08/04/2014

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HOJE NO
"DIÁRIO DE NOTÍCIAS"

Ex-diplomatas entre os 35 mil 
apoiantes da reestruturação

A Petição "Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente", vai ser entregue amanhã à Presidente da Assembleia da República. Alfredo José de Sousa, ex-Provedor de Justiça e ex-presidente do Tribunal de Contas, que entregará o documento será acompanhado por António Franco, Eduardo Paz Ferreira, Fernando Melo Gomes, Francisca Soromenho, Francisco Louçã, João Cravinho, Pedro Adão e Silva e Ricardo Baião Horta. 
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A lista de peticionários inclui antigos diplomatas, muitos deles "envolvidos nas relações com a União Europeia". Fernando Neves e Seixas da Costa, ex-secretários de Estado dos Assuntos Europeus, António Paulouro das Neves e Vasco Valente, ex-representantes na REPER, Margarida Sá Carneiro Figueiredo, Vasco Bramão Ramos, ex-Director Geral na Comissão Europeia, João Diogo Nunes Barata e António Franco, antigos Chefes das Casas Civis dos Presidentes Mário Soares e Jorge Sampaio, Carlos Neves Ferreira, ex-Presidente do Instituto Diplomático e Gonçalo Santa Clara Gomes, ex-Embaixador junto das Organizações Internacionais em Genebra são alguns dos diplomatas que aderiram à petição. 


O documento pretende que os deputados aprovem uma "resolução recomendando ao Governo o desenvolvimento de um processo preparatório tendente à reestruturação honrada e responsável da dívida, 

Os signatários defendem, por exemplo, o "abaixamento significativo da taxa média de juro do stock da dívida; a extensão de maturidades da dívida para 40 ou mais anos; e a reestruturação, pelo menos, de dívida acima dos 60% do PIB, tendo na base a dívida oficial". 

Manuela Ferreira Leite, Silva Lopes e Bagão Félix (ex-ministros das Finanças), Jorge Miranda, Pinto Ramalho (ex-Chefe do Estado-Maior do Exército), Melo Gomes (ex-Chefe do Estado-Maior da Armada), Barata Moura (ex-Reitor da Universidade de Lisboa), Januário Torgal (ex-Bispo das Forças Armadas), Eugénio da Fonseca (Presidente da Caritas Portuguesa), Pacheco Pereira (Professor Universitário), Fernando Medina (vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa), Jacinto Lucas Pires (Escritor), Eduardo Vera Cruz (ex Director da Faculdade de Direito de Lisboa) e Ana Gomes (Eurodeputada) são outros dos subscritores. A petição online já ultrapassou as 35 mil assinturas.

* A maioria parlamentar afecta ao governo abusará do seu peculiar autismo.

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FANTASMA QUADCOPTER




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HOJE NO
"RECORD"

Onda de Maya Gabeira 
nomeada a prémio Billabong

Uma onda surfada pela brasileira Maya Gabeira em Mainland, no México, a 6 de julho de 2013, está entre as cinco nomeadas para o melhor desempenho feminino em ondas gigantes, anunciou esta terça-feira a Billabong. 

A 28 de outubro de 2013, Maya Gabeira fraturou o perónio direito numa onda gigante na Nazaré, onde foi salva pelo compatriota Carlos Burle, chegando à areia da Praia do Norte inanimada.
A surfista brasileira, de 26 anos, já venceu cinco vezes o galardão feminino dos prémios Billabong XXL, cuja cerimónia de entrega dos prémios de 2014 vai ocorrer em 2 de maio, no Grove Theater, em Anaheim, na Califórnia.

Entre as nomeadas está a também brasileira Andrea Moller, com uma onda surfada em Jaws, Mauí, e as havaianas Paige Alms e Keala Kennely e a norte-americana Bianca Valenti, todas com ondas em Nelscott Reef, no Oregon.

A organização anunciou ainda os cinco finalistas na categoria de quedas ("wipwout"), casos dos norte-americanos Shawn Dollar e Alex Martins, ambos em Maverick's, do australiano Jamie Mitchell, em Belharra Reef, em França, do taitiano Alain Riou e do havaiano Koa Rothman, ambos na Polinésia Francesa.

