias mas nem sempre isso acontece. Em novembro do ano passado, delegações da Suécia, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Alemanha e Holanda apelaram ao Conselho Europeu para que houvesse um reforço do controlo nesta área.

Portugal não tem sido citado pela Animals International. Segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, que o i analisou, em 2016 o país exportou animais vivos no valor de 157 milhões de euros.
O maior volume teve como destino países da União Europeia (97 milhões de euros), em particular Espanha (94 milhões). Ainda assim há registo de exportação de animais vivos para alguns países para os quais tem havido alertas. É o caso da Jordânia, para onde Portual exportou animais no valor de 129 mil euros em 2016. Não há registo de exportações para Croácia, Omã ou Líbano e para Kuwait e Turquia são residuais.

* A notícia sobre Portugal é irrelevante. Quem trata mal os animais, trata pior o povo.

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 5- O MURO DE BERLIM

* Talvez a história deste muro nos motive a rejeitar e a manifestar contra a construção de outros mais.

* As nossas séries por episódios são editadas no mesmo dia da semana à mesma hora, assim torna-se fácil se quiser visionar episódios anteriores.
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O mundo visionário das 
cidades inteligentes




FONTE: EURONEWS



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HOJE  NO
"A  BOLA"

Sporting
Sentença do caso que opõe Marco Silva
 e José Eduardo tem data marcada
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Está marcada para 8 de março a leitura da sentença do caso que opõe Marco Silva, antigo treinador do Sporting, e José Eduardo, acionista da SAD, sócio e antigo membro do Conselho Leonino.

José Eduardo, recorde-se, foi acusado de difamação por Marco Silva.

* Como sportinguistas desejamos que a calúnia seja exemplarmente punida.

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