02/02/2017

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ONTEM  NO
"A  BOLA"

Orientação
«Portugal O´Meeting» 
bate recorde de países participantes

Quando já falta menos um mês para a 22.ª edição do «Portugal O´Meeting», já foi superado o recorde de países presente na prova, visto que estão 35 nações.
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A Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, Colômbia, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Portugal, Republica Checa, Rússia, Suíça, Suécia, Taiwan, Turquia, Ucrânia e Estados Unidos confirmaram que vão participar no evento.

A principal estrela da competição feminina, Simone Niggli, está confirmada. Na prova masculina, Thierry Gueorgiou também estará presente e irá tentar triunfar pela sexta vez.

Vão estar igualmente presentes nomes como, por exemplo, de Gustav Bergman e Albin Ridefelt (Suécia), Lucas Basset e Thierry Gueorgiou (França), Baptiste Rollier (Suíça) e Milos Nykodym (República Checa).

* Oxalá seja uma festa.

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MANUEL SÉRGIO

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Aurélio Pereira: 
meu companheiro de jornada 

Sempre que me surge uma situação propícia, mormente pela simpatia contagiante de quem me rodeia, não me esqueço de relembrar que nada sei de futebol e portanto nunca tentei ensinar futebol a ninguém. Não posso negar que cheguei a fazer amizade com nomes grandes do futebol português. Não posso também esconder que, hoje ainda, alguns treinadores têm a bondade de permitir-me um demorado diálogo sobre esta problemática.

Mas, apesar de tudo isto, nunca me senti com a força psicológica bastante para sentir-me um especialista nesta modalidade desportiva. Aliás, para mim, “quem só teoriza não sabe”. E eu, no que ao futebol diz respeito, continuo encerrado na “turris eburnea” da teoria. Então, o que venho eu fazendo, nas minhas aulas e nas minhas conferências, sobre o futebol, e nas minhas conversas com “agentes do futebol”? Pura interdisciplinaridade – nada mais! E lembrando portanto aos meus interlocutores que não há conhecimento científico que não tenha implícito uma filosofia inspiradora.

Entrelaçando o particular (do futebol) com o geral (do mundo em que o futebol se movimenta e desenvolve) é pouco saber só de futebol, quando se julga que se sabe de futebol. Estiolar no recanto do futebol, com a convicção de que o futebol não deverá informar-se, esclarecer-se com uma teoria e uma síntese mais amplas - trata-se de um lamentável erro que, no século XXI, já não se justifica. A prática não deve subordinar-se à teoria, mas deve encontrar, nela, capacidade interpretativa e ainda a significação e o sentido do que se faz. Não é por acaso que os grandes cientistas nos deliciam com vastos conhecimentos, no âmbito da literatura, da arte, da filosofia. É que não há conhecimento científico inovador, sem uma recolha de dados, em campos que são humanos, mas não são científicos. Sem uma cultura orientadora, não há ciência!

O meu Amigo Aurélio Pereira, que ensinou futebol e mais do que futebol ao Paulo Futre, ao Simão Sabrosa, ao Ricardo Quaresma, ao Luís Figo, ao Cristiano Ronaldo, ao Rui Patrício, ao Adrien, ao William Carvalho, etc., etc., é um cidadão de indubitável inteireza moral, sem a qual não teria sido (como poucos, ou nenhum, no mundo todo, acrescento eu) um inigualável formador de jogadores de futebol. Com a atribuição da Medalha de Mérito Desportivo ao treinador Aurélio Pereira, a Câmara Municipal de Lisboa praticou um ato justo, que restitui ao adjetivo o seu pleno significado. De facto, o prémio é justo, no sentido de “merecido” e mais “devido”. Não conheço melhor exemplo de amor e devoção ao futebol do que, de essencial, emerge da prática profissional do diretor da formação do Sporting Clube de Portugal – amor e devoção que se desenvolvem no mais exato e genuíno sentido nacional. Com efeito, só entre os campeões europeus de 2016, dez deram os primeiros passos e corridas e chutos, no futebol, sob a sua orientação, sob o seu olhar verdadeiramente paternal.