Na semana passada, a Billabong já tinha anunciado que as ondas do brasileiro Carlos Burle e do britânico Andrew Cotton, na Praia do Norte, na Nazaré, estavam entre as cinco nomeadas para o prémio de maior do ano.

De acordo com a página oficial da marca, responsável pela entrega dos troféus, as "condições atmosféricas extraordinárias" que decorreram nos últimos meses na Europa fizeram com que três ondas, surfadas em diferentes meses, se tornassem grandes candidatas à vitória na categoria de Billabong XXL Biggest Wave Award de 2014.

As ondas surfadas pelo brasileiro Carlos Burle, a 28 de outubro de 2013, e pelo britânico Andrew Cotton, a 2 de fevereiro deste ano, na praia do Norte, na Nazaré, fazem parte das nomeadas, juntamente com as surfadas pelo francês Gautier Garanx em Belharra Reef, em França, pelo italiano Francisco Porcella e pelo havaiano Ian Walsh, em Jaws, no Havai.

Burle e Cotton surfaram ondas que se consideram passíveis de superar os anteriores registos de Garret McNamara, tido como autor da maior onda de sempre.

A 1 de novembro de 2011, McNamara bateu pela primeira vez na Praia do Norte o recorde da maior onda surfada, com um registo certificado pela Guiness World Records (23,7 metros). Esta mesma onda valeu-lhe o prémio de maior onda da competição Billabong XXL Biggest Wave Awards.

O havaiano continuou a tentar a sorte na Nazaré, tendo surfado, a 28 de janeiro de 2013, uma onda que se acredita possa ter chegado aos 30 metros. No entanto, McNamara retirou-a do concurso da Billabong, por ser "fortemente contra" o consumo de álcool e aquele ser patrocinado por uma marca de cerveja. 

* Até com o acidente da surfista a Nazaré ficou mais conhecida



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2-ARTE DA
SEDUÇÃO




















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HOJE NO
"JORNAL DE NOTÍCIAS"

Descoberto espólio do único português
. que se correspondeu com Darwin

Um espólio contendo desenhos e manuscritos inéditos do naturalista Francisco Arruda Furtado, famoso cientista português que manteve correspondência com Charles Darwin, foi descoberto numa gaveta do Museu de História Natural de Lisboa. 
É uma descoberta "sem precedentes o conjunto fabuloso de desenhos e manuscritos" de Francisco de Arruda Furtado, originário dos Açores, afirmou Marta Lourenço, coordenadora da equipa de investigadores que analisa o espólio encontrado, citada pela Agência Lusa.

A obra documental, que cruza áreas diversas, desde História, Malacologia (ramo da Biologia que estuda moluscos) e Antropologia, estava fechada à chave numa gaveta da biblioteca, na sala do Conselho Escolar, onde durante quatro séculos de existência do museu sempre se reuniram os professores da antiga Escola Politécnica portuguesa, pertencente à Universidade de Lisboa.

Francisco Arruda Furtado, tido como um dos maiores naturalistas portugueses de todos os tempos, trabalhou cerca de três anos no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, a partir de 1884, antes de morrer, aos 33 anos, em junho de 1887, deixando uma produção científica muito ativa para a época.

A equipa de investigadores que analisa os documentos agora descobertos ignora a data em que o material entrou no museu, mas acredita que o mesmo tenha escapado ao incêndio que atingiu o edifício em 1978.

Há anos o museu descobriu correspondência entre Arruda e Charles Darwin, o naturalista britânico que defendeu a teoria da evolução das espécies através da seleção natural.

Para analisar o espólio, o museu criou uma equipa multidisciplinar, composta por historiador, conservadores, restauradores, arquivistas, ilustrador científico e especialistas ligados à parte digital, por considerar que a descoberta "é mais do que um conjunto de desenhos", aliás, são "conjuntos coerentes de desenhos com documentação", referiu Marta Lourenço à Lusa.

"Isso no conjunto é uma mina para a História. Apesar de esta casa ter tido muita gente famosa, não sei se temos aí mais algum espólio pessoal como este pertencendo a um biólogo com esta vida tão singular e com uma coerência tão grande", afirmou Marta Lourenço.