Não tenho qualquer receio de escrever que Aurélio Pereira é uma síntese viva dos mais altos valores que na prática desportiva se aprendem e se vivem. Mas… quantos livros escreveu ele? Nenhuns! Quantas conferências proferiu? Bem poucas! Na vida, no entanto, mais importante que o esplendor das palavras é o mérito das obras. Acima do interesse intelectual ou literário, situam-se os mais altos valores humanos. E tudo o que o Aurélio Pereira tem feito está carregado de história, de significações, de humanidade. A sua prática reporta-se, essencialmente, a ideias, a juízos, a valores, com uma função condicionante e condutora. Sem estas ideias, sem estes juízos, sem estes valores, não se entenderá jamais a presença de Aurélio Pereira no Sporting C.P. e no futebol português.

Do futebol tem este “senhor do futebol” um conhecimento fraternal, magistral e despretensioso – é seu íntimo e amigo de todos os momentos. Mas, porque sabe que não há jogos, mas pessoas que jogam, para ele, gostar do futebol é principalmente gostar dos rapazes que, com ele, aprendem a jogar futebol. Disse-me, certo dia: “Tive convites para orientar equipas do Nacional da Primeira Divisão, mas não fui capaz, nem de deixar o Sporting, nem de deixar a minha rapaziada, a minha segunda família”. E, com um lampejo de emoção, aduziu: “Posso estar errado, mas estou no futebol como estou na vida. Sem determinados valores, não sei viver”. Eu aproveitei para sugerir: “E o facto de colher tantos êxitos com o que faz também o não deixam sair das suas atuais funções…”. Ele atalhou: “Sim, é verdade. Não sei se tenho um grande domínio da pedagogia, mas os miúdos dão a entender que gostam de trabalhar comigo”.

E, com a mão espalmada a indicar-me as larguezas do mundo: “E, quando jogam no estrangeiro, não se esquecem de mim, de enviar-me notícias”. E, com o bornal bem repleto de vivências, confidenciou-me: “A mãe do Cristiano Ronaldo, se tem problemas que a preocupam, não se esquece de consultar-me, de ouvir a minha modesta opinião, com alguma frequência. É uma senhora que eu admiro muito. É uma grande mãe e avó”. Fala-se muito de uma “Escola de Qualidade” e coloca-se no centro da controvérsia uma particular referência a três disciplinas fundamentais: a leitura, a escrita e o cálculo, sem esquecer a aprendizagem de uma língua estrangeira, nem deixar de incentivar a iniciação às tecnologias da informação. O Aurélio Pereira, num mundo em mudança exponencial, bem pode ensinar aos professores e educadores que só educa quem ama o que faz e quem ama também os seus educandos, para além de tudo o mais.

Fui, na companhia do Dr. José Lima, responsável pelo PNED/IPDJ, ao Estádio Universitário de Lisboa, à cerimónia, presidida pelo Dr. Fernando Medina, da atribuição da referida Medalha de Mérito Desportivo. Quando chegou a minha altura de abraçá-lo, segredei ao Aurélio Pereira: “O meu Amigo é meu companheiro de jornada intelectual. Tudo o que eu teorizo o Aurélio pratica e bem melhor do que eu saberia fazer”. E, achegando-me ternamente ao peito, concordou, num fio de voz: “É verdade! Eles não sabem, nem sonham!”. Só há 3 ou 4 anos (não mais) eu dialogo com o Aurélio Pereira, acerca do treino de jovens jogadores de futebol. Que o mesmo é dizer: ele nunca precisou de mim, para nada, no âmbito do seu trabalho diário. No entanto, durante um dos nossos habituais almoços (a três: o José Lima, o Aurélio e eu) e depois de conhecer, em resumo, a minha visão do treino, teve a bondade de afirmar: “Sempre fiz o que o Manuel Sérgio defende, na sua tese de doutoramento. E muito antes de conhecê-la. Pode crer!”.

Também ele não sabe, nem sonha, o bem que me fez. Sou um simples estudioso do desporto em geral e do futebol em particular, mas nunca treinei ninguém, nem nenhuma equipa, ou seja, sou um teórico tão-só. E (se bem penso) quem só teoriza não sabe. Verdadeiramente, só se sabe o que se vive. Um dos defeitos que eu encontrei, no desporto, de há 50 ou 60 anos atrás, residia na separação entre ciência e filosofia, entre cultura humanista e cultura científica, entre o mundo da consciência e o mundo dos factos. Como se a filosofia e a cultura humanista e o mundo da consciência nada contassem ao rendimento, na prática desportiva. Sem alardes de promoção pessoal, o Aurélio Pereira, há muito que sabe (bem antes de mim e sou mais velho do que ele) que no futebol há pessoas que jogam futebol. E não basta, por isso, treinar futebol, numa equipa de futebol. Está por fazer-se uma homenagem do futebol nacional a Aurélio Pereira: é que este Homem é mesmo um exemplo… como raros o são!
 
* Professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto

IN "A BOLA"
31/01/17

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1130.UNIÃO



EUROPEIA



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HOJE NO  
"AÇORIANO ORIENTAL"

Novo material que reage à luz promete janelas e painéis solares inovadores

Janelas que mantêm edifícios e automóveis frescos em dias de calor ou painéis solares três vezes mais eficientes são possíveis aplicações para um novo material fino, flexível e que absorve a luz, a ser desenvolvido na Universidade da Califórnia.
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O material, concebido por engenheiros da Universidade, em San Diego, é descrito como "absorvente de largo espectro de frequências" e bloqueia muito mais luz infravermelha, sendo capaz de absorver luz incidindo de qualquer angulo e, teoricamente, pode ser adaptado para absorver tipos específicos de onda do espectro luminoso, deixando passar outros.

Segundo os responsáveis da Universidade, que apresentam o novo material num comunicado hoje divulgado, já há materiais que absorvem a luz mas são volumosos ou quebram quando dobrados. E também não podem ser controlados para absorver apenas um determinado tipo de comprimento de onda.

Recorrendo a tecnologia de nanopartículas, uma equipa liderada pelos professores Zhaowei Liu e Donald Sirbuly, da Escola de Engenharia da Universidade de San Diego, criaram o novo material fino, flexível e ajustável.

O material poderá ser aplicado a qualquer tipo de substrato e em grandes superfícies, como janelas. Os responsáveis salientaram que os nanomateriais normalmente não são fabricados em escalas maiores do que alguns centímetros.

A nova tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento, continuando as equipas a trabalhar para explorar diferentes materiais e geometrias, para desenvolver absorvedores de grande espectro que trabalham em diferentes comprimentos de ondas de luz.

* Tudo o que se inventar para melhorar as condições do ambiente, é sempre bom.

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 Fashion Tech
 A revolução da moda



FONTE: EURONEWS


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2 - Guerra na Ucrânia
 Bem-vindo ao Donbass


* Jornalista italiana vai até a aérea do conflito na região do Donbass, no Leste da Ucrânia, e entrevista milicianos do povo e vítimas da guerra civil. 

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 HOJE NO
"CORREIO DA MANHÃ"

Cem carros apreendidos pela GNR

Material apreendido pelas autoridades está avaliado em mais de cinco milhões e meio de euros.

A GNR anunciou esta quinta-feira ter apreendido 6.695 peças automóveis e 93 veículos semidesmantelados avaliados em quase 5,5 milhões de euros, em Beja e Setúbal, numa operação realizada no âmbito de uma investigação que durava há dois anos. 
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Segundo a GNR, num comunicado enviado à agência Lusa, na operação, além das peças e dos veículos, foram apreendidos dois computadores, dois telemóveis e um cofre e constituídos como arguidos dois homens, que ficaram sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência, e uma empresa. 

As 6.695 peças, entre as quais constam motores completos, carroçarias, transmissões, centralinas, embraiagens, amortecedores e colunas de direção, e os 93 veículos semidesmantelados apreendidos têm "um preço de venda ao público apurado em 5.484.544 euros", precisa a GNR. 

A operação, dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal e direcionada a operadores económicos em Beja e Setúbal, no âmbito do crime de fraude fiscal qualificada, foi realizada na quarta-feira e hoje pela Unidade de Ação Fiscal (UAF) com o apoio do Comando Territorial de Beja da GNR. 

Segundo a força de segurança, a operação foi "o corolário de dois anos de investigação a operadores que se dedicavam ao desmantelamento de veículos e à venda das respetivas peças a consumidores finais, oficinas de reparações e stands de automóveis das regiões do Alentejo, Setúbal e Algarve. 

A investigação incidiu num "canal dissimulado" de abastecimento de componentes automóveis, que realizava um "conjunto de transações" e obtinha rendimentos "ocultados da Administração Tributária".

* Um sucesso da GNR.
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