"Temos muitos textos inéditos. Por exemplo, tenho um que é "Teorias e Práticas da Biologia para os liceus de Arruda Furtado", disse, por outro lado, Alda Namora, arquivista do Museu, que apontou a obra nunca publicada como eventual "contributo aos alunos portugueses daquilo que se ensinava lá fora, a nível de ciências da Biologia".

Uma cópia de uma carta que José Vicente Barbosa du Bocage, então político português e curador de zoologia do Museu de História Natural de Lisboa, "enviou para o Ministério do Reino a pedir a colocação dele (Arruda Furtado) aqui no Museu", e um peixe desenhado ao contrário - de direita para esquerda, que "demonstra que Arruda teve uma formação de desenho" - também estão entre os achados, assinalou Alda Namora.

Falando à Lusa, Vítor Gens, o arquivista que descobriu a pasta empoeirada num lugar onde "era pouco provável que houvesse manuscritos", disse acreditar que os documentos tenham sido guardados durante uma reunião. 

Do ponto de vista histórico, as descobertas vão "valorizar um cientista bastante importante no seu tempo e na própria história da ciência portuguesa, sobretudo da história da história natural portuguesa. Ele acaba por ser pioneiro em termos de estudos de antropologia Física, da própria Defesa, na Didática da teoria da evolução", disse à Lusa David Felismino, historiador da ciência, que integra o projeto.

"Não deixa de ser, até num aspeto mais pessoal, uma pessoa admirável. Como é que aos 33 anos tem esta produção científica, quer a publicada, quer a não publicada", disse o académico, que destacou a "capacidade de organização" do naturalista.

Os inéditos de Francisco Arruda Furtado vão ser exibidos ao público em Portugal a partir setembro e, posteriormente, ao mundo, através de um portal, quando a equipa finalizar o processo de catalogação dos documentos, parte da tarefa do projeto que está a ser financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, disse Marta Lourenço.

Mas, já em maio, o poeta português João Miguel Fernandes Jorge vai apresentar 30 desenhos inéditos de Arruda Furado numa exposição a decorrer no Museu Carlos Machado, nos Açores.

* Abram gavetas, talvez descubram mais cultura esquecida ou menosprezada.


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 HAPPY
SINDROME DOWN




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HOJE NO
"JORNAL DE NEGÓCIOS"

Reabilitação “low cost” 
entra amanhã em vigor

Diploma que suaviza as regras exigidas na reabilitação de prédios com mais de 30 anos e localizados em áreas de reabilitação urbana foi publicado esta terça-feira em Diário da República. 

A partir de amanhã já será mais fácil avançar com obras em imóveis cuja construção tenha terminado há mais de 30 anos e localizados em áreas de reabilitação urbana, desde que os mesmos se destinem preferencialmente a habitação – ou seja, que pelo menos 50% da área tenha essa finalidade.

O diploma que aprovou a chamada reabilitação “low cost” foi publicado esta terça-feira, 8 de Abril, em Diário da República e entra amanhã em vigor. As novas regras vêm dispensar requisitos até agora obrigatórios em áreas como a acústica ou as instalações de telecomunicações e redes de gás.
Além disso, algumas normas do Regulamento Geral das Edificações Urbanas são também afectadas, nomeadamente as que respeitam a áreas mínimas de habitação, altura do pé-direito ou instalação de ascensores.

Em todo o caso, os afastamentos destas regras terão de ser sempre fundamentados com termo de responsabilidade assinado pelo técnico responsável pela obra.

O objectivo do Executivo foi estimular a realização de obras de reabilitação, considerando que algumas imposições legais existentes, por serem orientadas para a construção nova, quando aplicadas a construções antigas implicavam quase sempre custos elevados, o que acabava por desencorajar os proprietários e desincentivar a reabilitação.

As novas normas aplicar-se-ão a todo o país e a qualquer reabilitação, independentemente de ser feita em casas particulares ou em imóveis de investidores destinados depois ao mercado de venda ou arrendamento.

De acordo com o diploma agora publicado, ficam abrangidas as obras de conservação, de alteração, de reconstrução ou de ampliação. São igualmente contempladas as alterações de utilização.

A reabilitação urbana “low cost” fica em vigor até 2020.

* Uma medida equilibrada


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